quinta-feira, 15 de maio de 2025

CONFUSÕES


Na “onda” do comentário que extraio do facebook da Paula a respeito de confusões, vou assinalar uma que me tem trazido espantada – ma non troppo, por parcimónia educada, a respeito de espantos (nem sempre negativos, aliás) - em que se desenrola a paisagem física que os nossos olhos colhem, das nossas varandas ou das nossas janelas, e os nossos corpos por vezes topam, em malhanços descuidados que a moléstia do avanço nas idades ou mesmo a sua redução, provoca inesperadamente, sem tir-te nem guar-te, por puro descuido punível, que tive a imperícia de viver. É o caso do lixo por trás dos quatro contentores do lixo, no largo passeio que ladeia a rua do prédio onde vivo e mais alguns afins - contentores que são despejados diariamente, com as excepções camarárias previstas no código das suas imposições.

Pois os largos ramos podados das árvores em redor dos prédios, suponho que também por ordem camarária, ali foram despejados pelos podadores e ali permanecem indefinidamente, por não haver, certamente, camiões específicos para os recolher. E as pessoas passam desviando-se, naturalmente, se não quiserem tropeçar, os de bengala com mais amparo, felizmente. “Da minha janela eu vejo”, era o título de uma composição que propúnhamos às vezes aos alunos, como forma de lhes despertar a agudeza de percepção. Todos os dias, suponho que há já semanas, eu vejo da minha janela os ramos que ladeiam os contentores, no passeio, que me obrigam tantas vezes a descer à estrada, para despejar diariamente os sacos do lixo da minha casa, porque os ramos colados às caixas mal deixam que o faça do lado do passeio. E as pessoas passam pela nesga do passeio delicadamente deixada pelos despejadores dos ramos podados das árvores em redor. Sinto naturalmente admiração pelo facto, que não acontece tanto por altura de eleições, diz-se. Mas o certo é que as eleições já começaram, movidas não só pelos auto-elogios dos elegíveis, como pelas acusações dos eleitores televisivos. Esta minha admiração não é televisiva, não produz efeito. Mas aqui a deixo, com a nódoa da queda sofrida já desaparecida.

 

Mas é de “Confusão” também, mais amena e curiosa que trata o comentário que encontrei no Facebook da Paula, , que o colheu de José Luís Lima:

“Não vos faz confusão levantarem-se a pensar que existe a palavra francesa foie, que se escreve com três das vogais existentes e se pronuncia com as duas que faltam?”

hhhhhhhhhhhhh

 

En effet!

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