A intervenção de Cavaco Silva,
de
orientação na decisão nacional para a reeleição de LUÍS MONTENEGRO como Primeiro-Ministro.
Assim o PAÍS global o atenda, menos interessado na sua posição política, como a
que demonstram os líderes partidários atacando o parceiro, em blá blá blá de
interesse próprio para penetração pessoal, talvez, no esquema governativo, estando-se,
de facto, nas tintas para o país, mais vidrados sobre os que pretendem governar,
para os estilhaçar em prol de si próprios, como de costume. Vergonhoso, tudo
isto que por cá se passa, de entrave à acção governativa. O certo é que, se
Cavaco Silva tivesse em tempos apoiado Passos Coelho, em vez de António Costa, não
estaríamos, certamente, em tanto maralhal de baixa autoestima. Para já, seria
necessário um certo retorno ao nacionalismo primitivo, que fez o povo português
criar estatuto próprio que o tornou outrora bem mais amplo, criando mesmo ou
seus próprios “maiores”…
A escolha do Primeiro-Ministro nas
eleições de 18 de Maio
Nos novos tempos, a orientação das políticas da AD, cuja execução
cabe a Luís Montenegro liderar, é mais adequada ao progresso de Portugal do que
as propostas das outras forças partidárias.
ANÍBAL CAVACO SILVA Ex-Presidente da República e
antigo primeiro-ministro
OBSERVADOR, 05 mai. 2025, 00:1014
1Nas eleições legislativas
antecipadas de 18 de Maio está em causa, acima de tudo, a escolha do líder
partidário que deve exercer as funções de Primeiro-Ministro.
Numa situação internacional
extremamente complexa e incerta, cabe
ao Primeiro-Ministro um papel chave “na resolução dos problemas do país
e na melhoria do nível de vida dos portugueses”, como escrevi em O
PRIMEIRO-MINISTRO e a ARTE DE GOVERNAR.
A minha escolha de Primeiro-Ministro
fundamenta-se em três critérios: a
capacidade política e técnica, a dimensão ética na vida política e a proposta
de política geral do Governo.
No caso específico de Portugal, diferente
de outros países que dispõem de administrações públicas eficientes, a capacidade técnica, a par da qualificação política e de direcção do
funcionamento do Governo, é uma qualidade muito importante na escolha do
Primeiro-Ministro.
Pela observação que fiz da acção do
executivo até à crise política que implicou a sua demissão, o actual Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, revelou
ser possuidor de boas qualidades nas principais questões técnicas dos
diferentes ministérios, na liderança do Governo e na defesa dos interesses
nacionais na União Europeia, qualidades que não vislumbro nem antecipo nos outros líderes
partidários.
2No que se refere ao meu segundo
critério de escolha, tendo procurado avaliar objectivamente os
comportamentos e atitudes dos diferentes líderes partidários da oposição, não encontrei em nenhum deles qualquer superioridade em
relação ao actual Primeiro-Ministro na dimensão ética e moral na vida política.
Da campanha de suspeições e
insinuações movida por partidos da oposição e por alguma comunicação social
contra a pessoa do Primeiro-Ministro – campanha mais confusa e desinformativa
do que esclarecedora – e, em boa parte, centrada na devassa da sua vida
privada, não inferi que Luís Montenegro tenha violado quaisquer
princípios éticos ou cometido ilegalidades.
Em minha opinião, Luís
Montenegro cometeu
inicialmente um erro de avaliação naquilo que, em tempos de fortíssima
concorrência entre os meios de comunicação social, alguns destes exigem
conhecer e divulgar sobre a vida pessoal dos agentes políticos. Foi um erro
que, depois, corrigiu de maneira superlativa, como prova da sua boa-fé.
Como afirmei noutra ocasião, a campanha de suspeições e insinuações
foi o pretexto de partidos da oposição para criarem um clima político de tal
forma inflamado e paralisante da ação do Governo que não lhe deixou alternativa
que não fosse a de confrontar a Assembleia da República com uma moção de
confiança. Foi a rejeição pela oposição dessa moção que implicou a demissão do
Governo e a realização de eleições antecipadas.
Em
Junho de 1986, num contexto mediático diferente do atual, o Governo minoritário
de que eu era Primeiro-Ministro, perante os obstáculos da oposição na
Assembleia da República à concretização do seu programa de reformas
estruturais, apresentou também ao Parlamento uma moção de confiança.
Ao
contrário do que aconteceu com a moção de confiança do actual Governo da
Aliança Democrática, a moção do meu Governo foi aprovada. A oposição de então
optou por não provocar a queda do Governo e evitou a realização de eleições
antecipadas.
3Os programas com que os diferentes partidos se apresentam às eleições
de 18 de Maio são, em geral, meras actualizações dos programas com que
concorreram às eleições que tiveram lugar há pouco mais de um ano.
Assim, as políticas por eles
defendidas até à eclosão da crise política que levou à convocação de eleições
antecipadas são um bom indicador das políticas que irão defender na próxima
legislatura.
A
proposta de política
geral do Governo cuja
execução caberá ao Primeiro-Ministro liderar,
nos termos da Constituição, é por isso outro factor importante na escolha do
líder partidário que deve exercer essas funções, embora indissociável da sua
capacidade técnica e política.
Na minha opinião, as linhas de
orientação das políticas defendidas pela “AD–Coligação PSD/CDS” são mais
adequadas ao desenvolvimento do país, à melhoria do bem-estar das famílias e a
um futuro mais promissor para os jovens do que as propostas das outras
formações partidárias.
São
orientações não dogmáticas que têm em devida conta as restrições impostas pelas
realidades económicas e sociais dos novos tempos, como a globalização, a integração europeia, o
desenvolvimento tecnológico, a sociedade da informação, a afirmação dos poderes
supranacionais e a actual convulsão geopolítica e geoeconómica.
Apesar
dos obstáculos criados ao actual Governo na Assembleia da República pelos
partidos da oposição e da óbvia incompetência técnica demonstrada por alguns
deles, o executivo presidido por Luís Montenegro actuou, nos
seus onze meses de vida, de modo a aumentar o poder de compra de salários e
pensões, defendeu o emprego e a estabilidade financeira e melhorou o clima de
confiança que tão importante é para preparar um futuro melhor para os jovens e
para a aproximação de Portugal aos países mais ricos da União Europeia.
4Em resumo: nas eleições legislativas de 18 de Maio está em causa, acima de
tudo, a escolha do Primeiro-Ministro e, na análise a que procedi, concluí que o
líder da AD, Luís Montenegro, em comparação com os outros líderes partidários,
tem qualidades claramente superiores em matéria de competência técnica e
política, de capacidade de liderança do Governo e de defesa dos interesses
portugueses na União Europeia e não fica atrás de nenhum deles no que se refere
à dimensão ética na vida política. Acresce que, nos novos
tempos, a orientação das políticas da AD, cuja execução cabe a Luís Montenegro
liderar, é mais adequada ao progresso de Portugal, nas suas diferentes
vertentes, do que as propostas das outras forças partidárias.
Só a “AD – Coligação PSD/CDS” tem
possibilidades de gerar um governo que garanta a estabilidade política de que o
país tanto necessita.
LEGISLATIVAS
2025 ELEIÇÕES
LEGISLATIVAS POLÍTICA
COMENTÁRIOS (de 14)
Mario Figueiredo: Tivesse tido Passos Coelho a mesma expressão de apoio
por parte de Cavaco Silva que Montenegro vê aqui. Não, Sr. Cavaco Silva. Não
sabemos ainda se Montenegro violou ou não regras ou leis. Está tudo ainda
debaixo de uma névoa. Portanto a sua expressão de apoio tem muitíssimo pouco
valor para mim, e diz mais sobre si e o seu partidarismo, do que de Montenegro
e a sua conduta ética. Para mim o nosso Primeiro-Ministro foi uma desilusão
completa. Votei nele. Não o voltarei a fazer. Comportou-se mal na forma como
conduziu a sua actividade, tendo só movido a empresa para o nome dos filhos
depois de o assunto se ter tornado público. Já agora, esta é uma empresa e uma
actividade que ninguém colocaria no nome dos filhos, excepto como um subterfúgio.
É preciso dizer. Recusou-se sempre a ser transparente, e não sabemos ainda ao
certo a verdadeira natureza da sua actividade, se beneficiou ou não empresas
privadas, e quem realmente desempenhava o trabalho numa empresa cujo único
quadro competente era o primeiro-ministro em funções. O respeito que tenho por
Cavaco Silva não me impedirá nunca de o criticar e o censurar por este artigo
de opinião que considero muito abaixo de si. Inusitado vindo de si,
desnecessário tendo em conta as sondagens, de um partidarismo primário, e
promotor de um comportamento ético profundamente censurável do nosso
Primeiro-Ministro, que o senhor se recusa a fazer. Desde o apoio incondicional
a Miguel Albuquerque, até à afirmação que se candidataria a primeiro-ministro
mesmo que fosse arguido num processo, passando por membros do seu governo a
afirmarem publicamente que a ética não pertence à politica, Montenegro foi para
mim somando desilusão atrás de desilusão. Continuamos a ser governados por
gente menor que nós. Políticos de segunda e terceira linha, sem qualquer moral,
ética ou sentido de dever que nos conduzem por caminhos cada vez mais perigosos.
O Sr. Cavaco Silva foi e defendeu no seu tempo o contrário de tudo isto. Agora,
quando não precisava de o fazer, vem manchar o seu legado. Tenho pena.
S N: Parabéns e obrigado Prof.
Cavaco Silva por tudo o que fez por Portugal e pelo constante empenho na
promoção de uma vida digna e melhor para todos. Bem como por tornar tão claro o que está verdadeiramente em jogo nas
próximas eleições gerais, que os portugueses têm de responsavelmente escolher. No contexto actual, as ilações não podem razoavelmente ser outras.
Carlos Chaves: Um depoimento de quem ama Portugal e de quem tanto por
ele fez, um grande bem-haja Professor Aníbal Cavaco Silva! Todos somos poucos
para derrubar o socialismo, o “jornalismo” faccioso e a mediocridade da
“direita” radical e populista. No dia 18 vamos votar AD, rumo a uma maioria estável e
assim dar uma lição, a quem quer impedir o desenvolvimento de Portugal!
José Cortes: LM está a mostrar ser perigosa
e tristemente próximo em termos programáticos do PS. Respeitável e muito
respeitado Sr. Prof. A. Cavaco Silva, a Social-Democracia em Portugal, tal
como a entende grande parte do PSD vindo ainda da década de '80 já teve como
nome PPD. Esta diferença, que à data se procurou que fosse despicienda,
revelar-se-ia toda uma linha de pensamento. Já antes tinham saído muitos em
conflito com Sá Carneiro, engrossando alguns as fileiras do PS como Sousa
Franco, depois a coisa acalmou mas a tendência mostrou a sua resiliência com M.
F. Leite, depois R. Rio. Pelo meio PPC ainda lembrou S. Carneiro, pela fibra,
sentido e conquistado estatuto de Estadista, e, claro, novamente por adoptar
uma linha PPD que S. Lopes tinha em vão procurado manter viva. Temos pouco
Liberalismo económico em Portugal, Sr. Professor A. Cavaco Silva. PS: a única vez que LM referiu a
necessidade de Pt produzir mais riqueza para DEPOIS poder fazer mais
redistribuição (até onde irá ela, quando será ela suficiente?), no debate com
PNS, foi na sua frase final da declaração final usando-a como ultimíssima
palavra e, ainda assim, nem o deixaram completá-la, pois a jornalista cortou e
passou a palavra a PNS. Todo um modus vivendi do País e da sua CS tiveram
direito de expressão naquela fracção ínfima de tempo. Queremos um sucedâneo de
Thatcher ou de Milei. Esse poderia vir a ser P. Passos Coelho. Mas
sabemos que é PPD a mais para o PSD das últimas décadas. Mas aquele está na
génese deste. IL e CH são filhos enjeitados de uma mãe que foi sendo cada vez
mais situacionista e menos ambiciosa para toda a sua prole: os portugueses. Camões
tinha razão: o fraco Rei faz fraca a forte gente.
JOHN MARTINS: O Professor Cavaco Silva demonstra, mais uma vez, a sua perspicácia e
compromisso com o futuro de Portugal ao expressar o seu apoio a Luís Montenegro.A
sua análise criteriosa sobre a competência técnica e política, a ética na vida
pública e a visão estratégica da COLIGAÇÃO PSD/CDS reflecte a sua vasta
experiência e compreensão das necessidades do País. Logo, escolher Montenegro é
a decisão acertada. Parabéns Prof.Cavaco Silva.
José B Dias: A coisa não deve estar a correr assim tão de feição
como insistem em afirmar por todo o lado ... Trouxeram a artilharia pesada para
a frente logo no início da campanha!
Jose Oliveira: Há uma parte
da análise que vale pelo artigo: "... e da óbvia incompetência técnica
registada por alguns deles...". Na "mouche", dr. Santos,
percebeu? Na "mouche".
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