Na “onda” do comentário que extraio do facebook da Paula a respeito de
confusões, vou assinalar uma que me tem trazido espantada – ma non troppo, por parcimónia educada, a
respeito de espantos (nem sempre negativos, aliás) - em que se desenrola a
paisagem física que os nossos olhos colhem, das nossas varandas ou das nossas
janelas, e os nossos corpos por vezes topam, em malhanços descuidados que a
moléstia do avanço nas idades ou mesmo a sua redução, provoca inesperadamente,
sem tir-te nem guar-te, por puro descuido punível, que tive a imperícia de
viver. É o caso do lixo por trás dos
quatro contentores do lixo, no largo passeio que ladeia a rua do prédio onde
vivo e mais alguns afins - contentores que são despejados diariamente, com as
excepções camarárias previstas no código das suas imposições.
Pois os largos ramos podados das árvores em redor dos prédios, suponho
que também por ordem camarária, ali foram despejados pelos podadores e ali
permanecem indefinidamente, por não haver, certamente, camiões específicos para
os recolher. E as pessoas passam desviando-se, naturalmente, se não quiserem tropeçar,
os de bengala com mais amparo, felizmente. “Da minha janela eu vejo”, era o
título de uma composição que propúnhamos às vezes aos alunos, como forma de lhes
despertar a agudeza de percepção. Todos os dias, suponho que há já semanas, eu
vejo da minha janela os ramos que ladeiam os contentores, no passeio, que me
obrigam tantas vezes a descer à estrada, para despejar diariamente os sacos do lixo
da minha casa, porque os ramos colados às caixas mal deixam que o faça do lado
do passeio. E as pessoas passam pela nesga do passeio delicadamente deixada
pelos despejadores dos ramos podados das árvores em redor. Sinto naturalmente
admiração pelo facto, que não acontece tanto por altura de eleições, diz-se.
Mas o certo é que as eleições já começaram, movidas não só pelos auto-elogios
dos elegíveis, como pelas acusações dos eleitores televisivos. Esta minha admiração
não é televisiva, não produz efeito. Mas aqui a deixo, com a nódoa da queda
sofrida já desaparecida.
Mas é de “Confusão” também, mais amena e curiosa que trata o comentário que encontrei no Facebook da Paula, , que o colheu de José Luís Lima:
“Não
vos faz confusão levantarem-se a pensar que existe a palavra francesa foie, que
se escreve com três das vogais existentes e se pronuncia com as duas que
faltam?”
hhhhhhhhhhhhh
En effet!
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