sábado, 31 de maio de 2025

Não havia necessidade

 

De tanto desprezo enérgico pelos lusitanos, num discurso de ferocidade sagaz mas que entristece, na sua tão alterosa veemência competente. Por isso, releio a BALADA DA NEVE, a afundar-me nesse aspecto miserabilista e piedoso lusíada, de um sentimentalismo, inerte embora, de tuga compassivo e modesto:

Batem leve, levemente,
Como quem chama por mim.
Será chuva? será gente?
Gente não é, certamente
E a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
Mas há pouco, há poucochinho,
Nem uma agulha bulia
Na quieta melancolia
Dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
Com tão estranha leveza,
Que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
Nem é vento com certeza.

Fui ver. a neve caía
Do azul cinzento do céu,
Branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
Os passos imprime e traça
Na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
Da pobre gente que avança,
E noto, por entre os mais,
Os traços miniaturais
Duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
A neve deixa inda vê-los,
Primeiro, bem definidos,
Depois, em sulcos compridos,
Porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
Sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, senhor,
Porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
Uma funda turbação
Entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na natureza
E cai no meu coração. AUGUSTO GIL.

Uma bolha de pelintras

As personagens da imaginária “bolha” são tão ou mais rústicas quanto o “tuga” que fingem desconhecer. Não há “bolha”: há “tugas” sem noção do ridículo nem escrúpulos.

ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador

OBSERVADOR, 31 mai. 2025, 00:20

Na semana passada, os especialistas já haviam descoberto que o eleitorado do continente e ilhas é impreparado e racista. Agora os especialistas confirmaram que os portugueses que moram e votam no estrangeiro também são impreparados e racistas. Num ápice, as multidões de jovens promissores e geniais escorraçadas um dia por Pedro Passos Coelho transformaram-se em burgessos que atribuem mais dois deputados ao Chega. Um especialista, comentador da bola que em tempos o PS naturalmente resgatou para a “cultura”, traçou com densidade o perfil social, académico e profissional dos emigrantes que votam no Chega: são boçais e desqualificados. Outros especialistas não foram tão suaves e desataram mesmo a questionar a pertinência de os emigrantes, com “e”, esses “chupistas” (cito um especialista amador, cônjuge de uma especialista profissional) que não descontam cá dentro e “parasitam” Estados lá fora, poderem continuar a votar.

É interessante notar que a súbita sanha contra os emigrantes com “e” está normalmente a cargo dos maiores entusiastas ao acolhimento de imigrantes com “i”. Não é por nada, mas começo a ter a impressão de que o problema dos especialistas é com os portugueses “nativos” em geral, residam eles no Cacém ou em Carcassonne – ou pelo menos com os portugueses “nativos” que votam “mal”, em lugar de votar “bem”. Se virmos com atenção, os especialistas só têm um problema com os cidadãos que votam conforme lhes apetece e não como os especialistas recomendam. Se os resultados eleitorais coincidissem com a vontade dos especialistas, não haveria problema nenhum. A não ser, claro, o problema dos próprios especialistas.

A fim de explicar a cósmica discrepância entre os palpites dos especialistas acerca da realidade e a realidade, lançou-se para aí o conceito de “bolha”. A “bolha” pretende sugerir que os especialistas habitam um universo exíguo, resguardado das existências simplórias e partilhado por uma casta restrita de iluminados.

Não sei se o objectivo é imaginarmos os frequentadores da “bolha” a discutir Turgenev em conversas tardias e regadas a conhaque, ou a fretar jactos para tomar o pequeno-almoço em Florença (e discutir o niilismo de “Pais e Filhos” à mesa do Gilli). Sei que a “bolha” passa por sinónimo de “elite”. E esta particular “elite” aprecia a deferência, ainda que pejorativa. Aliás, esta particular “elite” não se importa que a acusem de não compreender o país e, de caminho, o mundo – desde que a acusação presuma a sua distância à gentinha que, acima de tudo, a “elite” não quer ser. Acima de tudo, e literalmente de todos, a “elite” quer ser elite. Porquê? Porque não é.

Ir a “telejornais” ou programas de “debate” repetir babugem sobre a “actualidade” não eleva uma senhora ou um cavalheiro a membro de uma hipotética “elite”. Quando muito, prova que a criatura necessita de uma modesta avença ou acha “importante” aparecer na televisão. No primeiro caso, é pelintra. No segundo, é pacóvia. Em ambos, não é elite. É, salvo raríssimas excepções, alguém que cobra pouco para fazer figuras tristes e sai do estúdio inchado de “fama”, leia-se ser reconhecido pelo funcionário do Solar dos Presuntos ou arranjar bilhete VIP para a tenda dos rissóis nos festivais de variedades. As personagens da imaginária “bolha” são tão ou mais rústicas quanto o “tuga” que fingem desconhecer. Não há “bolha”: há “tugas” sem noção do ridículo nem escrúpulos de exibir a carência perante as câmaras.

Não é por causa da distância aos comuns mortais que a imaginária “elite” da “bolha” imaginária não compreende o país e, de caminho, o mundo: é por ignorância e conformismo. Sempre que preenchem o vazio nas cabecinhas com o tipo de “argumentos” que supõem “seguros”, são atropelados pelos factos. Sempre que arriscam prever, analisar e interpretar seja o que for, são atropelados pelos factos. Sempre que abrem a boca em sorrisos e clichés, são atropelados pelos factos. E nunca admitem o atropelamento. E nunca se confessam enxovalhados. E nunca recusam o convite, que nunca cessa, para voltar a comentar o que não entendem. Para usar o jargão ridículo que os empolga, são “resilientes” – ao bom senso.

As “legislativas” e o crescimento do Chega são um mero exemplo: aquilo que os especialistas não percebem encheria volumosos compêndios. Eles falham com tamanha regularidade e tanta convicção que parecem falhar de propósito, mas isso implicaria uma argúcia perversa que não possuem. Sem legitimidade nem independência nem vergonha, os especialistas, a “elite”, os condóminos da “bolha” são apenas sujeitos e sujeitas vulgares que, de modo a garantir o emprego televisivo ou a subir no partido que não assumem servir, se aliviam de pontos de vista alucinados, por regra os pontos de vista que o “sistema” decreta numa tentativa de influenciar a opinião pública. Sucede que os especialistas não influenciam vivalma, a não ser, crescentemente, em sentido contrário ao desejado. Nem um povo de brutos está disposto a ligar a uma bolha, perdão, um bando de pelintras.

ELEIÇÕES      POLÍTICA      PARTIDO CHEGA      EMIGRAÇÃO      MUNDO

COMENTÁRIOS

André Ondine: Uma crónica importante. E excelente. Esta bolha, ou elite, ou corja, é também responsável pelo crescimento dos populismos que eles tanto criticam. É que as pessoas estão tão saturadas e indignadas de os ver, ouvir e ler a toda a hora de cima daquele pedestal moral e ético superior em que eles julgam viver, que fazem qualquer coisa para se verem livres dele. Mas não é possível. Os directores dos Média adoram esta gente. E eles promovem-se bem e promovem-se uns aos outros, sem vergonha. E multiplicam-se. Basta ver o imberbe Jonet, réplica do guru Marques Lopes. O jovem Jonet era de direita, mas a direita não lhe deu o tacho em Cascais que ele ambicionava e ele (tal como o seu guru Lopes com Passos) vinga-se agora dizendo-se de direita mas sendo aquela direita que a esquerda adora. Um puto vingativo capturado pela bolha. O resto é a mediocridade do costume. O Lopes, excelente propagandista de si próprio e dos amigos. Só não se indignou quando o amigo Pinto da Costa estava com ele enquanto um amigo de ambos dava uns tabefes num repórter de imagem que os incomodava. O camarada Adão, político, especialista em comentário político, futebol, cultura, música e agora DJ, a Sra Anjos, frequentadora do Benformoso desde que nasceu, a Betty Davis Davim, sempre amiga bloquista, o cão raivoso Oliveira….a lista é infinita. O puto Jonet, a Sra Carmo Afonso, o guru mor Pacheco Pereira, que, este sim, adora cascar na direita…São sempre os mesmos, reunem-se no Lux (menos o Pacheco Pereira, que não o devem deixar entrar…), detestam pessoas rurais e têm múltiplos e generosos tachos. Usam cravo uma vez por ano, bebem champanhe nos outros. Frequentam salões de indignação selectiva e tendem a sofrer fascínio por políticos profissionais indigentes como Mariana Mortágua, Mariana Vieira da Silva, António Costa e outros heróis urbanos. Não são inocentes no estado a que isto chegou.

Maria Paula Silva: Muito bem, excelente crónica, excelente definição. E ainda há quem perca tempo a ouvir esta gente ignorante e inculta que nada de interessante tem para dizer. Se deixarem de lhes dar audiência, desaparecem... Anda tudo anestesiado. Entre comentadeiros, programas de culinária e outros de entretenimento de baixo nível cultural, venha o diabo e escolha. E... ainda bem que não acertam. Nunca o resultado de umas eleições me deu tanto gozo. Rejubilo. Parece que os kompensans e rennies já esgotaram. E o outro que se julga vencedor, que andava calado e cínico com ar de arrogante e agora parece um menino contente no kindergarten não se vai aguentar 4 anos.  Faz-se muito barulho neste país e trabalha-se pouco. E, caramba, não é para isto que lhes pagamos os ordenados. Trabalhem, carago!

Eduardo Cunha: Excelente crónica. Parabéns.

 

Quão longe se está

 

Do excerto emotivo do nosso PADRE VIEIRA sobre a GUERRA, extraído de um dos seus sermões, em absoluto condenatório, no seu discurso amplificante de metaforismo hiperbólico, ao contrário do texto do P. JOÃO BASTO, rigoroso e plácido, na constatação da imposição da guerra, nas relações entre os homens, seres cujos estados de alma são muita vez causa de efeito atacante, como dá bem a entender o nosso CESÁRIO VERDE, nas suas CONTRARIEDADES:

«…Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
E os ângulos agudos.»

As dores de cabeça, se estão bem armadas de argumentos de poder condenatório – ofensivo ou defensivo, pois – poderão ser causa muitas vezes dessas excursões belicistas, embora o não confessem os pretensiosos do poder, que arrastam com isso para a morte inúmeros seres, por imposição ou suborno. Mas o HOMEM, como ser racional, irritável e arguto, está em todas, e daí que também aqui, na guerra. Sem medos.

O texto de VIEIRA:

 “É a guerra aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas, e, quanto mais come e consome, tanto menos se farta. É a guerra aquela tempestade terrestre que leva os campos, as casas, as vilas, os castelos, as cidades, e talvez em um momento sorve os reinos e monarquias inteiras. É a guerra aquela calamidade composta de todas as calamidades em que não há mal nenhum que ou se não padeça, ou se não tema, nem bem que seja próprio e seguro: - o pai não tem seguro o filho; o rico não tem segura a fazenda; o pobre não tem seguro o seu suor; o nobre não tem segura a honra; o eclesiástico não tem segura a imunidade; o religioso não tem segura a sua cela; e até Deus, nos templos e nos sacrários, não está seguro.” P. António Vieira (1668)

O texto do P. JOÃO BASTO:

Haverá uma guerra justa?

Se nenhuma guerra é boa, fingir que todas são iguais, ou que nenhuma é legítima, é o caminho mais rápido para o triunfo do injusto.

P. JOÃO BASTO Sacerdote, membro da equipa formadora do Seminário Diocesano de Viana do Castelo

OBSERVADOR, 30 mai. 2025, 00:186

Sei que é desconfortável dizê-lo, mas sim: pode haver uma guerra justa. E dizer o contrário, por mais pacifista que soe, é moralmente irresponsável. Se nenhuma guerra é justa, então nenhuma resistência é legítima. Nem contra tiranias. Nem contra genocídios. Nem contra invasões. É nesse ponto que pacifismo radical e belicismo indiscriminado se encontram: a promoção da guerra e o abandono da “protecção dos justos”, como referiu S. Agostinho. O primeiro troca a dignidade humana por um ideal, em defesa do qual tudo se prescinde. O segundo substitui o bem comum pela vingança e pelo ódio puro. São duas faces da mesma moeda.

Mesmo quando o Papa diz “a Paz esteja convosco”, expressão que Cristo profere nos Evangelhos, está a reutilizar uma frase hebraica, que traduz o estabelecimento da justiça nas relações com Deus, com os outros, consigo mesmo e com o Mundo. E não meramente um convite ao sossego e à inação.

Considerar que a guerra é sempre uma derrota da humanidade e defender que a paz é o primeiro objectivo a alcançar e a promover, não só não está em oposição à ideia de guerra justa, como a exige necessariamente. Antes de mais, porque o conceito de guerra justa não é um mecanismo belicista, mas um instrumento que visa proteger os inocentes, limitar os danos e julgar com rigor moral quem toma decisões em tempos de conflito. E negar essa possibilidade é abdicar de pensar eticamente a violência real que ocorre no mundo.

Para entender isto bastaria pensar que, se a ideia de justiça pressupõe a ideia de equilíbrio, seria mais equilibrada uma guerra que respeite o direito internacional e que não prescinde da via diplomática, do que uma guerra onde só um lado ataca e o outro, em nome da paz, se recusa a defender, ao mesmo tempo que o agressor nega a possibilidade de qualquer negociação. Na verdade, só uma reflexão sobre a ideia de uma guerra justa é capaz de impedir uma banalização dos conflitos que resulte na banalização das atrocidades.

Sobre isso, Tomás de Aquinotão idolatrado quanto esquecido, e que em 2025 faria 800 anosfoi bastante claro: só é possível falar de guerra justa se houver três critérios. Primeiro: autoridade legítima (e não ditadores que distorcem a lei para justificar a agressão). Segundo: causa justa (não a expansão de fronteiras ou a humilhação de civis). Terceiro: intenção reta e meios proporcionais (não bombardeamentos de hospitais, fome como arma de guerra, ou castigos coletivos). Por isso, uma guerra nunca será justa se, através do objetivo de defesa nacional, promover uma limpeza étnica. Como nunca será justa enquanto houver um bloqueio à ajuda humanitária ou uma recusa das conversações diplomáticas. Ou mesmo enquanto a guerra for levada a cabo por um poder individual e autorreferencial.

A tradição cristã não canoniza a guerra. Pelo contrário: obriga a julgá-la com rigor moral. Por isso, Francisco de Vitória e Francisco Suárez questionaram a legitimidade da força contra os povos indígenas, e hoje podemos equacionar que a proposta de rearmamento da Europa está incompleta se não for antecedida de uma reflexão sobre o que significa ser europeu. Mas isso parte de um ponto anterior: nenhum fundamentalismo é bíblico ou religioso. Bastaria olhar, por exemplo, para o Antigo Testamento, para entender até como a associação entre povo eleito e terra prometida em sentido geográfico, nem sempre é clara e acontece entre avanços e recuos, sem uma síntese final.

Ora, se queremos paz, temos de ser capazes de dizer — com coragem e clareza — quando ela for violada, que não deixaremos campo livre aos agressores, nem condenaremos os fracos ao silêncio. Porque se nenhuma guerra é boa, fingir que todas são iguais, ou que nenhuma é legítima, é o caminho mais rápido para o triunfo do injusto. E esse não é o lado certo da história.

GUERRA       CONFLITOS       MUNDO       IGREJA CATÓLICA       RELIGIÃO       SOCIEDADE

COMENTÁRIOS

Francisco Almeida: Um artigo que seria excelente se tivesse havido equilíbrio entre as referências claras à actuação de Israel e as referências que faltaram sobre a natureza e e actuação do Hamas. Mesmo admitindo que Israel exorbite na recusa da assistência humanitária, o facto do Hamas usar a população como escudo e como suporte, de se dissimular dentro dessa população, sem identificação militar, de fazer de escolas centros de comando e de hospitais paióis, torna toda a população um alvo militar. Suponho que o Pe. João Basto até aceite que não é possível combater terroristas com as regras de Genebra para a guerra convencional. E talvez deva meditar sobre o que se passa na Faixa de Gaza e que não tem antecedente histórico nem foi objecto de julgamentos morais anteriores.       António Alberto Barbosa Pinho: Muito bem, Sr. Padre.             S N: Texto correcto e equilibrado, que poderia ter sido escrito por muitos, como aliás foi abundantemente, desde há vários séculos atrás até escassas horas ou dias. Mas, como bem sabemos, não por todos.                 Américo Silva: Na tradição judaica guerra justa é a que deus quer, seja abominável, ardilosa e genocida.    António Dias: Para tomar partido com alguma lucidez é bom ouvir a argumentação de ambas as partes. Quando estamos num lado ouvindo só pornografia (levar o outro ao sabor de instintos primários) temos de pensar que um esconde a verdade do outro lado por ser demasiado poderosa e assim a proíbe de se dar a conhecer. A guerra só é aceitável se estiver em causa escravatura, todas as outras causas são manipulação. Os israelitas não enviaram para Gaza alimentos necessários? Está isentamente informado? Acha possível uma comunidade que nasceu no seio da Europa fazer tamanha barbaridade? Será isso possível? Porque não podem os camiões serem entregues à única força com o mínimo de ética? Escandaliza-os o reconhecimento facial nessa entrega de alimentos porquê? Querem realmente acabar com a guerra ou gerir essa guerra. Descarreguem as razões que quiserem em cima destes comentários pois não os vou ler, usem-no para criar amizades enquanto alimentam essa alienação, talvez se dêem conta ( psicodrama Moreno).        Alexandre Barreira: Pois. Caro P. João, Tem toda a razão. E até já a "outra" dizia: Minhas meninas tenham calma.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

Bielorrússia em preparativos

 

De colaboração oportuna, que não deixa os seus créditos pró putinistas por mãos e pés alheios.

Quanto à Rússia, esta acusa a Ucrânia de falta de claridade, ao contrário de si, que a tem toda, decididamente ofuscante.

Quanto ao ucraniano traidor reponho a nossa Aljubarrota e o seu “orador”, que explicita o fenómeno clássico, que por cá se prolongou e multiplicou também até aos novos tempos, claro, em rostos longo tempo vistos e vistosos, com os seus sorrisos afectuosos, ao modo moreno da fraternal “vila”:

«Ó tu, Sertório, ó nobre Coriolano,

Catilina, e vós outros dos antigos

Que contra vossas pátrias com profano

Coração, vos fizestes inimigos:

Se lá no reino escuro de Sumano

Receberdes gravíssimos castigos,

Dizei-lhe que também dos Portugueses

Alguns traidores houve algumas vezes.»

Lus., IV, 33

Quanto a uma Europa forte, segundo a proposta alemã, acreditamos que nenhum mestre superior à Alemanha tem condições para tão imprescindível docência.

Quanto ao Trump, fica-se grato perante a sua disponibilidade, conquanto de puro mistério, pelo menos para nós, que continuamos a marcar passo no saber.

Mundo/

Guerra na Ucrânia

Alertas activos

Em directo/ Zelensky defende que Rússia está a “arrastar a guerra” e insiste que apenas a força militar funciona para pressionar o Kremlin

Rússia mantém equipa para segunda ronda de negociações e acusa Kiev de não ter posição clara. Presidente ucraniano responde e diz que ninguém leu memorando de Moscovo.

EDGAR CAETANO: Texto

OBSERVADOR, 29/5/23

Actualizado Há 2h

SAVAS/EPA

Momentos-chave

Há 2hO que aconteceu até agora:

Há 2hZelensky rebate acusações de "clareza" russa e afirma que ninguém leu memorando russo

Há 6hZelensky felicita Montenegro e diz que "valoriza profundamente apoio firme e amizade constante de Portugal"

Há 7hRússia mantém mesma equipa para segunda ronda de negociações e acusa Kiev de não ter posição clara

Há 11hEx-político pró-russo assassinado em Madrid teve encontros com membros do regime ucraniano

Há 12h"Só haverá paz justa quando Putin não estiver no poder na Rússia", diz Zelensky

Há 13hAlemanha promete mais cinco mil milhões em ajuda à Ucrânia (mas sem mísseis Taurus)

Há 13hMerz promete defender Europa forte e capaz de restabelecer a paz e defendê-la

Há 15hRússia destaca dezenas de milhares de tropas para perto da região de Sumy. Ucrânia receia ataque no verão

Há 16hKremlin diz que ainda não recebeu resposta de Kiev sobre reunião a 2 junho

Há 19hRússia deve colocar mísseis Oreshnik na Bielorrússia ainda neste ano

Actualizações em direto

Há 2h00:37 Observador

O que aconteceu até agora:

Volodymyr Zelensky criticou a Rússia, acusando Moscovo de estar a prolongar a guerra e sublinhando que apenas a força militar é eficaz para pressionar o Kremlin. Zelensky também acusou a Rússia de falta de transparência nas negociações, mencionando que um “memorando” prometido por Moscovo ainda não foi partilhado com a Ucrânia ou com outros parceiros internacionais.

O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se para discutir o aumento das hostilidades na Ucrânia em 2025, destacando que o número de mortes civis subiu drasticamente em comparação com o ano anterior. A subsecretária-geral para Assuntos Políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, lamentou que a esperança diplomática tenha sido substituída por uma intensificação dos ataques russos, que resultaram em altas vítimas civis.

A Alemanha comprometeu-se a fornecer à Ucrânia um pacote de ajuda militar no valor de cinco mil milhões de euros, incluindo investimentos na indústria de defesa ucraniana. No entanto, não foram mencionados os mísseis Taurus, que poderiam ter um impacto estratégico significativo em alvos na Crimeia.

A Rússia está a preparar-se para instalar sistemas de mísseis Oreshnik na Bielorrússia até ao final de 2025. Este movimento foi confirmado pelo secretário de Estado do Conselho de Segurança da Bielorrússia, sublinhando que os locais para instalação já foram determinados, embora não se especifique a quantidade exacta de mísseis a serem implementados.

Há 2h00:30 Madalena Moreira

Zelensky rebate acusações de "clareza" russa e afirma que ninguém leu memorando russo

Volodymyr Zelensky voltou a criticar a postura de Moscovo no que toca às negociações para a paz, acusando a Rússia de estar a “arrastar a guerra” e insistindo que apenas a força militar funciona para pressionar o Kremlin, não as “palavras”.

“Mesmo o chamado ‘memorando’, que prometeram e alegadamente passaram uma semana a preparar — ainda ninguém o viu. Não foi partilhado com a Ucrânia. Não foi partilhado com os nossos parceiros. Ainda nem partilharam a nova agenda com a Turquia — o país que recebeu a primeira reunião”, criticou Zelensky no seu discurso diário.

As acusações vão de encontro às críticas que o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo deixou hoje à tarde, em que a porta-voz defendeu o oposto: que a Rússia está a assumir uma posição mais “clara” que Kiev.

Há 4h22:26 Agência Lusa

Civis mortos no 1.º trimestre 59% maior que em 2024 na Ucrânia

A segurança na Ucrânia está a mostrar-se “significativamente pior” em 2025 do que no ano passado, com o número de mortes civis no primeiro trimestre de 2025 59% superior ao período homólogo de 2024, indicou hoje a ONU.

Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU convocada pela Dinamarca, França, Grécia, Eslovénia e Reino Unido para uma actualização sobre os acontecimentos políticos e humanitários na Ucrânia, a subsecretária-geral para Assuntos Políticos e Consolidação da Paz lamentou que a “cautelosa esperança” registada há um mês em torno do fim dos combates tenha dado lugar a um “aumento brutal de ataques russos”.

“Há exactamente um mês, havia uma cautelosa esperança de progresso na frente diplomática para interromper os combates. Lamentavelmente, em vez de medidas em direção à paz, testemunhamos um aumento brutal de ataques russos em larga escala em todo o país”, afirmou Rosemary DiCarlo.

Por três noites consecutivas no último fim de semana, as Forças Armadas russas atacaram cidades e vilas ucranianas com números recorde de mísseis de longo alcance e drones, matando e ferindo dezenas de civis.

No total, desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, pelo menos 13.279 civis, incluindo 707 crianças, foram mortos.

O número confirmado de civis feridos é de 32.449, incluindo 2.068 crianças, reportou hoje a ONU.

“A situação geral da segurança até ao momento em 2025 é significativamente pior do que no mesmo período do ano passado. O número de mortes de civis no primeiro trimestre deste ano é 59% maior do que no mesmo período de 2024”, assinalou DiCarlo.

No último mês, também as regiões russas que fazem fronteira com a Ucrânia relataram baixas civis.

De acordo com Moscovo, nove civis foram mortos e 117 ficaram feridos em decorrência dos ataques ucranianos realizados entre 19 e 25 de maio, com as Nações Unidas a frisarem que não podem verificar esses números.

Há 6h20:33 Madalena Moreira

Zelensky felicita Montenegro e diz que "valoriza profundamente apoio firme e amizade constante de Portugal"

Volodymyr Zelensky felicitou Luís Montenegro depois de ter sido novamente indigitado como primeiro-ministro de Portugal. “A Ucrânia valoriza profundamente o apoio firme e a amizade constante de Portugal face à brutal agressão russa”, escreveu o Presidente ucraniano numa mensagem deixada nas suas redes sociais em três línguas: inglês, ucraniano e português.

O chefe de Estado ucraniano deixou ainda desejos para que os dois países continuem a colaborar e a “fortalecer” a sua “estreita e frutuosa cooperação”. A mensagem de Zelensky termina com “votos de muito sucesso”.

Há 7h19:07 Madalena Moreira

Rússia mantém mesma equipa para segunda ronda de negociações e acusa Kiev de não ter posição clara

A posição de Kiev sobre um nova ronda de negociações continua “sem ser clara”, acusou hoje a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. “Não há claridade na posição [ucraniana]. Perguntou-me todos as questões sobre a posição russa — datas, composição, formatos — tudo foi apresentado”, declarou Maria Zakharova, em entrevista ao canal de televisão Russia-1. A porta-voz argumentou que a posição transparente do Kremlin é distinta da “histeria” do “outro lado”, voltando a acusar o Presidente ucraniano de estar “focado em aplausos e nas reacções externas”.

Como prova da clareza com que caracteriza a posição russa, Zakharova confirmou que as negociações da próxima segunda-feira em Istambul — que Moscovo propôs e Kiev não recusou — contariam com a mesma equipa que o encontro do passado dia 16 de maio, que não conta com nenhum dos pesos-pesados da diplomacia do Kremlin.

Há 9h17:24 Madalena Moreira

NATO irá pedir mais 40 mil soldados à Alemanha

Os ministros da Defesa da Aliança Atlântica reúnem-se na próxima semana para definir novas metas relativos ao número de tropas e armamento. O encontro deverá incluir um pedido para que a Alemanha contribua com sete novas brigadas — o que equivale a cerca de 40 mil soldados, avançaram três fontes com conhecimento do tema à Reuters.

A contribuição alemã faz parte de um investimento “ambicioso” para aumentar as capacidade de defesa europeia, que tem vindo a ser desenvolvido desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. Apesar de as metas da NATO serem confidenciais, um oficial sénior relatou à agência noticiosa que, actualmente, a Aliança tem cerca de 80 brigadas e pretende passar a ter entre 120 e 130.

Estas sete brigadas acrescem ao compromisso de dez novas brigadas — cada uma com cerca de 5 mil soldados — que Berlim já tinha assumido com os Aliados em 2021, até 2030.

Há 9h16:56 Luis Soares

Ucrânia-Rússia. "Entendimento é praticamente nulo"

Nuno Amaral Jerónimo afirma que Zelensky e Putin pedem demais em relação ao que outro quer dar. No Médio Oriente, Netanyahu está cada vez mais isolado perante oposição que diz ser preciso parar.

Há 11h15:10 Edgar Caetano

Ex-político pró-russo assassinado em Madrid teve encontros com membros do regime ucraniano.

O antigo alto funcionário ucraniano AndriyPortnov, antigo assessor de Viktor Yanukovych (presidente pró-russo da Ucrânia entre 2010 e 2014) encontrou-se na Ucrânia com Oleh Tatarov, chefe-adjunto do Gabinete Presidencial de Zelensky, e Oleksii Sukhachov, director do Departamento Estatal de Investigação, dias antes de ser morto em Madrid.

A notícia foi avançada pelo jornal Ukrainska Pravda nesta quinta-feira, com base em fontes não divulgadas.

Portnov foi morto a 21 de maio por vários agressores não identificados que o alvejaram em frente à Escola Americana, em Madrid. Duas ou três pessoas terão estado envolvidas no ataque, embora nenhuma detenção tenha sido feita até ao momento.

Quatro fontes confirmaram ao Ukrainska Pravda que Portnov esteve na Ucrânia entre 17 e 18 de maio e manteve reuniões com altos funcionários que supervisionam as agências policiais da Ucrânia, incluindo Tatarov e Sukhachov.

Portnov serviu no governo do Presidente pró-Kremlin Viktor Yanukovych, entre 2010 e 2014. Após a Revolução EuroMaidan, viveu alternadamente no estrangeiro e na Ucrânia e foi sancionado pelos EUA em 2021 por alegações de envolvimento em corrupção.

Há 12h14:30 Edgar Caetano

"Só haverá paz justa quando Putin não estiver no poder na Rússia", diz Zelensky

“Só haverá paz justa [na Ucrânia] quando Putin não estiver no poder na Rússia“, afirmou Volodymyr Zelensky numa entrevista à televisão alemã RTL. A entrevista, concedida pelo Presidente ucraniano durante a recente visita à Alemanha, que terminou com um acordo para Berlim entregar mais cinco mil milhões de euros em ajuda militar a Kiev.

“Uma paz justa virá certamente, provavelmente depois de Putin”, afirmou Volodymyr Zelensky. “Mas uma paz que comece com um cessar-fogo e depois avance, passo a passo, em direcção a uma paz duradoura, poderá começar já amanhã”, afirmou o Presidente da Ucrânia.

Há 12h14:20 Edgar Caetano

Ucrânia recusa participar nos mundiais de judo por estarem atletas bielorrussos

A Ucrânia não irá participar no Campeonato do Mundo de Judo, agendado para junho em Budapeste, na Hungria. A decisão foi tomada devido à participação da Bielorrússia na competição, anunciou a Federação Ucraniana de Judo nesta quinta-feira.

O Comité Executivo da Federação Internacional de Judo (FIJ) tinha confirmado, após uma questão colocada por Kiev, que os atletas bielorrussos estão autorizados a participar em todas as competições internacionais (usando os seus símbolos nacionais) a partir de 1 de junho de 2025.

A Ucrânia tem insistido na proibição de atletas russos e bielorrussos participarem em competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos de Paris de 2024. Em alguns casos, os atletas foram autorizados a competir apenas como “atletas neutros individuais” em modalidades individuais, sem utilizar quaisquer símbolos nacionais relacionados com os seus países.

Embora a Bielorrússia, aliada da Rússia, não esteja a participar directamente na guerra, permitiu ao Kremlin utilizar o seu território como base para as suas operações contra a Ucrânia.

 

Há 13h13:42 Edgar Caetano

Alemanha promete mais cinco mil milhões em ajuda à Ucrânia (mas sem mísseis Taurus)

A Alemanha anunciou nesta quinta-feira mais um pacote de ajuda militar à Ucrânia, avaliado em cinco mil milhões de euros, depois de o chanceler Friedrich Merz e o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se terem reunido em Berlim.

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, e o ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, assinaram esse acordo no Bendlerblock, em Berlim, a sede do Ministério da Defesa alemão. Em causa estão investimentos alemães na indústria de defesa da Ucrânia e um tratado mais amplo entre Kiev e os fabricantes de armas alemães.

No novo acordo, a Alemanha vai ajudar a financiar a produção de sistemas de armas de longo alcance na Ucrânia — aproveitando a capacidade industrial e a conhecimento técnico existentes no país, segundo o comunicado que foi emitido.

“Agradecemos sinceramente aos nossos parceiros pela sua liderança e apoio consistente à Ucrânia na resistência à agressão russa”, escreveu o ministro ucraniano nas redes sociais.

Não existe qualquer referência explícita, porém, a uma cedência por parte da Alemanha de mísseis Taurus que poderiam permitir que a Ucrânia derrubasse a Ponte da Crimeia, o que seria um enorme golpe para a Rússia.

Há 13h13:20 Agência Lusa

Merz promete defender Europa forte e capaz de restabelecer a paz e defendê-la

O chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu nesta quinta-feira que a tarefa mais importante para a Europa é torná-la tão forte que seja capaz de restabelecer a paz e assegurá-la a longo prazo.

Ao mesmo tempo, prometeu, a Alemanha “estará à frente desse objectivo”, disse Merz na cerimónia de entrega do Prémio Carlos Magno, na cidade alemã de Aquisgrana, à presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen.

“A nossa tarefa histórica é tornar a Europa tão forte que possa restabelecer a paz no nosso continente e assegurá-la a longo prazo. Quero dizer-vos hoje: a Alemanha está disposta a assumir a liderança desta tarefa, em estreita coordenação com os nossos parceiros e vizinhos europeus”, disse Merz.

O chanceler alemão salientou que, devido à ofensiva da Rússia na Ucrânia, desde o regresso da guerra à Europa, os europeus têm experimentado “de uma forma verdadeiramente existencial” o quanto está ameaçado o que o continente construiu no projeto europeu: a democracia e a liberdade.

“Vale a pena defender com determinação a liberdade e a democracia e, se necessário, lutar para as preservar”, sublinhou.

Há 15h11:19 Edgar Caetano

Rússia destaca dezenas de milhares de tropas para perto da região de Sumy. Ucrânia receia ataque no verão

As forças armadas russas concentraram na região de Kursk (Rússia) forças suficientes para potencialmente lançar um ataque à região de Sumy, na Ucrânia, afirmou um porta-voz do Serviço de Guarda de Fronteiras, Andrii Demchenko, nesta quinta-feira.

A declaração, citada pelo jornal Kyiv Independent, foi feita numa altura em que se admite uma possível nova ofensiva russa neste próximo verão. Por outro lado, a Rússia tem-se tornado cada vez mais activa na região de Sumy, depois de expulsar as forças ucranianas da região de Kursk.

Já foi confirmado pelas autoridades ucranianas que as forças russas recapturaram quatro aldeias da região de Sumy junto à fronteira: Novenke, Zhuravka, Veselivka e Basivka.

Demchenko explicou, na entrevista citada pelo Kyiv Independent, que a Rússia começou a acumular forças naquela região e a Ucrânia detecta periodicamente “uma certa alteração no número de soldados e equipamento nesta área”.

A Rússia juntou ali (na região de Kursk) forças suficientes para realizar operações contra a nossa fronteira e tentar atacar o território ucraniano”, avisou.

Os comentários surgem depois de Volodymyr Zelensky, o Presidente da Ucrânia, ter dito que a Rússia está a concentrar 50 mil soldados perto da região de Sumy, no nordeste da Ucrânia, com o objectivo de criar uma buffer zone, uma zona de protecção, com uma largura de 10 quilómetros.

Há 16h10:36 Edgar Caetano

Kremlin diz que ainda não recebeu resposta de Kiev sobre reunião a 2 junho

O Kremlin diz que ainda não recebeu uma resposta de Kiev, relativamente à proposta de um encontro em Istambul, na Turquia, a 2 de junho.

Fonte oficial do regime russo acrescentou, também, que não existem neste momento planos para que Trump e Putin possam falar um com o outro.

Há 18h08:05 Maria João Simões

Paz na Ucrânia? "Trump está preparado para uma guerra neocolonial"

Numa altura em que Putin “joga muito bem” e a paz na Ucrânia parece longe, Orlando Samões sublinha: “Trump está a olhar para o horizonte”. Afinal, o fim da guerra também não está nos planos dos EUA?

Há 19h07:31 Edgar Caetano

Rússia deve colocar mísseis Oreshnik na Bielorrússia ainda neste ano

Moscovo está a planear implantar vários sistemas de mísseis Oreshnik na Bielorrússia até ao final de 2025, confirmou o secretário de Estado do Conselho de Segurança da Bielorrússia, Alexander Volfovich, na quarta-feira.

Este é um tipo de míssil balístico de alcance intermédio (IRBM) que a Rússia diz ser uma arma experimental capaz de contornar os sistemas avançados de defesa anti-aérea. No final do ano passado, Alexander Lukashenko, o Presidente bielorrusso, pediu ao Kremlin que colocasse 10 sistemas Oreshnik no país.

De acordo com Alexander Volfovich, “os locais para a implantação já foram determinados”, sem esclarecer exactamente quantos sistemas de mísseis vão ser colocados na Bielorrússia.

Há 19h07:28 Edgar Caetano

Bom dia.

Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com a guerra na Ucrânia, ao longo desta quinta-feira.

Deixamos, aqui, a ligação para o liveblog de ontem, quarta-feira, que terminou com a informação de que Trump admitiu estar disponível para se sentar com Zelensky e Putin.

Muito obrigado por nos acompanhar.

Peixes na água


Um tema provocador. E também revelador, na parte que toca aos comentadores, de uma certa grosseria e pedantismo de quem só sabe condenar, sem apreciar as qualidades dos muitos críticos bons que temos, entre os quais alguns desses que referem e tantos outros que nos deliciam com as suas crónicas, quer do Público quer do Observador. Bom povo português, bem medíocre, sim, quando não parecem isentos, esses que até aparentam saber escrever.

Sempre dependeram da gentileza do Estado

O prestígio de uma nacionalidade pode ser deduzido a partir da qualidade do seu jornalismo. Insisto no declínio dos canais televisivos. Ver o país associado à reputação deles dá vontade de chorar.

MARGARIDA BENTES PENEDO, Arquitecta e deputada municipal

OBSERVADOR, 29 mai. 2025, 00:1873

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, atribuído a 3 de Maio, mereceu um Voto de Saudação apresentado pelo PS à Assembleia Municipal de Lisboa. Só lhe faltava ter sido escrito em papel azul de vinte e cinco linhas, se o PS fazia questão de provar o seu atraso de vida. Em seis parágrafos, dois foram gastos a descrever e objurgar a censura do Estado Novo. E dos dois pontos votáveis da parte deliberativa, um destinava-se a felicitar o anti-fascismo. Tornou-se um partido oficialmente anacrónico. Sobre o tempo em que vivemos, o PS não tem nada a dizer.

É condição necessária que, em democracia, e até para que se possa chamar “democracia”, exista uma imprensa livre. Portugal não tem, neste capítulo, grandes lições a dar ao mundo. A imprensa passou a incluir, com força redobrada, a televisão. O que temos é uma imprensa dependente do Estado. Se pensarmos nos grandes jornais do regime e, sobretudo, nos canais televisivos de informação, o panorama é de promiscuidade pública e notória. Todos os canais televisivos vivem da troca de gentilezas e boas-vontades com os decisores políticos do momento, ou com aqueles que os directores de informação acreditam que vão continuar a mandar. É o caminho aberto para uma opinião sincronizada em vez de livre; e para um alheamento malsão da realidade, como aliás se comprovou na maneira como foram cobertas e comentadas as eleições legislativas de 18 de Maio. A natureza da imprensa em Portugal, exceptuando alguns jornais e nenhuma televisão, não garante um bom serviço à democracia.

Por outro lado, a quezília dos media contra as chamadas “redes sociais” mostra três deturpações preocupantes. Primeira. Põem-se em pé de igualdade e consideram-se rivais uns dos outros. Segunda. Não confiam em que o público reconhece no jornalismo uma credibilidade especial. Os próprios media deixaram de confiar em que os consumidores vêem nos jornais e televisões oficiais uma espécie de selo de garantia. Eles próprios, os jornalistas, reconhecem essa falta de confiança. Impressiona a maneira como aceitam a sua humilhante reputação com toda a naturalidade.

Terceira deturpação. Os media têm receio que os consumidores façam na internet (como agora podem) a verificação da informação jornalística. E com razão. As pessoas precisam demasiadas vezes de recorrer à internet para verificar a desinformação que os órgãos informativos formais, reputados como jornalísticos, transmitem. O caudal de “factos” errados, deturpados, insuficientes, instrumentalizados ao serviço do pensamento oficial do regime, apresentados como a verdade revelada e cujo contraditório é tomado por “fascista” tornou-se a nossa vida habitual.

Se não existisse a Fox, e a GB News, os podcasts, por exemplo, de Joe Rogan ou de Konstantin Kisin, a Spectator e respectivo canal no YouTube, e a possibilidade de subscrever estes meios por troca de uns euros abençoados, nunca um cidadão português poderia compreender o que se passa na América. E, por consequência, o que se passa no mundo ocidental. Teria do presidente Trump a caricatura canhestra e furiosa que as televisões portuguesas, e o Público, e o Expresso, nos querem fazer engolir. Pensaria que a universidade de Harvard era ainda um lugar de livre pensamento e grandes alturas intelectuais, e não uma máquina produtora de mesmice, mais ou menos medíocre, mais ou menos fanática, insuportavelmente santarrona. E acharia que a administração Trump devia estar disposta a pagar com dinheiros públicos a instrução, numa universidade privada, de fornadas de idiotas anti-semitas e apoiantes das hordas facínoras do Hamas.

O prestígio de um país e de uma nacionalidade quase pode ser deduzido a partir da qualidade do seu jornalismo. Há boas razões para os media pensarem duas ou dezenas de vezes antes de insistir na maneira como se vêm comportando nos últimos anos em Portugal. Insisto, acima de tudo, no declínio do jornalismo nos canais televisivos. Ver o país associado à reputação deles dá vontade de chorar.

COMUNICAÇÃO SOCIAL      MEDIA      SOCIEDADE      POLÍTICA

COMENTÁRIOS (DE 73)

D S: Boa análise. Cá no burgo salta à vista neste pós-eleições que os pivots da SIC, quando entrevistaram o Ventura nesta semana, foram muito mais polidos que antes de o Chega ter tido esta votação enorme. Estarão com medo de perderem as ajudas estatais? Por outro lado, a Carmo Afonso do Público, essa contínua igual a si mesma, uma bloquista primária e fanática de esquerda, que disse na RTP3 em directo no pós-eleições, que o Chega deveria ser ilegalizado. E depois ainda querem ser credíveis!                            António Lamas: Bem explicado. O que para mim é mais incompreensível, é as direcções das TVs ainda manterem as mesmas cabeças acéfalas a comentar, em vez de as varrer                Luís CR Cabral: Todos os canais de TV nacionais são deprimentes, subservientes, complexados de esquerda e dão realmente vontade de chorar                 José B Dias > Ruço Cascais: Meu caro, o Pinto Balsemão de que fala já morreu há muito ... só que ainda ninguém o avisou!               Americo Magalhaes: A excelente MBP como sempre, convidando-nos a reflectir sobre a CS actual. Hoje em dia quem vê as TVs? -Estão ligadas nos Lares da Terceira Idade, mas só para fazer barulho. -Há os poucos que ainda ouvem os fabricantes de comentários do Futebol -Os poucos que assistem a alguns programas de política social estão lá apenas e somente para se rirem dos auto-designados "especialistas" em tudo (desde pregos, madeira, petróleo, ambiente, armamento , etc.... ). -a geração até aos 45 anos nem sequer se dão ao trabalho de ligar as TVs .....e ainda bem, são mais racionais que todos os outros . A Imprensa escrita está toda ela falida porque não escreve para o público sobre a realidade da nossa sociedade, por conseguinte vive apenas da subsidiação dos governos PS e PS-2 sentindo-se assim na " obrigação " de levar estes 2 destruidores do País ao colo. Vejam o exemplo do Observador .......nasceu como uma grande lufada de ar fresco, ano após ano aumentou exponencialmente os assinantes e leitores......porque escrevia sobre o que interessava ao País sem narrativas ideológicas. Nos últimos 2 anos fez uma deriva à esquerda socialista, neomarxista-wokista e de certo modo ao estilo de "neocon", com a entrada duma fornada de gente completamente enviesada e formada nas " madraças " destas ideologias (ex. Miguel Pinheiro , Rui Pedro Antunes, Inês Figueiredo.....são tantos que já não consigo mencionar todos ) . Consequência é a contínua fuga dos assinantes (eu mesmo sairei em Julho quando terminar a assinatura), aumento dificuldades financeiras e será mais um a mendigar a subsidiação ao governo, sacada dos Impostos. Observador tornou-se num Público, num Expresso ...... As poucas vezes que vejo TV, para ver os primeiros 5 minutos dos Telejornais, mete dó ver aqueles pivots João Adelino Faria, José Alberto Carvalho, Rodrigo Guedes de Carvalho, Clara de Sousa, com toda aquela arrogância e pedância a adaptar as notícias às narrativas que pretendem, fomentando de algum modo o ódio ,julgando-se os sumo pontífice da nação . Que figuras mais deprimentes.....será que quando chegam a casa não conseguem ver o ridículo que fazem ? Esta gentinha, muito pequenina, ainda não aprendeu que não estão a falar para criancinhas do infantário, ou quiçá para audiências dos anos 70 e 80? As gentes de hoje têm pensamento livre e próprio, sabem analisar e pensar pela própria cabeça.......e sobretudo desprezam e menorizam quem os tenta manipular infantilmente .            José B Dias: A mim dá-me vontade de os refutar e expor ... o que por aqui vou fazendo sempre que posso e para satisfação de alguns e forte desconforto de outros. É fácil constatar quem procura a verdade dos factos e quem prefere o "conforto" das "certezas" da opinião oficialmente sancionada.             João Floriano: «O prestígio de um país e de uma nacionalidade quase pode ser deduzido a partir da qualidade do seu jornalismo.» Então o nosso prestígio no mundo anda pelas ruas da amargura. O que nos vale é que fora daqui ninguém conhece muitos dos comentadeiros e jornalisteiros que transformam a arena mediática, sobretudo a TV numa troupe de palhaços.                   Ruço Cascais: Não me parece que os comentadores sejam os donos dos canais de informação. A SIC e o Expresso, por exemplo, têm Pinto Balsemão como um dos seus maiores accionistas. Pinto Balsemão um reconhecido social democrata que até já foi primeiro ministro pelo PSD. Não me parece que a Ana Gomes, a Catarina Martins ou o Daniel Oliveira fazem comentário político simplesmente porque apareceram ali pela televisão. Alguém os convidou. O país foi sempre socialista e continuará socialista com uma ou outra interrupção. É preciso perceber o que é um Estado socialista em Portugal. Imaginem uma enorme mãe leiteira com umas enormes tetas onde todos nós, os mais pobres e remediadas podemos mamar. Mas esta mãe leiteira também tem tetas nas costas, mas, nessas, só mamam alguns. Se chove os agricultores pedem indemnizações ao Estado, se houver seca também. Se os órgãos de comunicação social estiverem em pré falência pedem apoios ao Estado. Se uma tempestade nos assolar o Estado recompensa os estragos. Quem não tem casa, o Estado pede uma à mãe leiteira de borla. Sempre que é necessário lá está a grande mãe leiteira. Até àqueles que nunca descontaram uma quinhenta o Estado dá uma pensão de sobrevivência. Quem alimenta a mãe leiteira? R: Quem trabalha através dos seus impostos e a UE. Ao querermos cortar nos apoios sociais, ou seja, reduzir as tetas da mãe leiteira, onde pensam que vão votar os eleitores nas legislativas seguintes? R: nos socialistas novamente. Para conseguirmos fugir realmente do socialismo temos que ter mais eleitores satisfeitos por o Estado cortar os apoios sociais (ou obrigar todos a vergarem a mola) do que aqueles que vão ficar sem eles e que são muitos. A comunicação social ajustou-se à realidade do país. Pinto Balsemão sempre que chamava um Daniel Oliveira colocava lá também um debatente a defender os interesses sociais-democratas (a direita da altura). Mesmo assim, a saúde privada conseguiu o seu espaço, os negócios no imobiliário escapam às políticas de habitação sugeridas pelas esquerdas e a iniciativa privada, atulhada em impostos e burocracia lá vai conseguindo respirar. Nem tem sido o Governo Sombra, o Eixo do Mal, a Circulatura não sei do quê, o Programa cujo o nome não se pode falar ou mais recentemente o RAP comuna depois do telejornal das 20:00 que nos trouxeram uma ditadura de esquerda. O CH foi um alien que apareceu no panorama nacional. Estranhou-se e foi combatido pela comunicação social. Entretanto o CH cresceu e foi-se entranhando e hoje já não se estranha e a comunicação social vai naturalmente integrar o CH na sua programação e nos programas televisivos para garantirem a audiência dos eleitores do CH que são muitos e também para prever - pelo sim, pelo não - futuros subsídios estatais caso o CH chegue um dia a formar governo. A Ana Gomes e a outra tonta, duas na verdade, a Afonso e a professora de história com olhos de osga, querem a ilegalização do CH (um dia também vão pedir a ilegalidade da IL) porque consideram que a função do Estado é subsidiar e ser mãe-leiteira.                  João Bilé Serra: Parabéns à autora, por mais um texto simples mas certeiro a mostrar a nudez do Rei (na verdade, dos pajens e das aias...)                 Manuel Magalhaes: Grandes verdades, mas será que os “nossos” jornalistas são assim tão estúpidos que não conseguem perceber que já se lhes descobriu a careca e que a grande maioria dos “utentes” já percebeu isso há muito tempo, basta ver a miséria e o tendenciosismo de quem lá põem como “comentadores”…               Lily Lx: Top.                Antonio Silvestre: É mesmo impossível não concordar com este artigo! É quase impossível não mostrar apoio incondicional ao que esta Senhora escreve! Em poucas palavras e de uma maneira simples diz tudo o que de perverso se passa nas diversas Tvs, com os seus milhares de comentadeiros e comentadeiras, especialistas e mais istas, que inundam não só as Tvs, como os jornais e rádios! Atenção, Observador: a carapuça também a devem enfiar em muitos dos avençados que para aqui "emigraram" vindos dum certo largo! Parabéns à autora!                   Manuel Magalhaes > Novo Assinante: Ainda há gente muito limitada…                Gina Luis: Belíssimo artigo. Parabéns Afinal o jornalismo (alguns poucos jornalistas), ainda pode ter salvação .               Joaquim Silva: E mais é preciso lembrar que a extrema esquerda quase que estourava com os valores sociais e da nação com o apoio da comunicação social e sem a possibilidade do contraditório da direita na comunicação social.              Coxinho: Como sempre, Margarida: inteligente e sensata.                  Tim do A: Muito bem!                     João Cunha-Rêgo: Mais um excelente comentário. Parabéns e continue!                  Ruço Cascais > José B Dias: O Pinto Balsemão não morreu... ainda, além disso tem família para o suceder nos seus negócios. O Grupo Balsemão (se assim quisermos chamar) é um grupo empresarial, e como empresário quer ganhar dinheiro e não andar - apenas - a distribui-lo pelos outros. Ele procurou sempre que os seus órgãos de comunicação social abrangessem o maior publico possível para que os dividendos fossem maiores. Agora com este aumento significativo de eleitores no CH certamente que o grupo vai repensar estratégicas. Não pode ir apostar na análise politica da Joana Mortágua que nem sequer conseguiu ser eleita em vez de, sei lá, apostar no Pacheco Amorim que tem muito mais audiência. O próprio RAP pode estar metido numa alhada. Os eleitores do CH não podem nem vê-lo à frente e os eleitores da esquerda radical contam-se por uma mão. Creio que a programação da SIC vai dar-lhe muito menos espaço, além, de cada vez ter menos piada. Aqueles anúncios para a Worten são de uma tristeza mirabolante a imitar gente saloia (que falta de imaginação e criatividade)... muito piores do que os da mãe Ronaldo a vender sopa para o Pingo Azedo.                  Ricardo Ribeiro > José B Dias: Bom dia, Por mim é sempre bem-vindo no seu refutamento. Eu sempre que posso, venho também refutar com gosto neste espaço. Ultimamente tenho andado com pouca paciência para o meu refutanço pois cada um vem dar a sua opinião para o choque relativo aos resultados eleitorais. A minha única conclusão é que pouco ou nada aprenderam. Em relação a si, por favor continue!                 Maria Nunes da Silva: Óptimo e sensato comentário. Nunca deixe do ser para bem do pouco jornalismo que ainda existe.         José B Dias > Ruço Cascais: Claramente que não conseguiu destrinçar a ironia da factualidade ... Pinto Balsemão morreu por há já muito não passar de figura de corpo cada vez mais ausente. E nunca verdadeiramente controlou Expresso ou SIC - o que sendo positivo por um lado foi tornando-se muito negativo quando os resquícios de independência e/ou isenção foram desaparecendo com a tomada de controle das Redações por gente mais preocupada com a defesa das ideologias do que com informar com isenção e rigor!                    Komorebi Hi: Lembrar o que muita gente ainda desconhece sobre os canais de televisão continua a ser benéfico e aqui no Observador também, por isso obrigado pelo artigo!                 Miguel Geraldes Cardoso: Exma. Senhora Arquitecta Margarida Bentes Penedo:  Concordo normalmente consigo, percebo as suas posições - que partilho -, mas creio que não se deve condenar as Instituições apenas por posições que resultam de atitudes mediáticas, não delas, mas de pessoas que com elas, ou nelas, trabalham. É evidente que a Presidência Trump resultante de um mal-estar que se instalou no Ocidente em resposta à chamada ideologia (?) woke, e do totalitarismo da esquerda, repousa sobre camadas e camadas de common sense. É o seu ethos, se quisermos. Mas tem falhado na praxis. Não se pode acusar Harvard como um todo, por muito ligada ao Partido Democrata que seja e julgo que é, e reduzi-la ao desprezível apoio ao Hamas. Detesto as coisas a branco e preto, tirando algumas magníficas fotografias e filmes... Creia-me um seu admirador, Atentamente Miguel Geraldes Cardoso                   D S > António Lamas: É provável que o Agostinho Costa durma com uma t-shirt do Putin e do Estaline...o homem não se enxerga.                  António Rei: Excelente crónica, como é habitual!!                 Isabel Amorim: Como tem razão Margarida Bentes... ao longo destas décadas fomos assistindo ao degredo das televisões e seus programas deseducativos e assistimos às suas consequências desastrosas em nome da falaciosa democracia que foram impingindo. Conseguem emporcalhar tudo o que tocam, bimbos sedentos que o baixo nível seja geral, como eles. À custa de toneladas de manipulação. Própria de batoteiros. Foram-nos e vão - nos aos bolsos e premeiam-se pela façanha. Os maus instintos que lhes correm nas veias catapultam-nos para as façanhas "políticas" com que alarvemente se regozijam. Usam o povo que desprezam como mal necessário, o bom e crente povo português. Não lhe deram nada, só tiraram. O estado inacreditável do nível tão baixo das nossas televisões é o espelho do ambiente que essa gente se sente confortável. E no meio daqueles nojentos programas a km vivem batalhões de matracas falantes pago pelo regime batoteiro com o expoente máximo na triste figurinha do pomposo assoberbado presidente da nossa triste e atrasada República. Atingimos de facto o fundo. Vai demorar muito tempo a recompor este terrível atraso, mas o bom povo português merece muito e melhor. Mãos à obra!                  José Paulo Castro: O país, não! A grande Lisboa, pois é lá que todos os grupos de media têm a sede, coladinhos ao poder. Depois, espantam-se que a maior parte do resto do país não lhes ligue e prefira as redes sociais. Mas todos sabemos isto: as reuniões presenciais dos maçons exigem proximidade física dos poderes todos. Daí Portugal ser centralista em Lisboa. Para tudo.                   Francisco Alves: Como distinguir um comentadeiro dum jornaleiro? Eu não consigo... Alguém me explique, mas vou esperar sentado.                     Antonio Silvestre > António Lamas: É realmente um mistério! E há outro que não consigo entender: a presença assídua e constante daquele tal agostinho costa na TVI/CNN a prestar encómios ao putin, e não haver ninguém que o mande calar e, sobretudo, que o impeça de sequer entrar nas instalações da TVI! Mistério! Ele que não se coibe de ofender até os pobres comentadores que estão ali! Pobre Diana Soler que, honra lhe seja feita, o confronta e se atira a ele com toda a genica, mas nem assim, a redação da TVI o manda às urtigas! Para já não falar na estrutura do Exército que também deveria assumir que esse indivíduo não representa ninguém!                   Antonio Silvestre > D S: Quanto a essa afonsa, só faço esta pergunta: como é possível que nos obriguem a pagar a essa bloquista empedernida? Eu, por acaso, nunca a escutei. Mas, pelo que vou lendo, essa tal, deveria pura e simplesmente ser impedida de entrar num estúdio de televisão! Mas o que esperar dum órgão que todos nós pagamos, para nos aparecer o do lacinho todo sorridente, pudera, mais o tal arons como supervisor do conselho de opinião! Cuidado, Luiz Montenegro: ponham os olhos no Chega! Depois não se queixem!                    Alfredo Freitas: As televisões portuguesas, principalmente os canais exclusivamente por cabo, são realmente doentios no seu esquerdismo acéfalo, em tudo vêem fascistas, xenófobos, reaccionários, almas do diabo. Nos espaços de comentários as mesas estão sempre escandalosamente inclinadas para a esquerda- 3 de esquerda contra 1 de direita. Tirando o excelente espaço de Miguel Judice, sozinho, já terminado, não há mais nada. De esquerda doentia há Ana Gomes, Louçã, e outros. Na Sic Noticias, que faz tudo com os jornalistas da casa, Daniel, Pedro Marques, Clara, etc a maioria esmagadora são de esquerda. A RTP tem um director de informação e quase todos os outros escandalosamente de esquerda, salva- se o extraordinário jornalista Francisco José dos Santos. Na TVI24 só se destacam pela imparcialidade e profissionalismo os jornalistas do Observador que lá vão e também Rui Calafate. Portugal viveu anos de mais e ainda vive agarrado ao fascismo, aos fascistas, à Grândola Vila Morena, aos cravos, aos trabalhadores, a falar em salvar a democracia, etc e secundarizou excessivamente tudo o resto. Doravante o governo a partir do 1° /2° ano vai ter muitas dificuldades, vai gastar o tempo todo a negociar e para nada, vai cair. Isto só se resolve definitivamente com eleições em 2 voltas. No 1° domingo vão todos, passados 15 dias só vão os 2 partidos mais votados. Se um deles tiver maioria absoluta melhor. Se não tiver ao mais votado são- lhe dados os deputados que faltam para a ter. Todos os outros têm representação parlamentar conforme os resultados da 1ª volta. Passados 4 anos será o mesmo processo.                 Vítor Araújo: Muito bem cara colunista. Mas tem alguma ilusão de que alguma coisa irá mudar? Espere sentada pois vai ganhar raízes.