Aceite pelo povo russo, prostrado aos
pés - e mãos, ou até, sei lá, outras partes do corpo – de Putin, está visto -
que da sua cadeira – ou dos seus passeios com Trump, ou mesmo com o chefe chinês
Xi
-
ordena o morticínio ucraniano, mas ao que consta, as tropas ucranianas não se
ficam sem resposta, pelo menos é o que se diz nestes textos esclarecedores,
como o que segue, corroborados pelas imagens televisivas ou as falas dos
comentadores entrevistados, dos quais não me cabe discordar. Só me cabe viver
com receios específicos – et pour cause
- mas admirar igualmente a passividade do povo russo, cujos filhos morrem embarda,
segundo consta. Será que o povo russo não se rala, habituado que está a essa
coisa das guerras, tal como nós, portugueses, o estamos (digo, habituados), mas
sobretudo à mediania genérica? Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso,
e isso da roca faz-me lembrar a minha avozinha paterna Rosa, que talvez Deus
tenha, atento à vida desta, de muito trabalho e provável solidão. Solidão, afinal, o resultado de tanto estertor
humano, por aí…
Pokrovsk: o pântano onde se
afunda o mito russo
Aconteça o que acontecer em Pokrovsk,
nenhum general russo ganhará aí glória. Apenas o frio reconhecimento de que a
guerra moderna não se compadece com fantasias imperiais. Mas o saldo humano é
brutal.
JOSÉ ANTÓNIO
RODRIGUES DO CARMO Coronel "Comando"
OBSERVADOR, 05
nov. 2025, 00:1712
Nos últimos dias, os propagandistas
do Kremlin, incluindo os que desfilam pelas nossas televisões, têm mostrado
grande euforia com a situação de Pokrovsk, como se se avizinhasse um desastre
de dimensões apocalípticas que decidiria a guerra.
Foram
precisos 4 anos para que a Rússia avançasse de Donetsk até Pokrovsk. 60
quilómetros conquistados ao preço de uma mortandade nas suas próprias fileiras.
Um esforço titânico por um ganho insignificante, na fronteira difusa entre o
incipiente êxito táctico e o absurdo estratégico.
Há um ano e meio, o general Agostinho
Costa, qual Cassandra
satisfeita, já anunciava a “iminente” queda de Pokrovsk, com a mesma
fanfarronice com que previu a queda de Kiev, logo no início da invasão.
Ao fim de todos estes meses,
os russos entraram finalmente na cidade e Putin propôs um cessar-fogo
temporário local, para que os jornalistas pudessem confirmar em paz e com luz
favorável, que a cidade estava cercada e vencida. Mas
a realidade é mais teimosa do que as manobras da propaganda de Moscovo. No dia em que escrevo este artigo, não está cercada, nem vencida. Está sim, a ser disputada rua a
rua, numa batalha em que o Exército russo concentra forças que superam os ucranianos
em 8 para 1, e 10 para 1 em drones.
O retrato é este: cerca de duzentos russos, disfarçados de
civis, arrastaram-se no fim de outubro para dentro da cidade em ruínas. A sua
missão era infiltrar-se, evitar o confronto directo com as unidades defensoras,
esconder-se entre escombros, silenciar civis que pudessem denunciar a sua
presença e, com reforços, atacar posições ucranianas para revelar as suas
posições. A maioria foi aniquilada antes de chegar ao
destino. Os que entraram vivem horas curtas, brutais e anónimas.
As forças ucranianas detectam, fixam e destroem: quando a posição é confirmada, seguem-se
bombas planadoras, artilharia e drones. E quando nada mais resolve, combate-se
à distância em que se vê o branco dos olhos do inimigo.
Há um padrão repetido: infiltrações
pontuais que conseguem sucessos locais e tentativas de exploração do sucesso,
que acabam invariavelmente em desastre. Sempre que a Rússia concentra forças blindadas, os ucranianos detectam
e atacam. Num caso recente, uma coluna blindada
avançou em plena luz do dia. Em quarenta
minutos, drones e artilharia ucraniana reduziram 10 blindados a sucata.
Por mês os russos perdem cerca de 300
blindados e 500 camiões. O
punho mecanizado russo agoniza perante enxames de drones e fogos precisos. Os russos responderam com centenas de bombas
planadoras, misseis e projécteis termobáricos sobre a cidade. O combate urbano
é um inferno. Não há flancos, não há rectaguarda. Apenas paredes, sombras, o
medo da esquina seguinte e dos drones que podem vir de todo o lado.
A situação actual é fluida, mas
reconhecível. Os russos chegaram aos bairros centrais, converteram caves em
postos de tiro e apartamentos em fortalezas improvisadas. A luta é de
proximidade, num cocktail de tecnologia e brutalidade.
A
Ucrânia responde com iniciativa e inovação: há dias introduziu forças especiais
helitransportadas atrás das linhas russas, a sul da cidade, para atacar
depósitos, centros de comunicações e postos de comando, incendiar combustível e
munições. A incursão desarticulou fluxos logísticos russos e aliviou a pressão
sobre as defesas locais.
Zelensky resumiu a situação como “difícil, mas sob controlo”. É
uma verdade política com nuances militares. Significa que cada metro é disputado e que nenhum avanço russo é sustentável. Os
ucranianos controlam o que importa controlar, recusando a narrativa de
inevitabilidade que Moscovo tenta vender.
De facto, as rotas terrestres ucranianas que abastecem Pokrovsk
estão condicionadas, mas ainda não
cortadas. Provavelmente
em melhores condições do que as russas,
segundo relatos dos prisioneiros capturados na cidade. A
chamada “zona dos drones”, uma faixa mortal de 20 quilómetros
de cada lado da frente, tornou
qualquer veículo russo um alvo fácil.
As perdas são pavorosas. Na área de
Pokrovsk, estima-se que as baixas
russas desde o início da ofensiva de Verão, ultrapassem as 70 000. Em toda a frente, rondam 3 batalhões por
dia, fora os desertores. São poucas as forças armadas modernas que
suportam essa percentagem de baixas sem colapsar. Mas o Kremlin
continua a enviar ondas de infantaria mal
preparada.
Repete-se Bakhmut, transformada em cinza por obstinação de quem a quis
descrever como troféu e chave para o domínio do Donbass. O terreno,
porém, tem memória: a oeste de Bakhmut, Chasiv Yar continua sob controlo ucraniano. A Rússia sangra por metros; a Ucrânia
adapta-se por quilómetros.
Pokrovsk
tornou-se também um
íman de desastre para os generais de Moscovo e para os seus ecos ocidentais que
repetem, de olhos fechados, a narrativa do Kremlin.
É que a sua importância estratégica é hoje muito menor do que era no
passado, quando era o eixo logístico para abastecer Avdiivka.
O valor táctico e estratégico de um
objectivo militar não é determinado apenas pelo mapa, mas pelas circunstâncias
do campo de batalha em que se inscreve. A Ucrânia redireccionou rotas mais a oeste e Pokrovsk é agora um mero posto avançado agarrado à
sua antiga relevância, mais por inércia, do que por geografia. O
exército russo luta, pois, por uma cidade que já perdeu muito do seu
significado militar.
Mas
Putin precisa de uma vitória visível. As refinarias em chamas
dentro da Rússia corroem-lhe
o prestígio. Só que não haverá vitória relevante em Pokrovsk. Conquistar a cidade não mudará a equação em Donetsk porque, se cair,
abrir-se-á terreno ondulado e desprotegido, couto de caça de drones, fogos de
artilharia, bombas e campos minados. Os generais russos parecem seguir o
guião operacional de 1943, mas em 2025, o campo aberto é um espaço
transparente, letal e implacável onde
nada se move sem ser visto. E nada é visto sem ser atingido.
Aconteça o que acontecer em
Pokrovsk, nenhum general russo ganhará glória
aqui. Apenas
o frio reconhecimento de que a guerra moderna não se compadece com
fantasias imperiais. Mas o
saldo humano é brutal: centenas de milhares de viúvas, um cemitério
mecanizado em constante crescimento e cidades reduzidas a cinzas. Putin e a sua
máquina propagandística podem vender vitórias simbólicas, mas a realidade
cobra-as em cadáveres. Pokrovsk é mais um sinal de que o sonho do “Império
Euroasiático” se esfuma frente a uma pequena cidade, porque luta por símbolos
vazios.
A
Rússia combate por fantasmas e bandeiras apodrecidas; a Ucrânia
luta pelo direito de existir e ajusta-se ao tempo tecnológico: enxames de drones que reescrevem as
regras do combate terrestre, ataques profundos às refinarias que alimentam a
maquinaria russa, fogo que corta comunicações e combustível.
É a Ucrânia que dita o tempo, o lugar
e o ritmo. É a Ucrânia, não a Rússia, que decidirá quantos recursos empenhar na
defesa do que resta de Pokrovsk.
A Rússia atola-se novamente numa
batalha de atrição, saída directamente das páginas de Clausewitz, que lhe
consome homens, máquinas e prestígio.
Pokrovsk
não quebrará a Ucrânia. Mas poderá
quebrar, silenciosamente, o mito de invencibilidade que sustenta o poder de
Putin e enterrar de vez as ilusões de grandeza de quem decidiu que valia a pena
começar esta guerra. Porque os líderes russos sabem bem que o Exército Vermelho
chegou a Berlim em menos tempo do que o seu exército levou para ocupar menos de
20 % do território ucraniano.
Um país envelhece na violência que
semeia, o outro amadurece na coragem que resiste. Putin atolou-se num pântano que não previu. Continua
a lutar porque sabe que a derrota o devorará. A máquina de guerra russa
prossegue, cega e brutal como um ciclope, mas cada morto grita em silêncio a
mesma pergunta: Para quê?
GUERRA NA
UCRÂNIA UCRÂNIA EUROPA MUNDO
COMENTÁRIOS (de 71)
SDC Cruz: Mais um excelente artigo a desmistificar o papão Putin. Afinal, caminhamos para o quarto
(!!!) ano da guerra e Putin continua a vangloriar-se como se o triunfo
estivesse ali ao virar da esquina. O tigre de papelão, com o avançar da guerra, está a
ser transformado num lamaçal de sangue. Uma guerra que, dizia a propaganda,
seria ganha em dias. Pobres das mulheres e filhos que choram sobre os cadáveres dos namorados,
maridos e pais... Para quê tanto sangue? Para quê tanta destruição? Ana santos: Parabéns pelo excelente artigo
! Ana
santos > Português de bem: Que triste dar de caras com
pessoas como vc… os seus valores estão trocados, as suas ideias de pernas para
o ar, a sua ignorância ultrapassa os níveis do razoável. Pena de si. joaquim Pocinho: Glória à Ucrânia, à democracia
e à liberdade . O último império colonial do mundo morrerá atolado no seu próprio sangue! Pedro Baptista: Excelente informação, bem-haja
pela sua coragem e lucidez, quem assiste aos comentários da CNN fica com outra
visão. Nuno
Pinho > José B Dias: Bom dia. Você também anda
nervoso desde que fez amizade com o fã da Rússia - Sem nome - ou a sua ética é
descartável? É que nunca se lhe vê tecer críticas ao Sem nome. Ao contrário dos
senhores, tenho sempre assumido que a desgraça é de todos. Uma guerra destas
é sempre uma desgraça. No entanto, a lógica que impregna os fãs russos
diria que tudo seria mais fácil…só que não…digo e volto a repetir…a Rússia
perdeu esta guerra, já não possui um exército, antes uma amálgama de ferro,
sangue e quantidade. Obviamente que os estragos que criam são imensos, mas uma
guerra é um jogo de prioridades, e certamente o planeamento ucraniano sabe
que cada cidade bastião perdida requer adaptação. Portanto, a Rússia
terraplana as cidades, perde ferro, sangue e quantidade. A sua logística
económica e operacional está a ser atacada. A economia de óleo atacada. Não sei
se isto é vitória. Já disse e repito, em guerra numérica, terreno por tempo é a
arte. A Ucrânia dizimada troca muito por tempo, porque infelizmente combate com
mãos atadas. Mas, nunca uma nação perde guerras de vontade…. Assim, José,
quando for sensato o suficiente, para fazer análises éticas e imparciais, estou
aberto a ensinar-lhe algo que possa acrescentar aos seus parciais comentários.
Quando o vir a ter dignidade para criticar também os fãs russos, a conversa
eleva. Até lá, mostra que é um narcísico com a humildade duvidosa porque nunca
consegue criar raciocínio e reflexão. Quanto ao Sem nome, além de mentir e
apoiar uma guerra de desgraça o que há para dizer? O homem nem nome tem para
que se o trate como tal…. Pedro Afonso: Muitos parabéns! Mais um excelente texto! Infelizmente há muitos
ucranianos que tombam a defender a sua pátria, mas vale a pena lutar! A Rússia não vencerá!
Nuno Pinho > Liberales Semper Erexitque: E qual o problema? Ou a ajuda Norte Coreana, Iraniana
e da China não têm sustentado a máquina de morte? É que os fãs russos acham que
a máfia anda a lutar sozinha…. Ana santos > Carlos Costa: A razão é uma questão de
lógica e sobretudo de valores. Se não entende…. Nunca vai entender porque não passa
de um preguiçoso mental. É pena. joaquim Pocinho: Há por aqui comentários que
revelam uma imensa miséria moral, ao insistir em chamar fascistas aos
ucranianos, por má-fé, pois não será ignorância. Relevam assim o pior que há no
ser humano. Cupid
Stunt:
Bravo!!! 👏🏻👏🏻👍🏻 Jose
Pires: Tirando a CNN e a imprensa esquerdalha apoiante do nazi Putin e de todas as
ditaduras e terroristas, o resto do mundo percebe bem quem é o agressor e o
agredido. Quem são os tiranos assassinos. Quem manda para a morte sem
escrúpulos nenhuns, os seus cidadãos e os das outras ditaduras amigas e quem se
defende do ódio e da miséria. Os propagandistas avençados, um deles até com
o símbolo do Hamas na lapela (só é
pena que não o leve para o Paquistão de onde fugiu), outros com a
ideologia esquerdalha que sempre seguiram e nem conseguem disfarçar, querem
fazer crer que a Rússia está a vencer a guerra. Pois está, depois de mais de um
milhão de mortos e estropiados, permanece mais ou menos onde estava há 3 anos
quando apanhou a Ucrânia desprevenida e desarmada... Se isto é vencer, nem
imagino o que seja perder... Idiotas úteis ao serviço da ideologia comuno /nazi
de um ditador sanguinário. Tanto o defendem a ele, como aos terroristas do
Hamas, aos extremistas muçulmanos tudo o que seja atacar os valores ocidentais
para esses répteis tudo serve. O que nunca lhes serve, é irem para os
tais paraísos que defendem. Isso
não. Ladram, mas só de longe! L do Campo: Parabéns e muito obrigado.
Parabéns pelo artigo e descrição da situação e muito obrigado porque, se não
tivesse lido o artigo e pelas notícias que vemos e lemos na comunicação social
(recuso-me e não consigo mesmo ver na tv o zagostinho e aparentados com
explicações da lógica da batata) parecia que os russos avançavam a passos
largos pela Ucrânia dentro. Mais uma vez muito obrigado joaquim Pocinho: Por outro lado, há por aqui
umas aves raras que dão tanta credibilidade à informação vinda de uma ditadura
sanguinária, sem liberdade e cleptocrática, como aquela vinda de uma sociedade
livre e sujeita ao contraditório. Ou é má fé ou falta de neurónios. Ou ambas! Nuno Granja: Parabéns, excelente. Lily Lx: Muito bem! Glória à Ucrânia! Nuno Pinho > José B Dias: Regime Fascista de Kiev? Sabe
do que fala o homem? Ou foi selectivo? Pedro Afonso > José B Dias: Há quantos dias a Rússia já
conquistou esta cidade? Quantas centenas ou mesmo milhares de homens já tombaram desde esse dia? Nuno Pinho > José B Dias: Eu troco sempre opiniões de
forma honesta e aberta. Veja os textos do sem nome e diga de forma honesta e
ética se são imparciais? Quando fizer o mesmo tipo de crítica estamos no mesmo
modo de análise.
Tristão: Oxalá assim seja 🫡 Nuno Pinho > Português de bem: E se colocarmos a questão ao
contrário? Uma potência militar que demora quatro anos com perdas colossais a
conquistar km de um país soberano? Um país sem marinha afundou um terço,
incluído um cruzador, de uma frota naval. Um país sem força aérea, com apoio
aliado, consegue manter solidez contra mísseis hipersónicos, balístico e afins
(caças de 5a geração)… Um país sem força consegue uma operação subversiva
rebentando 25 por cento de frota estratégia de bombardeiros. De 5 aviões de
comando e controlo a Rússia só tem mais dois….. Cerca de 200 000 soltados
mortos? Isto é vitória, derrota ou empate? E a Coreia do Norte, Irão e China? E
A insurreição do Wagner….
Nuno Pinho > José B Dias: José, convém distinguir entre
realidade militar e narrativa propagandística. O regimento Azov nasceu em 2014
num contexto de colapso das forças armadas ucranianas e ameaça directa de
invasão. Sim, tinha no início elementos de ideologia ultranacionalista — como
muitas milícias irregulares em guerras de defesa. Mas em 2015 foi integrado
formalmente na Guarda Nacional da Ucrânia, submetido à cadeia de comando
estatal e com vigilância internacional. Hoje é uma unidade regular, onde
combatem judeus, tártaros, cristãos e até russos — uma realidade factual que
desmonta a caricatura do “batalhão nazi”. Quanto a Zelensky, convém recordar que
é um presidente eleito democraticamente com 73% dos votos, judeu de origem, e
que o país mantém liberdade de imprensa e pluralismo político, mesmo em guerra
— algo impensável num regime fascista. Reduzir toda uma nação a um episódio
simbólico ou a um grupo paramilitar é ignorar a escala do conflito e o contexto
histórico: uma invasão lançada por uma potência nuclear revisionista. Criticar
a Ucrânia é legítimo; relativizar a agressão russa com base em caricaturas
ideológicas é desonesto. Antes que venha com a sua linha de pensamento
“norma”. Relevante, distinguir entre medidas de excepção sob lei marcial e a
natureza de um regime político. A Ucrânia está em estado de guerra total — uma invasão em larga escala, com
ataques diários a civis e infraestruturas — e age dentro das prerrogativas
reconhecidas pelo Direito Internacional Humanitário e pela Carta da ONU, que
permitem restrições temporárias de liberdades civis para garantir a defesa
nacional. Não existe democracia que
mantenha o funcionamento integral de tempos de paz sob bombardeamento contínuo. Ainda assim, a Ucrânia mantém
parlamento activo, imprensa independente, eleições locais em regiões seguras e
oposição política representada, o que contrasta fortemente com a Rússia, onde
há prisões de opositores, assassinatos políticos e censura estatal total. O
recrutamento em tempo de guerra é uma obrigação prevista em qualquer Estado
soberano — os EUA, o Reino Unido ou Portugal também o fizeram nas suas guerras. Confundir mobilização militar
com autoritarismo é ignorar as bases do direito de autodefesa consagrado no
artigo 51.º da Carta das Nações Unidas. Nunca, em nenhum comentário seu se vê a mesma
construção e retórica em desmontar a
narrativa dos fãs russos. Em nenhum,
desde perdas, regime de Kiev, ameaças etc. Ética e elevação. A mim, não me
ensina nada de ética nem de reflexão crítica. Já lho disse, quando fala, fale
sem essas tangas conspirativas. Seja imparcial, ético e preparado que onde
o José lê já eu fiz milhares de linhas, onde você imagina estar, já eu
carreguei colegas sem braços, onde você imagina negociação já eu lidei com eles.
Nenhum comentário:
Postar um comentário