quarta-feira, 7 de maio de 2025

Mais uma


Digo, guerra. Vá de continuar, aqui, aí, ali, acolá  pretexto para revermos os advérbios de lugar. Mas outros mais poderão ser: De tempo, por exemplo, hoje, ontem, amanhã, de modo, de designação, finalmente: “eis!” De negação é que nunca, este também de tempo, por acumulação impertinente, no atribulado mundo conflituoso, que nem sequer deixa o galardão bélico para a Rússia da superioridade na ambição conquistadora. Desta vez são os houthis… Teremos que consultar, na NET, para o esclarecimento…

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CONFLITO ISRAELO-PALESTINIANO

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Apesar do acordo de cessar-fogo com os EUA, houthis dizem que acordo não inclui a suspensão dos ataques do grupo a Israel.

Anúncio do acordo de cessar-fogo surgiu após Donald Trump afirmar que os houthis se tinham rendido e os ataques no Iémen iam parar de imediato. "No futuro, nenhuma das partes terá como alvo a outra".

MANUEL NOBRE MONTEIRO: Texto

OBSERVADOR, 06 mai. 2025, 23:20

Os rebeldes iemenitas Houthis do Iémen e os Estados Unidos concordaram com um cessar-fogo, anunciou esta terça-feira o chefe da diplomacia de Omã, pouco depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarar o fim dos ataques no Iémen. O acordo acontece depois de dois dias consecutivos de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Iémen.

Num comunicado divulgado na rede social X, o país do Península Arábica afirmou ter conduzido “recentes discussões e contactos” com os Estados Unidos e as “autoridades relevantes” em Sanaa, controladas pelos Houthis.

Os esforços resultaram num acordo de cessar-fogo entre as duas partes. No futuro, nenhuma das partes terá como alvo a outra, incluindo os navios americanos, no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandab, garantindo a liberdade de navegação e o bom fluxo da navegação comercial internacional”, pode ler-se na nota.

O anúncio surgiu após as declarações do Presidente norte-americano, nas quais afirmou que os houthis se tinham rendido e os bombardeamentos dos Estados Unidos no Iémen iam parar de imediato.

Os houthis anunciaram (…) que não querem lutar mais. Simplesmente não querem lutar. E nós honraremos isso. Vamos parar os bombardeamentos. Eles renderam-se”, anunciou Donald Trump na Sala Oval da Casa Branca, onde recebeu, esta terça-feira, o primeiro-ministro canadiano Mark Carney.

Após o anúncio da trégua, o chefe do comité revolucionário dos houthis, Mohammed Ali al-Houthi, afirmou, na rede social X, que o grupo vai avaliar a suspensão da “agressãodos norte-americanos contra o Iémen e garantiu, ainda, que vai continuar a apoiar Gaza. Al-Houthi sublinha que o cessar-fogo com os Estados Unidos não inclui a suspensão dos ataques do grupo contra Israel.

Paralelamente, o líder político dos houthis, Mahdi al-Mashat, prometeu uma resposta “rápida, dolorosa e para além do que o inimigo israelita pode suportar”, num discurso em que garantiu que os ataques a Israel “continuariam”.

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NOTAS DA INTERNET:

Hutis, em alusão ao nome dos seus dirigentes, Hussein Badreddine al-Houthi e seus irmãos) é a denominação mais comum do movimento político-religioso Ansar Allah, ('partidários de Deus') maioritariamente xiita zaidita (embora inclua também sunitas) do noroeste do Iémen.

Hussein Badreddine al-Houthi, líder do grupo, foi morto em setembro de 2004, por forças do exército iemenita. Outros integrantes da liderança houthi, incluindo Ali al-Qatwani, Abu Haider, Abbas Aidah e Yousuf al-Madani (um genro de Hussein al-Houthi) também foram mortos pelas forças governamentais iemenitas.

Em 2014, apoderaram-se de uma grande parte do país, incluindo a capital Saná. Em março de 2015, a Arábia Saudita criou uma coalizão militar composta por cerca de quinze países, entre os quais os Emirados Árabes Unidos e o Egipto, para derrotar os Houthis e repor no poder o governo do Presidente exilado Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi. Os Houthis mantiveram o controle do antigo Iémen do Norte.

Parte do grupo tem sido referida como um "poderoso clã", denominado Ash-Shabab al-Mu'min (em português, Jovens Crentes)

 

O presidente Donald Trump disse, nesta terça-feira, que os EUA vão parar de bombardear os houthis no Iémen depois que o grupo concordou em parar de interromper importantes rotas de navegação no Oriente Médio.

 

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