Como “factor de estabilização de perturbações na rede eléctrica”? Mas
outras “redes” por cá - essencialmente as palavreiras - talvez precisassem de
mais inércia, também, para possibilitarem um reforço de energia actuante aos que
foram eleitos para a acção, silenciando desse modo o seu próprio potencial energético,
sobretudo patente no palavreado atacante dessa acção alheia, em exibicionismo ridículo
mas convincente da nossa saloiice pertinaz, a necessitar também da tal rede eléctrica
eficaz no apagamento.
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Electricidade. Portugal alivia
restrições à importação e aproxima-se do preço (mais baixo) de Espanha
Desde domingo que Portugal elevou o
limite de importações eléctricas de Espanha, o que permitiu maior aproximação
aos preços mais baixos do outro lado. Trocas após apagão ainda não estão normalizadas.
A Redes Energéticas Nacionais (REN) aliviou as restrições de importação de
energia de Espanha durante as horas de sol. A partir deste domingo, a
capacidade de interligação entre os dois países estará limitada a 1.500 MW
entre as 09h00 e as 20h00. Até ao dia 19 de maio, o limite às importações
espanholas no horário em que a energia solar domina era de 1.000 MW (megawatt).
A capacidade média de importação de electricidade tem sido superior a 3.000 MW
Esta restrição irá durar até 26 de
maio, de acordo com um comunicado da REN, mas já são visíveis as consequências
nos preços da electricidade. No
fecho do mercado no domingo (para a energia a consumir esta segunda-feira),
Portugal aproximou-se de Espanha no preço médio diário que ficou apenas a menos
de dois euros do valor obtido do outro lado da fronteira — 14,7
euros por MWh (hora) contra 12,85 euros por MWh . Na véspera (sábado), Portugal tinha pago
quase o dobro de Espanha — 11,9 euros por MWh contra 6,76 euros por MWh.
A diferença aumentou um pouco
esta segunda-feira com Portugal a pagar quase mais 4 euros por MWh hora — 17,22
euros por MWh versus 13,4 euros por MWh.
Esta separação de preços, designada de market splitting, verifica-se nas horas de maior exposição
solar e resulta do facto de Portugal
não estar a aproveitar toda a margem dos preços negativos que se têm registado
durante o dia do lado de Espanha. O preço mais alto é o custo de
“um processo de estabilização em curso” que tem sido gerido com a REN e o Governo
em nome da segurança do abastecimento.
Este é mais um passo na normalização
da relação de mercado com Espanha, três semanas depois do apagão que afectou a
Península Ibérica e cuja causa ainda não é conhecida. A informação até agora recolhida aponta para
o funcionamento do sistema eléctrico ibérico com níveis reduzidos de inércia,
associados a elevadas injecções de energia eólica e solar na rede e sem
a compensação por parte das centrais convencionais cujas turbinas e geradores
geram mais energia cinética. A
inércia é um factor de estabilização de perturbações na rede eléctrica. Portugal estava a importar mais de 30% do consumo à
hora em que se deu o apagão.
Apesar de
continuar a tirar partido da grande disponibilidade de energia solar, Espanha
também está a gerir o mix energético com grande cautela, assegurando um maior
equilíbrio entre fontes renováveis — mais baratas, mas que não geram inércia essencial à estabilização
dos sistema — e centrais convencionais que
envolvem o nuclear, mas também a hídrica.
Portugal quer Bruxelas a pressionar a França para
reforçar interligações
E enquanto não se sabe com fundamento o que provocou a queda abrupta de
produção em três regiões do sul de Espanha — Granada, Sevilha e Badajoz — o
Governo de Portugal tem insistido numa mensagem para além dos Pirinéus. Em
entrevistas à imprensa internacional — ao El País e ao
Financial Times — a ministra do Ambiente e
Energia responsabiliza a França pela reduzida capacidade de interligação da
Península Ibérica com o resto da Europa. Maria Graça
do Carvalho defendeu mesmo a intervenção da Comissão Europeia para ultrapassar o
que classifica de “barreira” ao mercado interno de energia.
“Vamos envolver a presidente da Comissão Europeia para assegurar que
estamos todos integrados…. para nos ajudarmos mutuamente a resolver os
problemas”. Nestas declarações ao Financial Times
publicadas no sábado, a
ministra do Ambiente diz que se “é
uma questão europeia, não é uma questão entre três países”. Para
Maria da Graça Carvalho, Bruxelas tem margem legal para colocar pressão sobre a
França para acelerar a execução de mais interligações
Uma maior interligação entre
França e Espanha — actualmente não chega dos 3%, quando a meta é de 10% (da
capacidade de produção) — poderia ter dado maior capacidade de resistência à
rede espanhola, limitando os efeitos do apagão.
Espanha tem acusado França de
bloquear mais interligações para proteger a sua importante indústria de energia
nuclear da exposição aos preços mais baixos das renováveis que chegam do outro
lado dos Pirenéus. França contesta esta posição e responde
com a construção da interligação que está em curso no golfo da Biscaia a qual
deverá ficar concluída em 2028, permitindo duplicar a actual capacidade.
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