À Crónica do Dr.
Salles (in PorAmaisB, 15 de Outubro 2023
– “Uma lição” – os COMENTÁRIOS dos seus amigos, igualmente lições a considerar:
OS TEXTOS DOS SEUS AMIGOS:
3 COMENTÁRIOS
A P MACHADO 14.10.2025 15:36
M/ Caro
Dr. Salles da Fonseca. Aqui estão propostas bem meditadas. Que bom seria vê-las
em processo de concretização. Quanto à Bolsa de Mercadorias é que ponho
algumas reticências. Não por menosprezar a transparência e a liquidez dos
mercados da 1ª transacção (aqueles onde os bens primários entram nos canais de
transformação e/ou distribuição). Mas por considerar que o modo mais
eficiente de solucionar o importantíssimo problema da formação do preço está
nos mercados "a prazo" (como os mercados de "futuros") e
não nos mercados "à vista" (spots), que é o que as Bolsas de
Mercadorias são. E montar um mercado de "futuros" nem sequer é
complicado.
ANTONIO FONSECA 15.10.202513:35
Após ter
lido as sucintas e reflectidas sugestões do Dr Salles da Fonseca, tenho uma
observação quanto à rubrica de 3,5% do PIB para a defesa. Note-se que já se
fala agora, em certos meios, de 5% e, é bem conhecido, que a “defesa” é uma
arca aberta. O risco existencial à Europa vem da emigração desenfreada. É
esse o calcanhar de Aquiles da Europa. Os EUA gastam 13% do orçamento para
defesa, resultado das “guerras de escolha” como no Vietnam, Iraque,
Afeganistão, etc. E clamam por mais. Podia-se usar o 1,5% (acima do 2% já
prometido) para o fomento das Obras de Desenvolvimento. Obrigado.
ADRIANO LIMA 16.10.2025 23:13
Não é a
primeira vez que o Dr. Salles da Fonseca defende que a Educação é a pedra
angular do nosso desenvolvimento. E como
bem explica, isso é uma verdade universal e facilmente demonstrável comparando
casos concretos. Já António Guterres, enquanto primeiro-ministro o
proclamava com todas as letras, afirmando que a Educação estava no centro do
coração do seu governo, ou algo parecido. E bem se sabe que ele o tentou. Só que os anos passam e damo-nos conta de que o panorama pouco se alterou
ou parece querer alterar-se. Nem se notam progressos sensíveis no sector da Educação,
nem a Economia dá sinais de receber impulsos assinaláveis vindos dali. Embora seja quase unanimamente reconhecido o notável contributo dado
por Mariano Gaio nas ciências e nas tecnologias.
Porém, quando
o Dr. Salles da Fonseca aborda e insiste no sector da Educação, percebe-se que o
objectivo por ele visado não é concretizável com medidas pontuais, parciais ou
superficiais, mas com um projecto que transforme substancialmente a realidade
nacional, a única forma de conseguir reduzir e anular a distância que nos
separa dos nossos parceiros.
Mas porque é que não o conseguimos? Onde
radicam as causas do nosso relativo insucesso? A meu ver, nos seguintes
factores:
- A dificuldade em reunir consenso em torno dos grandes projectos e
conferir-lhe continuidade através de sucessivas legislativas, para lá de
governos diferentes. Tem sido recorrente os governos anularem uma medida do antecessor só porque
era de cor política diferente;
- A
existência de uma cultura política nacional demasiado influenciada pelo
aparelhismo partidário e pelo corporativismo. Por
exemplo, não é compreensível a interferência das ordens profissionais em
medidas que apenas competem à governação;
- Uma Justiça que carece de reforma urgente
porque se demonstra incapaz de responder atempadamente a quanto lhe compete e
ainda se permite influenciar, indirectamente, a acção política mercê de
condutas à margem das suas competências e atribuições. O problema está essencialmente na Procuradoria da República. Ora, a
Justiça é, também, uma pedra angular do cabal funcionamento do Estado de
direito.
Sobre a
Bolsa de Mercadoria não comento porque não sei.
Sobre a Independência Hídrica, penso
que a advertência faz todo o sentido. E justifica-se começar a agir desde já
para não ser tarde demais.
Felizmente,
parece que o governo consagra no próximo orçamento a percentagem do PIB que foi
recomendada pela NATO/UE. Veremos
é se eventuais consequências daí resultantes para outras rubricas merecerão a
devida compreensão do país. Não têm faltado vozes discordantes entre figuras
conotadas com a esquerda ou com coisa nenhuma, para quem a guerra é uma miragem
ou vive simplesmente na imaginação de mentes catastrofistas.
Um abraço amigo ADRIANO LIMA
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