quinta-feira, 8 de maio de 2025

Pessimismo

 

Num jovem com um pensamento maduro… Esperemos que assim permaneça, e seja seguido por outros jovens e menos jovens, para que o país retome valores que nos parecem fulcrais para a sua continuidade como nação… Os comentários revelam idêntica desorientação e receio dos de TIAGO TORRES, bem longe dos tais ideais e expectativas de há meio século… E como enjoam os discursos promissores dos diferentes chefes partidários que travam as tentativas do ganhador tentando sobrepor-se e liquidar o rival, em puro jogo de acefalia invejoso e perverso! Não, não saímos disto!

A votarmo-nos ao atraso de vida desde 1975

O problema da abstenção é que há pouca. Nomeadamente nestas várias gerações dos jovens mais bem preparados de sempre para serem, ou chicos-espertos, ou carneiros.

TIAGO DORES Colunista do Observador

OBSERVADOR; 07 mai. 2025, 00:1728

Com as eleições a chegar, já sentem aquele desconsolo de ir votar no partido menos péssimo? Já ruminam na angústia de o vosso voto poder ditar a quarta bancarrota nos últimos 50 anos? Já partilham da frustração que é o gesto de introduzir o voto na urna provocar uma sensação tão semelhante ao da introdução do que for necessário introduzir para um exame à próstata?

Era aqui que vos diria “nada temam”. Só que não posso, pois estou a guardar todos os argumentos aldrabões para quando o PS voltar a precisar de arranjar um recôndito artista com provas dadas – ainda que todas elas bem negativas – no mundo do rap, para integrar a sua lista de candidatos por Lisboa.

Em alternativa, deixo-vos reflexões. Mas reflexões profundas, daquelas que permitem definir como proceder? Nada disso. Reflexões daquelas disformes, tipo Sala dos Espelhos da Feira Popular. A propósito, ocorreu-me o Livre. Lembrei-me daquele espelho em que uma pessoa magra se vê bem rechonchudinha. Que devia ser, digo eu, o único tipo de espelho disponível nas paragens de inspiração comunista das quais Rui Tavares é fã.

Mas porque merece o Livre esta menção especial, à parte dos outros partidos comunistas? Porque com Rui Tavares é que vai ser. Rui Tavares, sim, é o comunista que saberá preparar a gostosa receita soviética. PCP e Bloco de Esquerda, já se percebeu, por via geringonçal, não serem comunistas como deve ser. Já Rui Tavares é a última Coca-Cola do deserto. Que, num ápice, deixaria tudo à bulha pela última Coca-Cola do supermercado. Agora, se prefere cola de marca branca de grande superfície, é avançar para o Livre. E desfrutar dos quinze minutinhos até sermos todos escravos do Estado.

Há sempre a opção PS. Para quem tiver mais de 70 anos. E receber uma boa reforma. E acreditar mesmo que o PS de Pedro Nuno Santos seria incapaz de seguir as pisadas do PS de José Sócrates e não ter dinheiro para lhe pagar a boa reforma já em Junho. E não gostar dos seus filhos. E tiver ainda menos paciência para os seus netos. E achar que deve haver uma aposta forte nas forças armadas, que, há dias, soubemos que o PS tem um exército de bots para botar óptimas reviews ao partido nas redes sociais. Nesse caso, PS, PS, PS!

A não ser que seja daquelas pessoas que consideram fundamental existirem partidos comunistas no Parlamento, para que fique bem claro para todos o grotesco desta doutrina. E, nesse caso, talvez queira votar no PCP, ou no Bloco de Esquerda, se não votar já no Livre. Ou, partindo do mesmo princípio de deixar bem claro o grotesco de uma doutrina, talvez lhe interesse um qualquer partido fascista, ou até mais especificamente nazi, que entretanto apareça. É ficar atento.

Se, por outro lado, estiver armado em esquisito e não for muito dado a ideologias genocidas, pode sempre sonhar com um país em que, daqui a escassas semanas, a dupla PCP-BE não seja mais que mera recordação na nossa Assembleia. Deixem-me sonhar. Em todo o caso, seria parelha para deixar ainda mais saudades que a dupla Bonnie e Clyde.

No meio disto tudo, temos a chalupa desta campanha, Joana Amaral Dias. Estão certamente familiarizados com o significado do termo “chalupa”. Os últimos anos comprovaram que um chalupa é alguém que defende pontos de vista que, daqui a seis meses, todos os que lhe chamaram chalupa adoptarão, passando estes a tratar por chalupas aqueles que não os subscreverem.

Em qualquer o caso, há sempre a hipótese da abstenção. Só que a abstenção é um drama. É um drama ser tão baixa, nomeadamente junto dos votantes daqueles partidos em que devia ser gigantesca. “Mas que partidos são esses?” Não vão acreditar. São aqueles partidos que defendem ideias más, que dão maus resultados e que pioram a vida das pessoas. Parece fácil de perceber, não parece? Só que não é, para todas estas gerações de jovens que foram os mais bem preparados de sempre para serem, ou chicos-espertos, ou carneiros.

PS      POLÍTICA      PARTIDO LIVRE       JOANA AMARAL DIAS      PAÍS       SOCIEDADE      BLOCO DE ESQUERDA      PCP

COMENTÁRIOS (de 30)

Albino Mendes: Caro Tiago Dores, permita-me não concordar, vou justificar com nomes de portugueses altos dirigentes de instituições internacionais/mundiais : Victor Constâncio, está no BCE, foi governador do Banco de Portugal. (Nada teve a ver com a falência do BES). Fez um trabalho exemplar. António Guterres, está na ONU, fez um trabalho exemplar como primeiro ministro de Portugal. (nada teve a ver com o pântano) António Costa, fez um trabalho exemplar como primeiro-ministro de Portugal. (nada teve a ver com a nacionalização da TAP, +de três mil milhões. Nada teve a ver com a imigração ilegal) Podia continuar, mas não quero ser mais assador.

João Floriano: A propósito da campanha de 2025: ainda não conseguimos ver as qualidades de Eva Rapdiva que o PS viu e que mais ninguém vê e que a vão transformar numa grande deputada da nova legislatura. Se apelidarmos a esfuziante Joana Amaral Dias de chalupa, então que adjectivo poderemos utilizar para a Rapdiva, tendo em consideração o que desabafou ou bolsou sobre a guerra na Ucrânia e a qualidade dos vídeos acessíveis na internet? O PS deve ter considerado várias hipóteses para atrair um certo perfil de voto jovem, contrariando a tendência de achar que só os jarretas votam no PS por causa das reformas. Graças a Deus que não arregimentou o Nininho que agora anda nas bocas do mundo e abre todos os noticiários e novamente por causa de um assunto que envolve malas.

Tim do A: Atraso de vida de mão estendida para os estrangeiros. Portugal deixou de ser um país em 1974.

João Floriano > Maria Paula Silva: Bom dia, Maria Paula. Fez muito bem em trazer para o debate a Ovibeja. Tem sido ponto de passagem para todos os políticos em campanha, ainda que não saibam distinguir as tetas puxadas de uma cabra com crias dos testículos de um bode no cio, mesmo que este venha de avental para a Ovibeja e aqui não estou a fazer insinuações, embora muitos aventais se andem a passear por lá e mais uma vez refiro-me aos aventais de quem anda a limpar as bostas para que os nossos políticos não escorreguem. Que fique bem claro! Mas voltando ao assunto das eleições...... é pena não terem calhado a 15 de junho. Teria possibilitado aos nossos políticos apadrinhar as noivas de Santo António e desfilar de arquinho e balão na Avenida. Estou a imaginar PNS como padrinho da Marcha de Alfama, porque à semelhança do PS tem sido a que já venceu mais vezes o concurso das marchas. Ventura pode muito bem ser o porta-estandarte da marcha do parque das Nações. Ainda não há, mas está na altura certa de passar a haver. Já Montenegro, como proprietário na Travessa do Possolo à Estrela, freguês da Madragoa, é a escolha certa. Rui Rocha pelas suas aspirações a subir na pirâmide política, ficaria muito bem na marcha do Bairro Alto. Depois há os partidos de extrema-esquerda que podiam receber uma guia de marcha e marchar daqui para fora. Mas parece que ainda vão continuar a desfilar por aí, com cada vez menos participantes, mas ainda assim com alguns arquinhos e balões. Não quero acabar o meu comentário sem um toque de cultura, que fica sempre bem. Dia 18 de maio é o Dia Internacional dos Museus, o que nos lembra que partidos como Bloco e PCP já deviam ser peças de museu e que os veteranos que as bloquistas foram buscar como o Rosas, o Louçã e o Fazenda deviam estar de preferência no Museu de Cera da Madame Tussaud do que a passear as traças e o cheiro a naftalina na campanha do Bloco. Para os mais religiosos que andam tão animados com a perspectiva de haver um papa português no Vaticano, lembro que dia 18 de maio é o dia de São Félix Porro, nome muito sugestivo quando me apetece dizer: Porro para esta grandessíssima m.....d.....!...

Maria Paula Silva > João Floriano: afinal as malas e as vigarices não são apanágio só de um partido... e é como digo e repito, sem me cansar, nessas áreas quem ganha a taça é o~~PS~~

João Das Regras: Muito bom, pena não teres explanado melhor sobre essa grande "portuguesa" que até há pouco se dizia angolana, e que irá representar os portugueses!?

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