sábado, 18 de outubro de 2025

Adenda

 


À Crónica do Dr. Salles (in PorAmaisB, 15 de Outubro 2023 – “Uma lição” – os COMENTÁRIOS dos seus amigos, igualmente lições a considerar:

 

OS TEXTOS DOS SEUS AMIGOS:

3 COMENTÁRIOS

A P MACHADO 14.10.2025 15:36

M/ Caro Dr. Salles da Fonseca. Aqui estão propostas bem meditadas. Que bom seria vê-las em processo de concretização. Quanto à Bolsa de Mercadorias é que ponho algumas reticências. Não por menosprezar a transparência e a liquidez dos mercados da 1ª transacção (aqueles onde os bens primários entram nos canais de transformação e/ou distribuição). Mas por considerar que o modo mais eficiente de solucionar o importantíssimo problema da formação do preço está nos mercados "a prazo" (como os mercados de "futuros") e não nos mercados "à vista" (spots), que é o que as Bolsas de Mercadorias são. E montar um mercado de "futuros" nem sequer é complicado.

ANTONIO FONSECA 15.10.202513:35

Após ter lido as sucintas e reflectidas sugestões do Dr Salles da Fonseca, tenho uma observação quanto à rubrica de 3,5% do PIB para a defesa. Note-se que já se fala agora, em certos meios, de 5% e, é bem conhecido, que a “defesa” é uma arca aberta. O risco existencial à Europa vem da emigração desenfreada. É esse o calcanhar de Aquiles da Europa. Os EUA gastam 13% do orçamento para defesa, resultado das “guerras de escolha” como no Vietnam, Iraque, Afeganistão, etc. E clamam por mais. Podia-se usar o 1,5% (acima do 2% já prometido) para o fomento das Obras de Desenvolvimento. Obrigado.

ADRIANO LIMA 16.10.2025 23:13

Não é a primeira vez que o Dr. Salles da Fonseca defende que a Educação é a pedra angular do nosso desenvolvimento. E como bem explica, isso é uma verdade universal e facilmente demonstrável comparando casos concretos. Já António Guterres, enquanto primeiro-ministro o proclamava com todas as letras, afirmando que a Educação estava no centro do coração do seu governo, ou algo parecido. E bem se sabe que ele o tentou. Só que os anos passam e damo-nos conta de que o panorama pouco se alterou ou parece querer alterar-se. Nem se notam progressos sensíveis no sector da Educação, nem a Economia dá sinais de receber impulsos assinaláveis vindos dali. Embora seja quase unanimamente reconhecido o notável contributo dado por Mariano Gaio nas ciências e nas tecnologias.

Porém, quando o Dr. Salles da Fonseca aborda e insiste no sector da Educação, percebe-se que o objectivo por ele visado não é concretizável com medidas pontuais, parciais ou superficiais, mas com um projecto que transforme substancialmente a realidade nacional, a única forma de conseguir reduzir e anular a distância que nos separa dos nossos parceiros.

Mas porque é que não o conseguimos? Onde radicam as causas do nosso relativo insucesso? A meu ver, nos seguintes factores:
- A dificuldade em reunir consenso em torno dos grandes projectos e conferir-lhe continuidade através de sucessivas legislativas, para lá de governos diferentes.
Tem sido recorrente os governos anularem uma medida do antecessor só porque era de cor política diferente;

- A existência de uma cultura política nacional demasiado influenciada pelo aparelhismo partidário e pelo corporativismo. Por exemplo, não é compreensível a interferência das ordens profissionais em medidas que apenas competem à governação;

- Uma Justiça que carece de reforma urgente porque se demonstra incapaz de responder atempadamente a quanto lhe compete e ainda se permite influenciar, indirectamente, a acção política mercê de condutas à margem das suas competências e atribuições. O problema está essencialmente na Procuradoria da República. Ora, a Justiça é, também, uma pedra angular do cabal funcionamento do Estado de direito.

Sobre a Bolsa de Mercadoria não comento porque não sei.
Sobre a
Independência Hídrica, penso que a advertência faz todo o sentido. E justifica-se começar a agir desde já para não ser tarde demais.

Felizmente, parece que o governo consagra no próximo orçamento a percentagem do PIB que foi recomendada pela NATO/UE. Veremos é se eventuais consequências daí resultantes para outras rubricas merecerão a devida compreensão do país. Não têm faltado vozes discordantes entre figuras conotadas com a esquerda ou com coisa nenhuma, para quem a guerra é uma miragem ou vive simplesmente na imaginação de mentes catastrofistas.
Um abraço amigo
ADRIANO LIMA

 

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