Historicamente – e brilhantemente - verdades
passadas por quem as viveu … e ainda as
pode reviver na memória, gratos, por isso, entre outros, a JOSÉ ANTÓNIO RODRIGO
DO CARMO que tão bem as resume.
Os Comandos e o 25
de Novembro
Os Comandos seguraram o país à beira
do abismo. Não pediram estátuas, nem feriados, nem hinos. Ficaram apenas
satisfeitos por garantir que Portugal continuasse a existir como comunidade
livre.
JOSÉ ANTÓNIO
RODRIGO DO CARMO
OBSERVADOR, 20
NOV. 2025, 00:1512
Em 25 de novembro comemoram-se 50 anos
da data definidora da liberdade em Portugal.
Por iniciativa do Dr. Jerónimo
Fernandes, vai ser publicado o livro “50 vezes 25
de Novembro – 31 olhares sobre o caminho da liberdade”, com textos de 31 autores,
entre os quais, Jaime Nogueira Pinto, Isabel Ponce de Leão, Joana
Amaral Dias, Nuno Lebreiro, Ricardo Marchi, Rui Moreira, Vasco Rato e outros. O
prefácio é de Pedro Passos Coelho e o livro é apresentado por Rui Ramos.
A
minha colaboração refere especialmente o papel dos Comandos, e deixo aqui um
pequeno resumo da minha visão sobre aqueles meses em que o país pareceu sair de
si, como um homem febril que já não reconhece o próprio reflexo.
O Portugal de 1975 é um daqueles
momentos em que uma nação é projectada para fora dos seus hábitos seculares,
atordoada pela súbita liberdade, cercada por ideologias importadas e empurrada
para um abismo que poucos viam, mas muitos pressentiam.
O meu texto percorre esse tempo
vertiginoso, do “Verão Quente” ao 25 de
novembro, como quem
revisita um pesadelo com olhos abertos. Revisito-o com o desconforto de quem
entra novamente num quarto onde aconteceu algo mau, mas entra na mesma,
curioso, céptico, meio incrédulo com o que viveu.
Eu era apenas um adolescente a
tropeçar na realidade da guerra no interior de Angola, empurrado de um lugar
para o outro pelo cheiro da pólvora e pela pressa dos outros. Lembro-me de Malange como se fosse uma cidade fantasma:
tiroteios sem aviso, ruas onde o caos tinha tomado posse da luz do dia. Depois
vieram meses de fuga em cima de camiões poeirentos, noites passadas numa sala
de aulas de Nova Lisboa, janelas partidas, espaço dividido entre dezenas de
pessoas, e refeições improvisadas, sempre mais escassas do que o apetite.
No fim, quando o país parecia um mapa rasgado, acabei por cair em
Lisboa a bordo de um 707 da Força Aérea, mais um retornado entre tantos,
trazido à pressa de um continente que nos cuspia para fora. A minha história é
apenas uma entre milhares, e talvez um dia a conte inteira. Hoje, basta este
fragmento.
Voltando ao livro, o fio
condutor da minha colaboração no livre é simples: ou o país se deixava arrastar pelo delírio revolucionário de
minorias barulhentas, ou era salvo pelo sangue-frio de alguns militares que
decidiram estancar a deriva. No centro
desta história, como eixo de gravidade moral, está o Regimento de Comandos e a
figura de JAIME NEVES.
Depois do 11 de março, neutralizado
Spínola, o palco ficou livre para o grande delírio. O Governo de Vasco Gonçalves, com o PCP nos bastidores, queria
transformar Portugal num laboratório soviético à beira do Atlântico.
O país encheu-se
de siglas, comissões, plenários, frentes de luta, sindicatos. Nacionalizavam-se
bancos e jornais ao mesmo ritmo com que se imprimiam panfletos. Fábricas e
herdades eram ocupadas no intervalo da bica. A realidade, prosaica combinação
de pão, emprego e contas para pagar, era tratada como um pormenor burguês.
Lisboa vivia numa fase maníaca. A rádio, a televisão e
a imprensa, em larga medida controladas por militantes comunistas ou afins,
repetiam a liturgia do poder popular e do “povo-MFA”. Os plenários
revolucionários cruzavam-se com aquele Portugal que só queria saber se haveria
bacalhau no Natal.
Este país
profundo observava com cepticismo. Não queria sovietes, nem tribunais
populares: queria trabalho, futuro, escola para os filhos, alguma ordem. Havia
uma distância quase metafísica entre o “povo” invocado nas palavras de ordem e
o povo real, concreto, que rezava na igreja e desconfiava da baderna
permanente.
Confrontavam-se
três grupos militares:
Os GONÇALVISTAS, com Vasco Gonçalves à frente do governo e o PCP a dirigir a orquestra,
viam as Forças Armadas como instrumento da vanguarda proletária. O objectivo
era aprofundar a revolução e alinhar a hierarquia militar com o Comité Central.
Os capitães eram ideólogos, os sargentos activistas políticos, e os quartéis
bases da revolução.
Os COPCONISTAS, agrupados
em torno de Otelo e do COPCON, encarnavam o romantismo armado. Plenários, civis de
arma na mão, sargentos tribunícios, ordens emitidas por comunicados inflamados. Mandavam no RALIS, na PM, na
EPAM, nos PARAQUEDISTAS, nos FUZILEIROS. Era uma espécie de Woodstock fardado, entusiasmado e incompetente.
O GRUPO DOS NOVE reunia a ala moderada do MFA. RAMALHO EANES, JAIME NEVES E
OUTROS viam com horror o país a ser arrastado para uma caricatura de revolução
socialista. Não rejeitavam a mudança política, mas recusavam o salto para o
totalitarismo. O seu músculo operacional era o REGIMENTO DE COMANDOS, o último reduto de
disciplina, hierarquia e treino sério, num Exército em dissolução.
Estes três
grupos representavam três projectos incompatíveis:
A utopia de gabinete, sonhando com sovietes à
beira-Tejo;
O teatro revolucionário, ruidoso e errático;
A discreta preparação para salvar o país da aventura e
voltar a meter Abril nos eixos.
O Verão de 1975 foi uma espécie de febre política de 40 graus. Nacionalizações
em catadupa, ocupações de terras no Alentejo, saneamentos, sequestro de
deputados e até do próprio primeiro-ministro.
No Norte, a reacção
popular, terço numa mão, raiva na outra, começou a atacar sedes do PCP. A
Igreja saia às ruas, as procissões tornavam-se manifestações anticomunistas.
Era o país rural a recordar que o povo pode ser “sereno”, mas a paciência tem
limites.
O “poder popular”
consolidava-se como máscara oficial da arbitrariedade. Em nome dele expulsavam-se
directores, decidia-se em plenários se alguém era fascista, ocupavam-se casas e
empresas. No COPCON era o regabofe: mandados em
branco, detenções, humilhações públicas. Qualquer crítica podia ser
classificada de contrarrevolucionária.
A economia
afundava. A banca nacionalizada obedecia mais a consignas
partidárias do que a critérios económicos; as empresas, sem crédito
nem gestão competente, cambaleavam; a inflação escapava ao controlo. O discurso
oficial culpava a “reacção.
O MFA transformara-se num “saco de
gatos”: plenários intermináveis, documentos
contraditórios, egos em guerra, disciplina esfrangalhada. Para os Comandos, formados na dureza das guerras
africanas, aquilo era inaceitável.
Neste cenário de dissolução, o Regimento de
Comandos surgia como um anacronismo: treino duro,
cadeia de comando respeitada, neutralidade partidária. Enquanto muitas unidades discutiam Marx e Mao, na Amadora treinava-se tiro e queda na máscara.
A figura
central era JAIME NEVES. Poucas palavras, autoridade
natural, aversão ao teatro político. Não se apresentava como guerreiro
ideológico, mas como militar consciente de que sem disciplina não há Exército,
e sem Exército não há Estado. A esquerda revolucionária via
nele o principal obstáculo armado ao caminho para o socialismo.
À volta do Regimento formou-se uma rede de antigos
Comandos que calcorrearam o país a recrutar ex-Comandos com experiência
operacional. Foram criadas duas Companhias de convocados, que viriam a ser
decisivas em novembro.
Os Comandos assumiam-se, assim, como
última reserva da sanidade militar. Não eram tribunos, eram homens de acção. O seu
código era simples: missão, disciplina, sacrifício
se necessário. Num país intoxicado de palavras, essa sobriedade era, por si só,
uma revolução.
Entrado
novembro, o Grupo dos Nove e o chamado Grupo Militar sabiam que o tempo do
improviso estava a terminar e havia sinais claros. Jaime Neves identificou
Otelo, o COPCON, o RALIS e a PM como ameaças centrais, avisou o Presidente da
República de que os Comandos queriam isto na ordem e exigiu a substituição dos
militares que não serviam apartidariamente o Exército. Foi um murro na mesa: ou
se restabelece uma cadeia de comando clara, ou vamos ter problemas.
A 24 de Novembro, barricadas da CAP em Rio Maior
cortaram a estrada. A tensão era palpável. Já ninguém acreditava que tudo isto
fosse apenas mais um episódio de teatro. O país entrou na noite com a sensação
de caminhar sobre uma ponte velha, rangendo a cada passo.
De madrugada,
o golpe revolucionário arrancou. Às ordens do COPCON, paraquedistas ocuparam bases aéreas (Monte Real,
Tancos, Montijo), a 1.ª Região Aérea em Monsanto, o EMFA. O RALIS e a EPAM
ocuparam a RTP, a Emissora Nacional e pontos estratégicos. A Marinha preparou
desembarques, e os Fuzileiros a defesa do COPCON.
À primeira vista, o tabuleiro favorecia os golpistas: controlavam meios importantes,
tinham voz na rádio e na televisão, contavam com o apoio declarado de partidos
e sindicatos revolucionários. Mas faltava-lhes o essencial: comando coerente,
adesão alargada, plano realista. Muitas unidades titubearam, recusaram ordens,
arrastaram os pés. O efeito de arrastamento falhou. A vanguarda avançou, mas o
grosso hesitou.
Ao meio-dia, o
EMGFA difundiu e um comunicado que designava como “sublevados” os paraquedistas. Aos olhos da população, e de
muitos militares, deixavam de ser a “vanguarda da revolução” para se tornarem
revoltosos à margem da lei. Costa Gomes decretou o estado de sítio em Lisboa e colocou o COPCON, teoricamente, sob
o seu comando directo. Ramalho Eanes assumiu a direcção efectiva das operações e o Grupo
Militar ficou institucionalmente legitimado.
A partir daí
a disciplina começou a prevalecer sobre o improviso.
Às 18h, o Posto de Comando na Amadora emitiu as
primeiras ordens. O Regimento de Comandos recebeu a missão de retomar o GDACI
em Monsanto, peça chave no controlo do espaço aéreo e das emissões da RTP.
Jaime Neves partiu à
frente de um agrupamento constituído por duas Companhias de Comandos convocados
(121 e 122) e por artilharia antiaérea. Cercado
o objectivo, utilizou uma arma tão simples quanto decisiva: um megafone e um prazo de
quinze minutos para rendição.
Os
paraquedistas, mal comandados e conscientes
do isolamento, começaram a fugir. Quando terminou o prazo, renderam-se. Não houve um tiro disparado. A tomada de Monsanto, seguida do controlo das antenas
da Lousã e da passagem da emissão da RTP para o Porto, marcou o ponto de
inflexão: os golpistas perderam o monopólio da narrativa, e o Grupo Militar
ganhou a iniciativa operacional.
Pouco depois, o 2.º Batalhão de
Fuzileiros recusou as ordens do COPCON e integrou-se na cadeia de comando legítima. O PCP, farejando a derrota, começou discretamente a distanciar-se do golpe. O
entusiasmo verbal esfarelava-se perante a realidade da força.
Restava ainda
neutralizar o Regimento de Lanceiros,
onde se concentravam militares e civis de extrema-esquerda, sob comando de Mário Tomé e outros oficiais. Convites para se apresentarem em Belém foram recusados; um plenário interno
substituiu a disciplina. O Grupo
Militar concluiu que só a força resolveria o problema.
Ao
amanhecer de 26, três
colunas de Comandos avançaram para cercar Lanceiros. A intenção de Jaime Neves era a mesma de
Monsanto: pressão, demonstração de força, rendição sem combate. Mas a história nunca se deixa programar inteiramente.
Dispararam de
Cavalaria 7. O furriel Comando Pires foi morto a tiro. Seguiram-se tiroteios intensos, em que morreram o tenente
Coimbra e o aspirante Bagagem. Os Comandos fecharam o cerco, penetraram no
dispositivo adversário, e posicionaram-se para bater as casernas.
Aí interveio
novamente o sangue-frio de Jaime Neves. Ordenou o cessar-fogo, aproximou-se do portão,
exigiu que fosse aberto. Perante a hesitação, uma Chaimite arrombou a entrada. Cercado, sem ligação operacional consistente, Mário Tomé rendeu-se. As armas foram
depostas na parada, os principais responsáveis detidos e acabaram em Custóias.
Foi por um triz. Bastariam mais alguns minutos
de combate, mais uma ordem exaltada, e o 25 de novembro poderia ter-se
transformado em batalha campal, com dezenas ou centenas de mortos. A democracia portuguesa nasceu, aqui, no fio da
navalha: entre a firmeza necessária e a violência suficiente.
Ao fim da manhã de 26, o
essencial estava decidido. O golpe fracassara. As unidades sublevadas
rendiam-se ou voltavam à hierarquia legítima. As emissoras revolucionárias
calavam-se. A ameaça de guerra civil recuava.
Os jornais
falariam da vitória da ala moderada do MFA. Mas na realidade foi a vitória da
disciplina sobre a anarquia, da hierarquia sobre a agitação, da democracia
plural sobre a tentação de partido único.
Os Comandos regressaram ao quartel. Não houve desfiles triunfais, nem proclamações de epopeia. Bastava a
consciência do dever cumprido. Ramalho Eanes e
Jaime Neves sabiam que, muitas vezes, a
História escreve-se com aquilo que não chega a acontecer: a guerra civil que
não houve, a ditadura “progressista” que não se instalou.
Do lado
derrotado, começou a fabricar-se a mitologia da vítima: falar-se-ia em
conspirações da CIA, em reacção, em golpe da direita, tudo para encobrir a
incapacidade de quem apostou num tudo ou nada, divorciado do país real.
Com o tempo,
o 25 de novembro tornou-se uma data embaraçosa. A narrativa
oficial preferiu exaltar o 25 de Abril como momento poético, florido, quase
incruento, e empurrar para o rodapé a ideia desconfortável de que foi preciso
usar armas para impedir que a liberdade fosse substituída por outra forma de tirania.
A Unidade que
assumira o risco máximo, o Regimento de Comandos, viria a ser extinta. O país que gosta de celebrar
todos os simbolismos, do futebol às efemérides, tratou o 25 de novembro com um
silêncio envergonhado. A esquerda revolucionária manteve o dia como ferida
simbólica; a democracia instalada preferiu não melindrar sensibilidades.
Nesse processo, a figura de Jaime Neves foi sendo empurrada para a penumbra: demasiado
incómodo para a mitologia de um Abril linear e imaculado, demasiado duro para
caber nas versões adocicadas da transição. E, contudo, falar de 1975 sem falar
dele é amputar a realidade.
O paradoxo é claro: Portugal deve a
sua democracia tanto ao gesto libertador de Abril, como ao grito de revolta de
Novembro. Se o primeiro
abriu as portas, o segundo impediu que elas fossem trancadas por dentro por um
novo poder totalitário. A liberdade que as gerações seguintes tomaram como
normal, foi garantida por homens que, num dado momento, decidiram apontar
espingardas, aos que pretendiam sequestrar o povo em nome próprio.
Que lição
permanece, meio século depois?
Em primeiro
lugar, que a democracia não é um estado natural, mas
uma construção frágil, que exige instituições sólidas, forças armadas
apartidárias e minorias de responsabilidade dispostas a agir quando a multidão
se entrega ao delírio.
Em segundo lugar, que as
revoluções não se medem pela intensidade das palavras de ordem, mas pela
capacidade de, findo o tumulto, garantir a liberdade real: eleições honestas,
alternância, pluralismo. Tudo isso teria sido impossível se o golpe
revolucionário de 1975 tivesse vencido. Portugal seria hoje mais parecido com
uma “democracia popular” do Leste de então, do que com um país integrado na
Europa democrática.
Em terceiro lugar, que o esquecimento não é neutro. Ao diluir o 25 de novembro em
polémicas partidárias ou em silêncio constrangido, o país recusa reconhecer a
sua própria biografia completa. Prefere o conforto de um mito linear, do fascismo à liberdade em linha
recta, a aceitar a verdade mais complexa: a liberdade nasceu de um
processo irregular, com avanços, perigos e um momento decisivo em que foi
necessário dizer “não” de armas na mão.
Por fim, permanece a imagem de um grupo de homens, os Comandos, que, numa madrugada
e num dia, seguraram o país à beira do abismo. Não pediram estátuas, nem
feriados, nem hinos. Ficaram apenas satisfeitos por garantir que Portugal
continuasse a existir como comunidade livre.
O resto, as
narrativas, as omissões, as justificações posteriores, são apenas a espuma que
a História levanta à superfície. O fundo, o que importa, é esta realidade: em novembro
de 1975, diante da alternativa entre o delírio e a responsabilidade, houve quem
escolhesse a segunda e empunhasse armas. É a essa escolha corajosa que a
democracia portuguesa deve a sua continuidade.
COMENTÁRIOS
graça Dias: Exmo
Senhor Coronel José António R do Carmo : Hoje
contempla os leitores do Observador com uma brilhante narrativa vívida sobre os
acontecimentos do 25 de Novembro de 1975
até
à libertação total de um totalitarismo em style soviético. Tal como
escreve neste magnífico relato histórico:
# " O paradoxo é claro: Portugal
deve a sua democracia tanto ao gesto de Abril, como ao grito de revolta de Novembro. Se o primeiro abriu portas, o segundo
impediu que elas fossem trancadas por dentro por um novo totalitarismo."#
Ao
Senhor Coronel José António R do Carmo, o meu obrigada por este relato repleto
de acção, coragem e determinação, escrito com mestria. JOHN
MARTINS: O 25
de novembro não foi apenas um dia de quartéis e comandos, foi o travão contra a
tirania e o alicerce da liberdade que ainda nos sustenta. Graças à coragem de
quem arriscou tudo, Portugal não caiu no abismo. Hoje, alguns políticos
desdenham a democracia... esquecendo que só podem fazê-lo porque outros a
defenderam com sangue frio e disciplina. O sistema democrático não é um luxo: é
a conquista que nos permite falar, votar, discordar e viver livres. Honrar o 25
de novembro é lembrar que a liberdade não foi oferecida, foi conquistada. Quem
a despreza insulta a memória de todos os que impediram que Portugal fosse refém
de extremismos. SDC Cruz: Sim, estivemos à beira de uma guerra civil! O
25 de Novembro de 1975 foi a chave que abriu, definitivamente, as portas da
liberdade. Sem ela, seríamos a Cuba da Europa e uma extensão da URSS. Essa
chave, glorificada nas mãos de Jaime Neves, fechou os portões da didatura do
proletariado, protagonizados pelo PCP e pelo COPCON comandado pelo assassino
Otelo Saraiva de Carvalho. Sim, estivemos à beira de uma guerra civil! Obrigado,
pela excelente crónica histórica que relata a heroicidade do Coronel Jaime Neves.
Humilde Servo: Além de um excelente analista, o coronel José do
Carmo é um soberbo escritor. Este relato do 25 de novembro é vívido, ritmado,
fotográfico. É tal o esquecimento a que esta efeméride foi votada, que eu
desconhecia que tinha havido três mortos no confronto. Já agora, espero que
haja um dia uma grande Avenida Major-General Jaime Neves em Lisboa. Maria Tubucci:
Muito
bem Sr. Coronel, um grande bem-haja para os comandos. O meu pai sempre disse
que o 25 Novembro travou os barbudos dos comunas. Aliás, aqui no Ribatejo os comunas
levaram tanta mocada em Rio Maior que passados 8 dias ainda estavam a chegar,
todos partidos e aleijados, muitos curaram-se da doença do comunismo. Vitor Batista: Muito obrigado sr Coronel. De facto o 25 N trancou as
portas ao totalitarismo, e foi a resistência e a determinação das gentes do
centro, do interior e do norte do país, que disseram claramente aos
totalitários comunas de que não passariam. No entanto 50 depois, continuam
a pavonear-se na AR. 50 anos depois, ainda
sinto o medo, o horror e a incerteza daquelas horas intermináveis, em que as
populações barricaram as estradas de acesso às suas terras. E é isso que os
comunas bafientos do pcp e seus apêndices nunca perdoaram, e ainda teimam em
resistir e negar aquilo que se passou. Abril sempre, mas o 25 N sempre sempre
sempre! Nuno
Abreu: "Portugal deve a sua democracia tanto ao gesto libertador de Abril,
como ao grito de revolta de Novembro. Se o primeiro abriu as portas, o segundo
impediu que elas fossem trancadas por dentro por um novo poder
totalitário" Muito obrigado por sintetizar num parágrafo o que represente
esta dicotomia 25 de Abril 25 de Novembro para a nossa democracia. Maria
Nunes: Obrigada Sr. Coronel por mais um excelente artigo, que devia ser de leitura
obrigatória nas escolas, para que os nossos jovens compreendessem o que
se passou no 25 de Novembro.
joaquim Pocinho: Muito obrigado por manter a memória, essencial para termos futuro! P: Os comunistas sempre foram uma minoria barulhenta que
invoca a sua acção em nome do "povo", seja em Portugal ou mesmo em
1917 com Lenine. Hoje a palavra de ordem é falar em nome dos
"trabalhadores", como se estes tivessem dado voz a uma minoria que
representa 3% da população. É como diz. A maioria silenciosa mais preocupada
com o seu dia-a-dia, salário, pão na mesa e paz, assiste impávida a um grupelho
que continua a ter uma voz desproporcional na comunicação social e que se acha
a dona da moral. Passados 50 anos do 25 de abril já é tempo de uma vez por
todas repor a verdade dos acontecimentos e desmontar as narrativas de
"cumprir abril" ou democracia e liberdade, quando bem sabemos o que
significam estes termos implantados num regime ditatorial comunista. Hugo
Silva: Ainda
há quem idolatre comunas... Que nojo. Uiros Ueramos: Mama Sume!
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