terça-feira, 4 de agosto de 2020

Velhos do Restelo?


Mais um formidável libelo acusatório de Salles da Fonseca, com a apresentação de documento comprovativo da cobardia que tem sido norma nos países democráticos europeus, face à investida de que a Europa tem sido alvo desde a difusão das doutrinas que levaram às descolonizações, afogando o mundo ocidental na ocupação islâmica e dos povos do sul fugindo dos seus horrores, ansiando por iguais privilégios dos que, aparentemente, defendem os direitos à Igualdade, fraternidade, liberdade, e ao pão com amaciadora manteiga. O texto de Salles da Fonseca e a entrevista a Gérard Collomb recordam-me as conversas de há muito, com o meu marido, sobre as consequências da abertura descontrolada de fronteiras, em termos de infiltrações perigosas, consequência das descolonizações. Uma crónica exemplar de visão simples e honesta de Salles da Fonseca, que se acompanha de documento severo - conquanto inútil – de um ex-ministro francês, impotente contra os construtores de uma nova sociedade, de reviravolta – como a que é apontada no texto de Gérard Collomb – a da destruição da civilização romana, enfraquecida, essa, pelas arremetidas das hordas nortenhas que souberam aproveitar-se da moleza dos costumes do império romano. Como outrora, e como sempre, poderíamos bradar

Ó glória do amor, ó vã cobiça

Duma igualdade que se pretende justa

Ó fraudulento gosto que se atiça

Com a vileza do prazer sem nexo……

VOX POPULI

HENRIQUE SALLES DA FONSECA

A BEM DA NAÇÃO, 03.08.20

É do conhecimento público que há uma nova rota de migração do Norte de África com origem em Marrocos e desembarque nas ilhas barreira frente a Olhão - Armona, Culatra, Deserta… até mais ver…

Diz o povo que os radares instalados ao longo da costa são capazes de detectar movimentos marítimos quase desde Marrocos mas que, na realidade, são os pescadores que detectam os migrantes e que, por telemóvel, alertam a Guarda Costeira. Mais se diz tanta coisa que o melhor é calar para não enrubescermos.

Como é possível fazerem a travessia entre os dois Algarves (os d’Além e d’Aquém mar) em botes mal equipados? Diz quem conhece o mar que isso só é possível se rebocados ou até mesmo embarcados em barcos capazes dessa travessia e desembarcados (ou largados) perto da nossa costa.

Informa a comunicação social que estes migrantes, equipados com sapatilhas de marcas famosas ,não andrajosos e até relativamente bem vestidos e com telemóveis de última geração e topo de gama, são acolhidos pelas nossas Autoridades com toda a humanidade e quase carinho.

Pela forma como se diz trajarem, pelo equipamento de comunicações que se diz usarem, pelo modo dissimulado como parece fazerem a travessia marítima, reúnem muitas características que os distingue de pobres miseráveis em busca de sobrevivência ou de uma condição de dignidade que até ali lhes tivesse sido negada por algum regime esclavagista. São, isso sim, características que levam o cidadão comum – eu – a desconfiar deles. E desconfiar muito.

Mas, pelos vistos, trata-se de tema que não preocupa a Guarda Costeira seja ela da Marinha ou da GNR, embarcadas ou em terra, a informação e contra-informação dos três Ramos das Forças Armadas e as homólogas civis. Por mera coincidência, trata-se de processo migratório com semelhanças aos que puseram Itália e Espanha em polvorosa mas, os nossos imigrantes são diferentes, é tudo boa gente.

Se, dois ou três meses depois de lhes perdermos o rasto, estoiram mais algumas bombas em França ou Aragança, isso nada tem a ver connosco. NADA! E que isso fique bem claro. O problema é dos franceses e dos aragonenses.

Em todo o caso, pode ter alguma utilidade para a nossa própria opinião, ler a entrevista que se segue dada por Gérard Collomb a uma órgão de comunicação francês. A entrevista foi em Julho passado mas escapou-me o dia.

* * *

«VALEURS ACTUELLES» - (?), juillet 2020

Un avis lucide et éclairé de quelqu'un qui a vu et vécu les choses de près comme ministre de l'intérieur de Macron en 2018.

Gérard Collomb annonce la guerre en France dans cinq ans!

“Aujourd’hui, les quartiers sont soumis à la loi du plus fort, qui n’est plus la nôtre.”  “Nous vivons côte à côte, je crains que demain nous ne vivions face à face.

 Voici ce que disait Gérard Collomb, encore ministre de l’Intérieur :

«Les rapports entre les gens sont très durs, les gens ne veulent pas vivre ensemble… Je crains la sécession.»

 – Quelle est la part de responsabilité de l’immigration?

Énorme.

 – Vous pensez qu’on n’a plus besoin d’immigration en France?

Oui, absolument. Des communautés en France s’affrontent de plus en plus et ça devient très violent. Je dirais que, d’ici à 5 ans, la situation pourrait devenir irréversible. Oui, on a cinq, six ans, pour éviter le pire. Après…

Voilà le résultat de 40 années de lâcheté, 40 années de trahisons, 40 années de mensonges de nos élites, qui ont livré le pays à la loi des caïds et des barbus, laissant des pans entiers du territoire s’ensauvager et se transformer en mini-califats.

La France est désormais au bord de la guerre civile.

Le pire est que tout cela était annoncé depuis des décennies. Nombreux sont les lanceurs d’alerte qui ont sonné le tocsin, à commencer par Charles De Gaulle puis Jean-Marie Le Pen, qu’on a préféré diaboliser, et les services de renseignement qu’aucun chef d’État n’ont écoutéss.

Il n’y a pas que les musulmans qui pratiquent la taqîya. Nos politiques sont passés maîtres dans l’art de la dissimulation.

Fillon avait enterré en 2004 le rapport Obin qui sonnait l’alarme sur la dramatique islamisation de l’école.... Les profs ont peur. La violence, impensable il y a trente ans, a envahi l’école.

Commissariats et forces de police sont régulièrement attaqués en toute impunité. L’État de droit est chaque jour bafoué.

Nous avons eu des mutineries de marins musulmans dans la Marine Nationale, des soldats musulmans ont refusé de partir en Afghanistan, au prétexte qu’un musulman ne peut tuer d’autres musulmans. Foutaises, puisque ça fait 14 siècles que sunnites et chiites s’entre-tuent!!

Tout a été caché ou minimisé, alors que ces incidents au sein de notre Armée étaient gravissimes.

 –Voilà où mènent la lâcheté, le renoncement permanent et la soumission du pouvoir à l’islam, par peur de faire des vagues, par crainte des émeutes.

 –Nos policiers ont été littéralement désarmés et ont été privés de toute autorité, par peur d’un embrasement généralisé de type 2005 à la puissance 10. Capituler, encore et toujours, tel est le credo de nos élus, qui ne pensent qu’à leur réélection mais jamais à la France.

 – Tous nos responsables politiques ont imposé l’omerta, alors que les islamistes n’ont jamais caché leur volonté de soumettre l’Europe à la charia.

 –Youssef al-Qaradawi, Marwan Muhammad et bien d’autres, ont toujours annoncé la couleur. On ne peut les taxer d’hypocrisie. Les sournois, ce sont nos dirigeants, parfaitement informés, mais complices de la destruction du pays.

 –Nos élites sont tous coupables d’avoir mis la France en grand danger, élus, journalistes, intellectuels et autres faiseurs d’opinion, tous sont responsables de l’éclatement de la société et du chaos généralisé qui s’annonce.

 –La justice s’est montrée implacable envers les opposants à la pensée unique politiquement correcte. On ne compte plus les victimes du terrorisme intellectuel qui ont été broyées par cette mécanique totalitaire implacable.

 –Comme le dit Philippe de Villiers dans son nouveau livre, “Le Mystère Clovis”, nous vivons la fin de la civilisation occidentale, comme la chute de l’Empire romain.

Vous n'avez rien vu venir? Eh bien, vous êtes aveugles!

Croyez-vous que vos enfants et petits enfants vous pardonneront d'avoir laissé depuis presque 40 ans ces canailles et ripoux de politiques sans vergogne livrer notre pays à l'Islam ?

 Si vous n'avez rien vu venir, ouvrez enfin vos yeux et agissez car dans 5 ans, selon Gérard COLLOMB, il sera trop tard !!!!!

* * *

 

Minha conclusão:

- Cada marroquino que desembarca no Algarve e a quem rapidamente se perde o rasto, é mais um passo que Marine Le Pen dá em direcção ao Eliseu.

Minha recomendação:

»- Depois, queridos amigos do «politicamente correcto», não se queixem porque parte substancial da culpa será vossa.

Agosto de 2020

Henrique Salles da Fonseca

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"política internacional"

Francisco G. de Amorim 03.08.2020: Não consta que na minha árvore "ginecológica" tenha existido alguém que se chamasse Nostradamus ! Mas há vários anos que ando a prever o colapso da Grande França, berço da cultura venerada, imitada, do séc. XIX. Deixei há mais uns dois anos de assistir ao noticiário de França, quando comecei a ver que o desaparecimento da França estava em ritmo acelerado. Nojento, covarde. Sempre gostei do Gérard Collomb, porque é homem de linha recta. O que ele escreve neste texto é um retrato nu e cru do que se passa na terra de Victor Hugo e muitos outros GRANDES. Lamento até ter que concordar 100% com ele. E continuo a pensar que a Inglaterra e Península Ibéria vão a seguir. Chegou cedo demais o Apocalipse para parte da humanidade

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