quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Divertindo e ensinando


E lembrando velhos costumes de trocas e baldrocas nos esquemas antigos de avaliação dos preços dos produtos… Mais um texto de saber, do DR. SALLES, para colmatar a nossa ignorância fervorosa (não formosa), nas matérias práticas da nossa incultura desatenta.

QUANTO VALE O DINHEIRO?

 HENRIQUE SALLES DA FONSECA

 A BEM DA NAÇÃO, 05.11.25

O dinheiro vale na razão directa da confiança que as pessoas nele depositam. Não é por acaso que se fala da moeda fiduciária.

Mas a confiança é a ponta do iceberg de tudo o que lhe subjaz, nomeadamente a estabilidade ou instabilidade social e política na zona monetária em apreço, a pujança ou debilidade da sua economia (a questão do VAB ou VAL), saldos das contas públicas e da Balança de Pagamentos, etc., etc. Por trás de uma moeda que se dá ao respeito está necessariamente uma boa governação e por trás de uma moeda fraca está, muito provavelmente, o desmando da governança.

Nos tempos por que agora passamos só numismatas e «tesoureiros» desbancarizados se interessam pelo valor material do «vil metal» sendo que o comum dos mortais se guia pelo que ditam as Bolsas e diz a imprensa financeira. Esperemos que esta imprensa não veicule muitas «fake news» sob pena de regressarmos ao valor de um boi calculado por não sei quantas ovelhas. E para que quero eu todas essas mais bocas para alimentar?

Nota quase finalAs desvalorizações discretas ou deslizantes são um disfarce para esconder a incapacidade política de introdução das medidas necessárias à defesa da competitividade da economia servida pela moeda aviltada. Sim, as desvalorizações por Decreto são inúteis pois não resolvem os problemas subjacentes como são prejudiciais ao traírem a confiança que alguém ainda depositasse nos políticos mandantes nessa moeda.

Assim se vê a diferença entre o Euro e o Dólar do Zimbabwe.

Confiança na Moeda? Não! Confiança ou falta dela nos políticos que mandam na Moeda.

Atenção Trump!

NOVEMBRO DE 2025

HENRIQUE SALLES DA FONSECA

COMENTÁRIO: 

Anónimo  05.11.2025  15:28: Assim é. O fraco Rei faz fraca qualquer moeda.

NOTAS da INTERNET

Uma lição sobre terminologia económica:

Por MIGUEL CARDOSO:

Valor Acrescentado Bruto (VAB) e Excedente Bruto de Exploração (EBE) - O VAB corresponde à diferença entre a produção e os consumos intermédios (CI), e equivale à riqueza gerada pelas empresas nas suas operações mais directamente ligadas à sua actividade de exploração durante o período. A Produção é constituída pelos produtos (bens e serviços) criados durante o período contabilístico. O Consumo Intermédio consiste no valor dos bens e serviços consumidos como elementos de um processo de produção, excluindo os activos fixos, cujo consumo é registado como consumo de capital fixo. Os CI traduzem, assim, o custo dos bens e serviços consumidos como elementos de um processo de produção e venda de inventários e prestação de serviços. O VAB pode ser usado para avaliar o desempenho em relação à produtividade do trabalho. Indicadores como VAB / trabalhador e VAB / Total da Massa Salarial traduzem a capacidade das empresas adicionarem valor por cada euro despendido com os seus colaboradores.  (….)

Nenhum comentário: