Um tema provocador. E também revelador,
na parte que toca aos comentadores, de uma certa grosseria e pedantismo de quem
só sabe condenar, sem apreciar as qualidades dos muitos críticos bons que temos,
entre os quais alguns desses que referem e tantos outros que nos deliciam com as
suas crónicas, quer do Público quer do Observador. Bom povo português, bem medíocre,
sim, quando não parecem isentos, esses que até aparentam saber escrever.
Sempre dependeram da gentileza do Estado
O prestígio de uma nacionalidade pode
ser deduzido a partir da qualidade do seu jornalismo. Insisto no declínio dos
canais televisivos. Ver o país associado à reputação deles dá vontade de
chorar.
MARGARIDA BENTES PENEDO, Arquitecta
e deputada municipal
OBSERVADOR, 29 mai. 2025, 00:1873
O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, atribuído a 3 de Maio, mereceu um Voto de
Saudação apresentado pelo PS à Assembleia Municipal de Lisboa. Só lhe
faltava ter sido escrito em papel azul de vinte e cinco linhas, se o PS fazia
questão de provar o seu atraso de vida. Em
seis parágrafos, dois foram gastos a descrever e objurgar a censura do Estado
Novo. E dos dois pontos votáveis da parte deliberativa, um destinava-se a
felicitar o anti-fascismo. Tornou-se um partido oficialmente anacrónico. Sobre
o tempo em que vivemos, o PS não tem nada a dizer.
É condição necessária que, em democracia, e até para que se possa
chamar “democracia”, exista uma imprensa livre. Portugal
não tem, neste capítulo, grandes lições a dar ao mundo. A imprensa
passou a incluir, com força redobrada, a televisão. O que temos é
uma imprensa dependente do Estado. Se pensarmos nos grandes jornais do regime e,
sobretudo, nos canais televisivos de informação, o panorama é de promiscuidade
pública e notória. Todos os canais
televisivos vivem da troca de gentilezas e boas-vontades com os decisores
políticos do momento, ou com aqueles que os directores de informação acreditam
que vão continuar a mandar. É o caminho aberto para uma
opinião sincronizada em vez de livre; e para um alheamento malsão da realidade, como aliás se comprovou na maneira como
foram cobertas e comentadas as eleições legislativas de 18 de Maio. A
natureza da imprensa em Portugal, exceptuando alguns jornais e nenhuma
televisão, não garante um bom serviço à democracia.
Por outro lado, a quezília dos media contra as chamadas
“redes sociais” mostra três deturpações preocupantes. Primeira. Põem-se em pé de igualdade e
consideram-se rivais uns dos outros. Segunda. Não
confiam em que o público reconhece no jornalismo uma credibilidade especial. Os
próprios media deixaram de confiar em que os consumidores vêem nos jornais e
televisões oficiais uma espécie de selo de garantia. Eles próprios, os jornalistas, reconhecem essa falta de confiança.
Impressiona a maneira como aceitam a sua humilhante reputação com toda a
naturalidade.
Terceira deturpação. Os media têm receio que os consumidores
façam na internet (como agora podem) a verificação da informação jornalística.
E com razão. As pessoas precisam demasiadas vezes de recorrer à internet para
verificar a desinformação que os órgãos informativos formais, reputados como
jornalísticos, transmitem. O caudal de “factos” errados,
deturpados, insuficientes, instrumentalizados ao serviço do pensamento oficial
do regime, apresentados como a verdade revelada e cujo contraditório é tomado
por “fascista” tornou-se a nossa vida habitual.
Se
não existisse a Fox, e a GB News, os podcasts, por
exemplo, de Joe Rogan ou de Konstantin Kisin, a Spectator e
respectivo canal no YouTube, e a possibilidade de subscrever estes meios por
troca de uns euros abençoados, nunca um
cidadão português poderia compreender o que se passa na América. E, por consequência, o que se passa no
mundo ocidental. Teria do presidente Trump a caricatura canhestra e
furiosa que as televisões portuguesas, e o Público, e o Expresso, nos querem fazer
engolir. Pensaria que a universidade
de Harvard era ainda um lugar de livre pensamento e grandes alturas
intelectuais, e não uma máquina produtora de mesmice, mais ou menos
medíocre, mais ou menos fanática, insuportavelmente santarrona. E acharia que a administração Trump devia
estar disposta a pagar com dinheiros públicos a instrução, numa universidade
privada, de fornadas de idiotas anti-semitas e apoiantes das hordas facínoras
do Hamas.
O prestígio de um país e de uma
nacionalidade quase pode ser deduzido a partir da qualidade do seu jornalismo.
Há boas razões para os media pensarem duas ou dezenas de vezes antes de
insistir na maneira como se vêm comportando nos últimos anos em Portugal. Insisto, acima de tudo, no declínio do
jornalismo nos canais televisivos. Ver o país associado à reputação deles dá
vontade de chorar.
COMUNICAÇÃO SOCIAL MEDIA SOCIEDADE POLÍTICA
COMENTÁRIOS (DE 73)
D S: Boa análise. Cá no burgo salta à vista neste pós-eleições que os pivots da
SIC, quando entrevistaram o Ventura nesta semana, foram muito mais polidos que
antes de o Chega ter tido esta votação enorme. Estarão com medo de perderem as
ajudas estatais? Por outro lado, a Carmo Afonso do Público, essa contínua igual
a si mesma, uma bloquista primária e fanática de esquerda, que disse na RTP3 em
directo no pós-eleições, que o Chega deveria ser ilegalizado. E depois ainda
querem ser credíveis!
António Lamas: Bem explicado. O que para mim é mais incompreensível,
é as direcções das TVs ainda manterem as mesmas cabeças acéfalas a comentar, em
vez de as varrer Luís
CR Cabral: Todos os canais de TV
nacionais são deprimentes, subservientes, complexados de esquerda e dão
realmente vontade de chorar
José B Dias > Ruço Cascais: Meu caro, o Pinto Balsemão de
que fala já morreu há muito ... só que ainda ninguém o avisou! Americo
Magalhaes: A excelente MBP como sempre, convidando-nos a reflectir sobre a CS actual. Hoje
em dia quem vê as TVs? -Estão ligadas nos Lares da Terceira Idade, mas só para
fazer barulho. -Há os poucos que ainda ouvem os fabricantes de comentários do
Futebol -Os poucos que assistem a alguns programas de política social estão lá apenas
e somente para se rirem dos auto-designados "especialistas" em tudo
(desde pregos, madeira, petróleo, ambiente, armamento , etc.... ). -a geração
até aos 45 anos nem sequer se dão ao trabalho de ligar as TVs .....e ainda bem,
são mais racionais que todos os outros . A Imprensa escrita está toda ela
falida porque não escreve para o público sobre a realidade da nossa sociedade,
por conseguinte vive apenas da subsidiação dos governos PS e PS-2 sentindo-se
assim na " obrigação " de levar estes 2 destruidores do País ao colo.
Vejam o exemplo do Observador .......nasceu como uma grande lufada de ar
fresco, ano após ano aumentou exponencialmente os assinantes e
leitores......porque escrevia sobre o que interessava ao País sem narrativas
ideológicas. Nos últimos 2 anos fez uma deriva à esquerda socialista,
neomarxista-wokista e de certo modo ao estilo de "neocon", com a
entrada duma fornada de gente completamente enviesada e formada nas "
madraças " destas ideologias (ex. Miguel Pinheiro , Rui Pedro Antunes,
Inês Figueiredo.....são tantos que já não consigo mencionar todos ) . Consequência
é a contínua fuga dos assinantes (eu mesmo sairei em Julho quando terminar a
assinatura), aumento dificuldades financeiras e será mais um a mendigar a
subsidiação ao governo, sacada dos Impostos. Observador tornou-se num Público,
num Expresso ...... As poucas vezes que vejo TV, para ver os primeiros 5
minutos dos Telejornais, mete dó ver aqueles pivots João Adelino Faria, José
Alberto Carvalho, Rodrigo Guedes de Carvalho, Clara de Sousa, com toda aquela
arrogância e pedância a adaptar as notícias às narrativas que pretendem, fomentando
de algum modo o ódio ,julgando-se os sumo pontífice da nação . Que figuras mais
deprimentes.....será que quando chegam a casa não conseguem ver o ridículo que fazem
? Esta gentinha, muito pequenina, ainda não aprendeu que não estão a falar para
criancinhas do infantário, ou quiçá para audiências dos anos 70 e 80? As gentes
de hoje têm pensamento livre e próprio, sabem analisar e pensar pela própria cabeça.......e
sobretudo desprezam e menorizam quem os tenta manipular infantilmente . José B Dias: A mim dá-me vontade de os refutar e expor ... o que por aqui vou fazendo
sempre que posso e para satisfação de alguns e forte desconforto de outros. É
fácil constatar quem procura a verdade dos factos e quem prefere o
"conforto" das "certezas" da opinião oficialmente
sancionada. João
Floriano: «O prestígio de um país e de uma
nacionalidade quase pode ser deduzido a partir da qualidade do seu jornalismo.» Então o nosso prestígio no
mundo anda pelas ruas da amargura. O que nos vale é que fora daqui ninguém
conhece muitos dos comentadeiros e jornalisteiros que transformam a arena
mediática, sobretudo a TV numa troupe de palhaços. Ruço
Cascais: Não me parece que os comentadores sejam os donos dos canais de informação.
A SIC e o Expresso, por exemplo, têm Pinto Balsemão como um dos seus maiores accionistas.
Pinto Balsemão um reconhecido social democrata que até já foi primeiro ministro
pelo PSD. Não me parece que a Ana Gomes, a Catarina Martins ou o Daniel
Oliveira fazem comentário político simplesmente porque apareceram ali pela
televisão. Alguém os convidou. O país foi sempre socialista e continuará
socialista com uma ou outra interrupção. É preciso perceber o que é um Estado
socialista em Portugal. Imaginem uma enorme mãe leiteira com umas enormes tetas
onde todos nós, os mais pobres e remediadas podemos mamar. Mas esta mãe
leiteira também tem tetas nas costas, mas, nessas, só mamam alguns. Se chove os
agricultores pedem indemnizações ao Estado, se houver seca também. Se os órgãos
de comunicação social estiverem em pré falência pedem apoios ao Estado. Se uma
tempestade nos assolar o Estado recompensa os estragos. Quem não tem casa, o
Estado pede uma à mãe leiteira de borla. Sempre que é necessário lá está a
grande mãe leiteira. Até àqueles que nunca descontaram uma quinhenta o Estado
dá uma pensão de sobrevivência. Quem alimenta a mãe leiteira? R: Quem trabalha
através dos seus impostos e a UE. Ao querermos cortar nos apoios sociais, ou
seja, reduzir as tetas da mãe leiteira, onde pensam que vão votar os eleitores
nas legislativas seguintes? R: nos socialistas novamente. Para conseguirmos
fugir realmente do socialismo temos que ter mais eleitores satisfeitos por o
Estado cortar os apoios sociais (ou obrigar todos a vergarem a mola) do que
aqueles que vão ficar sem eles e que são muitos. A comunicação social
ajustou-se à realidade do país. Pinto Balsemão sempre que chamava um Daniel
Oliveira colocava lá também um debatente a defender os interesses sociais-democratas
(a direita da altura). Mesmo assim, a saúde privada conseguiu o seu espaço, os
negócios no imobiliário escapam às políticas de habitação sugeridas pelas
esquerdas e a iniciativa privada, atulhada em impostos e burocracia lá vai
conseguindo respirar. Nem tem sido o Governo Sombra, o Eixo do Mal, a
Circulatura não sei do quê, o Programa cujo o nome não se pode falar ou mais
recentemente o RAP comuna depois do telejornal das 20:00 que nos trouxeram uma
ditadura de esquerda. O CH foi um alien que apareceu no panorama nacional.
Estranhou-se e foi combatido pela comunicação social. Entretanto o CH cresceu e
foi-se entranhando e hoje já não se estranha e a comunicação social vai
naturalmente integrar o CH na sua programação e nos programas televisivos para
garantirem a audiência dos eleitores do CH que são muitos e também para prever
- pelo sim, pelo não - futuros subsídios estatais caso o CH chegue um dia a
formar governo. A Ana Gomes e a outra tonta, duas na verdade, a Afonso e a
professora de história com olhos de osga, querem a ilegalização do CH (um dia
também vão pedir a ilegalidade da IL) porque consideram que a função do Estado
é subsidiar e ser mãe-leiteira.
João Bilé Serra: Parabéns à autora, por mais um texto simples mas
certeiro a mostrar a nudez do Rei (na verdade, dos pajens e das aias...) Manuel Magalhaes: Grandes verdades, mas será que
os “nossos” jornalistas são assim tão estúpidos que não conseguem perceber que
já se lhes descobriu a careca e que a grande maioria dos “utentes” já percebeu
isso há muito tempo, basta ver a miséria e o tendenciosismo de quem lá põem
como “comentadores”… Lily
Lx: Top. Antonio Silvestre: É mesmo impossível não
concordar com este artigo! É quase impossível não mostrar apoio incondicional
ao que esta Senhora escreve! Em poucas palavras e de uma maneira simples diz
tudo o que de perverso se passa nas diversas Tvs, com os seus milhares de comentadeiros
e comentadeiras, especialistas e mais istas, que inundam não só as Tvs, como os
jornais e rádios! Atenção, Observador: a carapuça também a devem enfiar em
muitos dos avençados que para aqui "emigraram" vindos dum certo
largo! Parabéns à autora! Manuel Magalhaes > Novo Assinante: Ainda há gente muito limitada… Gina Luis: Belíssimo artigo. Parabéns Afinal o jornalismo (alguns
poucos jornalistas), ainda pode ter salvação . Joaquim Silva: E mais é preciso lembrar que a
extrema esquerda quase que estourava com os valores sociais e da nação com o
apoio da comunicação social e sem a possibilidade do contraditório da direita
na comunicação social. Coxinho: Como sempre, Margarida:
inteligente e sensata. Tim do A: Muito bem! João
Cunha-Rêgo: Mais um excelente comentário. Parabéns e continue! Ruço
Cascais > José B Dias: O Pinto Balsemão não morreu...
ainda, além disso tem família para o suceder nos seus negócios. O Grupo
Balsemão (se assim quisermos chamar) é um grupo empresarial, e como empresário
quer ganhar dinheiro e não andar - apenas - a distribui-lo pelos outros. Ele
procurou sempre que os seus órgãos de comunicação social abrangessem o maior
publico possível para que os dividendos fossem maiores. Agora com este aumento
significativo de eleitores no CH certamente que o grupo vai repensar
estratégicas. Não pode ir apostar na análise politica da Joana Mortágua que nem
sequer conseguiu ser eleita em vez de, sei lá, apostar no Pacheco Amorim que
tem muito mais audiência. O próprio RAP pode estar metido numa alhada. Os
eleitores do CH não podem nem vê-lo à frente e os eleitores da esquerda radical
contam-se por uma mão. Creio que a programação da SIC vai dar-lhe muito menos
espaço, além, de cada vez ter menos piada. Aqueles anúncios para a Worten são
de uma tristeza mirabolante a imitar gente saloia (que falta de imaginação e
criatividade)... muito piores do que os da mãe Ronaldo a vender sopa para o
Pingo Azedo. Ricardo
Ribeiro > José B Dias: Bom dia, Por mim é sempre bem-vindo
no seu refutamento. Eu sempre que posso, venho também refutar com gosto neste
espaço. Ultimamente tenho andado com pouca paciência para o meu refutanço pois
cada um vem dar a sua opinião para o choque relativo aos resultados eleitorais.
A minha única conclusão é que pouco ou nada aprenderam. Em relação a si, por
favor continue! Maria
Nunes da Silva: Óptimo e sensato comentário. Nunca deixe do ser para bem do pouco
jornalismo que ainda existe. José B
Dias > Ruço Cascais: Claramente que não conseguiu
destrinçar a ironia da factualidade ... Pinto Balsemão morreu por há já muito
não passar de figura de corpo cada vez mais ausente. E nunca verdadeiramente
controlou Expresso ou SIC - o que sendo positivo por um lado foi tornando-se
muito negativo quando os resquícios de independência e/ou isenção foram
desaparecendo com a tomada de controle das Redações por gente mais preocupada
com a defesa das ideologias do que com informar com isenção e rigor! Komorebi Hi: Lembrar o que muita gente
ainda desconhece sobre os canais de televisão continua a ser benéfico e aqui no
Observador também, por isso obrigado pelo artigo! Miguel
Geraldes Cardoso: Exma. Senhora Arquitecta Margarida Bentes Penedo: Concordo normalmente consigo, percebo as suas
posições - que partilho -, mas creio que não se deve condenar as Instituições
apenas por posições que resultam de atitudes mediáticas, não delas, mas de
pessoas que com elas, ou nelas, trabalham. É evidente que a Presidência Trump
resultante de um mal-estar que se instalou no Ocidente em resposta à chamada
ideologia (?) woke, e do totalitarismo da
esquerda, repousa sobre camadas e camadas de common
sense. É o seu ethos, se
quisermos. Mas tem falhado na praxis.
Não se pode acusar Harvard como um todo, por muito ligada ao Partido Democrata
que seja e julgo que é, e reduzi-la ao desprezível apoio ao Hamas. Detesto as
coisas a branco e preto, tirando algumas magníficas fotografias e filmes... Creia-me
um seu admirador, Atentamente Miguel Geraldes Cardoso D S > António Lamas: É provável que o Agostinho
Costa durma com uma t-shirt do Putin e do Estaline...o homem não se enxerga. António Rei: Excelente
crónica, como é habitual!!
Isabel Amorim: Como tem razão Margarida Bentes... ao longo destas décadas
fomos assistindo ao degredo das televisões e seus programas deseducativos e
assistimos às suas consequências desastrosas em nome da falaciosa democracia
que foram impingindo. Conseguem emporcalhar tudo o que tocam, bimbos sedentos
que o baixo nível seja geral, como eles. À custa de toneladas de manipulação.
Própria de batoteiros. Foram-nos e vão - nos aos bolsos e premeiam-se pela
façanha. Os maus instintos que lhes correm nas veias catapultam-nos para as
façanhas "políticas" com que alarvemente se regozijam. Usam o povo
que desprezam como mal necessário, o bom e crente povo português. Não lhe deram
nada, só tiraram. O estado inacreditável do nível tão baixo das nossas
televisões é o espelho do ambiente que essa gente se sente confortável. E no
meio daqueles nojentos programas a km vivem batalhões de matracas falantes pago
pelo regime batoteiro com o expoente máximo na triste figurinha do pomposo
assoberbado presidente da nossa triste e atrasada República. Atingimos de facto
o fundo. Vai demorar muito tempo a recompor este terrível atraso, mas o bom
povo português merece muito e melhor. Mãos à obra! José Paulo Castro: O país, não! A grande Lisboa,
pois é lá que todos os grupos de media têm a sede, coladinhos ao poder. Depois,
espantam-se que a maior parte do resto do país não lhes ligue e prefira as
redes sociais. Mas todos sabemos isto: as reuniões presenciais dos maçons
exigem proximidade física dos poderes todos. Daí Portugal ser centralista em
Lisboa. Para tudo. Francisco
Alves: Como distinguir um comentadeiro dum jornaleiro? Eu não consigo... Alguém me
explique, mas vou esperar sentado. Antonio
Silvestre > António Lamas: É realmente um mistério! E há
outro que não consigo entender: a presença assídua e constante daquele tal
agostinho costa na TVI/CNN a prestar encómios ao putin, e não haver ninguém que
o mande calar e, sobretudo, que o impeça de sequer entrar nas instalações da
TVI! Mistério! Ele que não se coibe de ofender até os pobres comentadores que
estão ali! Pobre Diana Soler que, honra lhe seja feita, o confronta e se atira
a ele com toda a genica, mas nem assim, a redação da TVI o manda às urtigas!
Para já não falar na estrutura do Exército que também deveria assumir que esse
indivíduo não representa ninguém! Antonio
Silvestre > D S: Quanto a essa afonsa, só faço esta pergunta: como é
possível que nos obriguem a pagar a essa bloquista empedernida? Eu, por acaso,
nunca a escutei. Mas, pelo que vou lendo, essa tal, deveria pura e simplesmente
ser impedida de entrar num estúdio de televisão! Mas o que esperar dum órgão
que todos nós pagamos, para nos aparecer o do lacinho todo sorridente, pudera,
mais o tal arons como supervisor do conselho de opinião! Cuidado, Luiz
Montenegro: ponham os olhos no Chega! Depois não se queixem! Alfredo
Freitas: As
televisões portuguesas, principalmente os canais exclusivamente por cabo, são
realmente doentios no seu esquerdismo acéfalo, em tudo vêem fascistas,
xenófobos, reaccionários, almas do diabo. Nos espaços de comentários as mesas
estão sempre escandalosamente inclinadas para a esquerda- 3 de esquerda contra
1 de direita. Tirando o excelente espaço de Miguel Judice, sozinho, já
terminado, não há mais nada. De esquerda doentia há Ana Gomes, Louçã, e outros.
Na Sic Noticias, que faz tudo com os jornalistas da casa, Daniel, Pedro
Marques, Clara, etc a maioria esmagadora são de esquerda. A RTP tem um director
de informação e quase todos os outros escandalosamente de esquerda, salva- se o
extraordinário jornalista Francisco José dos Santos. Na TVI24 só se destacam
pela imparcialidade e profissionalismo os jornalistas do Observador que lá vão
e também Rui Calafate. Portugal viveu anos de mais e ainda vive agarrado ao
fascismo, aos fascistas, à Grândola Vila Morena, aos cravos, aos trabalhadores,
a falar em salvar a democracia, etc e secundarizou excessivamente tudo o resto.
Doravante o governo a partir do 1° /2° ano vai ter muitas dificuldades, vai
gastar o tempo todo a negociar e para nada, vai cair. Isto só se resolve
definitivamente com eleições em 2 voltas. No 1° domingo vão todos, passados 15
dias só vão os 2 partidos mais votados. Se um deles tiver maioria absoluta
melhor. Se não tiver ao mais votado são- lhe dados os deputados que faltam para
a ter. Todos os outros têm representação parlamentar conforme os resultados da
1ª volta. Passados 4 anos será o mesmo processo. Vítor
Araújo: Muito bem
cara colunista. Mas tem alguma ilusão de que alguma coisa irá mudar? Espere
sentada pois vai ganhar raízes.
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