Com inesperado afinco, de opiniões há muito emudecidas, na timidez melindrosa
de uma aparência de aceitação dessa ideologia mais ou menos perversa nos seus
valores altissonantes de conquista, a pretender-se esclarecida, mas, realmente,
de um seguidismo doutrinário pérfido, sob uma capa de esclarecido saber, e de aparência
de unilateral generosidade pelas classes menos aprumadas – as tais, ao que
parece, únicas “trabalhadoras”, a chamada direita encarada sob um prisma de
abastança e crueldade a abater. Fantástica HELENA MATOS e igualmente os seus COMENTADORES
pela ousadia na afirmação das suas verdades esclarecidas, de resto, mantidas –
apagadamente, embora - por alguns, sempre.
O regresso dos camaradas
Os camarados já foram. Os camarades
sumiram-se. Agora os camaradas sobem ao palanque. A esquerda troca o wokismo
pela luta de classes e, como de costume, aqui estamos às ordens para o novo
activismo.
HELENA MATOS Colunista
do Observador
OBSERVADOR, 16 nov. 2025, 00:2696
Desastres
eleitorais sucessivos, transferência de votos para a direita a par do
envelhecimento do seu eleitorado, levaram as esquerdas a primeiro deitar
contas à vida e, em seguida, atirar pressurosamente para o caixote do lixo as
vítimas que até ontem animavam o seu activismo. E
assim, porque chegou a hora dos camaradas subirem ao palanque, num ápice
sumiram-se os “camarados” e os “camarades”.
O problema é que este não é um
assunto que apenas diga respeito à esquerda. Aliás nem sequer é um assunto que
diga sobretudo respeito à esquerda. Como dizia o dirigente do BE, Pedro
Filipe Soares, quando em 2023 se enredava na lenga-lenga dos “camaradas,
‘camarados’, ‘camarades’ mais os todos, todas e ‘todes,’ esta era uma luta
que o BE “impôs ao país”. Sim, impuseram. Impuseram essa luta. E outras antes
dessa. E agora outras depois dessa. Esse activismo-esquerdista que vai do BE ao
PS tem dominado de facto a agenda das lutas, por assim dizer. (Grande parte do desconcerto da esquerda
com o Chega passa exactamente por, de repente constatar que outros, além deles,
podem arrogar-se essa capacidade.)
O problema é que não só conseguem impor novos
activismos como está implícito que esqueçamos as consequências do activismo da
véspera. É mesmo como se esse activismo nunca tivesse existido. O direito à
desmemória é o grande privilégio da esquerda que, enquanto mergulha as
sociedades em processos contínuos de mortificação pelos crimes cometidos
por aqueles que aponta como seus inimigos no passado — e que podem ser tão
distantes quanto os descobridores portugueses do século XV —, se arroga a si mesma o direito de não ser confrontada
por aquilo que fez e disse ontem. Ou anteontem. Ou há um ou dois anos.
Aquele que agora está transformado no “estranho caso
da reclusa transexual” é um bom exemplo de como somos coniventes com esse direito à
desmemória por parte dos activistas de esquerda: em 2022, nos tempos áureos do wokismo,
o país indignava-se porque várias guardas prisionais tinham recusado revistar
uma presa de seu nome Tânia que não só nascera homem como fisicamente assim se
mantinha. Logo apareceram activistas
vários dando conta da atitude sexista das guardas prisionais e chamando a
atenção para que desde o início desse mesmo ano estava em vigor um regulamento
que estabelecia que a identidade dos reclusos passava a ser o único
critério a ter em conta para a sua distribuição pelas cadeias, deixando de ser
tido em conta o sexo atribuído à nascença. A par disso “uma circular interna das prisões estabelece que um recluso transgénero
deverá ser revistado “por elemento do serviço de vigilância e segurança do
mesmo género com o qual a pessoa transgénero se identifique” mesmo que mantenha
o órgão sexual biológico.” Em
resumo, em 2022 o problema estava no sexismo das guardas prisionais e não no
facto de um homem ter sido levado para uma prisão feminina, bastando para tal a
sua decisão de se declarar mulher.
Em 2025, os mesmos activistas calaram-se quando uma outra reclusa transexual foi
transferida para a cadeia masculina de alta segurança de Monsanto. Que
eles se calem é absolutamente previsível, o que não se entende é que não se
peça responsabilidades, não se pergunte, não se questione como foi possível um
homem com duas violações no cadastro além de vários crimes violentos acabar
numa prisão de mulheres simplesmente porque se passou a chamar Raquel?
Pois é agora já ninguém quer saber das
casas de banho para as crianças trans, nem
da linguagem dita inclusiva porque agora vamos voltar à “classe contra classe
até à vitória final” como se estivéssemos no PREC. Alguém esperava que assim não fosse? Para que tal
acontecesse era necessário ter denunciado, criticado, confrontado… os
activistas quando estes andavam por aí com o linguarejar (cada activismo tem o
seu idiolecto próprio) do sonho e da conquista irreversível para designar a
estatização e consequente destruição da economia do país. É
caso para dizer, olá camaradas. Façam de conta que estão na vossa casa.
TRANSEXUALIDADE SOCIEDADE WOKISMO CULTURA TRANSGÉNERO SEXUALIDADE AMOR E
SEXO LIFESTYLE
COMENTÁRIOS (de 96)
Let’s Go Brandon: Não foi outra “reclusa” trans,
foi o mesmo criminoso. O qual, além de ter agredido algumas das guardas prisionais
e outras reclusas (recusava tratamento hormonal, olha que engraçado…), ainda
violou uma das reclusas dentro da cadeia (o lobo na capoeira, que esperto que
ele é, que estúpidos que somos).
Paulo Silva > Let’s Go Brandon: É absolutamente incrível a taxa de sucesso nos
processos de imbecilização em curso que estas doutrinas alcançam… Até a autora
do artigo cai no logro de repetir o mantra da Ideologia ou Teoria do
Género, ‘sexo atribuído à nascença’… Ninguém atribui nada, o sexo é determinado
biologicamente, e hoje já se pode saber antes do nascimento. Não é o padre, não
é o médico, não é a mãe, não é o tabelião, é a Natureza. Nuno Alves: O que me irrita é a desatenção do governo actual às
parvoíces que se foram intitulando nos governos socialistas e geringonça. Fogem
de tudo o que achem que gere polémica e custe 1 voto. Para não perderem esse
voto, perdem milhares para o Chega, que dá voz ao que as pessoas pensam.
Continuem com a direita mansinha e com medo de agarrar a ideologia pelos
cornos, com o consequente confronto com a esquerda, que já se viu onde isso
leva. Manifesto Futurista: Há no mundo muita gente para quem a luta é o fim, não o meio. Cá no burgo
temos o PCP (com causas clássicas), o BE (com causas obsoletas, porque já
conquistadas) e o Livre (com causas estúpidas, como exigir o fim da menção ao
sexo nos cartãos de cidadão). Se não chegasse a ser perigosa, essa gente
far-me-ia pena: deve ser horrível encarar cada dia como se a vida fosse um
problema que tivesse de ser resolvido, em vez de uma bênção que deve ser gozada. Vitor Batista: Os esquerdalhos fascistas do
MRPP ao pêiés são dos seres mais abjectos que existem, e isso tudo comprovado
pela famigerada geringonça de má memória. Mas o ps com este secretário geral, mostra como está
perdido no tempo, incapaz de encontrar um rumo, e ordenando aos seus cães de
fila da UGT que façam a vida negra às pessoas, não por um dia mas sim por dois,
para lutar por uma lei laboral que eles próprios legislaram e trataram de impor
a toda a gente, tornando a vida de muitos num autêntico inferno. Certamente que o povo não é
burro, e sabe muito bem que a chusma de funcionários públicos e demais
parasitas da sociedade, não perdem a oportunidade para usufruírem de mais
direitos, e estrebuchando contra certos deveres que terão de cumprir. Será a quarta greve geral em
cinquenta anos, com as condições dos verdadeiros trabalhadores cada vez mais
precárias, e estes parasitas pançudos ainda gozam com tudo e todos. Espero que o governo não ceda,
porque esta não é uma classe, mas sim uma casta de mafiosos controlados por uma
elite, que usa as greves como arma de arremesso politico. Espero que nas próximas
eleições os mandem para o caixote do lixo da história, e que fiquem lá por
muito tempo. Parasitas.
Rui Lima: A esquerda está a mover-se noutra frente procura novas formas de reinstalar
a censura, agora sob o disfarce de “crimes de ódio” e “protecção democrática”. A estratégia é evidente
transformar divergência em delito e, passo a passo, tornar certas forças
políticas ilegítimas por definição. Aquilo que antes se chamava
abertamente censura regressa agora com outra embalagem, mais polida, mas
igualmente nociva. O princípio que sempre considerei sagrado está à beira de ser
assassinado: “Posso
não concordar com o que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o
dizer.” (Recorde-se não é de Voltaire, mas de Evelyn Beatrice Hall, que a escreveu para
sintetizar o espírito do Iluminismo). Vendo alguns discursos políticos vamos ter um cordão
sanitário - não mais apenas dos partidos, mas a privação de cidadania de
indivíduos que se excluem do consenso constitucional, não poderão trabalhar
para o Estado ou ter certas profissões. Assim, duas categorias de cidadãos serão criadas
em nome da luta contra a discriminação, também em nome de uma concepção
inclusiva da comunidade política , isso implica o registro dos cidadãos
e, de alguma forma, sua vigilância política. Maria Tubucci: É verdade, Sra. HM. O regresso
dos camaradas, como escreveu Tolkien no Senhor dos Anéis, “O Mal não dorme.
Ele aguarda. E, assim que baixarmos a guarda, ele nos cega”. O wokismo é
a ideologia da demência absoluta, nunca morre verdadeiramente, reemerge quando
se baixa a guarda, mas as consequências desta insanidade ficam para as pessoas
normais, porque os wokes nunca sofrem as consequências da sua ideologia que é
para aplicar nos outros, nunca neles. Esta ideologia deve ser tratada como
as ervas daninhas num jardim, têm de ser arrancadas pela raiz e queimadas, pois
podem deixar alguma semente e contaminar o próximo canteiro. “Olá camaradas. Façam de
conta que estão na vossa casa.” Não! Isso era antigamente, era aquilo a que
estavam habituados, hoje a sua insanidade é-lhes esfregada nas trombas. Quando
apanho um destes anormais reduzo-os a pó, pelo meu lado não os deixo colocar os
pés em ramo verde, se fizermos todos o mesmo, a concentração de insanos na
nação diminuirá. Eu sigo os conselhos da minha avó: “Não nos podemos deixar
morder pelos cães nem comer pelos lobos” ... Paul C. Rosado: A extrema-esquerda é, e sempre
foi, uma aberração perigosa. É necessário desmascará-los continuamente e a
todos os seus simpatizantes, como a tralha que infesta os nossos pobres e
labregos canais televisivos. Hugo
Silva: Os maiores responsáveis têm um nome.... Comunicação social. Sem o respaldo da
comunicação social, era impossível a essa corja de esquerda, executar estes
"planos doutrinários". João Floriano: Aparentemente há bandeiras que
por agora foram enroladas e colocadas a um canto. Estamos em campanha
eleitoral para escolher um novo presidente da República e há quem deixe de usar
brinquinho, os keffyehs foram arrumados na gaveta, a Climáximo não tem estado
activa, pelo menos não se conhecem casos de políticos com baldes de tinta pela
cabeça abaixo, mas tudo isto poderá voltar em momento oportuno. Para além de todo este folclore estão as coisas que
verdadeiramente interessam e deviam ser mudadas: o activismo woke nas escolas e
na CS continua em alta como denuncia Maria Helena Costa nas suas excelentes
crónicas. Um dia destes um jornal publicava que determinada artista está grávida da
sua companheira. Como é que duas mulheres lésbicas conseguem gerar um bebé
sem a intervenção de um espermatozoide é um mistério. Posto que o
eleitorado se cansou de tanto disparate, de tanto politicamente correcto,
voltamos às causas tradicionais, as que juntavam manifestações há anos. Mas
também destas o eleitorado já está farto. As greves à sexta-feira são um abuso,
uma fantochada. Agora já não será apenas no dia 11 mas também talvez no dia 12
de dezembro que o sector público vai parar devido a uma tonta e despropositada
greve geral. A UGT não quer que se pense que anda a reboque da CGTP, Se
esta diz mata, a UGT diz esfola. Quem não é funcionário público, quem tem de
passar horas em transportes para ir e vir do trabalho, quem não sabe onde vai
deixar as crianças durante dois dias, quem fica com consultas e tratamentos médicos
adiados. Quem tem de se dirigir a um serviço público e bate com o nariz na
porta, vai ficar muito solidário com os sindicalistas e com greves gerais que
não servem para coisa alguma. Mas no final vai ser uma grande vitória dos
trabalhadores (????) e uma grande jornada de luta. No dia 18 de janeiro, os
portugueses dirão mais uma vez que não querem a esquerda, os camaradas e
muito menos ainda os camarades. Maria: Concordo plenamente!!
Cinquenta anos temos novo 25 Novembro, acabar com wokismo e toda incoerência
das suas 'lides'. Coincidência ou não o caso da raquel que sempre foi antonio
melhor dizendo O CRIMINOSO estalou em Novembro. Vai sendo um mês abençoado para
Portugal 25 NOVEMBRO SEMPRE.
(CONTINUA)
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