quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Guerra na Ucrânia


  (Continuação do texto anterior: "Vivendo por escrito")

Há quem se reveja nas políticas russas, caso do líder opositor da Moldávia. Pela Europa, fazem-se, entretanto, preparativos iniciais, orientadores do próximo alastrar da guerra por aí… Putin, o Hitler do novo século… sem tanta agitação participante, obviamente, nem todos estão disponíveis, isso era com os Alexandres, ou os Napoleões, ou mesmo os Hitlers, as guerras mais corpo a corpo, naqueles tempos históricos que lemos nos livros… Agora, por via também do espaço aéreo, há campos de manobra eficientes por si, provando a capacidade humana organizadora dos variados eventos à distância dos chefes, e daí que ainda mais eficaz, a arte bélica, dirigindo-se preferencialmente contra os povos, distraídos nos seus afazeres…

Há 6h15:48 Manuel Nobre Monteiro

Orbán: "Não há alternativa ao petróleo russo”

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou esta quarta-feira que o fornecimento de petróleo proveniente da Rússia através do oleoduto Druzhba é “de importância vital” para a Hungria e que não existe qualquer “alternativa ao petróleo russo”, relata a TASS.

Questionado sobre se os Estados Unidos pediram a Budapeste para cessar as importações, Orbán respondeu: “Em primeiro lugar, ninguém me pediu isso. A Hungria é um país soberano, tomamos as nossas próprias decisões no que toca à energia. Em segundo lugar, não temos outras opções”.

Existe um oleoduto suplementar na Hungria, mas não é tão relevante como o oleoduto da Rússia, que desempenha o papel principal. Estamos num país sem saída para o mar. Não podemos mudar a nossa localização”, acrescentou o líder húngaro.

A Hungria continua a receber a maior parte do petróleo pela ramificação sul do oleoduto Druzhba, além de gás natural através do gasoduto TurkStream.

 

Há 8h13:35

Agência Lusa

Líder opositor da Moldávia acusa Ocidente de querer o seu país como “anti-Rússia”.

O antigo Presidente moldavo e líder da oposição Igor Dodon acusou hoje o Ocidente de querer transformar a Moldávia num país “anti-Rússia”, após a vitória eleitoral do Partido de Acção e Solidariedade (PAS).

Em entrevista à agência oficial russa TASS, Dodon denunciou que a ajuda ocidental foi determinante para a vitória do PAS — liderado pela Presidente da Moldávia, Maia Sandu – nas eleições legislativas de domingo.

“O objectivo é transformar a Moldávia num país anti-Rússia, seguindo o exemplo da vizinha Ucrânia. Dada a divisão na sociedade moldava, isto pode levar a um grande desastre”, explicou Dodon.

O Bloco Eleitoral Patriótico (BEP) – movimento político de Dodon, que ficou em segundo lugar nas eleições – ainda não reconheceu os resultados oficiais e promete contestá-los.

Segundo o líder da oposição moldava, o seu partido vai recorrer a “todos os meios legais” para provar que houve fraude eleitoral, acusando a comissão eleitoral e outras instituições do Estado de terem manipulado os resultados.

De acordo com dados oficiais, o PAS conquistou 50,2% dos votos, garantindo a maioria no Parlamento de 101 lugares; o BEP ficou em segundo com 24,2%, seguido pelo Bloco Alternativo (7,96%), o Nosso Partido (6,2%) e a Democracia em Casa (5,62%).

O voto da diáspora revelou-se decisivo, com o PAS a obter 78,11% dos 277.962 votos expressos fora do país.

O partido de Sandu venceu com maioria absoluta na capital, Chisinau, alcançando 52,68% (194.999 votos).

O BEP, por sua vez, venceu nas regiões da Gagauzia e da Transnístria, tradicionalmente mais próximas de Moscovo.

Há 8h13:27 Agência Lusa

Primeiro-ministro diz que usar bens russos é “bem pensado” mas pede que se evite “implicação futura”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse hoje que a proposta de utilizar os bens russos imobilizados para apoiar Ucrânia é uma “solução bem pensada”, advertindo que é necessário robustecê-la e impedir que haja uma “falha ou implicação futura”.

“Eu creio que aquilo que se está a perspectivar é uma solução que foi bem pensada”, disse Luís Montenegro, à entrada para uma reunião informal do Conselho Europeu, em Copenhaga, capital da Dinamarca.

O primeiro-ministro acrescentou que “agora o que importa é robustecer do ponto de vista jurídico” a proposta da Comissão Europeia, “para que não haja nenhuma falha ou implicação futura”.

Há 9h12:16 José Carlos Duarte

Montenegro diz que "não há nenhum episódio" de sabotagem russa nos cabos submarinos

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse hoje que não “há registo de nenhum episódio” demonstrativo de sabotagem russa em Portugal. No entanto, o chefe do executivo, mesmo não querendo “criar alarme”, avisou que existe um “risco de ameaça” para território nacional.

No caso português, há uma questão muito relevante: a dos cabos marítimos essenciais que ligam à Europa, ao continente americano, africano, para além de protecção de espaço marítimo e aéreo”, afirmou Luís Montenegro.

À chegada à reunião informal dos Chefes de Estado ou de Governo da União Europeia em Copenhaga, Luís Montenegro também salientou que a “administração pública e as empresas privadas” enfrentam vários desafios, nomeadamente com “ataques no ciberespaço que colocam em causa a proteção de dados”.

“Os objetivos são intimidação, recolha de dados e espionagem”, denunciou Luís Montenegro, que consdeira que existem vários riscos para o conjunto dos países europeus.

O primeiro-ministro indicou que a Europa vive sob a sombra “de ameaças muito diversificadas”, não só no “espaço aéreo com drones”, como também pela “protecção de infraestruturas críticas”, como os cabos submarinos, acrescentando que Portugal é parte “do processo de defesa”.

Há 9h12:03 Agência Lusa

PM dinamarquesa pede fim das “visões nacionais” face a “guerra híbrida” russa

A primeira-ministra dinamarquesa defendeu hoje que a Rússia está a “fazer o caminho de uma guerra híbrida” com a União Europeia (UE) e pediu a todos os países que “deixem de lado as visões nacionais” para se rearmarem.

À entrada para uma reunião informal do Conselho Europeu, em Copenhaga (Dinamarca), a primeira-ministra do país anfitrião, Mette Frederiksen, foi taxativa: Moscovo “está a fazer o caminho de uma guerra híbrida”.

A primeira-ministra da Dinamarca considerou que a Europa “tem de fazer mais no que diz respeito ao financiamento” para apoiar a Ucrânia e, apesar de haver “questões legais que têm de ser respondidas”, Mette Frederiksen disse estar “confiante de que vai ser possível encontrar uma maneira de as ultrapassar”.

Para a representante política da Dinamarca nesta reunião, só é possível fazer este caminho em conjunto.

“Vou ser bastante clara: tem de ser um objectivo europeu comum, não podemos estar divididos; é preciso deixar de lado as visões nacionais, [a guerra na Ucrânia] não é uma guerra dentro de um país europeu, é uma tentativa da Rússia de ameaçar-nos a todos”, comentou.

Mette Frederiksen considerou que se os países da UE “olharem para as coisas desta perspectiva, todos podem rearmar-se”.

Os chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados-membros do bloco político-económico europeu reúnem-se hoje na capital da Dinamarca para uma discussão informal sobre o apoio à Ucrânia, o reforço da segurança da UE e também o alargamento.

Há 10h11:58 Cátia Rocha

Polónia fronteiras com a Alemanha e com a Lituânia. A informação foi anunciada pelo Ministério da Administração Interna polaco.

A Reuters refere que a Polónia implementou controlos temporários nestas fronteiras em julho.

Há 11h10:34 Cátia Rocha

Primeira-ministra da Dinamarca diz que guerra híbrida russa "é apenas o início". "Europeus têm de perceber o que está em risco"

Mette Frederiksen, a primeira-ministra dinamarquesa, afirma que a NATO deve intensificar a resposta à guerra híbrida da Rússia. Em entrevista ao Financial Times, a governante afirma que “isto é só o início” e que é necessário que os aliados discutam “mais profundamente” a defesa ocidental em resposta a Moscovo.

“Precisamos de ser muito abertos em relação ao facto de que isto provavelmente é só o início”, referindo-se aos incidentes com drones e violações de espaço aéreo de países europeus. “Precisamos que todos os europeus percebam o que está em risco e o que está a acontecer. Quando há drones ou ataques informáticos, a ideia é dividirem-nos.”

“A ideia de uma guerra híbrida é para nos ameaçar, para nos dividir e destabilizar. Usar drones num dia, ataques informáticos no dia seguinte, sabotagem no terceiro dia. Portanto isto não vai acabar só através [do aumento] de capacidades”, alerta a dinamarquesa.

Os líderes europeus estão na Dinamarca esta semana para encontros sobre a defesa da Europa.

Há 12h09:49 Cátia Rocha

Sistemas de defesa ucranianos abateram 44 drones durante a noite

Os sistemas de defesa da Ucrânia neutralizaram 44 de 49 drones lançados pelas forças russas durante a noite.

Segundo o Ukrinform, desde as 20h30 de ontem (18h30 em Lisboa), a Rússia lançou 49 drones a partir de regiões russas e também da Crimeia ocupada.

Há 13h08:34 Cátia Rocha

Autoridades russas negam que drones tenham estado na origem de incêndio numa das principais refinarias de petróleo na Rússia

Os serviços de emergência russos trabalharam para extinguir as chamas numa refinaria de petróleo na região de Yaroslavl.

Segundo as autoridades russas, o incêndio numa das principais refinarias teve “origem humana” e não estará ligado a incidentes com “drones hostis”, escreve a TASS.

O incêndio tinha uma área de 200 metros quadrados, mas já está controlado.

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