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directo/ Hamas acusa Israel de alterar a "linha
amarela" e de desencadear nova onda de deslocamentos
Ataque na
região de Khan Younis fizeram pelo menos 5 mortos, dos quais 2 morreram em
ataques de drones. Human Rights Watch acusa Israel de crimes de guerra por
expulsar pessoas da Cisjordânia.
Actualizado Há
3h
HAITHAM
IMAD/EPA
Momentos-chave
Há 2hHamas
acusa Israel de alterar a "linha amarela" e de desencadear nova onda
de deslocamentos
Há 3hSíria e Qatar criticam visita de Netanyahu à
“zona tampão" nos Montes Golã
Há 3hPolícia e segurança interna prendem cidadão
israelita suspeito de espionagem em favor do Irão
Há 3hOrganizações israelitas de direitos humanos pedem
transferência de doentes em Gaza
Há 5hUm morto
em ataque de drones israelitas. É a 5.ª vítima na região de Khan Younis
Há 7hHamas e
Cruz Vermelha continuam buscas por corpo de prisioneiro
Há 7hNas últimas 24h morreram 33 pessoas na Faixa de
Gaza (incluindo 12 crianças)
Há 10hAtaques
na região de Khan Younis fazem pelo menos 4 mortos
Há 10hHuman Rights Watch acusa Israel de crimes de
guerra
Actualizações em direto
15:03 Observador
O que aconteceu até agora:
Ataques israelitas na região de Khan
Younis resultaram na morte de pelo menos cinco palestinianos nas últimas 24
horas. Dois destes morreram em ataques de drones, enquanto outros faleceram em
ataques aéreos na cidade de Bani Suheila.
A Human Rights Watch
acusou Israel de crimes de guerra e crimes contra a humanidade devido à
expulsão de milhares de palestinianos de três campos de refugiados na
Cisjordânia. A operação, conhecida como Muralha de Ferro, ocorreu no início de
2025.
Um jovem israelita foi detido em
outubro de 2025 sob suspeita de espionagem em benefício do Irão. Identificado como Rafael Reuveni, o
suspeito cumpria serviço militar e foi acusado de manter contacto com serviços
secretos iranianos.
Numa
resposta à situação humanitária na Faixa de Gaza, cinco organizações israelitas
de direitos humanos apresentaram uma petição ao Supremo Tribunal de Justiça de
Israel. As associações exigem a retoma imediata da transferência de doentes de
Gaza para tratamento médico na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, alertando
para o risco de morte de cerca de 16.500 pessoas que não têm acesso a cuidados
adequados.
Há 1h16:41 Agência Lusa
Irão diz que só dará acesso a instalações nucleares bombardeadas por
Israel se houver acordo com AIEA
“As
instalações que foram atacadas têm a sua própria história e, enquanto não for
tomada uma decisão e não for chegada a uma conclusão entre nós, a AIEA e outras
(partes), a cooperação não é possível”, afirmou o ministro dos Negócios
Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, numa entrevista transmitida na rede
social Telegram.
A
entrevista no Telegram foi divulgada antes da aprovação, hoje, de uma resolução
pela AIEA, pelo que Araghchi não especificou o tipo de acordo.
Há 1h16:39 António Moura dos Santos
Israel diz espera manter liderança militar na região apesar da venda
de caças F-35 dos EUA à Arábia Saudita
Na
sua primeira reacção oficial ao acordo efetuado entre Washington e Riade, Israel
fez saber que conta manter o acesso ao armamento norte-americano mais avançado
à disposição.
“Os
Estados Unidos e Israel têm um entendimento de longa data, que é o de que
Israel mantém a vantagem qualitativa no que diz respeito à sua defesa”, afirmou
o porta-voz Shosh Bedrosian aos jornalistas, escreve a Reuters. “Isto foi
verdade ontem, é verdade hoje e o primeiro-ministro acredita que será verdade
amanhã e no futuro”,
acrescentou.
Em
causa está o facto de, até agora, Israel ser o único país do Médio Oriente a
operar o F-35, um dos caças mais avançados jamais construídos.
A
Arábia Saudita passar também a dispor deste armamento altera o equilíbrio de
forças na região — algo ainda mais saliente tendo em conta que Riade, apesar de
não ter uma postura hostil face a Telavive, não reconhece oficialmente o estado
de Israel.
Há 1h16:31 António Moura dos Santos
França condena ataque israelita no sul do Líbano e pede a Telavive
que se retire dos Montes Golã
“Estamos
preocupados com esta intensificação dos ataques israelitas no sul do Líbano e
condenamos os ataques israelitas que estão a matar civis. A nossa posição é de
respeito pelo cessar-fogo de 27 de novembro de 2024”, afirmou um porta-voz do Ministério dos Negócios
Estrangeiros francês, citado pela Reuters.
Em
causa estão os bombardeamentos levados a cabo por Israel a sul do país vizinho,
efectuados com o pretexto de impedir uma reorganização do Hezbollah junto à sua
fronteira.
Paris,
contudo, não se ficou por aqui, criticando também a ocupação militar que
Telavive mantém nos Montes Golã, numa zona que é oficialmente parte do
território da Síria.
“Estamos
a acompanhar com grande preocupação os desenvolvimentos nos Montes Golã. A
França apela à retirada do exército israelita e ao respeito pela soberania e
integridade territorial da Síria”,
afirmou o porta-voz.
Há 2h16:06 Agência Lusa
Resolução da AIEA exorta Irão a cooperar quanto ao seu programa
nuclear. Teerão diz que documento vai ter “impacto negativo"
O Conselho de Governadores da AGÊNCIA
INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÓMICA (AIEA) aprovou
hoje uma resolução em que apela ao Irão para cooperar “plena e imediatamente”
na questão do nuclear, decisão que Teerão
lamentou.
“A resolução não acrescenta nada à
situação actual, não é útil e é contraproducente”, disse Reza Najafi — embaixador iraniano junto da ONU
— à agência noticiosa France-Presse (AFP), acrescentando que “terá certamente um impacto negativo na
cooperação que já começou entre o Irão e a agência”.
O texto, aprovado por 19 votos (três
contra e 12 abstenções), exorta Teerão
a uma “cooperação completa e rápida” e a “fornecer as informações e o acesso”
às instalações nucleares solicitados pela AIEA, referiu o documento consultado
pela AFP.
A resolução tinha sido apresentada na
quarta-feira por França, Reino Unido e Alemanha (o chamado grupo E3) e pelos
Estados Unidos, na sede da agência da ONU, em Viena, na abertura da reunião
trimestral do Conselho de Governadores.
Os
representantes de oito países, entre os quais o IRÃO, A CHINA E A RÚSSIA,
tinham alertado que a aprovação de qualquer nova resolução “pode minar o
impulso de cooperação e o ambiente político construtivo que caracterizaram as
recentes interações entre o Irão e a agência”, classificando-a como uma “ação
provocadora”.
A
República Islâmica já tinha cortado contactos após a guerra de 12 dias com
Israel, lançada por Telavive a 13 de junho, considerando que a AIEA teve
responsabilidade no seu desencadeamento, um dia depois da aprovação de uma
resolução crítica sobre o programa nuclear iraniano.
O
director-geral da AIEA, Rafael Grossi, voltou na quarta-feira a apelar ao Irão
para autorizar inspecções aos locais atacados em junho por Israel e pelos
Estados Unidos, que se envolveram posteriormente no conflito.
A aprovação da resolução, referiu, por
sua vez, a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP), abre caminho a uma provável nova escalada
das tensões entre a agência nuclear da ONU e o Irão, que, no passado, reagiu de
forma contundente a iniciativas semelhantes do organismo.
O Irão é legalmente obrigado a cooperar
com a AIEA ao abrigo do Tratado de Não Proliferação Nuclear. No entanto, ainda não concedeu aos inspectores
da agência acesso aos locais nucleares afectados pela guerra com Israel em
junho.
A
agência também não conseguiu verificar o estado do ‘stock’ de urânio
enriquecido próximo de nível militar desde que Israel e os Estados Unidos
atacaram instalações nucleares iranianas durante os 12 dias de guerra em junho, segundo um
relatório confidencial da AIEA consultado pela AP na semana passada.
Segundo a AIEA, o Irão mantém um ‘stock’ de 440,9 quilogramas de
urânio enriquecido até 60% de pureza — um pequeno passo técnico abaixo dos níveis de 90% necessários para
uso militar.
Esse
‘stock’ poderá permitir ao Irão construir até 10 bombas nucleares, caso decida
militarizar o programa, advertiu Grossi numa entrevista recente à AP. Sublinhou
que isso não significa que o Irão possua tal arma.
O Irão suspendeu toda a cooperação com a AIEA após a guerra com
Israel. No início de setembro, Grossi alcançou um acordo com o ministro dos
Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, no Cairo, para retomar as
inspeções. Todavia, mais tarde nesse mês, a
ONU voltou a impor sanções ao Irão através do chamado mecanismo de ‘snapback’
previsto no acordo nuclear de 2015, provocando uma reacção de indignação de
Teerão, que suspendeu a aplicação do acordo.
O mecanismo de ‘snapback’ reactivou seis resoluções do Conselho de
Segurança da ONU sobre o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irão,
restabeleceu sanções económicas e reinstaurou a suspensão de todo o
enriquecimento de urânio.
Há 2h15:51 Manuel Nobre Monteiro
Hamas acusa Israel de alterar a "linha amarela" e de
desencadear nova onda de deslocamentos
O
Hamas acusou esta quinta-feira Israel de violar repetidamente a “linha amarela”
da Faixa de Gaza (que demarca o território controlado por Israel dentro
do enclave), afirmando que as violações
forçaram um grande número de palestinianos a fugir mais uma vez, noticiou
a Al Jazeera.
Hazem Qassem, porta-voz do grupo,
sublinhou que as forças israelitas estão a deslocar a linha amarela para oeste
diariamente, o que considera ser uma “violação flagrante” dos acordos
relacionados com o cessar-fogo.
O
grupo palestiniano pediu, assim, aos mediadores para pressionarem Israel para
que pare imediatamente com as “violações contínuas”.
Há 3h14:36 Caetana Ribeiro da Cunha
Síria e Qatar criticam visita
de Netanyahu à “zona tampão" nos Montes Golã.
O Governo sírio criticou a visita do
primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, à chamada “zona tampão da
Síria”, considerando-a “uma violação perigosa da soberania e da unidade da
Síria”.
De acordo com a Reuters, um
responsável militar sírio defendeu que essa visita de Netanyahu, na
quarta-feira, foi um sinal de que “Israel
não está disposto a abrir mão dos postos avançados”. A disputa
surge numa altura em que, após a queda de Bashar al-Assad, Israel
assumiu o controlo de vários locais a leste de uma “zona tampão”, patrulhada
pela ONU, que separa os Montes Golã do território sírio.
“A visita de Netanyahu envia a seguinte
mensagem: nós [os israelitas] não nos retiraremos das áreas em que entrámos
depois de 8 de dezembro (…) independentemente do acordo de segurança, do seu
futuro ou do seu destino”.
Esta é a mensagem que estão a enviar
à Síria – que Israel não está
disposto a abdicar destes postos avançados”, disse o responsável à Reuters.
Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar condenou “a
entrada do primeiro-ministro da ocupação israelita nos territórios
sírios”, segundo
o jornal israelita Haaretz.
“O Qatar
considera esta, uma violação flagrante da soberania da República Árabe Síria,
país irmão, uma transgressão flagrante do direito internacional e uma séria
ameaça à segurança regional”.
Há 3h14:24 Caetana Ribeiro da Cunha
Policia e segurança interna prendem cidadão israelita suspeito de espionagem em favor do Irão.
Um
jovem israelita, com 21 anos, foi detido em outubro de 2025 por suspeitas de
espionagem em favor do Irão, de acordo com uma acusação divulgada nesta
quinta-feira.
A
detenção foi uma operação conjunta entre a polícia israelita e o Shin Bet, o
serviço de segurança interna do país – e o Tribunal Distrital Be’er Sheva
formalizou uma acusação nesta quinta-feira.
O
suspeito, identificado como Rafael Reuveni, cumpria o serviço militar e foi
detido por se acreditar que cometido ofensas graves à segurança nacional,
incluindo por ter mantido contacto com serviços secretos iranianos.
O
Haaretz avança que o interrogatório revelou que Reuveni esteve em contacto
com vários oficiais iranianos e realizou algumas missões secretas à sua ordem,
incluindo ter colaborado com iranianos na verificação de uma arma que estava
escondida em Rishon Lezion, uma cidade em Israel.
Há 3h14:15 Caetana Ribeiro da Cunha
Organizações
israelitas de direitos humanos pedem transferência de doentes em Gaza
Cinco
organizações israelitas defensoras dos direitos humanos apresentaram nesta
quinta-feira uma petição ao Supremo Tribunal de Justiça para exigir
que Israel retome imediatamente a retirada de doentes da Faixa de Gaza para
poderem receber tratamento médico na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
As
cinco associações, segundo o jornal israelita Haaretz, são a Médicos pelos
Direitos Humanos (PHR), a Gisha, a Adalah, a HaMoked for the Protection of the
Individual e, ainda, a ACRI, a Association for Civil Rights in Israel.
O
jornal acrescenta que a petição alega que Israel é obrigado, pelas leis
nacionais e internacionais, a permitir o acesso a cuidados médicos à população.
Estima-se, no texto da petição, que cerca de 16.500 pessoas, muitas das quais
crianças, idosos e mulheres, estão neste momento em grave risco de morte porque
os cuidados médicos de que necessitam já não estão disponíveis na Faixa de Gaza.
Há 5h12:45 Mariana Marques Tiago
Um morto em ataque de drones israelitas. É a 5.ª vítima na região de
Khan Younis
Um
ataque israelita com recurso a drones matou um palestiniano em Abasan
al-Kabira, avança a Al Jazeera.
É
a quinta morte na região de Khan Younis nas últimas 24h — e a segunda provocada
por ataques de drones.
Há 7h10:20 Mariana Marques Tiago
Hamas e Cruz
Vermelha continuam buscas por corpo de prisioneiro.
O
Hamas, em colaboração com a Cruz Vermelha, já retomou as buscas pelo corpo de
um prisioneiro israelita, escreve
a Al Jazeera.
Israel
ainda não recebeu o corpo de três prisioneiros que terão sido raptados
pelo Hamas (e que deverão estar em Gaza). Até ao momento, foram entregues a
Israel os corpos de 25 prisioneiros.
Há 7h10:16 Mariana Marques Tiago
Nas últimas 24h morreram 33 pessoas na Faixa de Gaza
(incluindo 12 crianças)
Nas últimas horas morreram 33
palestinianos em ataques israelitas, de acordo com o Ministério da Saúde de
Gaza, citado pelo Haaretz.
De entre as vítimas mortais,
12 são crianças. Além disto, registam-se ainda 88 feridos.
Há 10h07:29 Mariana Marques Tiago
Ataques na
região de Khan Younis fazem pelo menos 4 mortos
Ataques de Israel na região de Khan Younis mataram pelo menos 4 pessoas
nas últimas horas, avança a Al
Jazeera.
Segundo este jornal, três pessoas morreram na cidade de Bani Suheila em
ataques aéreos.
E uma outra morreu em Abasan al-Kabira, num ataque de drones.
Há 10h07:21 Mariana Marques Tiago
Human Rights Watch acusa Israel de crimes de guerra
A
organização Human Right Watch acusa Israel de crimes de guerra e crimes contra
a humanidade, avança a agência Reuters, citado pelo Haaretz.
Em
causa está a expulsão de milhares de palestinianos de três campos de refugiados
na Cisjordânia, no início de 2025. Num relatório intitulado “Todos os meus sonhos foram apagados”, o grupo de direitos humanos escreve que 32
mil residentes dos campos de refugiados
de Jenin,
Tulkarm e Nur Shams foram
expulsos destes locais pelas tropas de Israel. Tratou-se da Operação
Muralha de Ferro e foi
realizada entre janeiro e fevereiro deste ano.
Segundo a agência Reuters, a Human Rights Watch apela assim a
medidas internacionais urgentes, de forma a que Israel seja responsabilizado
por estes actos.
Há 11h07:14 Mariana Marques Tiago
Bom dia. Retomamos aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente.
Pode rever todos os acontecimentos da passada quarta-feira no liveblog que agora encerramos. Obrigada
por estar connosco.
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