Que leio na Internet: A morte
de um amigo: LUÍS
SOARES DE OLIVEIRA, cujos artigos
no seu Facebook me vinham indicados no meu Gmail, muitos dos quais comentei no
meu blog, única forma de comunicar, na distância dos condicionalismos humanos. Oferecera-me, é certo, o seu livro “Guerra civil de Espanha”, mas do que gostava mesmo era dos breves trechos
analíticos do seu blog, cuja subtileza irónica me encantava sempre.
Transcrevo, da INTERNET, a chocante notícia, seguida da BIOGRAFIA:
«Faleceu
o Embaixador Luís Soares de Oliveira»
«Passou
pela Direcção-Geral Política do Ministério dos Negócios Estrangeiros, pelas
Nações Unidas, pela Embaixada de Washington, por São Paulo (onde foi
cônsul-geral), Londres e Coreia do Sul»
ÓBITO. O Embaixador Luís Eduardo de Almeida
Campos Soares de Oliveira faleceu esta terça-feira à noite, em sua casa, no
Estoril, aos 97 anos. Foi
colaborador do Diário de Coimbra, no qual durante vários anos manteve uma
coluna de opinião, partilhando os seus vastos conhecimentos na área da
diplomacia, das relações internacionais bem como da economia.
Era
filho do Comandante José Soares de Oliveira e de Maria Luísa de Almeida
Campos Soares de Oliveira. O seu avô, general Domingos de Oliveira, foi
presidente do Conselho de Ministros, antecessor de Salazar. O seu
tetravô, Domingos Raphael Alves, fundou a Fábrica dos Pastéis de Belém, em
1837.
Luís
Soares de Oliveira foi aluno do Colégio Militar e licenciou-se em Economia e
Finanças em 1949, ano em que ganhou o prémio de melhor aluno de francês do
Institut Français du Portugal, que lhe concedeu uma bolsa de estudo numa
universidade à escolha. Escolheu Dijon.
Em
1953, concorreu para o Ministério dos Negócios Estrangeiros e, na sua carreira
diplomática, passou pela Direcção-Geral
Política do Ministério dos Negócios Estrangeiros, pelas Nações Unidas, pela
Embaixada de Washington, por São Paulo (onde foi cônsul-geral) e por Londres
até receber uma proposta de José Manuel de Mello para administrador do Banco
Totta & Açores e posteriormente para liderar a diversificação do grupo no
Brasil. Regressado do Brasil, reingressou na carreira diplomática e foi
embaixador na Coreia do Sul. Foi também docente no Instituto Superior de
Ciências Sociais e Políticas, onde lecionou “História Diplomática”. Foi
autor do livro “Guerra civil de Espanha: intervenção e não intervenção
europeia (1936-1939)”, editado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Foi
casado com Maria de
Lima Branquinho da Fonseca
(filha do escritor António José Branquinho da Fonseca), de quem teve cinco
filhos (e 12 netos), e que faleceu subitamente no Brasil, em dezembro de 1980. Luís Soares de Oliveira era, desde 1982, casado com Inger Heine,
portuguesa de origem dinamarquesa.
O
velório será quinta-feira, a partir das 17h00, na Igreja de Santo António do
Estoril, onde será celebrada missa, na sexta-feira, às 10h30, seguida de
funeral.»
Um abraço de pesar.
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