sexta-feira, 30 de maio de 2025

Peixes na água


Um tema provocador. E também revelador, na parte que toca aos comentadores, de uma certa grosseria e pedantismo de quem só sabe condenar, sem apreciar as qualidades dos muitos críticos bons que temos, entre os quais alguns desses que referem e tantos outros que nos deliciam com as suas crónicas, quer do Público quer do Observador. Bom povo português, bem medíocre, sim, quando não parecem isentos, esses que até aparentam saber escrever.

Sempre dependeram da gentileza do Estado

O prestígio de uma nacionalidade pode ser deduzido a partir da qualidade do seu jornalismo. Insisto no declínio dos canais televisivos. Ver o país associado à reputação deles dá vontade de chorar.

MARGARIDA BENTES PENEDO, Arquitecta e deputada municipal

OBSERVADOR, 29 mai. 2025, 00:1873

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, atribuído a 3 de Maio, mereceu um Voto de Saudação apresentado pelo PS à Assembleia Municipal de Lisboa. Só lhe faltava ter sido escrito em papel azul de vinte e cinco linhas, se o PS fazia questão de provar o seu atraso de vida. Em seis parágrafos, dois foram gastos a descrever e objurgar a censura do Estado Novo. E dos dois pontos votáveis da parte deliberativa, um destinava-se a felicitar o anti-fascismo. Tornou-se um partido oficialmente anacrónico. Sobre o tempo em que vivemos, o PS não tem nada a dizer.

É condição necessária que, em democracia, e até para que se possa chamar “democracia”, exista uma imprensa livre. Portugal não tem, neste capítulo, grandes lições a dar ao mundo. A imprensa passou a incluir, com força redobrada, a televisão. O que temos é uma imprensa dependente do Estado. Se pensarmos nos grandes jornais do regime e, sobretudo, nos canais televisivos de informação, o panorama é de promiscuidade pública e notória. Todos os canais televisivos vivem da troca de gentilezas e boas-vontades com os decisores políticos do momento, ou com aqueles que os directores de informação acreditam que vão continuar a mandar. É o caminho aberto para uma opinião sincronizada em vez de livre; e para um alheamento malsão da realidade, como aliás se comprovou na maneira como foram cobertas e comentadas as eleições legislativas de 18 de Maio. A natureza da imprensa em Portugal, exceptuando alguns jornais e nenhuma televisão, não garante um bom serviço à democracia.

Por outro lado, a quezília dos media contra as chamadas “redes sociais” mostra três deturpações preocupantes. Primeira. Põem-se em pé de igualdade e consideram-se rivais uns dos outros. Segunda. Não confiam em que o público reconhece no jornalismo uma credibilidade especial. Os próprios media deixaram de confiar em que os consumidores vêem nos jornais e televisões oficiais uma espécie de selo de garantia. Eles próprios, os jornalistas, reconhecem essa falta de confiança. Impressiona a maneira como aceitam a sua humilhante reputação com toda a naturalidade.

Terceira deturpação. Os media têm receio que os consumidores façam na internet (como agora podem) a verificação da informação jornalística. E com razão. As pessoas precisam demasiadas vezes de recorrer à internet para verificar a desinformação que os órgãos informativos formais, reputados como jornalísticos, transmitem. O caudal de “factos” errados, deturpados, insuficientes, instrumentalizados ao serviço do pensamento oficial do regime, apresentados como a verdade revelada e cujo contraditório é tomado por “fascista” tornou-se a nossa vida habitual.

Se não existisse a Fox, e a GB News, os podcasts, por exemplo, de Joe Rogan ou de Konstantin Kisin, a Spectator e respectivo canal no YouTube, e a possibilidade de subscrever estes meios por troca de uns euros abençoados, nunca um cidadão português poderia compreender o que se passa na América. E, por consequência, o que se passa no mundo ocidental. Teria do presidente Trump a caricatura canhestra e furiosa que as televisões portuguesas, e o Público, e o Expresso, nos querem fazer engolir. Pensaria que a universidade de Harvard era ainda um lugar de livre pensamento e grandes alturas intelectuais, e não uma máquina produtora de mesmice, mais ou menos medíocre, mais ou menos fanática, insuportavelmente santarrona. E acharia que a administração Trump devia estar disposta a pagar com dinheiros públicos a instrução, numa universidade privada, de fornadas de idiotas anti-semitas e apoiantes das hordas facínoras do Hamas.

O prestígio de um país e de uma nacionalidade quase pode ser deduzido a partir da qualidade do seu jornalismo. Há boas razões para os media pensarem duas ou dezenas de vezes antes de insistir na maneira como se vêm comportando nos últimos anos em Portugal. Insisto, acima de tudo, no declínio do jornalismo nos canais televisivos. Ver o país associado à reputação deles dá vontade de chorar.

COMUNICAÇÃO SOCIAL      MEDIA      SOCIEDADE      POLÍTICA

COMENTÁRIOS (DE 73)

D S: Boa análise. Cá no burgo salta à vista neste pós-eleições que os pivots da SIC, quando entrevistaram o Ventura nesta semana, foram muito mais polidos que antes de o Chega ter tido esta votação enorme. Estarão com medo de perderem as ajudas estatais? Por outro lado, a Carmo Afonso do Público, essa contínua igual a si mesma, uma bloquista primária e fanática de esquerda, que disse na RTP3 em directo no pós-eleições, que o Chega deveria ser ilegalizado. E depois ainda querem ser credíveis!                            António Lamas: Bem explicado. O que para mim é mais incompreensível, é as direcções das TVs ainda manterem as mesmas cabeças acéfalas a comentar, em vez de as varrer                Luís CR Cabral: Todos os canais de TV nacionais são deprimentes, subservientes, complexados de esquerda e dão realmente vontade de chorar                 José B Dias > Ruço Cascais: Meu caro, o Pinto Balsemão de que fala já morreu há muito ... só que ainda ninguém o avisou!               Americo Magalhaes: A excelente MBP como sempre, convidando-nos a reflectir sobre a CS actual. Hoje em dia quem vê as TVs? -Estão ligadas nos Lares da Terceira Idade, mas só para fazer barulho. -Há os poucos que ainda ouvem os fabricantes de comentários do Futebol -Os poucos que assistem a alguns programas de política social estão lá apenas e somente para se rirem dos auto-designados "especialistas" em tudo (desde pregos, madeira, petróleo, ambiente, armamento , etc.... ). -a geração até aos 45 anos nem sequer se dão ao trabalho de ligar as TVs .....e ainda bem, são mais racionais que todos os outros . A Imprensa escrita está toda ela falida porque não escreve para o público sobre a realidade da nossa sociedade, por conseguinte vive apenas da subsidiação dos governos PS e PS-2 sentindo-se assim na " obrigação " de levar estes 2 destruidores do País ao colo. Vejam o exemplo do Observador .......nasceu como uma grande lufada de ar fresco, ano após ano aumentou exponencialmente os assinantes e leitores......porque escrevia sobre o que interessava ao País sem narrativas ideológicas. Nos últimos 2 anos fez uma deriva à esquerda socialista, neomarxista-wokista e de certo modo ao estilo de "neocon", com a entrada duma fornada de gente completamente enviesada e formada nas " madraças " destas ideologias (ex. Miguel Pinheiro , Rui Pedro Antunes, Inês Figueiredo.....são tantos que já não consigo mencionar todos ) . Consequência é a contínua fuga dos assinantes (eu mesmo sairei em Julho quando terminar a assinatura), aumento dificuldades financeiras e será mais um a mendigar a subsidiação ao governo, sacada dos Impostos. Observador tornou-se num Público, num Expresso ...... As poucas vezes que vejo TV, para ver os primeiros 5 minutos dos Telejornais, mete dó ver aqueles pivots João Adelino Faria, José Alberto Carvalho, Rodrigo Guedes de Carvalho, Clara de Sousa, com toda aquela arrogância e pedância a adaptar as notícias às narrativas que pretendem, fomentando de algum modo o ódio ,julgando-se os sumo pontífice da nação . Que figuras mais deprimentes.....será que quando chegam a casa não conseguem ver o ridículo que fazem ? Esta gentinha, muito pequenina, ainda não aprendeu que não estão a falar para criancinhas do infantário, ou quiçá para audiências dos anos 70 e 80? As gentes de hoje têm pensamento livre e próprio, sabem analisar e pensar pela própria cabeça.......e sobretudo desprezam e menorizam quem os tenta manipular infantilmente .            José B Dias: A mim dá-me vontade de os refutar e expor ... o que por aqui vou fazendo sempre que posso e para satisfação de alguns e forte desconforto de outros. É fácil constatar quem procura a verdade dos factos e quem prefere o "conforto" das "certezas" da opinião oficialmente sancionada.             João Floriano: «O prestígio de um país e de uma nacionalidade quase pode ser deduzido a partir da qualidade do seu jornalismo.» Então o nosso prestígio no mundo anda pelas ruas da amargura. O que nos vale é que fora daqui ninguém conhece muitos dos comentadeiros e jornalisteiros que transformam a arena mediática, sobretudo a TV numa troupe de palhaços.                   Ruço Cascais: Não me parece que os comentadores sejam os donos dos canais de informação. A SIC e o Expresso, por exemplo, têm Pinto Balsemão como um dos seus maiores accionistas. Pinto Balsemão um reconhecido social democrata que até já foi primeiro ministro pelo PSD. Não me parece que a Ana Gomes, a Catarina Martins ou o Daniel Oliveira fazem comentário político simplesmente porque apareceram ali pela televisão. Alguém os convidou. O país foi sempre socialista e continuará socialista com uma ou outra interrupção. É preciso perceber o que é um Estado socialista em Portugal. Imaginem uma enorme mãe leiteira com umas enormes tetas onde todos nós, os mais pobres e remediadas podemos mamar. Mas esta mãe leiteira também tem tetas nas costas, mas, nessas, só mamam alguns. Se chove os agricultores pedem indemnizações ao Estado, se houver seca também. Se os órgãos de comunicação social estiverem em pré falência pedem apoios ao Estado. Se uma tempestade nos assolar o Estado recompensa os estragos. Quem não tem casa, o Estado pede uma à mãe leiteira de borla. Sempre que é necessário lá está a grande mãe leiteira. Até àqueles que nunca descontaram uma quinhenta o Estado dá uma pensão de sobrevivência. Quem alimenta a mãe leiteira? R: Quem trabalha através dos seus impostos e a UE. Ao querermos cortar nos apoios sociais, ou seja, reduzir as tetas da mãe leiteira, onde pensam que vão votar os eleitores nas legislativas seguintes? R: nos socialistas novamente. Para conseguirmos fugir realmente do socialismo temos que ter mais eleitores satisfeitos por o Estado cortar os apoios sociais (ou obrigar todos a vergarem a mola) do que aqueles que vão ficar sem eles e que são muitos. A comunicação social ajustou-se à realidade do país. Pinto Balsemão sempre que chamava um Daniel Oliveira colocava lá também um debatente a defender os interesses sociais-democratas (a direita da altura). Mesmo assim, a saúde privada conseguiu o seu espaço, os negócios no imobiliário escapam às políticas de habitação sugeridas pelas esquerdas e a iniciativa privada, atulhada em impostos e burocracia lá vai conseguindo respirar. Nem tem sido o Governo Sombra, o Eixo do Mal, a Circulatura não sei do quê, o Programa cujo o nome não se pode falar ou mais recentemente o RAP comuna depois do telejornal das 20:00 que nos trouxeram uma ditadura de esquerda. O CH foi um alien que apareceu no panorama nacional. Estranhou-se e foi combatido pela comunicação social. Entretanto o CH cresceu e foi-se entranhando e hoje já não se estranha e a comunicação social vai naturalmente integrar o CH na sua programação e nos programas televisivos para garantirem a audiência dos eleitores do CH que são muitos e também para prever - pelo sim, pelo não - futuros subsídios estatais caso o CH chegue um dia a formar governo. A Ana Gomes e a outra tonta, duas na verdade, a Afonso e a professora de história com olhos de osga, querem a ilegalização do CH (um dia também vão pedir a ilegalidade da IL) porque consideram que a função do Estado é subsidiar e ser mãe-leiteira.                  João Bilé Serra: Parabéns à autora, por mais um texto simples mas certeiro a mostrar a nudez do Rei (na verdade, dos pajens e das aias...)                 Manuel Magalhaes: Grandes verdades, mas será que os “nossos” jornalistas são assim tão estúpidos que não conseguem perceber que já se lhes descobriu a careca e que a grande maioria dos “utentes” já percebeu isso há muito tempo, basta ver a miséria e o tendenciosismo de quem lá põem como “comentadores”…               Lily Lx: Top.                Antonio Silvestre: É mesmo impossível não concordar com este artigo! É quase impossível não mostrar apoio incondicional ao que esta Senhora escreve! Em poucas palavras e de uma maneira simples diz tudo o que de perverso se passa nas diversas Tvs, com os seus milhares de comentadeiros e comentadeiras, especialistas e mais istas, que inundam não só as Tvs, como os jornais e rádios! Atenção, Observador: a carapuça também a devem enfiar em muitos dos avençados que para aqui "emigraram" vindos dum certo largo! Parabéns à autora!                   Manuel Magalhaes > Novo Assinante: Ainda há gente muito limitada…                Gina Luis: Belíssimo artigo. Parabéns Afinal o jornalismo (alguns poucos jornalistas), ainda pode ter salvação .               Joaquim Silva: E mais é preciso lembrar que a extrema esquerda quase que estourava com os valores sociais e da nação com o apoio da comunicação social e sem a possibilidade do contraditório da direita na comunicação social.              Coxinho: Como sempre, Margarida: inteligente e sensata.                  Tim do A: Muito bem!                     João Cunha-Rêgo: Mais um excelente comentário. Parabéns e continue!                  Ruço Cascais > José B Dias: O Pinto Balsemão não morreu... ainda, além disso tem família para o suceder nos seus negócios. O Grupo Balsemão (se assim quisermos chamar) é um grupo empresarial, e como empresário quer ganhar dinheiro e não andar - apenas - a distribui-lo pelos outros. Ele procurou sempre que os seus órgãos de comunicação social abrangessem o maior publico possível para que os dividendos fossem maiores. Agora com este aumento significativo de eleitores no CH certamente que o grupo vai repensar estratégicas. Não pode ir apostar na análise politica da Joana Mortágua que nem sequer conseguiu ser eleita em vez de, sei lá, apostar no Pacheco Amorim que tem muito mais audiência. O próprio RAP pode estar metido numa alhada. Os eleitores do CH não podem nem vê-lo à frente e os eleitores da esquerda radical contam-se por uma mão. Creio que a programação da SIC vai dar-lhe muito menos espaço, além, de cada vez ter menos piada. Aqueles anúncios para a Worten são de uma tristeza mirabolante a imitar gente saloia (que falta de imaginação e criatividade)... muito piores do que os da mãe Ronaldo a vender sopa para o Pingo Azedo.                  Ricardo Ribeiro > José B Dias: Bom dia, Por mim é sempre bem-vindo no seu refutamento. Eu sempre que posso, venho também refutar com gosto neste espaço. Ultimamente tenho andado com pouca paciência para o meu refutanço pois cada um vem dar a sua opinião para o choque relativo aos resultados eleitorais. A minha única conclusão é que pouco ou nada aprenderam. Em relação a si, por favor continue!                 Maria Nunes da Silva: Óptimo e sensato comentário. Nunca deixe do ser para bem do pouco jornalismo que ainda existe.         José B Dias > Ruço Cascais: Claramente que não conseguiu destrinçar a ironia da factualidade ... Pinto Balsemão morreu por há já muito não passar de figura de corpo cada vez mais ausente. E nunca verdadeiramente controlou Expresso ou SIC - o que sendo positivo por um lado foi tornando-se muito negativo quando os resquícios de independência e/ou isenção foram desaparecendo com a tomada de controle das Redações por gente mais preocupada com a defesa das ideologias do que com informar com isenção e rigor!                    Komorebi Hi: Lembrar o que muita gente ainda desconhece sobre os canais de televisão continua a ser benéfico e aqui no Observador também, por isso obrigado pelo artigo!                 Miguel Geraldes Cardoso: Exma. Senhora Arquitecta Margarida Bentes Penedo:  Concordo normalmente consigo, percebo as suas posições - que partilho -, mas creio que não se deve condenar as Instituições apenas por posições que resultam de atitudes mediáticas, não delas, mas de pessoas que com elas, ou nelas, trabalham. É evidente que a Presidência Trump resultante de um mal-estar que se instalou no Ocidente em resposta à chamada ideologia (?) woke, e do totalitarismo da esquerda, repousa sobre camadas e camadas de common sense. É o seu ethos, se quisermos. Mas tem falhado na praxis. Não se pode acusar Harvard como um todo, por muito ligada ao Partido Democrata que seja e julgo que é, e reduzi-la ao desprezível apoio ao Hamas. Detesto as coisas a branco e preto, tirando algumas magníficas fotografias e filmes... Creia-me um seu admirador, Atentamente Miguel Geraldes Cardoso                   D S > António Lamas: É provável que o Agostinho Costa durma com uma t-shirt do Putin e do Estaline...o homem não se enxerga.                  António Rei: Excelente crónica, como é habitual!!                 Isabel Amorim: Como tem razão Margarida Bentes... ao longo destas décadas fomos assistindo ao degredo das televisões e seus programas deseducativos e assistimos às suas consequências desastrosas em nome da falaciosa democracia que foram impingindo. Conseguem emporcalhar tudo o que tocam, bimbos sedentos que o baixo nível seja geral, como eles. À custa de toneladas de manipulação. Própria de batoteiros. Foram-nos e vão - nos aos bolsos e premeiam-se pela façanha. Os maus instintos que lhes correm nas veias catapultam-nos para as façanhas "políticas" com que alarvemente se regozijam. Usam o povo que desprezam como mal necessário, o bom e crente povo português. Não lhe deram nada, só tiraram. O estado inacreditável do nível tão baixo das nossas televisões é o espelho do ambiente que essa gente se sente confortável. E no meio daqueles nojentos programas a km vivem batalhões de matracas falantes pago pelo regime batoteiro com o expoente máximo na triste figurinha do pomposo assoberbado presidente da nossa triste e atrasada República. Atingimos de facto o fundo. Vai demorar muito tempo a recompor este terrível atraso, mas o bom povo português merece muito e melhor. Mãos à obra!                  José Paulo Castro: O país, não! A grande Lisboa, pois é lá que todos os grupos de media têm a sede, coladinhos ao poder. Depois, espantam-se que a maior parte do resto do país não lhes ligue e prefira as redes sociais. Mas todos sabemos isto: as reuniões presenciais dos maçons exigem proximidade física dos poderes todos. Daí Portugal ser centralista em Lisboa. Para tudo.                   Francisco Alves: Como distinguir um comentadeiro dum jornaleiro? Eu não consigo... Alguém me explique, mas vou esperar sentado.                     Antonio Silvestre > António Lamas: É realmente um mistério! E há outro que não consigo entender: a presença assídua e constante daquele tal agostinho costa na TVI/CNN a prestar encómios ao putin, e não haver ninguém que o mande calar e, sobretudo, que o impeça de sequer entrar nas instalações da TVI! Mistério! Ele que não se coibe de ofender até os pobres comentadores que estão ali! Pobre Diana Soler que, honra lhe seja feita, o confronta e se atira a ele com toda a genica, mas nem assim, a redação da TVI o manda às urtigas! Para já não falar na estrutura do Exército que também deveria assumir que esse indivíduo não representa ninguém!                   Antonio Silvestre > D S: Quanto a essa afonsa, só faço esta pergunta: como é possível que nos obriguem a pagar a essa bloquista empedernida? Eu, por acaso, nunca a escutei. Mas, pelo que vou lendo, essa tal, deveria pura e simplesmente ser impedida de entrar num estúdio de televisão! Mas o que esperar dum órgão que todos nós pagamos, para nos aparecer o do lacinho todo sorridente, pudera, mais o tal arons como supervisor do conselho de opinião! Cuidado, Luiz Montenegro: ponham os olhos no Chega! Depois não se queixem!                    Alfredo Freitas: As televisões portuguesas, principalmente os canais exclusivamente por cabo, são realmente doentios no seu esquerdismo acéfalo, em tudo vêem fascistas, xenófobos, reaccionários, almas do diabo. Nos espaços de comentários as mesas estão sempre escandalosamente inclinadas para a esquerda- 3 de esquerda contra 1 de direita. Tirando o excelente espaço de Miguel Judice, sozinho, já terminado, não há mais nada. De esquerda doentia há Ana Gomes, Louçã, e outros. Na Sic Noticias, que faz tudo com os jornalistas da casa, Daniel, Pedro Marques, Clara, etc a maioria esmagadora são de esquerda. A RTP tem um director de informação e quase todos os outros escandalosamente de esquerda, salva- se o extraordinário jornalista Francisco José dos Santos. Na TVI24 só se destacam pela imparcialidade e profissionalismo os jornalistas do Observador que lá vão e também Rui Calafate. Portugal viveu anos de mais e ainda vive agarrado ao fascismo, aos fascistas, à Grândola Vila Morena, aos cravos, aos trabalhadores, a falar em salvar a democracia, etc e secundarizou excessivamente tudo o resto. Doravante o governo a partir do 1° /2° ano vai ter muitas dificuldades, vai gastar o tempo todo a negociar e para nada, vai cair. Isto só se resolve definitivamente com eleições em 2 voltas. No 1° domingo vão todos, passados 15 dias só vão os 2 partidos mais votados. Se um deles tiver maioria absoluta melhor. Se não tiver ao mais votado são- lhe dados os deputados que faltam para a ter. Todos os outros têm representação parlamentar conforme os resultados da 1ª volta. Passados 4 anos será o mesmo processo.                 Vítor Araújo: Muito bem cara colunista. Mas tem alguma ilusão de que alguma coisa irá mudar? Espere sentada pois vai ganhar raízes.

 

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