À vaca
fria da reconstituição, há os que assentaram de pedra e cal nessa vivência
através da escrita, no alerta contínuo a um mundo passivo, nos entrementes da
distância, também ao nível temporal, esticando ...
Zelensky acusa Rússia de ser "ameaça global" após ataque à
central de Chernobyl
Fornecimento
de energia à estrutura de contenção da antiga central nuclear de Chernobyl
ter sido cortado por um bombardeamento russo. Presidente ucraniano
ataca Moscovo.
OBSERVADOR, 2 out. 2025, 00:22 3
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou
esta quarta-feira a Rússia de representar uma “ameaça global”, após o
fornecimento de energia à estrutura de contenção da antiga central nuclear de
Chernobyl ter sido cortado por um bombardeamento russo. “Cada
dia que a Rússia prolonga a guerra, se recusa a implementar um cessar-fogo
abrangente e fiável e continua a atacar todas as nossas instalações energéticas
— incluindo as críticas para a segurança das centrais nucleares e outras
instalações nucleares — representa uma ameaça global”, publicou Zelensky
nas redes sociais.
O
Ministério da Energia ucraniano anunciou anteriormente que o abastecimento de
electricidade da estrutura de confinamento que contém parte da central nuclear
de Chernobyl, destruída em 1986 no seguimento de um acidente nuclear, foi
cortado por causa de um bombardeamento russo.
“No seguimento de picos [de energia], o
novo confinamento de segurança, uma instalação chave que isola o quarto reator
destruído da central nuclear de Chernobyl e impede a libertação de materiais
radioativos no ambiente, ficou sem alimentação elétrica”, detalhou o
Ministério, na rede social Telegram.
O
ataque surge numa altura em que também a central nuclear ucraniana de
Zaporijia, em território ucraniano e controlada por militares russos, tem a
ligação à rede cortada há uma semana e em que operações militares russas
impedem a sua reparação, segundo o Serviço Europeu para a Ação Externa
(SEAE).
Desde a invasão da Ucrânia pela
Rússia, em fevereiro de 2022, esta é a décima vez que a central
ocupada pelas tropas russas está desligada da rede, mas, refere a
diplomacia europeia, “este é o apagão
mais longo e grave, especialmente porque a atividade militar continua a impedir
a reparação e a religação das linhas de energia”.
Num comunicado na terça-feira, o SEAE
instou a Rússia a “cessar imediatamente
todas as operações militares em torno da central nuclear, a fim de permitir o
restabelecimento urgente das linhas de energia”, dado que a central “depende actualmente
exclusivamente de geradores de emergência a gasóleo para fornecer a electricidade
necessária” à segurança nuclear, e uma “perda prolongada” poderia
comprometê-la.
Conquistada pelas tropas russas em
março de 2022, no início da invasão em grande escala da Ucrânia, a
central, localizada em Enerhodar, na região de Zaporijia (sul), é a maior da
Europa.
Os
seis reactores da central nuclear estão desligados, mas é necessária uma fonte
de alimentação externa para continuar a arrefecê-los.
A
Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) já ordenou a reparação das
linhas de energia de acordo com os princípios da organização.
O
SEAE sublinha que “as tentativas russas de tomar ilegalmente a central nuclear”
são inválidas ao abrigo do direito internacional, e que a Rússia
“deve retirar imediata, incondicional e completamente todas as suas forças,
equipamento militar e outros funcionários não autorizados da central nuclear e
de todo o território da Ucrânia”.
A Ucrânia acusa Moscovo de tentar ligar a central nuclear de
Zaporijia à rede russa, construindo para o efeito 200 quilómetros de linhas de
energia.
O operador da central, controlada pelo
grupo russo Rosatom, confirmou que a instalação está sem fornecimento de
energia externa desde terça-feira da semana passada e que os geradores de
emergência asseguram as suas necessidades.
Segundo esta fonte, existem reservas de combustível suficientes para um “funcionamento
prolongado” em autonomia e o arrefecimento dos motores é realizado “na
totalidade”.
O chefe da AIEA, Rafael
Grossi, foi recebido no Kremlin na semana passada pelo Presidente Vladimir
Putin, no âmbito de uma visita à Rússia.
Rafael Grossi garantiu
que a central nuclear ucraniana de Zaporijia, a maior da Europa e ocupada por
forças russas, não apresenta “perigo imediato”, apesar de este ser “de longe o
evento mais longo em mais de três anos e meio de guerra”
A
Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger
as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho,
independente desde 1991 — após o desmoronamento da União Soviética — e que tem
vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da
Europa e do Ocidente.
No plano diplomático, a
Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim
ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões — Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia — além da península da Crimeia, anexada
em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado
do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
Estas
condições são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que, juntamente com os
aliados europeus, exige um cessar-fogo incondicional de 30 dias antes de
entabular negociações de paz com Moscovo.
Por seu lado, a Rússia considera que
aceitar tal oferta permitiria às forças ucranianas, em dificuldades na frente
de batalha, rearmar-se, graças aos abastecimentos militares ocidentais.
GUERRA NA
UCRÂNIA UCRÂNIA EUROPA MUNDO
COMENTÁRIOS
Lúcio Monteiro: Sem qualquer sombra de dúvida.
Mas Putin só representa uma ameaça global, porque ele sente-se capaz de
instrumentalizar e tratar como uma marioneta o Presidente norte-americano,
Donald Trump. No fundo, no fundo, o ditador Putin está plenamente convicto de
que aquele não representa qualquer obstáculo, no seu propósito, de transformar
num inferno, a vida de milhões e milhões de seres humanos. Putin está bem
ciente de que o seu homólogo norte-americano lhe inveja a situação porque este,
muito provavelmente, ouve uma vozinha incessante lá no seu íntimo:"Eu ainda hei-de governar a
América à maneira de Putin". É nesse sentido que Putin está tão
à-vontade em não considerar Trump como um obstáculo ao seu propósito
expansionista e imperialista e impedi-lo de ser uma ameaça global: é porque
sabe que ele o admira e inveja. Bailaruco Madeira: A Rússia é e sempre foi um
CANCRO no Mundo, pelo menos desde 1917. José B Dias: O Serviço Europeu para a Acção
Externa (SEAE) é o serviço diplomático da UE. O seu objectivo é garantir
uma maior coerência e eficácia da política externa da UE, reforçando, assim, a
influência da Europa a nível mundial.
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