Neste didáctico texto, para o meu “armazenamento
investidor”, por via de “apagão” cerebral pessoal. Mas aqui fica o registo de
quem tem e para quem tem o entendimento mais esclarecido - e sobretudo, em
termos comparativos, (até por via do tal “apagamento” eléctrico vivido na
altura) – motivo para, em réplica de oposição, acender as células dos
comentadores políticos, para ditames pessoais atacantes das células dos seus
opositores governantes, como se viu em recente debate acusatório, entre líderes
do PS e do PSD, em que o apagão luminoso foi trocadilho acutilante para ataque
aceso ao apagamento celular cerebral do actual governo, que soube,
naturalmente, defender-se com energia qb.
Mas é um texto esclarecedor em termos de
possibilidade de armazenamento energético futuro, auxiliar da natureza em redor, ad aeternum.
Embora, com pena minha, de resto inútil, eu já cá não esteja para assistir, mas
basta que o sol e os ventos ainda se mantenham, a cumprir as suas obrigações angariadoras
desse poder litigante nos homens. E nas mulheres também, está claro, sendo que –
e transcrevo da Internet, “As
alterações climáticas são um dos maiores problemas que o mundo enfrenta actualmente.
Este é um tema que nos afecta a todos, enquanto sociedade, e que, de forma
muito particular, afectará as gerações vindouras e o futuro do nosso Planeta.
Sendo o nosso propósito, enquanto organização, a criação de confiança na
Sociedade e a ajuda na resolução de problemas importantes, não poderíamos
deixar de entender este tema como central na nossa actuação e estratégia ……”.
Mas leiamos o texto de JOÃO MARQUES ALMEIDA e os
comentários que mereceu, demonstradores de que também ao Homem e não só à
Natureza, compete, cada vez mais, a renovação das energias estabilizadoras da
integridade humana, nessa questão de “apagão” sempre possível, ai de nós:
Esqueçam o “net zero” em 2050, morreu
Os investimentos competem a privados
e estão a acontecer. No futuro haverá capacidade para armazenar energia
renovável de um modo substancial. Mas o apagão recuperou o debate sobre o “net
zero" em 2050.
JOÃO MARQUES DE ALMEIDA Colunista do
Observador
OBSERVADOR, 01 mai. 2025, 07:2924
Ninguém sabe quais foram as causas do
apagão desta semana em Espanha e em Portugal. Como
não se sabe, há explicações de todo o tipo, de acordo com as preferências
políticas de cada um. Eu não
tenho explicações, e não sei se o
aumento das energias renováveis está relacionado com a queda da energia.
Além disso, acho muito bem que se invista na energia renovável. Não só é mais limpa do que a energia a
carvão, como trouxe benefícios económicos a Portugal. Aumentou o investimento
estrangeiro, criou postos de trabalho de qualidade e fez da EDP uma das
melhores empresas do mundo em energia renovável.
Mas o crescimento das energias renováveis exige outros investimentos. Por um
lado, é necessário melhorar as
infraestruturas que ligam as fontes de energia aos consumidores. Isso
compete, em primeiro lugar, ao Estado, mas pode ser feito em
parceria com investidores privados. Aliás,
deve ser feito já que os recursos públicos não chegam para tudo.
Simultaneamente, é necessário investir na inovação tecnológica que
vai permitir armazenar as energias eólica e solar para serem distribuídas
quando são necessárias. As energias renováveis devem
servir as necessidades da população, não podem resultar apenas do vento soprar
ou do sol brilhar. Esses investimentos competem ao sector
privado, e estão a acontecer. No futuro, haverá capacidade para armazenar
energia renovável de um modo substancial.
Mas o apagão recuperou o debate sobre
o “net zero” para 2050. A
imposição de metas para a transição
energética iniciou-se em meados da primeira década deste século com uma aliança
entre o então PM britânico Tony Blair (que agora é contra o “net zero”) e Angela
Merkel, ainda antes de chegar a Chanceler alemã mas já líder da CDU. Ambos
acreditavam na necessidade da transição energética, mas também usaram-na para
outros objectivos políticos. Blair
precisava de sossegar a ala mais à esquerda dos trabalhistas, por isso deu-lhes
políticas verdes em troca de manter as receitas económicas de Thatcher. Merkel queria conquistar votos aos Verdes na
Alemanhã, ou então preparar futuras coligações com o partido ambientalista.
As
instituições europeias, Comissão,
Parlamento, e os governos nacionais assumiram a “agenda verde” e adoptaram legislação,
com o estabelecimento de metas para toda a Europa. As metas
da transição energética foram impostas de cima para baixo, por uma coligação
das elites políticas europeias e grande parte da comunicação social. Tudo correu bem quando a agenda verde
dava popularidade aos governos, era apoiada pela opinião pública, e a
generalidade da população não sentia os custos de alcançar as metas ambientais.
Nos últimos anos, os custos
tornaram-se evidentes. As
indústrias europeias perdem competitividade com os concorrentes americanos e
chineses. As
pequenas e médias empresas enfrentam custos muito elevados, e em muitos casos
correm risco de sobrevivência. Os consumidores não têm ordenados suficientemente
altos que lhes permita pagar a transição energética. Mas também é
necessário investir muitos milhares de milhões de euros para atingir as metas
europeias. E agora todos perguntam: onde está o dinheiro para investir?
Pior do que tudo, enquanto a transição energética prejudica a economia europeia e
o bem-estar dos europeus, os grandes poluentes mundiais, como a China, os EUA e
a Índia continuam a poluir. A Europa pode atingir as metas que foram legisladas, mas se o resto
do mundo não acompanhar, quase nada muda nas emissões globais. Na Europa, as
fantasias chegaram assim ao fim, mesmo que alguns ainda não tenham percebido.
As políticas ambientais e o combate à
poluição na Europa devem respeitar, a partir de agora, três
princípios. Têm que ser
feitas com as empresas, com a inovação empresarial, e não contra elas. Os consumidores europeus não podem perder
qualidade de vida. Por fim,
será necessário alterar as metas actuais. São completamente irrealistas e nunca serão atingidas. Convinha
também combater tabus ideológicos, sobretudo das esquerdas, e investir na
energia nuclear. As novas gerações de reactores nucleares são mais seguros e
mais limpos. E continuarão a melhorar com a inovação tecnológica.
O investimento na defesa e a
alteração das metas para a transição energética, incluindo
o fim do “net zero” para 2050, farão parte do novo realismo
político europeu. O tempo das
ilusões, e da transformação
dessas ilusões em legislação europeia, chegou ao fim.
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS CLIMA AMBIENTE CIÊNCIA ENERGIA ECONOMIA
COMENTÁRIOS (de 24)
Ruço Cascais: Armazenar o excedente produzido pela energia solar é caro. As baterias são muito dispendiosas. Um exemplo que trago sobre produção de energia solar caseira. Acabei de participar no projecto e construção de uma moradia XPTO, carregada de domótica e painéis solares. 10 painéis solares de 460 w cada. Num dia com bom sol, o inversor indica uma produção de 3800/4200 w, ou seja, 4 kW hora, o que já é excelente para uma moradia T3. Para a coisa ser ainda mais sustentável colocamos 4 baterias de 2,8 kW cada para armazenamento de energia. Total 11,2 kW mas a carregar apenas 80% para poupar as baterias. 9 kW de armazenamento. Para podermos colocar baterias tivemos que comprar um inversor híbrido, porque também os há simples, só que esses não servem para as baterias. A coisa funciona bem. Os painéis solares produzem energia, alimentam a maioria das necessidades energéticas da casa incluindo uma viatura plug-In (a carregar a 2,1 kW) e carregam as baterias. Baterias carregadas e o excedente vai para a rede. Certificação do sistema e podemos vender esse excedente a uma diversidade de empresas incluindo por exemplo a MEO. Com o apagão o sistema não funcionou mas pode funcionar totalmente fora da rede enquanto produzir energia solar e tiver carga nas baterias. É necessária mais uma intervenção no inversor com mais uma passagem de um cabo para o quadro eléctrico e escolher as luzes, tomadas e equipamentos que queremos integrar no sistema solar fora da rede. Sim, depois, podemos ter um sistema a funcionar fora da rede com algumas limitações na utilização de equipamentos como por exemplo a máquina de lavar roupa. Tudo o que tem motores consome muita energia. Sim com muita dedicação podemos só pagar o aluguer do contador de electricidade que é obrigatório ter. Tudo muito bonito mas com um investimento brutal. Além disso para conseguir tal feito é preciso: 1. Espaço para colocar painéis 2. Espaço para colocar o inversor na parede e as baterias no chão. As baterias são grandes e pesadas. 3. Infraestruturas eléctricas existentes na habitação em boas condições. 4. Disponibilidade financeira para fazer o investimento. Em edifícios de habitação novos e modernos o projecto pode ser pensado para garantir um sistema destes para cada inquilino com a colocação de painéis no terraço da cobertura havendo espaço previamente pensado. Em prédios antigos é praticamente impossível. Um dia destes, vão descobrir que as energias renováveis são uma coisa de ricos. A EDP vai ajudar na festa. As energias renováveis começam a ser taxadas forte e feio, os painéis solares serão equiparados a piscinas para cálculos do IMI e as esquerdas gritarão nas ruas: QUEM TIVER ENERGIAS RENOVÁVEIS QUE PAGUE A CRISE! O grande receio das energias renováveis é que as políticas mudem e comecem a taxar. Lourenço Sousa Machado de Almeida: Há décadas que há energia nuclear, sem qualquer emissão e sem poluir nada a não ser a caixinha de fantasmas dos ignorantes com a estória dos resíduos. Não há qualquer hipótese de as emissões de gases poluentes e de CO2 - que não é um gás poluente - chegarem a zero antes de 100 anos, se é que é necessário ir mesmo a zero. Fixar metas destas por motivos de imagem ou por ignorância é simplesmente criminoso, tal como foi impedir as crianças de ir à escola por causa de uma doença de velhos como o covid. Carlos Chaves: Será que chegou ao fim, caro João Marques de Almeida? A Comissão von der Leyen contínua impávida e serena na prossecução das suas desastrosas políticas “ambientais”! Na Europa, estamos todos a sofrer da arrogância do “green deal”, imposto de cima para baixo, foi tudo a eito, mercados energéticos, empresas e cidadãos! Um exemplo concreto, o parque automóvel Europeu está a envelhecer e ninguém parece preocupado com isso. Querem-nos vender os carros eléctricos que nós não queremos, assim não vamos lá. D S: Segundo as Mortáguas e os Raimundos desta vida, se a REN fosse pública nada disto tinha sucedido. Realmente, a CP é pública e funciona muito bem, raramente estão em greve. A TAP é pública e também funciona extremamente bem, nem precisam de ajudas estatais de milhares de milhões. A solução é ser tudo público, meter os bloquistas, comunistas e socialistas nas gerências, que Portugal vai ficar à frente da Suécia, no mínimo. Manuel Magalhaes: Quem te avisa teu amigo é… a Europa até dá vontade de rir, só dá tiros nos pés, ainda não percebeu que com a globalização os países são altamente concorrentes e teorias isoladas não levam a nada a não ser prejudicar os próprios habitantes
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