Retiradas de um Livro extraordinário, contadas com leveza e a justeza de
um crente - o PADRE PORTOCARRERA DE ALMADA, confrontando as fontes do Novo Testamento sobre a realidade de uma ressurreição
que uma pesca milagrosa fez reconhecer, pelos discípulos incrédulos de Jesus.
O Escândalo da Páscoa - O Ressuscitado
Irreconhecível
Cristo ressuscitado não foi de imediato reconhecido pelos seus
discípulos, o que parece debilitar a fé na sua ressurreição.
P. GONÇALO PORTOCARRERO DE ALMADA Colunista
OBSERVADOR, 17 mai. 2025, 00:1621
Os Evangelhos relatam quatro
ressurreições: a da filha de
Jairo (Mt 9, 18-26), a do filho da viúva de Naim (Lc 7, 11-17), a de Lázaro (Jo
11, 1-44) e a de Jesus de Nazaré. Todas acontecem por acção de
Cristo, porque ele próprio tinha poder de dar a sua vida e de a retomar (Jo 10,
18), o que não é humanamente possível. A ressurreição de Jesus é a prova definitiva da sua divindade, que é o
fundamento da fé cristã (1Cr 15, 12-19).
As três primeiras ressurreições não
suscitaram nenhuma dúvida quanto à identidade dos ressuscitados, mas não assim
a ressurreição de Jesus. Com efeito,
Cristo ressuscitado não foi de imediato reconhecido pelos seus discípulos, que
tiveram dificuldade em chegar à conclusão de que se tratava da mesma pessoa que
eles tão bem conheciam e tinham seguido durante vários anos. Ora, uma tal
resistência, vinda dos seus mais próximos colaboradores, parece debilitar a fé
na ressurreição de Jesus de Nazaré.
São Mateus refere que
as mulheres, tendo ido ao sepulcro de Cristo, encontraram-no vazio.
Apareceu-lhes então um anjo, que lhes disse:“Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está
aqui, pois ressuscitou, como tinha dito.”(Mt 28, 6). Quando elas foram dar a notícia aos
apóstolos, o próprio Cristo foi ao seu encontro. Nesse dia
também apareceu aos apóstolos, mas nem todos o reconheceram:“Quando o
viram, adoraram-no; alguns, no entanto, ainda duvidavam.” (Mt 28, 17). A dúvida só pode ter surgido porque a
fisionomia de Jesus ressuscitado não coincidia com a imagem que dele tinham, ao
contrário do que acontecera com a filha de Jairo, com o filho da viúva de Naim
e também com Lázaro.
São Marcos insiste nesta inicial incredulidade dos
apóstolos. Jesus, “tendo ressuscitado de manhã, no primeiro
dia da semana, apareceu primeiramente a Maria de Magdala, da qual expulsara
sete demónios. Ela foi anunciá-lo aos que tinham sido seus companheiros, que
viviam em luto e em pranto. Mas eles, ouvindo dizer que Jesus estava vivo e
fora visto por ela, não acreditaram. Depois disto, Jesus apareceu com um
aspecto diferente a dois deles, que iam a caminho do campo. Eles voltaram para
trás a fim de o anunciar aos restantes. E também não acreditaram neles. Apareceu,
finalmente, aos próprios onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a
incredulidade e a dureza de coração em não acreditarem naqueles que o tinham
visto ressuscitado.”(Mc 16, 9-14).
De novo, a dificuldade em reconhecer o
ressuscitado, neste caso por“dois
deles, que iam a caminho do campo”, ou seja, de Emaús, e
confirma-se a suspeita de que se lhes apresentou “com um aspecto diferente” (Mc 16, 12). Mas, que aspecto
seria esse?! E, se a aparência era outra, como podiam ter a
certeza de que se tratava da mesma pessoa?!
São Lucas narra, com pormenor, esta aparição de
Jesus aos discípulos de Emaús. Depois da morte do Mestre, Cléofas e o seu
conterrâneo decidiram regressar à sua terra. Quando caminhavam, “aproximou-se deles o próprio Jesus e
pôs-se com eles a caminho; os seus olhos, porém, estavam impedidos de o
reconhecer” (Lc 24, 16). Estranho:
falam com ele, abertamente, da sua paixão e morte, sem o identificarem! A
conversa foi longa e, apesar de lhes estar a falar dele próprio, não o
reconheceram! Como se fez tarde, pararam para tomar algum alimento e só então,
quando Jesus partiu o pão, se aperceberam de que era ele e voltaram para
Jerusalém, onde deram a boa nova aos apóstolos.
Marcos tinha dito que Jesus
lhes aparecera “com um aspecto diferente”, mas continua pertinente a
questão: como saber que era mesmo Jesus e não outra pessoa, nomeadamente alguém
que com ele se parecesse?! De facto, Lucas, quando narra a aparição de Jesus aos
apóstolos, refere que eles, “dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam
ver um espírito” (Lc 24, 37).
Para provar a realidade do seu corpo, Cristo comeu, diante deles, “um bocado de peixe assado” (Lc 24, 42-43).
Ficou assim claro que era alguém com um corpo verdadeiro, mas não que era o
mesmo Jesus que eles tão bem conheciam e que foram incapazes de reconhecer.
A
aparição de Jesus a Maria Madalena, que São Marcos só enuncia, é descrita com
pormenor por São João. Ao ver o túmulo vazio, esta santa mulher supôs o que
era óbvio: que o corpo de Jesus tinha sido roubado e transladado para um lugar
próximo. Apareceu-lhe então Cristo, mas
não o reconheceu, pois pensou“ que era o encarregado do horto”. Só quando
Jesus a chamou pelo seu nome, ela o identificou, respondendo respeitosamente,“em hebraico: Rabbuni! – que quer dizer:
‘Mestre!’.” (Jo 20, 14-16).
Mais
uma vez, alguém que, como sua discípula, conhecia bem a Jesus, não o reconheceu
depois de ressuscitado. Só se deu conta que era ele quando o ouviu chamar pelo
seu nome, ao que respondeu com a formalidade e reverência devida ao Mestre. Mas, como explicar, mais uma vez, esta
dificuldade de Maria Madalena em se aperceber de que aquele, que ela confundiu
com o hortelão, é Jesus, a quem procura?! Há aqui uma outra contradição: não
acreditou no que viu, mas acreditou no que ouviu! Mas, se em vez de ser verdade
o testemunho do seu ouvido, e não o da sua visão, fosse o contrário?! Afinal, é
mais difícil reconhecer uma voz do que uma cara e, por isso, parece mais viável
o testemunho incrédulo dos seus olhos, do que o dos seus ouvidos …
Segundo
o apóstolo e evangelista São João, na última aparição de Jesus ressuscitado, os
seus discípulos vêem-no e ouvem-no e não o reconhecem. Pedro, João e outros
discípulos foram pescar durante a noite, mas sem êxito. Quando regressaram,
apareceu-lhes Jesus que, da margem, lhes perguntou se tinha alguma coisa para
comer. Ante a resposta negativa, disse-lhes que lançassem as redes para a
direita da barca e produziu-se então uma abundantíssima pesca. Ante o
flagrante milagre, João percebeu que
era Jesus que estava na margem, disse-o a Pedro, que se atirou à água para ir
ter com ele (Jo 21, 1-14).
Mais
uma vez, aqueles homens não foram capazes de identificar o seu Mestre. Para todos eles, menos Tomé, que faltou à
aparição no dia da ressurreição, era este o terceiro encontro com o
ressuscitado, e, para Pedro, o quarto, pois Jesus tinha aparecido, só a ele,
mais uma vez, no próprio dia da sua ressurreição (cf Lc 24, 34; 1Cr 15, 5). E,
apesar de o Mestre estar suficientemente perto da barca para se fazer ver e
ouvir – uns 90 metros –, só o identificaram por causa da pesca milagrosa!
É surpreendente esta aparente contradição dos textos bíblicos que
narram a ressurreição de Cristo, que é
a prova definitiva da sua divindade. Qualquer apologista da fé que referisse
estas aparições teria, decerto, omitido, ou desvalorizado, a dificuldade que as
testemunhas do ressuscitado tiveram em o reconhecer, para que ressaltasse como
evidente e indiscutível a realidade gloriosa da sua ressurreição.
Como aqui se disse a 30-3-2024,“é nesta
aparente contradição que reside o paradoxo da Páscoa: enquanto os filhos de Jairo
e da viúva de Naim e Lázaro apenas regressaram à vida que antes tinham, tendo
todos eles voltado a morrer, Jesus Cristo ressuscitou para uma nova
vida, que é, na glória, a eternidade para a qual a sua Páscoa nos chama”. Como
numa próxima crónica se dirá, que os evangelistas tenham dado prioridade à
verdade nua e crua, embora aparentemente contraditória e pouco abonatória da
tese que pretendiam provar, contribui, por estranho que pareça, para a sua
veracidade.
PÁSCOA SOCIEDADE
CRISTIANISMO RELIGIÃO
COMENTÁRIOS (de 21)
Coronavirus corona: Estes episódios bíblicos
encaixam que nem uma luva na filosofia grega. Às vezes parece que os filósofos
estavam a fazer uma luva onde a mão (a revelação divina, as Sagradas
Escrituras) encaixa ali perfeitamente (a famosa preparatio
evangelica). A substância de Jesus permanece a mesma antes e depois da
ressurreição. Ele continua a ser a mesma pessoa divina, a Segunda Pessoa da
Santíssima Trindade. A essência como Verbo Encarnado também não muda.
Ele continua a ser verdadeiro Deus. Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, como
diz o Credo de Niceia. Acidentes: Aqui está o ponto-chave.
Após a ressurreição, Jesus possui um corpo glorificado, que não está mais
sujeito às limitações da matéria corruptível. Ele pode aparecer, desaparecer e assumir formas
diferentes. Jesus mantém a mesma substância e essência, mas manifesta a sua
presença sob formas sensíveis diferentes e por esse motivo os discípulos não o
reconhecem de imediato. Essa capacidade de "ocultar" a sua identidade sob diferentes
acidentes não implica uma mudança na substância, mas sim um uso pleno da
liberdade glorificada do corpo ressuscitado. Quando vamos comungar estamos
perante o verdadeiro Deus, verdadeiro Jesus Cristo em essência e substância.
Mas os acidentes estão sob a forma de pão. Aquele pão, que era pão em
substância e acidentes momentos antes, transubstanciou-se. Ou seja, embora os
acidentes permaneçam os do pão, a substância mudou. É o corpo de Nosso Senhor
em substância. Por isso quando vamos comungar a coisa é mesmo séria.
O Escândalo da Páscoa - O Ressuscitado
Irreconhecível
Cristo ressuscitado não foi de imediato reconhecido pelos seus
discípulos, o que parece debilitar a fé na sua ressurreição.
P. GONÇALO PORTOCARRERO DE ALMADA Colunista
OBSERVADOR, 17 mai. 2025, 00:1621
Os Evangelhos relatam quatro
ressurreições: a da filha de
Jairo (Mt 9, 18-26), a do filho da viúva de Naim (Lc 7, 11-17), a de Lázaro (Jo
11, 1-44) e a de Jesus de Nazaré. Todas acontecem por acção de
Cristo, porque ele próprio tinha poder de dar a sua vida e de a retomar (Jo 10,
18), o que não é humanamente possível. A ressurreição de Jesus é a prova definitiva da sua divindade, que é o
fundamento da fé cristã (1Cr 15, 12-19).
As três primeiras ressurreições não
suscitaram nenhuma dúvida quanto à identidade dos ressuscitados, mas não assim
a ressurreição de Jesus. Com efeito,
Cristo ressuscitado não foi de imediato reconhecido pelos seus discípulos, que
tiveram dificuldade em chegar à conclusão de que se tratava da mesma pessoa que
eles tão bem conheciam e tinham seguido durante vários anos. Ora, uma tal
resistência, vinda dos seus mais próximos colaboradores, parece debilitar a fé
na ressurreição de Jesus de Nazaré.
São Mateus refere que
as mulheres, tendo ido ao sepulcro de Cristo, encontraram-no vazio.
Apareceu-lhes então um anjo, que lhes disse:“Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está
aqui, pois ressuscitou, como tinha dito.”(Mt 28, 6). Quando elas foram dar a notícia aos
apóstolos, o próprio Cristo foi ao seu encontro. Nesse dia
também apareceu aos apóstolos, mas nem todos o reconheceram:“Quando o
viram, adoraram-no; alguns, no entanto, ainda duvidavam.” (Mt 28, 17). A dúvida só pode ter surgido porque a
fisionomia de Jesus ressuscitado não coincidia com a imagem que dele tinham, ao
contrário do que acontecera com a filha de Jairo, com o filho da viúva de Naim
e também com Lázaro.
São Marcos insiste nesta inicial incredulidade dos
apóstolos. Jesus, “tendo ressuscitado de manhã, no primeiro
dia da semana, apareceu primeiramente a Maria de Magdala, da qual expulsara
sete demónios. Ela foi anunciá-lo aos que tinham sido seus companheiros, que
viviam em luto e em pranto. Mas eles, ouvindo dizer que Jesus estava vivo e
fora visto por ela, não acreditaram. Depois disto, Jesus apareceu com um
aspecto diferente a dois deles, que iam a caminho do campo. Eles voltaram para
trás a fim de o anunciar aos restantes. E também não acreditaram neles. Apareceu,
finalmente, aos próprios onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a
incredulidade e a dureza de coração em não acreditarem naqueles que o tinham
visto ressuscitado.”(Mc 16, 9-14).
De novo, a dificuldade em reconhecer o
ressuscitado, neste caso por“dois
deles, que iam a caminho do campo”, ou seja, de Emaús, e
confirma-se a suspeita de que se lhes apresentou “com um aspecto diferente” (Mc 16, 12). Mas, que aspecto
seria esse?! E, se a aparência era outra, como podiam ter a
certeza de que se tratava da mesma pessoa?!
São Lucas narra, com pormenor, esta aparição de
Jesus aos discípulos de Emaús. Depois da morte do Mestre, Cléofas e o seu
conterrâneo decidiram regressar à sua terra. Quando caminhavam, “aproximou-se deles o próprio Jesus e
pôs-se com eles a caminho; os seus olhos, porém, estavam impedidos de o
reconhecer” (Lc 24, 16). Estranho:
falam com ele, abertamente, da sua paixão e morte, sem o identificarem! A
conversa foi longa e, apesar de lhes estar a falar dele próprio, não o
reconheceram! Como se fez tarde, pararam para tomar algum alimento e só então,
quando Jesus partiu o pão, se aperceberam de que era ele e voltaram para
Jerusalém, onde deram a boa nova aos apóstolos.
Marcos tinha dito que Jesus
lhes aparecera “com um aspecto diferente”, mas continua pertinente a
questão: como saber que era mesmo Jesus e não outra pessoa, nomeadamente alguém
que com ele se parecesse?! De facto, Lucas, quando narra a aparição de Jesus aos
apóstolos, refere que eles, “dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam
ver um espírito” (Lc 24, 37).
Para provar a realidade do seu corpo, Cristo comeu, diante deles, “um bocado de peixe assado” (Lc 24, 42-43).
Ficou assim claro que era alguém com um corpo verdadeiro, mas não que era o
mesmo Jesus que eles tão bem conheciam e que foram incapazes de reconhecer.
A
aparição de Jesus a Maria Madalena, que São Marcos só enuncia, é descrita com
pormenor por São João. Ao ver o túmulo vazio, esta santa mulher supôs o que
era óbvio: que o corpo de Jesus tinha sido roubado e transladado para um lugar
próximo. Apareceu-lhe então Cristo, mas
não o reconheceu, pois pensou“ que era o encarregado do horto”. Só quando
Jesus a chamou pelo seu nome, ela o identificou, respondendo respeitosamente,“em hebraico: Rabbuni! – que quer dizer:
‘Mestre!’.” (Jo 20, 14-16).
Mais
uma vez, alguém que, como sua discípula, conhecia bem a Jesus, não o reconheceu
depois de ressuscitado. Só se deu conta que era ele quando o ouviu chamar pelo
seu nome, ao que respondeu com a formalidade e reverência devida ao Mestre. Mas, como explicar, mais uma vez, esta
dificuldade de Maria Madalena em se aperceber de que aquele, que ela confundiu
com o hortelão, é Jesus, a quem procura?! Há aqui uma outra contradição: não
acreditou no que viu, mas acreditou no que ouviu! Mas, se em vez de ser verdade
o testemunho do seu ouvido, e não o da sua visão, fosse o contrário?! Afinal, é
mais difícil reconhecer uma voz do que uma cara e, por isso, parece mais viável
o testemunho incrédulo dos seus olhos, do que o dos seus ouvidos …
Segundo
o apóstolo e evangelista São João, na última aparição de Jesus ressuscitado, os
seus discípulos vêem-no e ouvem-no e não o reconhecem. Pedro, João e outros
discípulos foram pescar durante a noite, mas sem êxito. Quando regressaram,
apareceu-lhes Jesus que, da margem, lhes perguntou se tinha alguma coisa para
comer. Ante a resposta negativa, disse-lhes que lançassem as redes para a
direita da barca e produziu-se então uma abundantíssima pesca. Ante o
flagrante milagre, João percebeu que
era Jesus que estava na margem, disse-o a Pedro, que se atirou à água para ir
ter com ele (Jo 21, 1-14).
Mais
uma vez, aqueles homens não foram capazes de identificar o seu Mestre. Para todos eles, menos Tomé, que faltou à
aparição no dia da ressurreição, era este o terceiro encontro com o
ressuscitado, e, para Pedro, o quarto, pois Jesus tinha aparecido, só a ele,
mais uma vez, no próprio dia da sua ressurreição (cf Lc 24, 34; 1Cr 15, 5). E,
apesar de o Mestre estar suficientemente perto da barca para se fazer ver e
ouvir – uns 90 metros –, só o identificaram por causa da pesca milagrosa!
É surpreendente esta aparente contradição dos textos bíblicos que
narram a ressurreição de Cristo, que é
a prova definitiva da sua divindade. Qualquer apologista da fé que referisse
estas aparições teria, decerto, omitido, ou desvalorizado, a dificuldade que as
testemunhas do ressuscitado tiveram em o reconhecer, para que ressaltasse como
evidente e indiscutível a realidade gloriosa da sua ressurreição.
Como aqui se disse a 30-3-2024,“é nesta
aparente contradição que reside o paradoxo da Páscoa: enquanto os filhos de Jairo
e da viúva de Naim e Lázaro apenas regressaram à vida que antes tinham, tendo
todos eles voltado a morrer, Jesus Cristo ressuscitou para uma nova
vida, que é, na glória, a eternidade para a qual a sua Páscoa nos chama”. Como
numa próxima crónica se dirá, que os evangelistas tenham dado prioridade à
verdade nua e crua, embora aparentemente contraditória e pouco abonatória da
tese que pretendiam provar, contribui, por estranho que pareça, para a sua
veracidade.
PÁSCOA SOCIEDADE
CRISTIANISMO RELIGIÃO
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