Nas políticas ibéricas…
O socialismo espanhol em guerra com o
Estado de Direito
O PS e a esquerda, sempre endoidecidos por um moralismo primário quando o
tema convém, viram surdos e mudos se o ataque ao Estado de Direito vem de
Espanha. Diz tudo sobre o que a esquerda realmente é
MIGUEL MORGADO Colunista do Observador
OBSERVADOR, 23 nov. 2025, 00:2077
Direito numa União Europeia repleta de outros candidatos a essa
infâmia. Nesta semana, num episódio que soma à cadeia infindável de
episódios, cada um deles suficiente para derrubar um governo que respeitasse as
instituições democráticas, Sánchez
coleccionou mais uma derrota, mais um vexame e mais um desmentido flagrante.
O procurador-geral espanhol – o fiscal
general – foi
condenado pelo Supremo Tribunal por usar
a imprensa para difamar o companheiro de Isabel Ayuso, presidente da
Comunidade de Madrid, e uma das principais figuras da oposição. García Ortiz
usou os meios do Estado, através do
cargo que desempenhava e que, no fundo, tem por função o cumprimento da
legalidade pela generalidade dos cidadãos espanhóis, para tentar
liquidar a oposição que incomoda o seu chefe político, Pedro Sánchez. Entre outros detalhes do
caso, o procurador-geral – o
responsável máximo pelas investigações judiciais aos suspeitos de delitos em
Espanha – apagou todas as suas mensagens de email e de telemóvel no dia em que
soube que seria investigado, num acto de obstrução à justiça que, só por si,
teria de valer a demissão e uma desonra pública.
Este caso foi apenas mais um. São tantos e tão graves que é
difícil manter a conta sem um acompanhamento diário. (Falei sobre o tema aqui e aqui). Entretanto,
Sánchez é desmascarado nas suas sucessivas mentiras sem que isso atrapalhe a
consciência de ninguém na esquerda espanhola comprometida com o poder. O
lodo da corrupção encharca o seu núcleo duro. Sánchez
e os seus fiéis juram sempre que nada sabem, apesar de os envolvidos na
corrupção serem seus próximos e íntimos, e de terem sido defendidos como
grandiosos socialistas até à última hora da revelação da verdade. E,
sempre, com as mesmas acusações – de que tudo não passa de “bulos” (fake
news) patrocinados pela “ultradireita”. Passa-se ao caso seguinte e a
encenação recomeça.
E a esquerda além do PSOE? Yolanda Diaz, Ministra do Trabalho do
governo espanhol e líder do Sumar, teve
o topete de, com a indignação do costume, acusar os juízes de atentado ao
Estado de Direito. Sobre García Ortiz repetiu que o homem é
evidentemente inocente – em uníssono
obediente com Sánchez. Não lhe
passa pela cabeça que tenha responsabilidades incompatíveis com tiradas
agitadoras contra o poder judicial a que apenas faltou o apelo à desobediência.
Formatada pela mentalidade mais primária de guerra total e sem escrúpulos a
tudo o que não sejam os interesses sectários da esquerda, na cabeça de Yolanda
Diaz não cabe a ideia simples de que, por ser – além de líder sectária
de um partido radical – titular de um órgão de soberania, tem
responsabilidades cívicas acrescidas.
O propósito de agitação é simples de entender. Não pode haver desculpas, nem matizes de
justificação, nem muito menos explicações. Foge-se para a frente com um salto
mortal, devolvendo por inteiro a acusação que a sensatez e a sobriedade
universais lhes dirigem todos os dias: há um atentado ao Estado de Direito a
ocorrer em Espanha. E
ocorre todos os dias sem fim à vista. De resto, devidamente concertado,
o PSOE reagiu do mesmo modo, como exemplificou o secretário-geral dos
socialistas madrilenhos, Óscar Lopez. Sumar
e Podemos passaram a ter como única divisa o “golpismo judicial”. Que a esquerda radical esteja amarrada
até à morte a um governo do PSOE corrupto e sem qualquer rumo que não seja
adiar as eleições, mesmo que tenha de se ajoelhar diariamente diante da direita
nacionalista catalã, mostra bem como nada daquilo tenha ponta por onde se lhe
pegue, nem sequer o seu radicalismo.
Sobre o “golpismo” incessante do governo espanhol, nem
uma palavra. Nem uma palavra quando, por
exemplo, a União
Europeia o denunciou recentemente a propósito da escandalosa lei da amnistia que o governo socialista avançou para subornar o apoio do
nacionalismo catalão, responsável por um golpe, este, sim, contra a Constituição espanhola, garante único da sobrevivência
política de Sánchez dominar politicamente o poder judicial.
Mas a ausência de escrúpulos da esquerda espanhola não termina aqui.
Desde 2017, Sánchez e os seus cúmplices levaram a cabo uma operação sem precedentes
de colonização das instituições.
Um dos primeiros alvos foi a RTVE, hoje
um puro órgão de propaganda do partido do poder cujos profissionais fazem todos
os dias os possíveis por esquecer o brio profissional que, independentemente
das opiniões políticas que tenham, os deveria escoltar. Pelos
vistos, a protecção do poder socialista a qualquer custo vale mais do que
qualquer outro valor.
Os seus mais emblemáticos pivots e
jornalistas assinam manifestos em apoio de Sánchez, acusando as investigações policiais de
não passarem de “golpismo judicial”. Às mesmas digníssimas pessoas nada lhes incomodou quando as
investigações se dirigiam ao Partido Popular. Tudo são “bulos”, tudo
são fake news, mesmo aquilo que
se comprova depois ser factual. O que
importa é fazer alastrar a confusão para que ninguém em Espanha consiga
distinguir a verdade da mentira – ao mesmo tempo que, com cara séria, a começar
por Sánchez, fazem pose de arautos da verdade e da guerra à “desinformação”.
Tudo
é “ultradireita”, incluindo a oposição democrática e os jornalistas que prosseguem
o seu trabalho e, nalguns casos, se recusam a ceder às ameaças. Em simultâneo, atiram-se culpas mortais
para as redes sociais e os seus diabólicos “algoritmos”, que tudo calculam a
soldo da “ultradireita”. Como se vê, léxico e tecnologias à parte, a escola não
é muito diferente da da propaganda totalitária dos anos 30.
Se é verdade que a esquerda
espanhola não soluçou uma palavrinha que fosse a propósito dos sucessivos
golpes contra o Estado de Direito perpetrados por Pedro
Sánchez, pelo mesmo silêncio temos de fustigar a esquerda portuguesa – no parlamento
e na comunicação social. Sempre
lesta a denunciar golpes do fascismo e dos seus remotos parentes em tudo o que
mexa da sua conveniência, não lhe resta uma sílaba sobre isto. Afinal de
contas, o PSOE é um velho aliado do PS. Sem
Sánchez, Costa não seria Presidente do Conselho Europeu. Não
importa que a figura do PSOE que em Portugal fomos ensinados a reverenciar, Felipe
Gonzalez, seja um dos mais corajosos acusadores de Sánchez e de falar
frequentemente sobre todos os abusos em curso. Todas essas memórias devem ser limpas como uma esponja porque é isso
que a conveniência da esquerda portuguesa, acompanhada pelo Bloco de Esquerda,
aliado do Sumar e do Podemos, dita a cada uma das almas obedientes.
Espanha, o nosso mais próximo aliado,
o nosso maior parceiro comercial, o nosso único vizinho terrestre, não é
noticiada quando os escândalos de Sánchez despontam. Preferimos
relatar a cada meia-hora os escândalos do outro lado do mundo – mas só quando
têm a cor partidária aconselhável. O PS e a
esquerda, sempre endoidecidos por um moralismo primário quando o assunto
convém, tornam-se surdos e mudos assim que o ataque ao Estado de Direito vem de
Espanha. Diz tudo sobre o que a esquerda realmente é.
ESPANHA EUROPA MUNDO SOCIALISMO POLÍTICA
COMENTÁRIOS (de 77)
Uiros Ueramos: Pedro Sánchez tornou-se o exemplo acabado
de como um líder pode subverter o Estado de Direito à frente de toda a gente e
continuar impune, protegido por um bloco de extrema-esquerda que funciona como
muralha ideológica e megafone de propaganda. O caso do procurador-geral
condenado pelo Supremo, por difamar opositores usando recursos do Estado e apagar
provas, seria suficiente para derrubar qualquer governo decente. Em Espanha, é apenas “mais uma terça-feira”. A colonização das
instituições é total: O caso da RTVE é vergonhoso, hoje uma máquina de
propaganda sem pudor, ao uso descarado da comunicação social como arma de
guerra política. Cá, as mesmas figuras que se
indignam diariamente contra a “ultradireita” assinam manifestos de apoio cego
ao Sanchez, como bons funcionários partidários. Em
Espanha quando é o PP o investigado, tudo é justiça; quando toca ao PSOE, tudo
é “golpismo”. O duplo padrão é tão gritante que já nem disfarçam. E
o mais grave? A esquerda portuguesa e o seu
braço armado da CS, assiste a tudo em silêncio cúmplice, porque criticar
Sánchez seria criticar a própria família ideológica. O PS, o BE, Livre e PCP e
toda a constelação mediática que salta sempre para denunciar “fantasmas fascistas, xenófobos e racistas”. E já agora, ironia suprema:
aproxima-se o 25 de Novembro, uma das datas mais importantes da democracia
portuguesa, a data em que Portugal escolheu a liberdade e derrotou quem queria
transformar o país numa ditadura de esquerda. Como sempre, a esquerda e a extrema-esquerda tentam
esconder este facto. Porque lembrar o 25 de Novembro é lembrar que foi preciso
o regimento de comandos para garantir que hoje podemos pensar e falar
livremente, inclusive sobre os abusos da esquerda, cá e em Espanha. Rui Lima: Os socialistas de Portugal,
Espanha e França transformaram-se em partidos capturados por uma visão
ideológica que ignora a realidade quotidiana das populações. Desconstroem identidades nacionais sem oferecer
qualquer projecto coerente para substituí-las, reduzem a história
europeia a uma narrativa de culpa perpétua, desvalorizando os avanços
civilizacionais únicos que o próprio continente conquistou. Na família e na educação, desmantelam pilares
de estabilidade em nome de experimentações sociais que enfraquecem gerações
futuras. Nas leis penais, privilegiam o infractor em detrimento da
vítima, alimentando um sentimento de desprotecção colectiva. Na imigração, confundem humanismo com
ausência de critérios, permitindo entradas descontroladas sem capacidade de
integração. No combate ao radicalismo
religioso, mostram hesitação e complacência que comprometem a segurança do futuro
da sociedade. No fundo, deixaram de ser forças de responsabilidade e tornaram-se motores
de instabilidade cultural, política e social , distantes da Europa que ajudou a
construir e incapazes de defender a Europa que existe hoje. E mesmo assim, a lista de
danos provocados pelos socialistas aos seus próprios países está longe de estar
completa, em França, por exemplo, destruíram grande parte
da competitividade económica com reformas irresponsáveis a idade de reforma aos
60 anos, as 35 horas semanais e um conjunto de leis que premeiam o rendimento
sem trabalho, minando o esforço e a produtividade. Falo como alguém que já votou
socialista mas foi num tempo em que o PS defendia a liberdade, a
responsabilidade e o progresso real. O que existe hoje nada tem a ver com essa
tradição. António
Lamas:
Acompanho
diariamente o que se passa em Espanha. Se tiverem dúvidas sobre o que Miguel
Morgado escreveu, vejam o programa matinal "La hora de la uno" onde a pivot Sílvia,
Intrujando, faz todos os dias autênticas missas de louvor ao Sanchez. Uma vergonha que por cá é silenciada.
A esquerda arroga-se o direito de esconder escândalos dos seus amigos, enquanto
qualquer coisa contra ela, e quando aparece qualquer coisinha à direita, não
largam o osso. Vejam o que se passa com as escutas do Costa. Os
juízes envolvidos, o PGR já explicaram tudo dentro da legalidade, mas continuam
a mentir. Maria Paula
Silva: Diz tudo sobre o que a actual esquerda realmente é e sobre quem permite que
este estado de coisas se perpetue. Vitor
Batista: A guerra que Sanchez moveu Contra Israel foi com o propósito de ter a
extrema-esquerda do seu lado, mas creio que a Mossad já está no terreno para
desmistificar os "bulos", Sanchez foi longe de mais e vai cair com
estrondo, e tivesse esse corrupto a chance de dominar o poder judicial e
politico, e Franco iria parecer um menino de coro comparado com ele. Não
sei o que os Espanhóis tomam para andarem tão adormecidos, mas a manha deve ser
forte, porque outrora tão solícitos a virem para a rua e protestarem, agora
parecem zombies do vale dos caídos. Eduardo
Santos: Este procedimento descrito na Espanha é uma pequena parcela do que virá
pela frente, pelo que a esquerda está a fazer no Brasil, quando já dominou
praticamente as principais instituições do Estado - judiciário, academia,
Comuniação Social (comprada com doutrinação nas faculdades e muita muita muita
verba de propaganda do governo), educação e Polícia Federal etc e partiu para
uma feroz perseguição aos seus adversários políticos, sempre com o discurso
da esquerda e aplauso da CS de que estão violando a Constituição mas para
salvar o "Estado Democrático de Direito" . Ou seja, a Constituição
é um pequeno detalhe que só interessa cumprir quando favorece à esquerda.. Albino
Mendes: Não entendo a vossa surpresa. O socialismo sempre lifou mal com o estado de
direito. António
Moreira: Pedro Sanchez é alguém que com as letras todas declarou que não pode de
maneira nenhuma demitir-se porque isso levaria a eleições e se Espanha fosse
neste momento a votos a direita ganhava… E é este o conceito de democracia que
tem a personagem de que aqui se trata hoje, alguém que também de forma expressa
se inspirou em António Costa e na geringonça para formar governo depois de
perder as eleições. Em suma, um gangster sem paralelo da política europeia. AL MA: Um excelente retrato da
realidade Espanhola, e nós como cidadãos Europeus, deveríamos preocupar-nos
muito e indignar-nos de forma explicita. Infelizmente a nossa imprensa tóxica,
não verte para as parangonas dos Jornais, nem 5% dos factos graves do PSOE e de
Sanchez, que minam a Democracia Europeia, do PS nem uma palavra. Já viram ou
ouviram algum “ jornalista/ comentador a perguntar ao líder do PS o que acha da
situação em Espanha? Eu não. Já o Trump é presença a toda a horas
das manchetes tugas, como um belzebu, que vai acabar com o Mundo. Paulo
Almeida: Pesquisando as notícias que aparecem sao da fonte Agência Lusa. Texto igual
tipo cartilha para todos. E os títulos é só dizer que reencaminhou um e-mail.
Só. Não vejo a parte de apagar os e-mails como diz o Miguel. Em Portugal
comem o que a Lusa diz. Felizmente quem lê imprensa estrangeira alternativa,
e entende como o Miguel, traz a verdade. O título por todo o lado deveria ser
"Procurador aliado de Sanchez condenado por usar a imprensa contra o PP.
Apagou os seus registos do telemóvel antes de ser investigado". Sim o
Estado de direito está fracturado em Espanha. Por cá não foi muito diferente
com o Pinto Monteiro a favor do Sócrates. Mas como diz bem o Miguel - e é uma crítica violenta
ao Observador -, só se noticia coisas longe irrelevantes. Exemplo? Este tema de
Espanha merecia uma peça de fundo a explicar tudo. Mas ao invés disso o
Observador perdeu tempo a fazer uma peça grande sobre o facto de uma das
centenas de congressistas americanas republicana se ter chateado com o Trump.
Uma disputa do outro lado do oceano, que não tem nenhum impacto na sociedade
americana, é como se o Carneiro se chateasse com um presidente de Câmara ou uma
treta qualquer. Que machadada bem dada Miguel. Parabéns. José
Martins de Carvalho: Retrato perfeito da miserável situação política no país vizinho. Só
acrescentaria a subversão do estado de direito que constitui a não submissão
anual ao parlamento do orçamento de Estado. O último orçamento aprovado foi
para o ano de 2023 e tudo indica que assim vai continuar. O argumento de
Sánchez é que não tem votos suficientes para aprovar e, como não quer perder o
poleiro, governa por duodécimos. Maria
Emília Santos: Grande artigo! É isto mesmo! Enquanto não nos livrarmos desta esquerda
tresloucada, não sairemos da cepa torta! É por isso que o Chega sobe e há de
subir cada vez mais, para restaurar Portugal e dar dignidade aos portugueses! Hugo
Silva: Acabe-se com a Lusa... É meio caminho andado Carlos Chaves: Caríssimo Miguel Morgado, está
coberto de razão! Eu tenho o privilégio de ter um colega Espanhol, felizmente
não socialista, que me tem mantido a par da autêntica pouca-vergonha que o
Pedro Sanchez, o PSOE e os seus lacaios de esquerda e nacionalistas, estão a
fazer em Espanha! Devido ao facto de o Rei ser apenas uma figura decorativa,
acho mesmo que esta gente, está a pôr em causa a república da Espanha, tal como
a conhecemos. E aqui deste lado, silêncio, silêncio e mais silêncio...
Exceptuando artigos importantíssimos como este (obrigado Miguel Morgado), e nem
desconfiaríamos do que se passa aqui ao lado! Fosse a direita a fazer 1% o que
este miserável PSOE tem estado a fazer, e não faltariam “notícias” e
declarações inflamadas da nossa impoluta esquerda! João
Floriano: Uma das melhores crónicas que já foram aqui publicadas da autoria de Miguel
Morgado. Em ambos os países a manipulação da CS é determinante para manter a
esquerda em jogo. Sanchez teve um belo
mestre, que nós todos sabemos de quem se trata, mas admitamos que o pupilo
superou o mestre em estratégias de sobrevivência. José Tomás: Com a RTVE posso eu bem. A RTP e Lusa omitem todos os factos que este
artigo narra. De Espanha só passa a fumarada com que Sanchez esconde o saque:
Memória histórica, Palestina, algoritmos, e coisas do género. Se ao menos o PSD
estivesse no governo….
SDC Cruz: A Espanha está a passar pelo seu PREC. Acontece que em 1975, Portugal
acabava de sair de uma revolução e os excessos daí provenientes, serem
considerados como atenuantes. Espanha está a vivê-lo há mais de um ano, com
a anuência da UE, em que tudo vale para se manterem no poder. Até subverter
a constituição e o regime. Os sanguessugas esquerdalhas no seu melhor. Tanto
lá, como por cá. Até quando...?
Francisco Ramos: E tudo isto, o que se passa em Espanha, tal como o que
se passa em Portugal, com os PS de ambos os países, ainda assumido como virtudes, por uma parte
significativa do zé povinho, quando na realidade estes partidos mais não são do
que associações de malfeitores. Pobres países que tais filhos têm. Luis Mira
Coroa: Por cá tb a procuradora fez o frete ao Costa e ninguém viu. Manuel
Martins: Já há muito tempo que pouco me surpreende o que vem de Espanha, não só na
política, mas sobretudo na sociedade. Também, e em minha
opinião, se sabe com que camaradas socialistas europeus Sanchez foi
aprender todas os truques que tem usado. É a velha máxima do aprendiz que
supera os mestres... Manuel
Magalhaes > Vasco Esteves: “A dita Europa
civilizada” infelizmente já não existe, o que existe é uma amálgama de gente
pouco civilizada e manobrada pelas teorias da esquerda woke cuja divulgação é
feita pela vergonhosa e irresponsável comunicação social, veja-se por exemplo a
“impoluta” BBC que é hoje uma vergonha daquilo que já foi… José
Maria Cunha: Excelente
artigo, Miguel, obrigado. Por cá tb os media estão enxameados desta esquerda
corrupta (todos os dias acordamos com novos casos) e não democrática armados em
defensores da verdade. Ventura claro "bate palmas" pelo enorme favor
que lhe estão a fazer a ele. A degradação a que assistimos "cantando e
rindo" da sociedade não tem alternativa? Estamos tb condenados a isto,
isentos, nacional e internacionalmente. Hoje em dia é muito difícil filtrar e
encontrar notícias isentas sem serem manipuladas. José B
Dias: Cruze-se esta
crónica com a também hoje publicada da autoria de Helena Matos...
e depois reflicta-se sobre as notícias - ou a escassez destas - sobre a
corrupção no seio do núcleo do governo de Zelensky e as pretensas medidas por
este anunciadas! Andrade
> BG: Da esquerda
não se pode esperar outra coisa. Já da UE, em que a maioria do PE e CE não são
desta esquerda, esperar-se-ia mais do que um leve alerta. Este contorcionismo
balofo e temeroso da UE já ditou a sua insignificância no mundo e vai ditar o
seu fim. A UE é, essa sim, um albergue Espanhol onde cabe tudo e ninguém manda. João
Ribeiro: A Espanha
está a demonstrar a escumalha em que a esquerda ibérica se tornou. Infelizmente... Vasco Esteves: Não percebo como , na dita Europa civilizada, ainda
toleramos esta esquerdalha antidemocrática e não destruímos de vez esta gente,
que, se pudesse, matava ou prendia os oponentes como o Maduro . Os espanhóis ,
um povo orgulhoso, já deviam ter eliminado o Sanchez . Carlos F.
Marques: Artigo esclarecedor e verdadeiro, o problema é que ainda há muitos espanhóis
a votar nesta escumalha.
João Amorim: Miguel Morgado diz tudo nesta crónica sobre a gentalha
que hoje controla os partidos da esquerda com expressão eleitoral: uma elite
predadora e corrupta, pedante e desprezível, sem valores e sem escrúpulos.
Longe vão os tempos de figuras como Felipe Gonzalez, António Guterres, Jorge
Sampaio e António José Seguro - com cujas ideias nunca alinhei, mas que
mereciam um mínimo de respeito.
Komorebi Hi: O caso de Espanha é parecido com o brasileiro, este
com mais samba, pó branco e cachaça ou o português com fado-canção e democracia
toda adulterado como vinho a martelo, feito sem uvas. Por aqui, neste jornal, ao que
parece, é o primeiro artigo sobre a miséria da Geringonça de Espanha, nem sei
se o investidor- olé não fica incomodado, acredito que para si tanto faz. Tudo
o que escreve sobre a Espanha do PSOE de Sanchez/Zapatero é certo e verdadeiro
desde 2017, mas também, como cá, com a Geringonça sem ganhar eleições, tudo
lhes foi permitido e vai continuar, com o apoio da Comissão e do PE, apenas a
Hungria, a Polónia ou a Itália os incomoda, por exemplo. O PP em Espanha
preferiu ou não a geringonça do PSOE com os terroristas da ETA ou com os
separatistas socialistas da Catalunha? Lembro-me de um tal Rio de um tal PSD a
fazer "oposição democrática e construtiva" contra um grupo de
comunistas do PS, PCP, BE/FP25, PAN, lembro-me de quem lhes deu posse e como. Mario
Figueiredo: Concordo em absoluto que é uma vergonha a forma como a Espanha é
constantemente seleccionada para apenas fazer parte do noticiário nacional em
estilo português suave, enquanto que tudo o que se passa no outro lado do
atlântico é passado a pente fino. É impossível para mim aceitar que pouco
ou nada se saiba do vizinho do lado, seja pela falta de cobertura jornalística,
seja pela falta de discurso ou comentário politico. Mas o nosso problema não é
só o viés político que desde o 25 de Abril tomou conta das redações, nem a
inclinação do plano que tomou conta do sistema partidário desde a mesma data, o
problema é que agora temos todas as condições para que mais do que nunca a
ordem de marcha seja evitar falar dos desvarios da esquerda europeia. Tivemos
durante 50 anos uma sombra em Portugal convencida da sua pureza e
infalibilidade. Recusava ver os seus erros e qualquer crítica era punida como
maldosa e injusta. Ora bem, esse monstro gerou outro igual. E agora não estamos
já numa era de debate e moderação. A racionalidade foi suspensa e estamos em
combate politico num país onde se está a normalizar o ódio e o cavar de fossos. Maria
Tubucci: Ao Sr. Censor
residente no Observador. Agradecia que vossa nulidade libertasse o meu
humilde e sincero comentário. Cumprimentos de uma simples opinadora, M. (9:42) Tim do A: Muito bem. Em linha com o que diz Cabral Moncada,
também, no seu artigo de hoje. Hugo
Silva: Miguel
Morgado, Portugal não é exemplo para ninguém... Atente neste caso flagrante. A
justiça e a comunicação social estão capturadas por interesses obscuros. Ainda
há quem aprecie Gouveia e Melo.... https://paginaum.pt/2025/11/21/o-jornalismo-passou-a-ser-crime-com-a-ajuda-do-silencio-dos-jornalistas MariaPaula
Silva > graça Dias: Na actualidade, Pedro Passos Coelho é
A Excepção.... veja bem que foi o ÚNICO
que recusou ser condecorado com a medalha da não sei das quantas pelo sr. PR,
MRS... isso diz tudo, não é? Bom domingo,
Mrs. Grace :) Manuel Magalhaes
> Carlos F. Marques: Quem vota nessa escumalha não lhes interessa a
Espanha, a única coisa que lhes interessa é a esquerda, o mesmo se passa em
Portugal!!! Manuel
Magalhaes: A esquerda é
por princípio o maior falsário da realidade e isto sempre em favor das suas
conveniências, para a esquerda não há moral nem ética, apenas as suas
conveniências e assim vão destruindo os países onde se implantam!!! Português
de bem: Quanto mais vejo como estão as coisas na Europa e, no caso, em Portugal,
cada vez fico mais feliz por ter partido de Portugal e da Europa para longe
dessas pseudo-democracias, onde os povos são comandados por elites autocratas eleitas,
que não representam ninguém, que usam e abusam do poder para tirar a nossa
soberania, a nossa independência. Países supostamente independentes, que vivem
numa bolha mediática ideológica e propagandista, com uma sociedade invadida por
ideologias completamente paranóicas e invadidos por migrantes do 10º mundo e
que nos dizem que nos vêm salvar. É bom estar num país que tem a sua bandeira,
sem ter que andar sempre com um farrapo ao lado, bom ver o orgulho nacional,
patriota, onde as pessoas só se preocupam com o seu país e com o melhor para o
seu país. Faz bem sentir isso, o povo homogéneo, que defende a sua cultura e os
seus valores. Não é perfeito, longe disso, mas os prós são mais importantes que
os contras. Não me arrependo nada.
António Soares: É escumalha! É escumalha de esquerda! Foi, é e será
sempre! vitor
gonçalves > João Amorim: O Socialismo e a antecâmara do
Comunismo. MariaPaula
Silva > Mario Figueiredo: O actual PSD deveria ter sido incluído,
como muito bem diz. Margarida
Moita: Muito bom!! Mario
Figueiredo > MariaPaula Silva: Actual e passado. Onde é que
alguma vez ouviu o PSD institucional fazer referência aos desvarios do PSOE?
Até o Podemos e o seu líder Pablo Iglésias eram poupados a qualquer comentário
durante o auge da sua decadência moral e eleitoral.
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