sábado, 22 de novembro de 2025

Infâmia


De Trump, é claro. E o mundo não protesta?!!! Trump devia ser despedido do cargo que ocupa. Desejo que os povos europeus sejam mais cordatos. Nem Zelensky nem a Ucrânia, depois do que têm passado às mãos de um rigoroso infame russo, merecem ser assim aviltados por um idiota americano, que também se supõe alguém, o mísero, a quem se aceitam as alarvidades, por, aparentemente se julgar poderoso. Haja Deus!

Zelensky recusa trair a nação e proporá alternativas a plano de Trump

Zelensky diz que este "é um dos momentos mais difíceis e de maior pressão" da história da Ucrânia, que enfrenta "escolhas muito difíceis" face à proposta norte-americana de Donald Trump.

AGÊNCIA LUSA: Texto

CÁTIA ROCHA: Texto

OBSERVADOR, 21 nov. 2025, 17:35 13 

O Presidente ucraniano, VOLODYMYR ZELENSKY, afirmou esta sexta-feira que se recusa a “trair” a nação e anunciou que vai propor alternativas ao plano dos Estados Unidos para o conflito com a Rússia, que implica cedências territoriais a Moscovo.

“Apresentarei argumentos, persuadirei e proporei alternativas“, disse o líder ucraniano numa declaração por vídeo à nação, na qual sublinhou que não trairá o seu país.

VOLODYMYR ZELENSKY avisou que este “é um dos momentos mais difíceis e de maior pressão” da história da Ucrânia, que se confronta com “escolhas muito difíceis” face à proposta norte-americana recebida na quinta-feira por Kiev.

“Ou perde a sua dignidade ou corre o risco de perder um aliado fundamental”, declarou, referindo-se aos Estados Unidos.

Mais tarde, o Presidente da Ucrânia revelou na rede social X que falou “durante quase uma hora com o vice-presidente dos EUA JD Vance e o Secretário do Exército dos EUA Dan Driscoll”.

“Conseguimos cobrir muitos dos pormenores das propostas do lado dos EUA para acabar com a guerra e estamos a trabalhar para fazer um caminho para uma forma digna e verdadeiramente eficaz para conquistar uma paz duradoura”, escreveu o Presidente ucraniano.

 “Estou agradecido pela atenção e disposição para trabalharem em conjunto connosco e com os nossos parceiros. Concordámos em trabalhar com os EUA e a Europa a um nível de conselheiros nacionais para abrir um caminho para a paz realmente atingível”, continuou.

Na publicação, afirma que a Ucrânia “sempre respeitou e continua a respeitar os EUA”, falando também no respeito “pelos desejos de Donald Trump de pôr fim à guerra”. Zelensky afirma que vê “todas as propostas realistas de forma positiva”.

“Concordámos em manter contacto constante e as nossas equipas estão prontas para trabalhar 24 horas, sete dias por semana”, acrescentou.

Trump quer que Ucrânia assine acordo de paz antes do Dia de Ação de Graças

O Presidente norte-americano quer que a Ucrânia assine o plano sobre o fim da guerra com a Rússia antes da próxima quinta-feira, Dia de Ação de Graças. A notícia do prazo foi avançada pela imprensa norte-americana e, mais tarde, confirmada por Trump numa entrevista à Fox Radio.

Donald Trump está a pressionar Volodymyr Zelensky para que apoie a proposta antes de 27 de novembro, e ameaça retirar o apoio à Ucrânia se não o fizer, disseram cinco pessoas familiarizadas com o assunto ao jornal.

Os Estados Unidos estão a enviar sinais à Ucrânia de que tudo poderá ficar em suspenso se não assinar dentro de uma semana, referiram dois funcionários, de acordo com a notícia citada pela agência espanhola EFE.

O plano de 28 pontos, inspirado no da guerra na Faixa de Gaza, coloca em causa algumas das linhas vermelhas de Zelensky, como a cessão de território ucraniano a domínio russo.

O documento inclui a exigência de que Kiev retire as tropas do território que ainda controla na região oriental do Donbass, formada pelas unidades administrativas de Lugansk e Donetsk.

Prevê também que o exército ucraniano seja reduzido para 600.000 efetivos depois da guerra, em vez dos cerca de 880.000 atuais, e que a Ucrânia renuncie à entrada na NATO, prevista na Constituição.

Em troca, a Ucrânia receberá garantia de segurança face a uma eventual nova ofensiva russa.

A intenção de Trump é que a Ucrânia assine o pacto, para que seja depois apresentado ao líder russo, Vladimir Putin, segundo a EFE.

A presidência russa negou ter recebido oficialmente a proposta dos Estados Unidos.

O secretário do Exército dos Estados Unidos, Daniel Driscoll, apresentou a proposta norte-americana a Zelensky na quinta-feira, em Kiev.

Apesar de a Ucrânia não ter participado na elaboração do documento, Washington disse que estava a dialogar com Moscovo e Kiev “por igual”.

Zelensky falou esta sexta-feira ao telefone com os líderes alemão, francês e britânico para se assegurar de que as posições de princípio de Kiev têm o apoio europeu. Friedrich Merz, Emmanuel Macron e Keir Starmer saudaram os “esforços norte-americanos” para pôr fim à guerra e asseguraram a Zelensky o “apoio total e inalterado no caminho para uma paz duradoura e justa”, segundo o Governo alemão.

Putin encara plano como “base para solução definitiva” do conflito

O Presidente russo, Vladimir Putin, considerou esta sexta-feira que o plano dos Estados Unidos para o conflito na Ucrânia pode “servir de base para uma solução definitiva”, ameaçando ocupar mais território ucraniano caso Kiev o rejeite.

“Pode servir de base para uma solução definitiva e pacífica, mas este plano não foi discutido connosco de forma concreta“, declarou Putin, durante uma reunião governamental transmitida na televisão russa. “E consigo adivinhar porquê. Acredito que a razão seja a mesma: a administração dos EUA ainda não conseguiu assegurar o acordo do lado ucraniano. A Ucrânia está contra ele”, citou a agência TASS.

O líder do Kremlin indicou que está pronto para negociações e “resolver os problemas através de meios pacíficos”, o que disse requerer “obviamente uma discussão minuciosa de todos os detalhes” dos 28 pontos propostos pelo homólogo norte-americano, Donald Trump.

“Estamos prontos para isso”, acrescentou Putin, referindo que a proposta foi apenas discutida “em termos gerais” entre Moscovo e Washington, que, segundo indicou, pediu às autoridades russas que “fizessem certas concessões e demonstrassem flexibilidade”.

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COMENTÁRIOS (de 13)

Lúcio Monteiro: Zelensky deve contar com o apoio europeu e mandar Trump dar uma volta ao bilhar grande. Trump não é confiável. Trump é tóxico.

 

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