sábado, 8 de agosto de 2020

Agonia

É este estado de desconfiança e enjoo que nos trazem as crónicas e notícias dos jornais e os telejornais com grandes reportagens de incêndios, catástrofes, covid-19, e de vez em quando as perguntas aos donos do país, que respondem sorridentes e bonacheirões, no vago das suas referências e só daquelas que os não comprometem, quer economicamente, quer politicamente. Tudo para “inglês ver”, na falsidade traiçoeira do beijo de Judas. Alexandre Homem Cristo assim o revela com dados, os seus comentadores igualmente comprovam o estado - não de sítio mas de agonia e desesperança num futuro de menos desmazelo e de real realização. Não há volta a dar ao mais do mesmo da nossa inércia palavrosa.

Jusqu'ici tout va bien / premium

Portugal já era um país com uma economia estagnada. Agora ficou também menos livre e menos plural, subitamente empobrecido, com pior saúde, com mais desigualdades sociais e com pior acesso à educação.

ALEXANDRE HOMEM CRISTO

OBSERVADOR, 06 ago 2020

No início (e noutros momentos) do filme de culto francês “La Haine” (“O Ódio”, 1995), escuta-se a história de um homem que, a cair de um prédio de 50 andares, se consola a cada piso, dizendo para si mesmo “jusqu’ici tout va bien” (“até ao momento, tudo está bem”), até se aperceber que “mais l’important c’est pas la chute, c’est l’aterrissage” (“mas o importante não é a queda, é a aterragem”). Portugal é como esse homem em queda. Por um lado, sempre disponível para adiar o confronto com os problemas vindouros (mas inadiáveis). Por outro lado, pronto para se iludir com os “milagres portugueses” que, inevitavelmente, estão em rota de colisão com a realidade. O importante não é a queda, mas a aterragem. E, com a pandemia Covid-19, a aterragem ficou muito mais próxima do que se gostaria de pensar. Não, não  vaicorrertudobem.

Muitos dos efeitos destes meses de confinamento não são ainda perceptíveis. Na economia, a explosão já se vê nas centenas de lojas fechadas e nas empresas a meio gás, mas o estrondo ainda não se ouviu. Entre o desemprego, o layoff e as ameaças de insolvência, os dados oficiais começarão a dar conta do desastre em Outubro e Novembro, atropelando o consolo das versões oficiais que nos dizem que o pior já passou. Na educação, os danos na aprendizagem e desenvolvimento das crianças (causados pelo encerramento definitivo das escolas no ano lectivo 2019/2020) são lentos de detectar, mas certos e profundos: teremos pior aprendizagem e menos ascensão social por via da escola, com o acentuar das desigualdades sociais. Na política, iniciou-se uma decadência democrática imparável — com menor escrutínio à actuação do Governo, com uma gritante crise de representação política na direita portuguesa, com enfraquecimento das instituições de fiscalização, com a reintrodução pidesca dos “delitos de opinião” disfarçada de apelo patriótico ao consenso — cujos efeitos se sentirão inevitavelmente nos próximos ciclos políticos.

Mas na saúde, onde diagnósticos extra-Covid-19 e intervenções pararam, já é possível ter uma estimativa do buraco onde caímos. Em relação a igual período do ano passado, fizeram-se nestes últimos meses menos 900 mil consultas hospitalares e menos três milhões de consultas em cuidados primários. Olhando ao número de cirurgias, a diminuição é de 93 mil. Com uma população envelhecida, não podem subsistir ilusões sobre as consequências deste apagão do SNS: pior saúde e maior mortalidade. Nomeadamente em áreas-chave como a oncologia, na qual os atrasos representam, objectivamente, menores probabilidades de sobrevivência. De resto, o excesso de óbitos em 2020, comparativamente a períodos homólogos, começa a revelar-se estrondoso (+26%) e só uma pequeníssima parte se explica pela Covid-19 (+1,5%).

Portugal já era um país com uma economia estagnada e viciado no financiamento externo, sendo ultrapassado por vários países europeus que entraram na UE depois dele. Agora é, também, um país cheio de pequenos ditadores (como bem assinala Henrique Raposo), menos livre e menos plural, mais fragmentado socialmente, subitamente empobrecido, com pior saúde, com mais desigualdades sociais e com pior acesso à educação. Teria outro caminho sido possível? Claro que sim. Há 20 anos, há 10 anos, há 5 anos. E, apesar de tudo, com decisões-chave diferentes, mesmo nos últimos 5 meses houve oportunidades para fazer melhor. Por exemplo, as opções que Portugal tomou na saúde e na educação afastaram-se das de parceiros europeus, que não negligenciaram desta forma o tratamento de outras doenças para além da Covid-19, ou que reabriram as escolas em Maio ou Junho (e até durante Julho e Agosto) para as crianças mais novas não perderem o seu elevador social. Mas o caminho escolhido em Portugal foi sempre este — aquele das vistas curtas. Agora, após décadas a repetir que “jusqu’ici tout va bien”, a aterragem está iminente.

PANDEMIA  SAÚDE  POLÍTICA  GOVERNO  ECONOMIA

COMENTÁRIOS:

António Hermínio Quadros Silva: Temos as duas principais personagens da politica portuguesa a afirmar todos os dias que tout va bien, monsieur Dupond e Monsieur Dupont os nossos dois artistas principais portugueses de variedades que fazem o favor de aliviar as nossa penas quotidianas com o seu teatro tipo vaudeville e nisso são impagáveis. Céline também conta que numa viagem á Urss foi indicado para lhe servir de cicerone um russo médico que repetia a cada instante tout va bien numa visita a um hospital miserável que funcionava com 10% do orçamento como tudo na URSS menos a polícia e a propaganda. Foi chamado por o toutvabienovitch . Não se cansam mas cansam-nos a ponto de já não os poder encarar sempre aparecem nas pantalhas como se diz agora. Arre que já CHEGA

Manuel Magalhães Óptimo artigo e só não vê quem não quer...

Antónia Coimbra: Retrato muito bom da nossa desgraça. Que qualquer um, saindo à rua e falando com as pessoas, pode confirmar por si próprio. A miséria social, humana e económica está por todo o lado. Os pequenos negócios todos falidos, as crianças mais pobres afastadas por inteiro de qualquer educação, desempregados aos milhares e gente a tentar matar a fome por todo o lado. E não se pense que é só aqui em Lisboa, como pessoalmente vejo todos os dias. Tenho família e amigos no Porto e também no Algarve e a informação que me transmitem é exactamente a mesma. Por isso é certinho que, desta vez, não só não "está tudo bem até aqui" como a aterragem já se deu. O que é fascinante, mas não surpreende, é que se leiam jornais e se assista aos noticiários e nada transpareça que possa levantar o véu da realidade de cada dia. É uma ficção muito estranha mas, a julgar pelas sondagens, claramente eficaz. E para mais barata. Afinal € 15M para a comunicação social e o suborno com dinheiros públicos aos demais não é assim tanto.

Maria Augusta > Antónia Coimbra: É maravilhoso o socialismo!

R S: O problema é só um, embora a Esquerda seja o pior sistema possível, a esquerda é altamente criativa, sentimental e extremamente bem adaptada à cultura dos nossos tempos. Por isto, a Direita irá ser sempre a solução para curar não só o cancro das sucessivas bancarrotas, mas também dos valores perdidos. Então o que falta à Direita? A sua comunicação é enfadonha e assim repele todos os que vivem neste mundo do entretenimento superficial.

António Sennfelt: Excelente! PS: Embora constando de um único vocábulo, este comentário foi, como de costume, redigido com o mais porfiado amor e carinho a fim de passar incólume pela monitorização de conteúdos de ódio em boa hora implementada graças aos bons ofícios da exma. senhora ministra de Estado e da Presidência, dra. Mariana Vieira da Silva, que bem haja e São Marx guarde.

Victor Cerqueira: Está como sempre esteve, apesar da propaganda. E vai continuar a descer a escada que nunca subiu.

José Miranda: Texto muito interessante. Não são surpresa os comentários descabelados de alguns idiotas.

Francisco Pinto: "Agora é, também, um país cheio de pequenos ditadores (como bem assinala Henrique Raposo), menos livre e menos plural, mais fragmentado socialmente, subitamente empobrecido, com pior saúde, com mais desigualdades sociais e com pior acesso à educação." Eis o legado da esquerda que a imprensa continua a camuflar. Costa abriu caminho ao extremismo na política, ao confronto e à intolerância, e por incrível que pareça, foi auxiliado por Rio nesta ignóbil tarefa. A resposta não tardou a chegar.

Joaquim Zacarias: Resumindo: estamos falidos, e parece que gostamos.

Luis Martins > Joaquim Zacarias: O povo tuga adora estar pobre e miséria sempre de mão estendida à caridade da Uniao Europeia como tal vota sempre nos mais roubam e mentem em Portugal.  

Ana Ferreira: Cristo e os apóstolos lembram os idiotas que acham que se a equipa, mesmo ganhando, não joga a seu gosto a solução é substituir tudo e todos a começar nos adeptos, quando a única solução é eles próprios mudarem! Fazem lembrar mas não são, limitam-se a alimentar o rebanho que lhes dá o pão, esse sim maioritariamente ignorante.

Mario Silva > Ana Ferreira: A única equipa que ganha sempre em Portugal é a trupe dos "encostados" ao regime. Se tiver coragem de remover as palas dos olhos e sair dessa bolha talvez perceba que há muito boa gente a trabalhar a sério e ainda assim a passar dificuldades. Nem toda a gente consegue ganhar a vida a escrever comentários no Observador.

António Patrício Ferreira: Que país tão bonito...que gente tão medíocre !!!!!! que continua a acreditar nestes ilusionistas e irresponsáveis socialistas/comunistas com o colinho sempre disponível do Marcelo. Enquanto os outros países crescem e criam prosperidade, Portugal é sempre mais do mesmo, estagnado, pobre e dependente do dinheiro dos outros....

ricardo veloso > bento guerra: Começou a propaganda do salvador para as crises. Crises que vivemos desde a suposta revolução com governação sempre dos mesmos. Passos Coelho nada fez de reformas, o pouco que fez foi quase zero e a muito custo, senão a troika não transferia o dinheiro. O défice desceu mas com dinheiro de quem trabalha e impostos!! As tais reformas principais que servem de propaganda é tudo mentira. Laranja e rosa e vermelho tudo a mesma m...

bento guerra > ricardo veloso: Tinha um senão,é honesto

ricardo veloso > bento guerra: Honesto seria se fizesse realmente as reformas essenciais no aparelho de Estado, efectuar um plano estratégico fiscal de longo prazo para empresas portuguesas e as que quisessem investir em Portugal (não a palhaçada dos vistos gold e sua corrupção ou submarinos ou aviões militares ou vendas de empresas com rendas consertadas) e só depois dizer aos portugueses que a dívida é tão grande devido a irresponsabilidade política, que precisava de aumentar impostos e taxar os rendimentos mensais, ou mesmo compra de dívida pública por aforradores privados até a balança se equilibrar e ficar sustentável. Isto é ser honesto e íntegro!

bento guerra > ricardo veloso: Recebeu um caderno de encargos ,imposto pelos credores ao Sócrates, que teve de cumprir para salvar o país. Você não estava cá ,ou tem palas?

ricardo veloso > bento guerra: Gosto muito de si também...o caderno de encargos foi lido apenas nos aumentos de impostos e taxar de quem vive do seu ordenado e que sustenta a gamelada política e seus caciques e famílias,. O resto meteram na gaveta !

Anónimo Anónimo > ricardo veloso: O défice desceu mas com dinheiro de quem trabalha e impostos!! Foi exactamente ao contrário, e por isso foi tão criticado! O PPC aumentou nos não produtivos, nas pensões e nos subsidio dependentes....esses é que são um peso tremendo e que sufocam todos os outros. Os produtivos não devem ser sobrecarregados pois são esses mesmos que geram riqueza podendo depois haver mais riqueza para distribuir, gera-se mais emprego, mais gente a pagar impostos, etc...é um ciclo virtuoso! Que vai gerando mais e mais recursos.... Os xuxalistas fizeram exactamente ao contrário, sobrecarregaram nos que produzem para dar devolver e dar mais aos não produtivos....é um circulo vicioso! Que vai consumindo todos os recursos até acabarem.... Essa é mesmo a grande diferença entre a esquerda e a direita. Já em todo o mundo desenvolvido se sabe que isto funciona assim...excepto em Portugal!

José Paulo C Castro > ricardo veloso: Ainda se lembra da quantidade de reformas chumbadas pelo TC que Passos propôs, a começar pela das pensões ? Nada passava. Lembra-se da regra de ouro que Passos queria impor na Constituição e que os socialistas negaram alterar ? Espanha fê-lo e deu-se ao luxo de escapar à crise e ficar sem governo durante dois anos... Lembra-se da reforma nas rendas que produziu um boom como nunca se viu na renovação urbana e no turismo associado ? Pois, já foi cancelada essa reforma... Lembra-se das 30 obras fundamentais que Passos elencou como as próximas fundamentais para o regime, desde portos, ferrovias e (poucas) vias rodoviárias ? Olhe, Centeno cativou logo e algumas estão agora postas de novo na mesa pelo "homónimo" do PM mas com verbas da UE. Ou seja, já sem falar nas TAP e transportes públicos, onde se reverteu o que estava em andamento, tudo que foi feito foi revertido, cancelado, bloqueado ou anulado. Agora, você vem dizer que Passos não quis fazer reformas. Olhe, lá pela terra dos meus avós chamavam-lhe nomes feios a si. Dos duros mas sentidos. Mas agora a cereja em cima do bolo: com Passos todos os serviços estatais continuaram a funcionar sem cortes e cativações, desde a saúde ao ensino, ao subsídio de desemprego (maciço na altura) e tribunais. Foi ponto de honra manter o Estado a funcionar. Agora, não dá para funcionarem nos mesmos níveis de atendimento e desempenho.

ricardo veloso > Anónimo Anónimo: O subsídio dependentes resolve-se com fiscalização e não cortar só porque dá jeito, os pensionistas resolve-se com Reformas do regime de pensões dos F .Públicos pagas pela Caixa Geral de Aposentações ( os beneficiários recebem mais que no regime geral da S. Social ) e acabar com 2 regimes de trabalho. Despedimentos e reformulação do Estado também ajudava, mas está muita família junta e é chato.

Querem acabar com o ciclo vicioso? Introduzam por exemplo um regime de desconto para a segurança social diferente com tectos mínimos e máximos e com a liberdade de escolha sobre o que se quer descontar como na Holanda ( taxas diferentes para quem quer ou não ter direito a subsídio em caso de desemprego ). Pagar ao estado 28% dos rendimentos obtidos com poupanças ? Justiça com melhor acesso, custos mais baixos e processos mais rápidos, isso sim permite investimento, não é fechar tribunais e depois continuar a pagar os mesmos funcionários encostados em algum lado. Quem pagou esta parasitagem é quem trabalha, ou querem cortar nas reformas de 500 ou 600 euros? Se é assim, então que não atribuíssem reformas a quem nunca efectuou um desconto na vida . O contribuinte português não tem o mínimo de liberdade de escolha .

ricardo veloso > José Paulo C Castro: Lembro-me muito bem...isso não eram reformas mas sim cortes no rendimento!! Reformas seriam rescisões amigáveis de funcionários públicos e requalificações de funcionários com a mobilidade criada com o encerramento de organismos públicos por exemplo. A reforma das rendas , não foi totalmente bem feita...permitiu reabilitar os centros históricos e o tal turismo associado, aumentar as rendas (pois os proprietários não são a santa casa ), mas esqueceu-se da corrupção que adveio disso como os vistos gold, ou então como os ordenados foram taxados e estagnados , os mesmos que sustentam isto foram empurrados para rendas altíssimas ou para empréstimos incomportáveis ( mais dívida !!! ) para os ordenados que se praticam em Portugal. As 30 obras fundamentais são obras que devem ser discutidas em consenso e não determinadas por um governo, as privatizações muitas das vezes foram mal feitas porque o estado assegurava o prejuízo, deviam era liquidar as empresas como por exemplo a CP e entregar a rede a privados com as suas empresas, criando concorrência entre elas. Houve coisas que fez bem, ninguém o nega, reforma do medicamento, a passagem para 40h semanais da função pública mas muito pouco. Agradeça a muitos como eu que na altura, suspenderam o subsídio de desemprego e fui trabalhar para o estrangeiro. 

antonyo antonyo > bento guerra: Claro que troika trazia um caderno de encargos ! E esse caderno foi assinado por quem ?

Pedro Silveira > ricardo veloso: Incrível o seu comentário. Passos Coelho recebeu o país com um défice de 10%, deixado pelo PS e por Sócrates, mas claro, você tinha de falar mas era no Passos Coelho. Em relação a reformas, lembro-me de uma bem importante, e que entretanto já foi estragada: a do mercado de arrendamento, que meteu o mercado imobiliário e turístico a bombar. Mas o PS claro que tinha que estragar tudo. Mas então você acha que quando era preciso comprimir e muito a economia, também para poder pagar a quem nos emprestou para nos livrarmos da bancarrota, é que se iam fazer imensas reformas?? Você percebe alguma coisa de economia e de administração pública?? E o PS, que recebeu em 2015 o país com um défice de 3%, que reformas fez? É que com esses défices é que se podem e devem fazer reformas! Tenha vergonha e tire as palas esquerdistas!

José Paulo C Castro > ricardo veloso: Olhe, só lhe digo que é inacreditável que conclua o que conclui perante os factos que você mesmo diz. Já nem falo sobre aqueles que você vê de um prisma errado (essa de por na mesma balança os vistos gold e o mercado de arrendamento é de quem não tem noção do volume das coisas) ou que tenta ignorar. Repito: o que foi tentado e não foi bloqueado pelo TC foi anulado, revertido ou desfeito por legislação posterior. Querer dizer que não fez reformas ou não quis reformar é uma enormidade enviesada. Por fim, era o que faltava agradecer-lhe ter emigrado. Você faz as suas opções. Mas que explica muita coisa, explica...

Amandio Teixeira-Pinto > José Paulo C Castro: Concordo com tudo o que diz, mas o Ricardo Veloso também tem as suas razões. Há uma lista interminável de institutos, organismos e fundações dependentes dos subsídios do Estado onde o PPC tocou só de raspão....e muitas outras coisas para onde lhe faltou a coragem. Foi mais fácil cortar as pensões, pois os velhotes não têm como se defender. PPC era honesto, não tenho dúvidas, mas além de falta da coragem que era preciso ter para aquele difícil lugar, tinha a visão muito curta. Tão curta que não soube explorar politicamente o desastre provocado pelos súcias, que logo a seguir o apanharam à traição, como soe dizer-se. Lembro-me perfeitamente da "incapacidade" de PPC em chamar os bois pelos nomes e acusar o PS dos desmandos feitos, dava dó vê-lo na Assembleia vergado ao palavreado e à treta socialista que se apresentava aos olhos de todos como os mais inocentes do mundo.... Enfim, poderia ter conseguido acabar com o PS, arrumá-lo na prateleira da História, mas era apenas um bem intencionado, faltava-lhe a prática da vida real, nunca trabalhou, foi sempre um betinho da Jota, esta é a lição que todos têm de aprender, os calos nascem do trabalho (o PS e os outros esquerdalhos) têm calo na língua, de tanto distorcerem o discurso. Era fácil deitá-lo abaixo....

Verdade Mentira > bento guerra: Tão honesto que era...que esta noticia foi dada não sei porquê. "O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, entre 1999 e 2004 não pagou à Segurança Social"

José Paulo C Castro > Verdade Mentira: Você não soube o porquê da notícia ? Olhe, eu sei: investigaram tudo e só conseguiram descobrir uma falha com mais de 10 anos que já tinha sido prescrita por a Seg. Social não as conseguir cobrar. Tal como a 300mil, por decisão de outro PM. E mesmo assim, ele pediu para lhe fazerem as contas e pagou. Imagine que tinham descoberto um amigo com contas na Suíça a emprestar-lhe ou que ele nomeava amigos pessoais para administrar empresas públicas ou permitia familiares no mesmo governo. Aí já não tinham investigado tão atrás...

José Paulo C Castro > Amandio Teixeira-Pinto: É um facto que desde a questão da TSU ele preferiu não afrontar os instalados directamente mas apenas fazer avançar as reformas que eram mais gerais e menos directas. Mas era táctica política para não ter manifs bloqueadoras na rua antes de fazer passar as reformas mais gerais.

ricardo veloso: Calma que os despedimentos colectivos e falências estão a ser preparadas.

Luis Ferreira: Vivemos sob efeito de uma droga de (extrema) esquerda, parecida com a LSD, que levava os drogados a acreditar que voavam... antes de se estatelarem a meio caminho entre a varanda e a piscina!

 

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