E lembrando velhos costumes de trocas e baldrocas nos esquemas antigos de
avaliação dos preços dos produtos… Mais um texto de saber, do DR. SALLES, para
colmatar a nossa ignorância fervorosa (não formosa), nas matérias práticas da nossa
incultura desatenta.
HENRIQUE SALLES DA FONSECA
A BEM DA NAÇÃO, 05.11.25
O dinheiro vale na razão directa da confiança que as pessoas nele
depositam. Não é por acaso que se fala da moeda fiduciária.
Mas a confiança é a ponta do iceberg de
tudo o que lhe subjaz, nomeadamente a
estabilidade ou instabilidade social e política na zona monetária em
apreço, a pujança ou debilidade da sua economia (a questão do VAB ou VAL), saldos das contas públicas e da Balança de Pagamentos,
etc., etc.
Por
trás de uma moeda que se dá ao respeito está necessariamente uma boa governação
e por trás de uma moeda fraca está, muito provavelmente, o desmando da
governança.
Nos tempos por que agora passamos só
numismatas e «tesoureiros» desbancarizados se interessam pelo valor material do
«vil metal» sendo que o comum dos mortais se guia pelo que ditam as Bolsas e
diz a imprensa financeira. Esperemos que esta imprensa não veicule
muitas «fake news» sob pena de regressarmos ao valor de um
boi calculado por não sei quantas ovelhas. E para que quero eu todas essas mais
bocas para alimentar?
Nota quase final – As desvalorizações discretas ou
deslizantes são um disfarce para esconder a incapacidade política de
introdução das medidas necessárias à defesa da competitividade da economia
servida pela moeda aviltada. Sim, as desvalorizações por Decreto são
inúteis pois não resolvem os problemas subjacentes como são prejudiciais ao
traírem a confiança que alguém ainda depositasse nos políticos mandantes nessa
moeda.
Assim se vê a diferença entre o Euro
e o Dólar do Zimbabwe.
Confiança na Moeda? Não! Confiança ou falta dela nos políticos
que mandam na Moeda.
Atenção
Trump!
NOVEMBRO DE 2025
HENRIQUE SALLES DA FONSECA
COMENTÁRIO:
Anónimo 05.11.2025 15:28:
Assim é. O fraco Rei faz fraca qualquer moeda.
NOTAS da INTERNET
Uma lição sobre
terminologia económica:
Por MIGUEL CARDOSO:
Valor
Acrescentado Bruto (VAB) e Excedente Bruto de Exploração (EBE) - O VAB corresponde à diferença entre a produção e os consumos intermédios (CI), e equivale à riqueza gerada pelas empresas nas suas operações mais directamente
ligadas à sua actividade de exploração durante o período. A Produção é constituída pelos produtos (bens e serviços) criados durante o período contabilístico. O Consumo Intermédio consiste no valor
dos bens e serviços consumidos como elementos de um processo de produção,
excluindo os activos fixos, cujo consumo é registado como consumo de capital
fixo. Os CI traduzem, assim, o custo dos bens e serviços
consumidos como elementos de um processo de produção e venda de inventários e
prestação de serviços. O VAB pode ser usado para avaliar o desempenho em relação à
produtividade do trabalho. Indicadores como VAB / trabalhador e VAB / Total
da Massa Salarial traduzem a capacidade das empresas adicionarem valor por cada
euro despendido com os seus colaboradores. (….)
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