terça-feira, 6 de maio de 2025

Uma surpresa triste


Que leio na Internet: A morte de um amigo: LUÍS SOARES DE OLIVEIRA, cujos artigos no seu Facebook me vinham indicados no meu Gmail, muitos dos quais comentei no meu blog, única forma de comunicar, na distância dos condicionalismos humanos. Oferecera-me, é certo, o seu livro “Guerra civil de Espanha”, mas do que gostava mesmo era dos breves trechos analíticos do seu blog, cuja subtileza irónica me encantava sempre.

 Transcrevo, da INTERNET, a chocante notícia, seguida da BIOGRAFIA:

«Actualidade Nacional»

«Faleceu o Embaixador Luís Soares de Oliveira»

«Passou pela Direcção-Geral Política do Ministério dos Negócios Estrangeiros, pelas Nações Unidas, pela Embaixada de Washington, por São Paulo (onde foi cônsul-geral), Londres e Coreia do Sul»

ÓBITO. O Embaixador Luís Eduardo de Almeida Campos Soares de Oliveira faleceu esta terça-feira à noite, em sua casa, no Estoril, aos 97 anos. Foi colaborador do Diário de Coimbra, no qual durante vários anos manteve uma coluna de opinião, partilhando os seus vastos conhecimentos na área da diplomacia, das relações internacionais bem como da economia.

Era filho do Comandante José Soares de Oliveira e de Maria Luísa de Almeida Campos Soares de Oliveira. O seu avô, general Domingos de Oliveira, foi presidente do Conselho de Ministros, antecessor de Salazar. O seu tetravô, Domingos Raphael Alves, fundou a Fábrica dos Pastéis de Belém, em 1837.

Luís Soares de Oliveira foi aluno do Colégio Militar e licenciou-se em Economia e Finanças em 1949, ano em que ganhou o prémio de melhor aluno de francês do Institut Français du Portugal, que lhe concedeu uma bolsa de estudo numa universidade à escolha. Escolheu Dijon.

Em 1953, concorreu para o Ministério dos Negócios Estrangeiros e, na sua carreira diplomática, passou pela Direcção-Geral Política do Ministério dos Negócios Estrangeiros, pelas Nações Unidas, pela Embaixada de Washington, por São Paulo (onde foi cônsul-geral) e por Londres até receber uma proposta de José Manuel de Mello para administrador do Banco Totta & Açores e posteriormente para liderar a diversificação do grupo no Brasil. Regressado do Brasil, reingressou na carreira diplomática e foi embaixador na Coreia do Sul. Foi também docente no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, onde lecionou “História Diplomática”. Foi autor do livro “Guerra civil de Espanha: intervenção e não intervenção europeia (1936-1939)”, editado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Foi casado com Maria de Lima Branquinho da Fonseca (filha do escritor António José Branquinho da Fonseca), de quem teve cinco filhos (e 12 netos), e que faleceu subitamente no Brasil, em dezembro de 1980. Luís Soares de Oliveira era, desde 1982, casado com Inger Heine, portuguesa de origem dinamarquesa.

O velório será quinta-feira, a partir das 17h00, na Igreja de Santo António do Estoril, onde será celebrada missa, na sexta-feira, às 10h30, seguida de funeral.»

Um abraço de pesar.


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