quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Mortandade russa


Aceite pelo povo russo, prostrado aos pés - e mãos, ou até, sei lá, outras partes do corpo – de Putin, está visto - que da sua cadeira – ou dos seus passeios com Trump, ou mesmo com o chefe chinês Xi - ordena o morticínio ucraniano, mas ao que consta, as tropas ucranianas não se ficam sem resposta, pelo menos é o que se diz nestes textos esclarecedores, como o que segue, corroborados pelas imagens televisivas ou as falas dos comentadores entrevistados, dos quais não me cabe discordar. Só me cabe viver com receios específicos – et pour cause - mas admirar igualmente a passividade do povo russo, cujos filhos morrem embarda, segundo consta. Será que o povo russo não se rala, habituado que está a essa coisa das guerras, tal como nós, portugueses, o estamos (digo, habituados), mas sobretudo à mediania genérica? Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso, e isso da roca faz-me lembrar a minha avozinha paterna Rosa, que talvez Deus tenha, atento à vida desta, de muito trabalho e provável solidão.  Solidão, afinal, o resultado de tanto estertor humano, por aí…

Pokrovsk: o pântano onde se afunda o mito russo

Aconteça o que acontecer em Pokrovsk, nenhum general russo ganhará aí glória. Apenas o frio reconhecimento de que a guerra moderna não se compadece com fantasias imperiais. Mas o saldo humano é brutal.

JOSÉ ANTÓNIO RODRIGUES DO CARMO Coronel "Comando"

OBSERVADOR, 05 nov. 2025, 00:1712

Nos últimos dias, os propagandistas do Kremlin, incluindo os que desfilam pelas nossas televisões, têm mostrado grande euforia com a situação de Pokrovsk, como se se avizinhasse um desastre de dimensões apocalípticas que decidiria a guerra.

Foram precisos 4 anos para que a Rússia avançasse de Donetsk até Pokrovsk. 60 quilómetros conquistados ao preço de uma mortandade nas suas próprias fileiras. Um esforço titânico por um ganho insignificante, na fronteira difusa entre o incipiente êxito táctico e o absurdo estratégico.

Há um ano e meio, o general Agostinho Costa, qual Cassandra satisfeita, já anunciava a “iminente” queda de Pokrovsk, com a mesma fanfarronice com que previu a queda de Kiev, logo no início da invasão.

Ao fim de todos estes meses, os russos entraram finalmente na cidade e Putin propôs um cessar-fogo temporário local, para que os jornalistas pudessem confirmar em paz e com luz favorável, que a cidade estava cercada e vencida. Mas a realidade é mais teimosa do que as manobras da propaganda de Moscovo. No dia em que escrevo este artigo, não está cercada, nem vencida. Está sim, a ser disputada rua a rua, numa batalha em que o Exército russo concentra forças que superam os ucranianos em 8 para 1, e 10 para 1 em drones.

O retrato é este: cerca de duzentos russos, disfarçados de civis, arrastaram-se no fim de outubro para dentro da cidade em ruínas. A sua missão era infiltrar-se, evitar o confronto directo com as unidades defensoras, esconder-se entre escombros, silenciar civis que pudessem denunciar a sua presença e, com reforços, atacar posições ucranianas para revelar as suas posições.  A maioria foi aniquilada antes de chegar ao destino. Os que entraram vivem horas curtas, brutais e anónimas.

As forças ucranianas detectam, fixam e destroem: quando a posição é confirmada, seguem-se bombas planadoras, artilharia e drones. E quando nada mais resolve, combate-se à distância em que se vê o branco dos olhos do inimigo.

Há um padrão repetido: infiltrações pontuais que conseguem sucessos locais e tentativas de exploração do sucesso, que acabam invariavelmente em desastre.  Sempre que a Rússia concentra forças blindadas, os ucranianos detectam e atacam. Num caso recente, uma coluna blindada avançou em plena luz do dia. Em quarenta minutos, drones e artilharia ucraniana reduziram 10 blindados a sucata.

Por mês os russos perdem cerca de 300 blindados e 500 camiões. O punho mecanizado russo agoniza perante enxames de drones e fogos precisos. Os russos responderam com centenas de bombas planadoras, misseis e projécteis termobáricos sobre a cidade. O combate urbano é um inferno. Não há flancos, não há rectaguarda. Apenas paredes, sombras, o medo da esquina seguinte e dos drones que podem vir de todo o lado.

A situação actual é fluida, mas reconhecível. Os russos chegaram aos bairros centrais, converteram caves em postos de tiro e apartamentos em fortalezas improvisadas. A luta é de proximidade, num cocktail de tecnologia e brutalidade.

A Ucrânia responde com iniciativa e inovação: há dias introduziu forças especiais helitransportadas atrás das linhas russas, a sul da cidade, para atacar depósitos, centros de comunicações e postos de comando, incendiar combustível e munições. A incursão desarticulou fluxos logísticos russos e aliviou a pressão sobre as defesas locais.

Zelensky resumiu a situação como “difícil, mas sob controlo”. É uma verdade política com nuances militares. Significa que cada metro é disputado e que nenhum avanço russo é sustentável.  Os ucranianos controlam o que importa controlar, recusando a narrativa de inevitabilidade que Moscovo tenta vender.

De facto, as rotas terrestres ucranianas que abastecem Pokrovsk estão condicionadas, mas ainda não cortadas. Provavelmente em melhores condições do que as russas, segundo relatos dos prisioneiros capturados na cidade.  A chamada “zona dos drones”, uma faixa mortal de 20 quilómetros de cada lado da frente, tornou qualquer veículo russo um alvo fácil.

As perdas são pavorosas. Na área de Pokrovsk, estima-se que as baixas russas desde o início da ofensiva de Verão, ultrapassem as 70 000. Em toda a frente, rondam 3 batalhões por dia, fora os desertores.  São poucas as forças armadas modernas que suportam essa percentagem de baixas sem colapsar. Mas o Kremlin continua a enviar ondas de infantaria mal preparada.

Repete-se Bakhmut, transformada em cinza por obstinação de quem a quis descrever como troféu e chave para o domínio do Donbass. O terreno, porém, tem memória: a oeste de Bakhmut, Chasiv Yar continua sob controlo ucraniano. A Rússia sangra por metros; a Ucrânia adapta-se por quilómetros.

Pokrovsk tornou-se também um íman de desastre para os generais de Moscovo e para os seus ecos ocidentais que repetem, de olhos fechados, a narrativa do Kremlin. É que a sua importância estratégica é hoje muito menor do que era no passado, quando era o eixo logístico para abastecer Avdiivka.

O valor táctico e estratégico de um objectivo militar não é determinado apenas pelo mapa, mas pelas circunstâncias do campo de batalha em que se inscreve. A Ucrânia redireccionou rotas mais a oeste e Pokrovsk é agora um mero posto avançado agarrado à sua antiga relevância, mais por inércia, do que por geografia. O exército russo luta, pois, por uma cidade que já perdeu muito do seu significado militar.

Mas Putin precisa de uma vitória visível. As refinarias em chamas dentro da Rússia corroem-lhe o prestígio. Só que não haverá vitória relevante em Pokrovsk. Conquistar a cidade não mudará a equação em Donetsk porque, se cair, abrir-se-á terreno ondulado e desprotegido, couto de caça de drones, fogos de artilharia, bombas e campos minados. Os generais russos parecem seguir o guião operacional de 1943, mas em 2025, o campo aberto é um espaço transparente, letal e implacável onde nada se move sem ser visto. E nada é visto sem ser atingido.

Aconteça o que acontecer em Pokrovsk, nenhum general russo ganhará glória aqui. Apenas o frio reconhecimento de que a guerra moderna não se compadece com fantasias imperiais. Mas o saldo humano é brutal: centenas de milhares de viúvas, um cemitério mecanizado em constante crescimento e cidades reduzidas a cinzas. Putin e a sua máquina propagandística podem vender vitórias simbólicas, mas a realidade cobra-as em cadáveres. Pokrovsk é mais um sinal de que o sonho do “Império Euroasiático” se esfuma frente a uma pequena cidade, porque luta por símbolos vazios.

A Rússia combate por fantasmas e bandeiras apodrecidas; a Ucrânia luta pelo direito de existir e ajusta-se ao tempo tecnológico: enxames de drones que reescrevem as regras do combate terrestre, ataques profundos às refinarias que alimentam a maquinaria russa, fogo que corta comunicações e combustível.

É a Ucrânia que dita o tempo, o lugar e o ritmo. É a Ucrânia, não a Rússia, que decidirá quantos recursos empenhar na defesa do que resta de Pokrovsk. A Rússia atola-se novamente numa batalha de atrição, saída directamente das páginas de Clausewitz, que lhe consome homens, máquinas e prestígio.

Pokrovsk não quebrará a Ucrânia. Mas poderá quebrar, silenciosamente, o mito de invencibilidade que sustenta o poder de Putin e enterrar de vez as ilusões de grandeza de quem decidiu que valia a pena começar esta guerra. Porque os líderes russos sabem bem que o Exército Vermelho chegou a Berlim em menos tempo do que o seu exército levou para ocupar menos de 20 % do território ucraniano.

Um país envelhece na violência que semeia, o outro amadurece na coragem que resiste. Putin atolou-se num pântano que não previu. Continua a lutar porque sabe que a derrota o devorará. A máquina de guerra russa prossegue, cega e brutal como um ciclope, mas cada morto grita em silêncio a mesma pergunta: Para quê?

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COMENTÁRIOS (de 71)

SDC Cruz: Mais um excelente artigo a desmistificar o papão Putin.  Afinal, caminhamos para o quarto (!!!) ano da guerra e Putin continua a vangloriar-se como se o triunfo estivesse ali ao virar da esquina. O tigre de papelão, com o avançar da guerra, está a ser transformado num lamaçal de sangue. Uma guerra que, dizia a propaganda, seria ganha em dias. Pobres das mulheres e filhos que choram sobre os cadáveres dos namorados, maridos e pais...  Para quê tanto sangue? Para quê tanta destruição?                     Ana santos: Parabéns pelo excelente artigo !              Ana santos > Português de bem: Que triste dar de caras com pessoas como vc… os seus valores estão trocados, as suas ideias de pernas para o ar, a sua ignorância ultrapassa os níveis do razoável.  Pena de si.          joaquim Pocinho: Glória à Ucrânia, à democracia e à liberdade . O último império colonial do mundo morrerá atolado no seu próprio sangue!               Pedro Baptista: Excelente informação, bem-haja pela sua coragem e lucidez, quem assiste aos comentários da CNN fica com outra visão.     Nuno Pinho > José B Dias: Bom dia. Você também anda nervoso desde que fez amizade com o fã da Rússia - Sem nome - ou a sua ética é descartável? É que nunca se lhe vê tecer críticas ao Sem nome. Ao contrário dos senhores, tenho sempre assumido que a desgraça é de todos. Uma guerra destas é sempre uma desgraça. No entanto, a lógica que impregna os fãs russos diria que tudo seria mais fácil…só que não…digo e volto a repetir…a Rússia perdeu esta guerra, já não possui um exército, antes uma amálgama de ferro, sangue e quantidade. Obviamente que os estragos que criam são imensos, mas uma guerra é um jogo de prioridades, e certamente o planeamento ucraniano sabe que cada cidade bastião perdida requer adaptação. Portanto, a Rússia terraplana as cidades, perde ferro, sangue e quantidade. A sua logística económica e operacional está a ser atacada. A economia de óleo atacada. Não sei se isto é vitória. Já disse e repito, em guerra numérica, terreno por tempo é a arte. A Ucrânia dizimada troca muito por tempo, porque infelizmente combate com mãos atadas. Mas, nunca uma nação perde guerras de vontade…. Assim, José, quando for sensato o suficiente, para fazer análises éticas e imparciais, estou aberto a ensinar-lhe algo que possa acrescentar aos seus parciais comentários. Quando o vir a ter dignidade para criticar também os fãs russos, a conversa eleva. Até lá, mostra que é um narcísico com a humildade duvidosa porque nunca consegue criar raciocínio e reflexão. Quanto ao Sem nome, além de mentir e apoiar uma guerra de desgraça o que há para dizer? O homem nem nome tem para que se o trate como tal….                Pedro Afonso: Muitos parabéns! Mais um excelente texto! Infelizmente há muitos ucranianos que tombam a defender a sua pátria, mas vale a pena lutar! A Rússia não vencerá!             Nuno Pinho > Liberales Semper Erexitque: E qual o problema? Ou a ajuda Norte Coreana, Iraniana e da China não têm sustentado a máquina de morte? É que os fãs russos acham que a máfia anda a lutar sozinha….                 Ana santos > Carlos Costa: A razão é uma questão de lógica e sobretudo de valores. Se não entende…. Nunca vai entender porque não passa de um preguiçoso mental. É pena.                    joaquim Pocinho: Há por aqui comentários que revelam uma imensa miséria moral, ao insistir em chamar fascistas aos ucranianos, por má-fé, pois não será ignorância. Relevam assim o pior que há no ser humano.             Cupid Stunt: Bravo!!! 👏🏻👏🏻👍🏻            Jose Pires: Tirando a CNN e a imprensa esquerdalha apoiante do nazi Putin e de todas as ditaduras e terroristas, o resto do mundo percebe bem quem é o agressor e o agredido. Quem são os tiranos assassinos. Quem manda para a morte sem escrúpulos nenhuns, os seus cidadãos e os das outras ditaduras amigas e quem se defende do ódio e da miséria. Os propagandistas avençados, um deles até com o símbolo do Hamas na lapela (só é pena que não o leve para o Paquistão de onde fugiu), outros com a ideologia esquerdalha que sempre seguiram e nem conseguem disfarçar, querem fazer crer que a Rússia está a vencer a guerra. Pois está, depois de mais de um milhão de mortos e estropiados, permanece mais ou menos onde estava há 3 anos quando apanhou a Ucrânia desprevenida e desarmada... Se isto é vencer, nem imagino o que seja perder... Idiotas úteis ao serviço da ideologia comuno /nazi de um ditador sanguinário. Tanto o defendem a ele, como aos terroristas do Hamas, aos extremistas muçulmanos tudo o que seja atacar os valores ocidentais para esses répteis tudo serve. O que nunca lhes serve, é irem para os tais paraísos que defendem. Isso não. Ladram, mas só de longe!                L do Campo: Parabéns e muito obrigado. Parabéns pelo artigo e descrição da situação e muito obrigado porque, se não tivesse lido o artigo e pelas notícias que vemos e lemos na comunicação social (recuso-me e não consigo mesmo ver na tv o zagostinho e aparentados com explicações da lógica da batata) parecia que os russos avançavam a passos largos pela Ucrânia dentro. Mais uma vez muito obrigado                joaquim Pocinho: Por outro lado, há por aqui umas aves raras que dão tanta credibilidade à informação vinda de uma ditadura sanguinária, sem liberdade e cleptocrática, como aquela vinda de uma sociedade livre e sujeita ao contraditório. Ou é má fé ou falta de neurónios. Ou ambas!                 Nuno Granja: Parabéns, excelente.                    Lily Lx: Muito bem! Glória à Ucrânia!                Nuno Pinho > José B Dias: Regime Fascista de Kiev? Sabe do que fala o homem? Ou foi selectivo?                  Pedro Afonso > José B Dias: Há quantos dias a Rússia já conquistou esta cidade? Quantas centenas ou mesmo milhares de homens já tombaram desde esse dia?              Nuno Pinho > José B Dias: Eu troco sempre opiniões de forma honesta e aberta. Veja os textos do sem nome e diga de forma honesta e ética se são imparciais? Quando fizer o mesmo tipo de crítica estamos no mesmo modo de análise.               Tristão: Oxalá assim seja 🫡                 Nuno Pinho > Português de bem: E se colocarmos a questão ao contrário? Uma potência militar que demora quatro anos com perdas colossais a conquistar km de um país soberano? Um país sem marinha afundou um terço, incluído um cruzador, de uma frota naval. Um país sem força aérea, com apoio aliado, consegue manter solidez contra mísseis hipersónicos, balístico e afins (caças de 5a geração)… Um país sem força consegue uma operação subversiva rebentando 25 por cento de frota estratégia de bombardeiros. De 5 aviões de comando e controlo a Rússia só tem mais dois….. Cerca de 200 000 soltados mortos? Isto é vitória, derrota ou empate? E a Coreia do Norte, Irão e China? E A insurreição do Wagner….            Nuno Pinho > José B Dias: José, convém distinguir entre realidade militar e narrativa propagandística. O regimento Azov nasceu em 2014 num contexto de colapso das forças armadas ucranianas e ameaça directa de invasão. Sim, tinha no início elementos de ideologia ultranacionalista — como muitas milícias irregulares em guerras de defesa. Mas em 2015 foi integrado formalmente na Guarda Nacional da Ucrânia, submetido à cadeia de comando estatal e com vigilância internacional. Hoje é uma unidade regular, onde combatem judeus, tártaros, cristãos e até russos — uma realidade factual que desmonta a caricatura do “batalhão nazi”. Quanto a Zelensky, convém recordar que é um presidente eleito democraticamente com 73% dos votos, judeu de origem, e que o país mantém liberdade de imprensa e pluralismo político, mesmo em guerra — algo impensável num regime fascista. Reduzir toda uma nação a um episódio simbólico ou a um grupo paramilitar é ignorar a escala do conflito e o contexto histórico: uma invasão lançada por uma potência nuclear revisionista. Criticar a Ucrânia é legítimo; relativizar a agressão russa com base em caricaturas ideológicas é desonesto. Antes que venha com a sua linha de pensamento “norma”. Relevante, distinguir entre medidas de excepção sob lei marcial e a natureza de um regime político. A Ucrânia está em estado de guerra total — uma invasão em larga escala, com ataques diários a civis e infraestruturas — e age dentro das prerrogativas reconhecidas pelo Direito Internacional Humanitário e pela Carta da ONU, que permitem restrições temporárias de liberdades civis para garantir a defesa nacional. Não existe democracia que mantenha o funcionamento integral de tempos de paz sob bombardeamento contínuo. Ainda assim, a Ucrânia mantém parlamento activo, imprensa independente, eleições locais em regiões seguras e oposição política representada, o que contrasta fortemente com a Rússia, onde há prisões de opositores, assassinatos políticos e censura estatal total. O recrutamento em tempo de guerra é uma obrigação prevista em qualquer Estado soberano — os EUA, o Reino Unido ou Portugal também o fizeram nas suas guerras. Confundir mobilização militar com autoritarismo é ignorar as bases do direito de autodefesa consagrado no artigo 51.º da Carta das Nações Unidas. Nunca, em nenhum comentário seu se vê a mesma construção e retórica em desmontar a narrativa dos fãs russos. Em nenhum, desde perdas, regime de Kiev, ameaças etc. Ética e elevação. A mim, não me ensina nada de ética nem de reflexão crítica. Já lho disse, quando fala, fale sem essas tangas conspirativas. Seja imparcial, ético e preparado que onde o José lê já eu fiz milhares de linhas, onde você imagina estar, já eu carreguei colegas sem braços, onde você imagina negociação já eu lidei com eles.

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