segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Zanga


Nas políticas ibéricas…

O socialismo espanhol em guerra com o Estado de Direito

O PS e a esquerda, sempre endoidecidos por um moralismo primário quando o tema convém, viram surdos e mudos se o ataque ao Estado de Direito vem de Espanha. Diz tudo sobre o que a esquerda realmente é

MIGUEL MORGADO Colunista do Observador

OBSERVADOR, 23 nov. 2025, 00:2077

Direito numa União Europeia repleta de outros candidatos a essa infâmia. Nesta semana, num episódio que soma à cadeia infindável de episódios, cada um deles suficiente para derrubar um governo que respeitasse as instituições democráticas, Sánchez coleccionou mais uma derrota, mais um vexame e mais um desmentido flagrante.

O procurador-geral espanhol – o fiscal general – foi condenado pelo Supremo Tribunal por usar a imprensa para difamar o companheiro de Isabel Ayuso, presidente da Comunidade de Madrid, e uma das principais figuras da oposição. García Ortiz usou os meios do Estado, através do cargo que desempenhava e que, no fundo, tem por função o cumprimento da legalidade pela generalidade dos cidadãos espanhóis, para tentar liquidar a oposição que incomoda o seu chefe político, Pedro Sánchez. Entre outros detalhes do caso, o procurador-geral – o responsável máximo pelas investigações judiciais aos suspeitos de delitos em Espanha – apagou todas as suas mensagens de email e de telemóvel no dia em que soube que seria investigado, num acto de obstrução à justiça que, só por si, teria de valer a demissão e uma desonra pública.

Este caso foi apenas mais um. São tantos e tão graves que é difícil manter a conta sem um acompanhamento diário. (Falei sobre o tema aqui e aqui). Entretanto, Sánchez é desmascarado nas suas sucessivas mentiras sem que isso atrapalhe a consciência de ninguém na esquerda espanhola comprometida com o poder. O lodo da corrupção encharca o seu núcleo duro. Sánchez e os seus fiéis juram sempre que nada sabem, apesar de os envolvidos na corrupção serem seus próximos e íntimos, e de terem sido defendidos como grandiosos socialistas até à última hora da revelação da verdade. E, sempre, com as mesmas acusações – de que tudo não passa de “bulos” (fake news) patrocinados pela “ultradireita”. Passa-se ao caso seguinte e a encenação recomeça.

E a esquerda além do PSOE? Yolanda Diaz, Ministra do Trabalho do governo espanhol e líder do Sumar, teve o topete de, com a indignação do costume, acusar os juízes de atentado ao Estado de Direito. Sobre García Ortiz repetiu que o homem é evidentemente inocente – em uníssono obediente com Sánchez. Não lhe passa pela cabeça que tenha responsabilidades incompatíveis com tiradas agitadoras contra o poder judicial a que apenas faltou o apelo à desobediência. Formatada pela mentalidade mais primária de guerra total e sem escrúpulos a tudo o que não sejam os interesses sectários da esquerda, na cabeça de Yolanda Diaz não cabe a ideia simples de que, por ser – além de líder sectária de um partido radical – titular de um órgão de soberania, tem responsabilidades cívicas acrescidas.

O propósito de agitação é simples de entender. Não pode haver desculpas, nem matizes de justificação, nem muito menos explicações. Foge-se para a frente com um salto mortal, devolvendo por inteiro a acusação que a sensatez e a sobriedade universais lhes dirigem todos os dias: há um atentado ao Estado de Direito a ocorrer em Espanha. E ocorre todos os dias sem fim à vista. De resto, devidamente concertado, o PSOE reagiu do mesmo modo, como exemplificou o secretário-geral dos socialistas madrilenhos, Óscar Lopez. Sumar e Podemos passaram a ter como única divisa o “golpismo judicial”. Que a esquerda radical esteja amarrada até à morte a um governo do PSOE corrupto e sem qualquer rumo que não seja adiar as eleições, mesmo que tenha de se ajoelhar diariamente diante da direita nacionalista catalã, mostra bem como nada daquilo tenha ponta por onde se lhe pegue, nem sequer o seu radicalismo.

Sobre o “golpismo” incessante do governo espanhol, nem uma palavra. Nem uma palavra quando, por exemplo, a União Europeia o denunciou recentemente a propósito da escandalosa lei da amnistia que o governo socialista avançou para subornar o apoio do nacionalismo catalão, responsável por um golpe, este, sim, contra a Constituição espanhola, garante único da sobrevivência política de Sánchez dominar politicamente o poder judicial.

Mas a ausência de escrúpulos da esquerda espanhola não termina aqui. Desde 2017, Sánchez e os seus cúmplices levaram a cabo uma operação sem precedentes de colonização das instituições. Um dos primeiros alvos foi a RTVE, hoje um puro órgão de propaganda do partido do poder cujos profissionais fazem todos os dias os possíveis por esquecer o brio profissional que, independentemente das opiniões políticas que tenham, os deveria escoltar. Pelos vistos, a protecção do poder socialista a qualquer custo vale mais do que qualquer outro valor.

Os seus mais emblemáticos pivots e jornalistas assinam manifestos em apoio de Sánchez, acusando as investigações policiais de não passarem de “golpismo judicial”. Às mesmas digníssimas pessoas nada lhes incomodou quando as investigações se dirigiam ao Partido Popular. Tudo são “bulos”, tudo são fake news, mesmo aquilo que se comprova depois ser factual. O que importa é fazer alastrar a confusão para que ninguém em Espanha consiga distinguir a verdade da mentira – ao mesmo tempo que, com cara séria, a começar por Sánchez, fazem pose de arautos da verdade e da guerra à “desinformação”. Tudo é “ultradireita”, incluindo a oposição democrática e os jornalistas que prosseguem o seu trabalho e, nalguns casos, se recusam a ceder às ameaças. Em simultâneo, atiram-se culpas mortais para as redes sociais e os seus diabólicos “algoritmos”, que tudo calculam a soldo da “ultradireita”. Como se vê, léxico e tecnologias à parte, a escola não é muito diferente da da propaganda totalitária dos anos 30.

Se é verdade que a esquerda espanhola não soluçou uma palavrinha que fosse a propósito dos sucessivos golpes contra o Estado de Direito perpetrados por Pedro Sánchez, pelo mesmo silêncio temos de fustigar a esquerda portuguesa – no parlamento e na comunicação social. Sempre lesta a denunciar golpes do fascismo e dos seus remotos parentes em tudo o que mexa da sua conveniência, não lhe resta uma sílaba sobre isto. Afinal de contas, o PSOE é um velho aliado do PS. Sem Sánchez, Costa não seria Presidente do Conselho Europeu. Não importa que a figura do PSOE que em Portugal fomos ensinados a reverenciar, Felipe Gonzalez, seja um dos mais corajosos acusadores de Sánchez e de falar frequentemente sobre todos os abusos em curso. Todas essas memórias devem ser limpas como uma esponja porque é isso que a conveniência da esquerda portuguesa, acompanhada pelo Bloco de Esquerda, aliado do Sumar e do Podemos, dita a cada uma das almas obedientes.

Espanha, o nosso mais próximo aliado, o nosso maior parceiro comercial, o nosso único vizinho terrestre, não é noticiada quando os escândalos de Sánchez despontam. Preferimos relatar a cada meia-hora os escândalos do outro lado do mundo – mas só quando têm a cor partidária aconselhável. O PS e a esquerda, sempre endoidecidos por um moralismo primário quando o assunto convém, tornam-se surdos e mudos assim que o ataque ao Estado de Direito vem de Espanha. Diz tudo sobre o que a esquerda realmente é.

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COMENTÁRIOS (de 77)

Uiros Ueramos: Pedro Sánchez tornou-se o exemplo acabado de como um líder pode subverter o Estado de Direito à frente de toda a gente e continuar impune, protegido por um bloco de extrema-esquerda que funciona como muralha ideológica e megafone de propaganda. O caso do procurador-geral condenado pelo Supremo, por difamar opositores usando recursos do Estado e apagar provas, seria suficiente para derrubar qualquer governo decente. Em Espanha, é apenas “mais uma terça-feira”. A colonização das instituições é total: O caso da  RTVE é vergonhoso, hoje uma máquina de propaganda sem pudor,  ao uso descarado da comunicação social como arma de guerra política. Cá, as mesmas figuras que se indignam diariamente contra a “ultradireita” assinam manifestos de apoio cego ao Sanchez, como bons funcionários partidários. Em Espanha quando é o PP o investigado, tudo é justiça; quando toca ao PSOE, tudo é “golpismo”. O duplo padrão é tão gritante que já nem disfarçam. E o mais grave? A esquerda portuguesa e o seu braço armado da CS, assiste a tudo em silêncio cúmplice, porque criticar Sánchez seria criticar a própria família ideológica. O PS, o BE, Livre e PCP e toda a constelação mediática que salta sempre para denunciar “fantasmas fascistas, xenófobos e racistas”. E já agora, ironia suprema: aproxima-se o 25 de Novembro, uma das datas mais importantes da democracia portuguesa, a data em que Portugal escolheu a liberdade e derrotou quem queria transformar o país numa ditadura de esquerda. Como sempre, a esquerda e a extrema-esquerda tentam esconder este facto. Porque lembrar o 25 de Novembro é lembrar que foi preciso o regimento de comandos para garantir que hoje podemos pensar e falar livremente,  inclusive sobre os abusos da esquerda, cá e em Espanha.                   Rui Lima: Os socialistas de Portugal, Espanha e França transformaram-se em partidos capturados por uma visão ideológica que ignora a realidade quotidiana das populações. Desconstroem identidades nacionais sem oferecer qualquer projecto coerente para substituí-las, reduzem  a história europeia a uma narrativa de culpa perpétua, desvalorizando os avanços civilizacionais únicos que o próprio continente conquistou. Na família e na educação, desmantelam pilares de estabilidade em nome de experimentações sociais que enfraquecem gerações futurasNas leis penais, privilegiam o infractor em detrimento da vítima, alimentando um sentimento de desprotecção colectiva.  Na imigração, confundem humanismo com ausência de critérios, permitindo entradas descontroladas sem capacidade de integração. No combate ao radicalismo religioso, mostram hesitação e complacência que comprometem a segurança do futuro da sociedade. No fundo, deixaram de ser forças de responsabilidade e tornaram-se motores de instabilidade cultural, política e social , distantes da Europa que ajudou a construir e incapazes de defender a Europa que existe hoje. E mesmo assim, a lista de danos provocados pelos socialistas aos seus próprios países está longe de estar completa, em França, por exemplo, destruíram grande parte da competitividade económica com reformas irresponsáveis a idade de reforma aos 60 anos, as 35 horas semanais e um conjunto de leis que premeiam o rendimento sem trabalho, minando o esforço e a produtividade. Falo como alguém que já votou socialista mas foi num tempo em que o PS defendia a liberdade, a responsabilidade e o progresso real. O que existe hoje nada tem a ver com essa tradição.                António Lamas: Acompanho diariamente o que se passa em Espanha. Se tiverem dúvidas sobre o que Miguel Morgado escreveu, vejam o programa matinal "La hora de la uno" onde a pivot Sílvia, Intrujando, faz todos os dias autênticas missas de louvor ao Sanchez.  Uma vergonha que por cá é silenciada.  A esquerda arroga-se o direito de esconder escândalos dos seus amigos, enquanto qualquer coisa contra ela, e quando aparece qualquer coisinha à direita, não largam o osso.  Vejam o que se passa com as escutas do Costa. Os juízes envolvidos, o PGR já explicaram tudo dentro da legalidade, mas continuam a mentir.                   Maria Paula Silva: Diz tudo sobre o que a actual esquerda realmente é e sobre quem permite que este estado de coisas se perpetue.                    Vitor Batista: A guerra que Sanchez moveu Contra Israel foi com o propósito de ter a extrema-esquerda do seu lado, mas creio que a Mossad já está no terreno para desmistificar os "bulos", Sanchez foi longe de mais e vai cair com estrondo, e tivesse esse corrupto a chance de dominar o poder judicial e politico, e Franco iria parecer um menino de coro comparado com ele. Não sei o que os Espanhóis tomam para andarem tão adormecidos, mas a manha deve ser forte, porque outrora tão solícitos a virem para a rua e protestarem, agora parecem zombies do vale dos caídos.               Eduardo Santos: Este procedimento descrito na Espanha é uma pequena parcela do que virá pela frente, pelo que a esquerda está a fazer no Brasil, quando já dominou praticamente as principais instituições do Estado - judiciário, academia, Comuniação Social (comprada com doutrinação nas faculdades e muita muita muita verba de propaganda do governo), educação e Polícia Federal etc e partiu para uma feroz perseguição aos seus adversários políticos, sempre com o discurso da esquerda e aplauso da CS de que estão violando a Constituição mas para salvar o "Estado Democrático de Direito" . Ou seja, a Constituição é um pequeno detalhe que só interessa cumprir quando favorece à esquerda..        Albino Mendes: Não entendo a vossa surpresa. O socialismo sempre lifou mal com o estado de direito.                António Moreira: Pedro Sanchez é alguém que com as letras todas declarou que não pode de maneira nenhuma demitir-se porque isso levaria a eleições e se Espanha fosse neste momento a votos a direita ganhava… E é este o conceito de democracia que tem a personagem de que aqui se trata hoje, alguém que também de forma expressa se inspirou em António Costa e na geringonça para formar governo depois de perder as eleições. Em suma, um gangster sem paralelo da política europeia.                AL MA: Um excelente retrato da realidade Espanhola, e nós como cidadãos Europeus, deveríamos preocupar-nos muito e indignar-nos de forma explicita. Infelizmente a nossa imprensa tóxica, não verte para as parangonas dos Jornais, nem 5% dos factos graves do PSOE e de Sanchez, que minam a Democracia Europeia, do PS nem uma palavra. Já viram ou ouviram algum “ jornalista/ comentador a perguntar ao líder do PS o que acha da situação  em Espanha?  Eu não. Já o Trump é presença a toda a horas das manchetes tugas, como um belzebu, que vai acabar com o Mundo.                    Paulo Almeida: Pesquisando as notícias que aparecem sao da fonte Agência Lusa. Texto igual tipo cartilha para todos. E os títulos é só dizer que reencaminhou um e-mail. Só. Não vejo a parte de apagar os e-mails como diz o Miguel. Em Portugal comem o que a Lusa diz. Felizmente quem lê imprensa estrangeira alternativa, e entende como o Miguel, traz a verdade. O título por todo o lado deveria ser "Procurador aliado de Sanchez condenado por usar a imprensa contra o PP. Apagou os seus registos do telemóvel antes de ser investigado". Sim o Estado de direito está fracturado em Espanha. Por cá não foi muito diferente com o Pinto Monteiro a favor do Sócrates. Mas como diz bem o Miguel - e é uma crítica violenta ao Observador -, só se noticia coisas longe irrelevantes. Exemplo? Este tema de Espanha merecia uma peça de fundo a explicar tudo. Mas ao invés disso o Observador perdeu tempo a fazer uma peça grande sobre o facto de uma das centenas de congressistas americanas republicana se ter chateado com o Trump. Uma disputa do outro lado do oceano, que não tem nenhum impacto na sociedade americana, é como se o Carneiro se chateasse com um presidente de Câmara ou uma treta qualquer. Que machadada bem dada Miguel. Parabéns.                     José Martins de Carvalho: Retrato perfeito da miserável situação política no país vizinho. Só acrescentaria a subversão do estado de direito que constitui a não submissão anual ao parlamento do orçamento de Estado. O último orçamento aprovado foi para o ano de 2023 e tudo indica que assim vai continuar. O argumento de Sánchez é que não tem votos suficientes para aprovar e, como não quer perder o poleiro,  governa por duodécimos.                   Maria Emília Santos: Grande artigo! É isto mesmo! Enquanto não nos livrarmos desta esquerda tresloucada, não sairemos da cepa torta! É por isso que o Chega sobe e há de subir cada vez mais, para restaurar Portugal e dar dignidade aos portugueses!                     Hugo Silva: Acabe-se com a Lusa... É meio caminho andado            Carlos Chaves: Caríssimo Miguel Morgado, está coberto de razão! Eu tenho o privilégio de ter um colega Espanhol, felizmente não socialista, que me tem mantido a par da autêntica pouca-vergonha que o Pedro Sanchez, o PSOE e os seus lacaios de esquerda e nacionalistas, estão a fazer em Espanha! Devido ao facto de o Rei ser apenas uma figura decorativa, acho mesmo que esta gente, está a pôr em causa a república da Espanha, tal como a conhecemos. E aqui deste lado, silêncio, silêncio e mais silêncio... Exceptuando artigos importantíssimos como este (obrigado Miguel Morgado), e nem desconfiaríamos do que se passa aqui ao lado! Fosse a direita a fazer 1% o que este miserável PSOE tem estado a fazer, e não faltariam “notícias” e declarações inflamadas da nossa impoluta esquerda!   João Floriano: Uma das melhores crónicas que já foram aqui publicadas da autoria de Miguel Morgado. Em ambos os países a manipulação da CS é determinante para manter a esquerda em jogo. Sanchez  teve um belo mestre, que nós todos sabemos de quem se trata, mas admitamos que o pupilo superou o mestre em estratégias de sobrevivência.                      José Tomás: Com a RTVE posso eu bem. A RTP e Lusa omitem todos os factos que este artigo narra. De Espanha só passa a fumarada com que Sanchez esconde o saque: Memória histórica, Palestina, algoritmos, e coisas do género. Se ao menos o PSD estivesse no governo….                      SDC Cruz: A Espanha está a passar pelo seu PREC. Acontece que em 1975, Portugal acabava de sair de uma revolução e os excessos daí provenientes, serem considerados como atenuantes. Espanha está a vivê-lo há mais de um ano, com a anuência da UE, em que tudo vale para se manterem no poder. Até subverter a constituição e o regime. Os sanguessugas esquerdalhas no seu melhor. Tanto lá, como por cá. Até quando...?                Francisco Ramos: E tudo isto, o que se passa em Espanha, tal como o que se passa em Portugal, com os PS de ambos os países, ainda  assumido como virtudes, por uma parte significativa do zé povinho, quando na realidade estes partidos mais não são do que associações de malfeitores. Pobres países que tais filhos têm.                       Luis Mira Coroa: Por cá tb a procuradora fez o frete ao Costa e ninguém viu.                   Manuel Martins: Já há muito tempo que pouco me surpreende o que vem de Espanha, não só na política,  mas sobretudo na sociedade. Também,  e em minha opinião,  se sabe com que camaradas socialistas europeus Sanchez foi aprender todas os truques que tem usado. É a velha máxima do aprendiz que supera os mestres...                  Manuel Magalhaes > Vasco Esteves:  “A dita Europa civilizada” infelizmente já não existe, o que existe é uma amálgama de gente pouco civilizada e manobrada pelas teorias da esquerda woke cuja divulgação é feita pela vergonhosa e irresponsável comunicação social, veja-se por exemplo a “impoluta” BBC que é hoje uma vergonha daquilo que já foi…                     José Maria Cunha: Excelente artigo, Miguel, obrigado. Por cá tb os media estão enxameados desta esquerda corrupta (todos os dias acordamos com novos casos) e não democrática armados em defensores da verdade. Ventura claro "bate palmas" pelo enorme favor que lhe estão a fazer a ele. A degradação a que assistimos "cantando e rindo" da sociedade não tem alternativa? Estamos tb condenados a isto, isentos, nacional e internacionalmente. Hoje em dia é muito difícil filtrar e encontrar notícias isentas  sem serem manipuladas.                    José B Dias: Cruze-se esta crónica com a também hoje publicada da autoria de Helena Matos... e depois reflicta-se sobre as notícias - ou a escassez destas - sobre a corrupção no seio do núcleo do governo de Zelensky e as pretensas medidas por este anunciadas!                      Andrade > BG: Da esquerda não se pode esperar outra coisa. Já da UE, em que a maioria do PE e CE não são desta esquerda, esperar-se-ia mais do que um leve alerta. Este contorcionismo balofo e temeroso da UE já ditou a sua insignificância no mundo e vai ditar o seu fim. A UE é, essa sim, um albergue Espanhol onde cabe tudo e ninguém manda.                 João Ribeiro: A Espanha está a demonstrar a escumalha em que a esquerda ibérica se tornou. Infelizmente...                    Vasco Esteves: Não percebo como , na dita Europa civilizada, ainda toleramos esta esquerdalha antidemocrática e não destruímos de vez esta gente, que, se pudesse, matava ou prendia os oponentes como o Maduro . Os espanhóis , um povo orgulhoso, já deviam ter eliminado o Sanchez .                   Carlos F. Marques: Artigo esclarecedor e verdadeiro, o problema é que ainda há muitos espanhóis a votar nesta escumalha.                     João Amorim: Miguel Morgado diz tudo nesta crónica sobre a gentalha que hoje controla os partidos da esquerda com expressão eleitoral: uma elite predadora e corrupta, pedante e desprezível, sem valores e sem escrúpulos. Longe vão os tempos de figuras como Felipe Gonzalez, António Guterres, Jorge Sampaio e António José Seguro - com cujas ideias nunca alinhei, mas que mereciam um mínimo de respeito.            Komorebi Hi: O caso de Espanha é parecido com o brasileiro, este com mais samba, pó branco e cachaça ou o português com fado-canção e democracia toda adulterado como vinho a martelo, feito sem uvas. Por aqui, neste jornal, ao que parece, é o primeiro artigo sobre a miséria da Geringonça de Espanha, nem sei se o investidor- olé não fica incomodado, acredito que para si tanto faz. Tudo o que escreve sobre a Espanha do PSOE de Sanchez/Zapatero é certo e verdadeiro desde 2017, mas também, como cá, com a Geringonça sem ganhar eleições, tudo lhes foi permitido e vai continuar, com o apoio da Comissão e do PE, apenas a Hungria, a Polónia ou a Itália os incomoda, por exemplo. O PP em Espanha preferiu ou não a geringonça do PSOE com os terroristas da ETA ou com os separatistas socialistas da Catalunha? Lembro-me de um tal Rio de um tal PSD a fazer "oposição democrática e construtiva" contra um grupo de comunistas do PS, PCP, BE/FP25, PAN, lembro-me de quem lhes deu posse e como.                   Mario Figueiredo: Concordo em absoluto que é uma vergonha a forma como a Espanha é constantemente seleccionada para apenas fazer parte do noticiário nacional em estilo português suave, enquanto que tudo o que se passa no outro lado do atlântico é passado a pente fino.  É impossível para mim aceitar que pouco ou nada se saiba do vizinho do lado, seja pela falta de cobertura jornalística, seja pela falta de discurso ou comentário politico. Mas o nosso problema não é só o viés político que desde o 25 de Abril tomou conta das redações, nem a inclinação do plano que tomou conta do sistema partidário desde a mesma data, o problema é que agora temos todas as condições para que mais do que nunca a ordem de marcha seja evitar falar dos desvarios da esquerda europeia. Tivemos durante 50 anos uma sombra em Portugal convencida da sua pureza e infalibilidade. Recusava ver os seus erros e qualquer crítica era punida como maldosa e injusta. Ora bem, esse monstro gerou outro igual. E agora não estamos já numa era de debate e moderação. A racionalidade foi suspensa e estamos em combate politico num país onde se está a normalizar o ódio e o cavar de fossos.                    Maria Tubucci: Ao Sr. Censor residente no Observador.  Agradecia que vossa nulidade libertasse o meu humilde e sincero comentário. Cumprimentos de uma simples opinadora, M. (9:42)                    Tim do A: Muito bem. Em linha com o que diz Cabral Moncada, também, no seu artigo de hoje.                    Hugo Silva: Miguel Morgado, Portugal não é exemplo para ninguém... Atente neste caso flagrante. A justiça e a comunicação social estão capturadas por interesses obscuros. Ainda há quem aprecie Gouveia e Melo....   https://paginaum.pt/2025/11/21/o-jornalismo-passou-a-ser-crime-com-a-ajuda-do-silencio-dos-jornalistas                         MariaPaula Silva > graça Dias: Na actualidade,  Pedro Passos Coelho é     Excepção.... veja bem que foi o ÚNICO que recusou ser condecorado com a medalha da não sei das quantas pelo sr. PR, MRS... isso diz tudo, não é? Bom domingo, Mrs. Grace :)                       Manuel Magalhaes > Carlos F. Marques: Quem vota nessa escumalha não lhes interessa a Espanha, a única coisa que lhes interessa é a esquerda, o mesmo se passa em Portugal!!!                      Manuel Magalhaes: A esquerda é por princípio o maior falsário da realidade e isto sempre em favor das suas conveniências, para a esquerda não há moral nem ética, apenas as suas conveniências e assim vão destruindo os países onde se implantam!!!                        Português de bem: Quanto mais vejo como estão as coisas na Europa e, no caso, em Portugal, cada vez fico mais feliz por ter partido de Portugal e da Europa para longe dessas pseudo-democracias, onde os povos são comandados por elites autocratas eleitas, que não representam ninguém, que usam e abusam do poder para tirar a nossa soberania, a nossa independência. Países supostamente independentes, que vivem numa bolha mediática ideológica e propagandista, com uma sociedade invadida por ideologias completamente paranóicas e invadidos por migrantes do 10º mundo e que nos dizem que nos vêm salvar. É bom estar num país que tem a sua bandeira, sem ter que andar sempre com um farrapo ao lado, bom ver o orgulho nacional, patriota, onde as pessoas só se preocupam com o seu país e com o melhor para o seu país. Faz bem sentir isso, o povo homogéneo, que defende a sua cultura e os seus valores. Não é perfeito, longe disso, mas os prós são mais importantes que os contras. Não me arrependo nada.          António Soares: É escumalha! É escumalha de esquerda! Foi, é e será sempre!                      vitor gonçalves > João Amorim: O Socialismo e a antecâmara do Comunismo.                     MariaPaula Silva > Mario Figueiredo: actual PSD  deveria ter sido incluído, como muito bem diz.            Margarida Moita: Muito bom!!                      Mario Figueiredo > MariaPaula Silva: Actual e passado. Onde é que alguma vez ouviu o PSD institucional fazer referência aos desvarios do PSOE? Até o Podemos e o seu líder Pablo Iglésias eram poupados a qualquer comentário durante o auge da sua decadência moral e eleitoral.

 

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