Justifica, talvez, uma maior proximidade
no relacionamento entre os povos. Os povos intelectualmente mais desenvoltos, como
são os nórdicos, tratam os de capacidades culturais mais reduzidas, naturalmente,
com a distanciação devida, conquanto no respeito, distante embora, por esses, dentro
dos princípios humanistas que aprenderam de pequeninos. Os nossos “indígenas”,
por princípio andavam descalços, salvo os que tinham cargos mais qualificados.
O certo é que quando eu era pequena, também brinquei descalça, no terreno por
trás da nossa casa. Por isso nunca estranhei que o nosso criado também o
andasse. Mas um dia, vieram inúmeros sul-africanos negros, e respectivas
mulheres, a Lourenço Marques, e foi então que me senti envergonhada, pensando
na nossa gente descalça. Os ingleses ensinaram o povo sul-africano a vestir-se
e a calçar-se convenientemente, não eram como nós, que não ensinávamos as boas
maneiras trazidas pela educação racional. Mas, enfim, não se pode generalizar
assim. O Dr. Torres da Académica, ilustre médico africano, assistiu ao parto de
um dos meus filhos. Por outro lado, a nossa vizinha D. Clotilde, todos os meses
arranjava um moleque, pois passava os dias a ralhar, com tal entusiasmo que o
moleque fugia antes do fim de cada mês, e assim jamais teve que pagar o
vencimento dos criados. O certo é que os criados da nossa casa ficaram sempre
anos, interrompidos pela tropa ou outros factores, mas guardo no meu álbum a
foto do Finias, que foi para a Índia e de lá mandou uma foto que me era destinada,
então estudante em Coimbra. Outros casos há de modéstia no tratamento que
justificam a tal tese da maior acessibilidade dos portugueses modestos ao mundo
dos povos também assim considerados por nós, pioneiros nas descobertas dos
mares e terras distantes e mais simplórios do que os descobridores seguintes. Daí,
talvez essa maior difusão da língua portuguesa e também espanhola. Mas as
línguas mais universais serão sempre o francês e o inglês, por esse mundo fora,
julgo eu, e hoje em dia mais do que nunca…
Mas nada disto conta, afinal. Leiamos,
isso sim, o relevante estudo do Historiador e romancista JOÃO PEDRO MARQUES.
Gilberto Freyre tinha em parte razão
Historiadores estrangeiros notaram, por
exemplo, que após três séculos de ocupação neerlandesa na Indonésia ninguém
fala por lá holandês ao contrário do que se passa onde Portugal esteve igual
período
JOÃO PEDRO MARQUES Historiador e
romancista
OBSERVADOR, 26
mai. 2025, 00:1919
Por
norma associa-se a palavra lusotropicalismo a Gilberto Freyre, o autor de
Casa Grande e Senzala (1933), o que se
justifica, pois foi esse sociólogo
brasileiro que a utilizou pela primeira vez, e que desenvolveu toda uma teoria
que, no fundamental, defende que o negro, o índio e, também, eventualmente, o
asiático, deram um contributo muito importante na formação do Brasil e das
outras colónias lusotropicais; que os portugueses tinham uma capacidade
especial de se relacionar e confraternizar com outros povos, sobretudo os dos
trópicos; que praticavam nessas regiões um cristianismo fraternal caracterizado
pela tolerância, a brandura e a humanidade, e quase não tinham preconceitos
raciais; e que manifestavam
apetência para a miscigenação, dando origem ao mestiço, relativamente ao qual
os progenitores portugueses revelariam uma atitude de grande aceitação, algo
que, excepção feita aos espanhóis, seria raro entre os povos europeus modernos.
Em suma, o lusotropicalismo afirma a ideia de
especificidade do colonialismo português. Haveria um “modo português de estar no mundo”, isto é, uma maneira específica de os
portugueses se relacionarem com outros povos e que seria mais branda ou mais
humana do que a de outros europeus.
A primeira grande crítica ao
lusotropicalismo veio de Charles R. Boxer,
o historiador e antigo militar inglês que em Race Relations in the Portuguese Colonial Empire, 1415-1825,
publicado em 1963, afirmou que o lusotropicalismo não teria fundamento
histórico, pelo contrário. Segundo
Boxer, os portugueses, longe de serem excepcionais, haviam sido tão racistas
como outros europeus. O inglês contestou,
igualmente, a ideia de que os portugueses tivessem tido uma forma tolerante e
suave de se ligarem à gente dos trópicos, que tivesse havido uma integração
harmoniosa, apontando, ao invés, a sua violência e conduta discriminatória em
relação aos povos colonizados. A miscigenação que efectivamente se
podia constatar nas possessões portuguesas não significaria que houvesse
ausência de preconceito de cor, mas seria apenas uma decorrência da falta de
mulheres brancas. Em vez de miscigenação amorosa o que teria havido era, em boa
medida, estupro.
Alvo dessa e de outras
críticas, associado ao Estado Novo, que a partir de certa altura o explorou de
forma manifesta tanto do ponto de vista ideológico como político, o
lusotropicalismo caiu em desgraça e passou a ser considerado um corpo teórico
inteiramente enganador. A esquerda,
sobretudo, como campeã do pós-colonialismo, isto é, do combate contra as ideias
que o colonialismo terá criado acerca dos povos colonizados, ridicularizou-o,
amachucou-o e deitou-o para o caixote do lixo das ideias. Mais. Apupou e tentou
amesquinhar quem se atrevesse a defendê-lo. Há cinco anos José Ribeiro e Castro assumiu-se
como lusotropicalista. Explicou que “o lusotropicalismo não é um negacionismo, nem conformismo”,
mas sim “uma ferramenta fundamental: um
povo que tem de si mesmo a ideia de que não é racista vincula-se a não o ser, a
reprimir tudo o que ofenda esse código ético e a levar sempre mais longe esse
compromisso”. Foi de pronto contrariado pela historiadora Cláudia Castelo que viu
em Ribeiro e Castro a personificação do efeito que a propaganda salazarista e
lusotropicalista teria tido nas mentes das pessoas, ou seja, via nele um
exemplo do “estado de ilusão e da preguiça mental (sic) que o Estado Novo criou”. Na perspectiva de Cláudia Castelo o
ex-presidente do CDS seria “o resultado consciente e pacificado (sic) da
eficácia do aparelho político-ideológico do Estado Novo (…) na propagação de
uma imagem essencialista do povo português com traços positivos, na exaltação
de uma suposta excepcionalidade da colonização portuguesa e na inclusão de uma
norma (mas não de uma prática) anti-racista”.
Há
no artigo de Cláudia Castelo um arrogante tom de comiseração por José Ribeiro e
Castro e pelos que, como ele, se limitariam — na óptica da historiadora — a
papaguear, de forma acéfala, aquilo que o Estado Novo lhes teria inculcado nas
décadas de 1950 e 1960. E com este tipo de tiradas agrestes, com esta
anatematização das mentes discordantes, julga a esquerda que arruma de vez o
problema. Todavia, ele é mais persistente porque tem
subjacente algo que é observável e, às vezes, mensurável. Na verdade, parte das ideias de Freyre
assentam numa fundamentação anterior a elas, e são, aqui ou além, confirmadas
pela investigação actual — foram, aliás, essas informações mais recentes
que me levaram a escrever este artigo.
Comecemos pela fundamentação antiga para sublinhar que algumas das
convicções de Gilberto Freyre já haviam sido avançadas por outros nos séculos
XVIII e XIX — eventualmente até antes — não apenas em Portugal, mas também no
estrangeiro. Quem ler a Histoire
philosophique et politique des Deux Indes, uma obra colectiva de 1772,
atribuída ao abade Raynal, encontrará
apreciações positivas — em termos relativos, entenda-se — sobre a colonização
portuguesa. Esse tipo de apreciações encontra-se, também, em De
la littérature des nègres, um livro do abade Grégoire, publicado em 1808, em que se transmite a ideia de que,
comparados com os povos do norte da Europa, os portugueses (e os espanhóis)
tratariam melhor os indígenas e os escravos e negros livres. Em
1819, o por vezes designado primeiro socialista português, Francisco Solano
Constâncio, considerou, nos Annaes
das Sciencias, das Artes e das Letras, que existiria um sistema português de relacionamento com os negros,
sistema que constituiria a coroa de glória da relação de Portugal com África e
que se resumia no “espírito de mansidão e de fraternidade” com que, no geral,
Portugal tratara as nações indígenas, nas quais introduzira, “por meios de doçura”,
o cristianismo e os conhecimentos técnicos que então possuía. Enquanto
vários autores estrangeiros consideravam os africanos como animais
destinados por natureza à escravidão, o
sistema português, instituído desde os primórdios, aceitava, como princípio,
que os negros eram “homens como os brancos”, susceptíveis de educação.
Essas
e outras ideias semelhantes continuaram a ser explicitadas ao longo do século
XIX, em particular no seu último quartel, por pessoas que — e suponho que
Cláudia Castelo não me irá desmentir — nunca
estiveram sujeitas às inculcações ideológicas do Estado Novo. A mente de vários historiadores
estrangeiros contemporâneos — passo, agora, às fundamentações mais recentes —
também não foram moldadas pelos ideólogos e propagandistas de Salazar. Todavia
esses historiadores não podem deixar de notar que havia qualquer coisa de
diferente na forma como Portugal se relacionou com os trópicos. Como nota um deles, após três séculos de ocupação
colonial neerlandesa na Indonésia, ninguém fala por lá holandês, ao contrário
do que se passa nos pontos do globo onde Portugal esteve igual período de tempo. Mesmo em
algo tão negativo e trágico como foi o tráfico transatlântico de escravos havia
aquilo a que David Eltis — que é talvez a maior autoridade
actual nessa área da História — chama “o sistema português” que o
diferenciava dos outros.
Para pior? Aparentemente não, e isso
traduz-se no número muito baixo de revoltas a bordo de navios portugueses e
brasileiros: apenas 11 num total de 572 já identificadas, em marcado contraste
com as 488 rebeliões em navios britânicos, franceses, holandeses e
dinamarqueses. Outro dado ilustrativo: da zona da Senegâmbia-Guiné partiram apenas 12% do total de escravos
transportados para as Américas, mas foi nesses navios que se deram 40% das
revoltas a bordo — todavia, nenhuma delas ocorreu em navios saídos dos portos
portugueses de Bissau e Cacheu.
Estes quantitativos tão baixos — ou,
até, nulos — não resultam de nenhum
milagre nem do acaso, mas sim das especificidades do “sistema português”, as
tais especificidades que Gilberto Freyre e outros antes dele, assinalaram. É
que muitos membros da tripulação dos negreiros que partiam das cidades
portuguesas ou brasileiras, eram escravos ou antigos escravos, alguns dos quais
tinham a esperança de comprar cativos em África, para depois os revender no
Brasil. O ponto importante, porém, não é esse, mas sim o facto de,
diferentemente do que acontecia nos navios negreiros provenientes do norte da
Europa, esses marítimos serem negros e de, em muitos casos, falarem as línguas
dos desgraçados que iam ser embarcados. Isso era muito importante porque
ajudava a tranquilizá-los. Convém ter presente que se instalara em África a
aterradora crença de que o embarque
equivalia a uma passagem para a terra dos mortos, onde os brancos trucidariam
os negros e aproveitariam os seus corpos. A sua pele serviria para fabricar sapatos, os ossos para fazer
pólvora, a carne para alimento, os seus membros espremidos produziriam óleo,
etc. O terror que sentiam com a ideia do que os esperava não é difícil de
imaginar. Ora, quando viam, entre os tripulantes dos navios, gente como eles
que já fora para o outro lado do Atlântico e que de lá regressava, sã e salva,
o nível de inquietação, de desespero e de potencial para a revolta diminuía
substancialmente.
Eram coisas dessas que atestavam, mesmo
no que teve de mais horrível, a especificidade da relação de Portugal com
África. Mas houve, evidentemente,
várias outras que a diferenciam da relação de dinamarqueses, franceses e outros
europeus do norte com esse continente. Aliás bastará pensar que esses
europeus não tiveram, na época do tráfico negreiro transatlântico, e ao
contrário dos portugueses, os chamados
“lançados”, isto é, homens que se lançavam, que se arriscavam, a viver com os
negros, residindo entre eles à margem das directivas da Coroa e, às vezes, da
própria civilidade cristã. Logo
no século XV se estabeleceram vários lançados portugueses desde o Senegal à
Serra Leoa, mas processos equivalentes ocorreram no Congo e, depois, em Angola,
onde desde a segunda metade do século XVI os mais afoitos ou menos bafejados
pela sorte se infiltraram pelos sertões, em busca de negócio. Vivendo
como os naturais, estes aventureiros foram os
primeiros europeus a tropicalizarem-se e casos houve em que conseguiram
ligar-se pelo casamento às lideranças locais, forjando uma simbiose
luso-africana. Estão aí as primeiras raízes do lusotropicalismo e
foi apoiado nelas e noutras que Gilberto Freyre teorizou e tinha, em parte,
razão. Sim, houve aspectos excepcionais na colonização portuguesa.
HISTÓRIA CULTURA COLONIALISMO MUNDO
COMENTÁRIOS (de 19)
Tim do A: Excelente artigo. Diz muito bem João Pedro Marques. Rosa Graça: Excelente. Maria
Nunes: Muito bem Dr. João Pedro
Marques. GateKeeper: Top 10. Manuel Lisboa: Caro João Pedro Marques tem razão. Uma vez mais. Eu,
que nada aprecio o actual e execrável presidente dos Estados Unidos da América,
reconheço que a medida tomada repõe correcção e, sobretudo, sanidade, quanto às
tradições norte-americanas. Também concordo consigo que as chamadas
"ordens executivas" presidenciais não chegam para erradicar as
falsidades, superstições e preconceitos introduzidos pelo fanatismo woke ou lá como se chama
esse conjunto de ideias sobre a História do ocidente, género e atitudes, que
procuram insinuar e impor absurdos estúpidos e perversos; e, ao contrário do
que clamam os defensores desses novos dogmas, não se trata de defender a
diversidade, sim de corromper instituições, ciência e normas de sociabilidade
existentes. Apenas mais duas observações. Não há História afro-americana.
Aliás, trata-se de um conceito profundamente racista, pois induz a ideia de
inferioridade ou superioridade. Afasta à partida os princípios de constante
complementaridade e de interacção entre os habitantes do mesma área geográfica,
os principais denominadores comuns das sociedades daqueles imensos
territórios, que chamaram "novo mundo", independentemente da cor da
pele e apreciações valorativas. A História de África existe e é tão ou mais
complexa que, por exemplo, a História da Europa Ocidental; e também há História
da América, que não se reduz aos Estados Unidos. Quanto a este último país, os
escravos negros que lá chegaram passaram a fazer parte integrante do seu devir.
Não há duas histórias: uma branca outra negra, após o início da colonização
britânica de parte do respectivo território e, mais tarde, o início do hediondo
comércio de escravos. Nos Estados Unidos, como no restante continente
americano existe sim, de maneira autónoma, a História dos Ameríndios
pré-colonial. O conceito afro-americano, histórica e culturalmente, não
faz sentido. Manuel
Magalhaes: Apoiado!!! João Floriano: « .........contrariar uma ideologia que, do meu ponto
de vista, é venenosa e que não me tenho cansado de denunciar e combater.» E que esse combate possa
continuar por muitos e profícuos anos. Infelizmente, eu que não sou dado a
profecias, vejo neste caso uma longa luta. Os wokes não vão desaparecer por
decreto presidencial e neste aspecto dou razão a João Pedro Marques quando diz
que o ideal seria uma amplo debate e ampla informação sobre o que o wokismo
pretende fazer com a História Americana. «Não há machado que corte a raiz
ao pensamento» cantava Manuel Freire e o wokismo na História é pensamento:
distorcido, venenoso, mentiroso, mas mesmo assim pensamento. Temo que no futuro
volte tudo ao mesmo ou ainda pior. JM Azevedo: Nem tudo o que vem do Trump, é mau. Muito bom. Coxinho: Todo o meu acordo. JPM igual a si mesmo, a bem
dos leitores. Vasco
Silveira: Caro Senhor. Agradeço e
felicito o oportuno, e corajoso, artigo, que critica, para mim com toda a
razão, mas não destroi nem proíbe, nem apela a isso. O The Guardian criticar
Donald Trump, é absolutamente expectável; já o The Economist ter anunciado em
Outubro o programa de governo que Kamala aplicaria no "sua"
administração, e ter (anti) Trump como matéria preponderante em todos os
números, é bastante grave; também(quase) nunca viram problema ( até ao desastre
do debate com Trump) na "liderança" de um Biden que não encontrava o
caminho por onde tinha vindo, na "sua" casa. As pessoas não elegeram
trump: apenas votaram em alguém que estava contra a destruição do seu mundo, da
sua história, dos seu valores, como Biden, e a Kamala, que nem sabiam que o
estavam, por incapacidade/degenerescência, e por incapacidade intelectual (
Kamala!). Cumprimentos Miguel Magalhães: Bravo, João Pedro. Subscrevo e publiquei Amandio
Teixeira-Pinto: Levanto aqui, e em relação a pequenas nuances do artigo e da nossa
"sempi-eterna" compreensão, a seguinte questão: - será que temos de
ser tolerantes com quem pratica claramente a intolerância? Não é exactamente
isso que eles (os wokes agressivos e incendiários) querem da nossa parte?
Que aceitemos o wokismo com
espírito de diálogo e de colaboração?. Esta gente quer destruir-nos,
simplesmente, des-truir-nos. Não esperem que seja tolerante quanto a isso.
Carlos F. Marques: Parabéns pelo artigo. josé
cortes > unknown unknown: Pois sim, se queremos uma anulação de efeito, temos de colocar carga de
igual força e sinal contrário. Senão, só atenua o efeito negativo, ele fica lá
na mesma Miguel
Macedo: Muito bem! Como sempre! klaus
muller > João Floriano: João, vou-lhe contar o que se passou comigo aqui há umas semanas. Fui
jantar a casa dum casal amigo que tem uma filha com 16 ou 17 anos. A conversa,
que começou com a questão da imigração, desviou-se para uma crítica ao
movimento woke. A miúda, que desde sempre me pareceu normal, apanha uma fúria e
começa a descompor-nos por não aceitarmos que o Ocidente foi tremendamente
criminoso relativamente aos povos colonizados. Eu estava pasmado, o pais
tentavam argumentar, mas ela dizia que não percebíamos nada do assunto pois não
somos formados em História e que o professor de História tinha dito que etc.,
etc., etc.. Resumindo: O João tem razão quando diz que este movimento woke
ainda está para durar e que se não fossem indivíduos como J.P.M. combatê-los,
acabavam mesmo por dominar todo o nosso raciocínio. Pelos vistos eles já
estão infiltrados no ensino, talvez até já o dominem.
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