Das ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS de 12/10/25.
Já tinham esquecido que toda a política
é local?
O
PSD teve uma boa vitória, o PS uma derrota tolerável. Mas o mais interessante
das eleições de ontem foi comprovar a centralidade dos candidatos, o que atrapalhou
o Chega e amorteceu a queda do PCP.
JOSÉ MANUEL FERNANDES Publisher e
colunista do Observador
OBSERVADOR, 13 out. 2025, 01:4547
Todos querem leituras nacionais, e sem
dúvida que há sempre leituras nacionais das eleições autárquicas, mas não podemos
explicar o que se passou este domingo sem reconhecermos que se há
indiscutivelmente ilações políticas a tirar, é indiscutível que foi muito
localmente que tudo ou quase tudo se decidiu. E decidiu muitas vezes, ou mesmo
quase sempre, por diferenças de qualidade dos candidatos.
Por isso, antes de ir a algumas leituras
incontornáveis, deixem-me chamar a atenção para alguns resultados que só se
explicam por factores eminentemente locais – e nem preciso citar o inevitável Isaltino Morais que, em Oeiras, bateu todos os recordes de votação.
Quem
imaginaria, por exemplo, que o PSD perdesse Viseu para o PS mas, em
contrapartida, conquistasse Beja? Como explicar a reviravolta em Gaia senão
pela personalidade de Luís Filipe Menezes? E que dizer do resultado esmagador
de Santana Lopes na Figueira da Foz? Ou do número significativo de presidentes
eleitos em listas de independentes?
Mais: quando olhamos para os
resultados bem modestos do Chega não é possível deixar de constatar que as
vitórias que obteve – com destaque para a de Albufeira – se devem em grande parte a ter apresentado nesses municípios
candidatos mais sólidos do que nas dezenas de outros concelhos onde foi o
partido mais votado nas legislativas e podia, em princípio, esperar ganhar.
Há uma velha máxima na política segundo
a qual toda a política é local, e é local no sentido em que políticos que não
sejam capazes de se ligar directamente aos eleitores, sobretudo de se
identificar com problemas concretos dos eleitores, dificilmente algum dia terão
sucesso. Isso também permite perceber porque é que o Chega ficou muito aquém
das expectativas: primeiro, porque não
se constroem candidaturas fortes colocando apenas André Ventura nos cartazes,
ao lado de candidatos que raramente tinham uma agenda local; depois, porque o
voto “zangado” tem, apesar de tudo, mais razões de zanga a nível nacional do
que a nível local.
Mas não nos enganemos: o Chega ficou bastante aquém das
expectativas, a começar pelas expectativas sempre grandiloquentes do seu líder,
mas um partido novo, para mais com as características do Chega, dificilmente
conseguiria construir de um dia para o outro uma forte base autárquica.
Nisso Ventura tem razão: é um caminho que está a fazer, um caminho que nenhum
partido para além dos partidos fundadores da democracia (PS, PSD, PCP e CDS)
conseguiram até hoje fazer. O Chega não deitou foguetes, os seus adversários
também não deviam festejar, como alguns fizeram na noite de domingo.
Em
contrapartida a evolução do PCP é uma espécie de reverso da medalha do Chega:
eleição após eleição que os comunistas têm visto minguar uma base autárquica
que começaram a construir ainda no PREC, antes das primeiras eleições
democráticas, que consolidaram nos dez anos que se seguiram, mas que depois se
foi desfazendo pouco a pouco, apesar de muitos dos seus candidatos beneficiarem
da vantagem dos incumbentes e de terem bom nome localmente. O que
aconteceu aos comunistas ontem foi mais um desastre, e não pequeno: perderam as
duas capitais de distrito que ainda governavam, Setúbal e Évora, sendo
que nesta última cidade sofreram a humilhação de ficarem em terceiro lugar,
atrás do PS e do PSD, apesar de terem apresentado um candidato forte, João
Oliveira.
Com metade da votação a nível nacional
do Chega, o PCP perdeu um terço das câmaras que governava (manteve
apenas 12 das 19 suas presidências municipais), o que levou muitos a
comentar que, apesar de tudo, o que ainda deu alguma alegria ao partido foi a
votação de João Ferreira em Lisboa.
Restam, por fim, os dois maiores
partidos, sendo que é indiscutível que o PSD ganhou as eleições e que os
socialistas perderam, mesmo tendo saboreado algumas pequenas vitórias.
Os sociais-democratas ganharam nas duas
câmaras mais importantes do país, com Moedas a reforçar a votação em Lisboa e
Pedro Duarte a suceder a Moreira no Porto; o
PSD vai governar os cinco concelhos mais populosos do país (por ordem, Lisboa,
Sintra, Gaia, Porto e Cascais) e
sete dos dez mais populosos (considerando Braga e Oeiras, este último por ter
apoiado Isaltino); o PSD volta
a ser o partido com mais presidentes de câmara, o que lhe permitirá regressar à
liderança da Associação Nacional de Municípios; por fim os sociais-democratas,
mesmo tendo perdido câmaras importantes e emblemáticas, como Viseu e Coimbra,
conquistaram outras muito significativas, como Guimarães e Beja.
Mais do que isso: estes avanços
eleitorais do PSD acontecem numa altura em que o Chega está a crescer,
discutindo-se até que ponto poderia comprometer alguns resultados, como as
vitórias em Sintra ou em Setúbal, para não falar também de Lisboa e do Porto.
Já
os socialistas continuam a ser um grande partido autárquico e não se esperava
outra coisa (apesar daquilo que sugeriu o seu líder na reacção
aos resultados eleitorais). Não alcançou nenhum dos seus principais objectivos
– as grandes cidades, a presidência da ANMP – mas ainda assim saboreou algumas
vitórias com algum significado, por acontecerem em capitais de distrito
(Bragança, Viseu, Coimbra, Évora e Faro), o que amenizou uma noite com sabor
mais amargo do que agridoce, como a tentaram apresentar os seus líderes.
Não devem contudo iludir-se os
socialistas, e já agora também os sociais-democratas. É verdade que, como disse
José Luís Carneiro, o PS vai continuar à frente de um número muito
significativo de câmaras, ainda mais significativo se compararmos com as
que o Chega obteve, mas isso não significa que o partido (e o PSD em menor
grau) não possa estar a viver uma erosão de certa forma irreversível. Vale
a pena ver, por exemplo, o que se passou em países como a França, onde os
velhos partidos, gaulistas e socialistas, conseguiram conservar muitas das suas
bases locais e regionais mesmo quase desaparecendo quando olhamos para a
Assembleia Nacional francesa. Em
contrapartida nunca a União Nacional da senhora Le Pen, nem os macronistas,
lograram construir uma forte base local. Significa isso que os velhos partidos
tenham fugido a um desgaste irreversível? Não aconteceu e não se prevê que
possa acontecer.
De resto, como genericamente se
previa, estas autárquicas não provocaram qualquer sobressalto nas lideranças
partidárias (apesar de pelo menos uma ter ficado em maus lençóis
– Mariana Mortágua – mas isso são contas de outro rosário). O que também é
coerente com a máxima de que toda a política é local, mesmo quando só temos
olhos de Lisboa para ver o resto do país.
AUTÁRQUICAS 2025 ELEIÇÕES POLÍTICA
COMENTÁRIOS (de 47)
Vítor Araújo: Mortágua
ganhou,...a câmara de Gaza.
Ruço Cascais: Não resisto; Mortágua entrou hoje numa outra flotilha em
parte incerta rumo à Dinastia Ming para salvar os chineses do extermínio às
mãos das lâminas afiadas dos samurais nipónicos. Já
Leitão esgotou o KFC da zona e está plantada no sofá a ver as 50 temporadas de
"Friends" com duas grandes embalagens de coxas de frango frito e uma
embalagem XXXL de gelado do Santini. Já o Carneiro deu uns valentes pinotes de
felicidade e anda a celebrar a sua sobrevivência política no meio das moitas
com champanhe de bolota. O Raimundo está a pensar juntar-se à Mortágua na
Dinastia Ming. A Mariana Leitão é uma nova heroína da Marvel ainda por descobrir
e encontrar: A Mulher Invisível. Só sabemos que existe. Ventura viu um Sapo, um
grande Sapo, no meio da horta com a boca torta. Viu o Sapo e comeu-o, sem
espinhas. Azar, o Sapo ficou entalado. Montenegro é o galo do casino. Com a
crista levantada lá vai apostando na roleta e ganhando a sorte dos dados. Falta
algum? Sim, Tavares que quer criar uma rede de transportes aéreos para levar as
crianças para os infantários e assim evitar o trânsito rodoviário dos centros
urbanos. Já a Inês Sousa Real foi devorar duas bifanas e dois pastéis de nata
para mostrar que é tuga e que não confunde os torresmos com flan. Por último,
as Marias Castelos Pretos encontraram um especial conforto na derrota do CH
para disfarçar a amargura da derrota do PS. Amanhã na Rádio Observador, os
socialistas encapotados de serviço só vão falar na derrota do CH, a sua grande
vitória nestas eleições. Vamos à próxima. Vemo-nos livres de Marcelo será a
narrativa de vitória de todos os candidatos presidenciais, à excepção de
Mortágua perdida na campanha da Dinastia Ming. Nota: o Gonçalo Ribeiro Teles, com costela socialista e sem
vestígios de monarca nem de inteligência, avisou que os portugueses estão
fartos de eleições todos os anos, culpa de Montenegro em grande parte, e, por
isso, com os níveis de abstenção esperados, estas eleições não eram comparáveis
a nenhumas outras. Falhou como as notas de mil. A abstenção desceu. Os
eleitores portugueses gostam de eleições. Manuel Lisboa: Importante: a abstenção geral baixou. Em eleições
locais essa percentagem genérica poderá ter menos relevância, contudo não é de
forma alguma despicienda. Portanto, os eleitores portugueses votaram em número
razoável e daí inferir-se da plena legitimidade popular da maioria dos autarcas
eleitos ontem. E foram eleitos de forma genuína, independentemente da
quantidade de votos obtidos, pois as respectivas eleições resultaram da
expressão livre das pessoas com direito a voto em Portugal. Constatação óbvia,
que revela a naturalidade como tudo se desenrolou, sendo de assinalar e
felicitar, neste domínio, o trabalho da imensa gente, que por esse país fora
esteve nas mesas de voto e assegurou a fluidez da votação. Ganhou o
maior partido parlamentar; e os socialistas conseguiram não perder por muito,
tendo até obtido nalguns casos vitórias saborosas (por exemplo, Coimbra e Viseu).
Todos os restantes agrupamentos partidários saíram derrotados, mesmo
considerando a persistência do partido governamental minoritário ou espírito de
luta de luta dos liberais. Aumentará, no futuro, a tendência de candidaturas
ditas independentes? No balanço contabilístico evidencia-se a vitória clara do
centro-direita e a derrota da esquerda. Apesar dos cerca de 600 mil votos, a
noite correu bastante mal para o histriónico líder do partido da direita
radical, o qual, com a sua constante verborreia, teve, como é habitual, tempo
exagerado de antena, incluindo a disparatada ida ao Entroncamento. As coligações
com grupos de extrema-esquerda só prejudicaram o partido socialista, como se
comprovou de maneira inapelável em Lisboa, mesmo tendo em conta a má escolha da
candidata e os comunistas, felizmente, decaem em cada eleição. Trataram-se de
longas transmissões de televisão e se não fossem os múltiplos canais a cores, a
panóplia de quadros electrónicos e as muitas intervenções (a maior parte
inúteis) de repórteres fora dos estúdios, reviveu-se, até pela incerteza de
resultados, as gloriosas noites eleitorais dos anos setenta e início dos
oitenta do passado milénio.
Vitor Batista > Ruço
Cascais: Não creio
que o CH tenha saído derrotado, para um partido com 6 anos e que concorre pela
segunda vez, ganhar 3 câmaras e um grande número de vereadores não é coisa
pouca, ganhou no Entroncamento que é a minha câmara, e foi por mérito do
candidato e penso que em Albufeira também, e não fosse a campanha negra que tem
sido feita contra o partido desde sempre, o CH teria chegado às 30 câmaras
facilmente.
JOHN MARTINS. ...e entretanto verificou-se o fenómeno do Entroncamento.
Onde Ventura se viu obrigado a
explicar que à moda do Entroncamento, das 30 câmaras
de que falava... Afinal eram só 3, incluindo a do Entroncamento... Parece
mentira, mas é verdade. As outras evaporaram-se...
Silva: ENGOLIR UM SAPO: Ontem,
depois de percorridas as capelinhas familiares e amigos confirmei que quase
toda a gente tinha acabado por votar Moedas. Mas de graúdos a miúdos, a convicção
político-partidária essa era nenhuma. O voto tinha sido totalmente útil e o
argumento igual entre todos: a esquerda tresloucada não podia voltar à capital Existia
a sensação de que o que tinha movido esse voto útil não foi o apelo esganiçado
e desesperado de Moedas, foi a flotilha e a sua cobertura mediática histriónica
que pôs todo o tabuleiro político em evidência. O mesmo em relação ao
sentimento político desse voto útil: Moedas, apesar da oposição desleal da
esquerda e extrema-esquerda que enfrentou na Câmara, não tinha feito os mínimos
em prol de uma cidade e de um eleitorado que, manifestamente, ele e este PSD
virado a Norte, parecem desconhecer. Mais, ao longo do seu mandato e nesta
campanha algumas das posições de Moedas em relação a várias matérias não são
percebidas como sequer de centro político, quanto mais de centro-direita ou
direita: são esclarecidamente de esquerda, politicamente correctas e alinhadas
com as dos media falidos de quem Moedas tem pavor. Contrariamente ao que andei
aqui a postar em dezenas de comentários, também eu acabei por votar Moedas e
foi a primeira e última vez na vida que engoli um sapo político. Da próxima vez
voto mesmo em branco, o que será uma estreia. Por isso, eu se fosse o PSD tinha
cautela: a tolerância dos Lisboetas de centro, centro-direita e direita com
Moedas vai ser muito baixa, principalmente com o seu posicionamento
católico-esquerdista e a total ausência de medidas que o seu primeiro mandato
revelou relativamente:
- à
habitação, à especulação imobiliária
- ao custo
de vida pornográfico em Lisboa que os salários não acompanham
- ao turismo
desenfreado que os habitantes não querem mais
- à cidade e
suas infraestruturas lotadas com estrangeiros e uma imigração descontrolada. É
que os Lisboetas de centro/direita são democráticos e de bom senso, mas não
estão para andar a engolir sapos 2 vezes.
Rosa Silvestre. O Chega teve um resultado muito bom. Veja-se o número
de vereadores que conseguiram eleger. Localmente, vota-se na cara conhecida,
nos que já deram provas, naqueles que se sente conhecerem e estarem
comprometidos com a cidade, nos filhos da Terra em que se reconhece mérito. Os
candidatos do Chega eram, maioritariamente, desconhecidos das populações locais,
sem propostas concretas, mostrando um conhecimento superficial da realidade
local e que só tinham como recomendação a etiqueta Chega. Mesmo assim,
conseguiram eleger grande número de vereadores. Na realidade, um resultado
surpreendente. Maria Tubucci: Muito bem Sr. JMF. Hoje estou com depressão
autárquica. Na minha cidade o PS ganhou outra vez a câmara, ou mais correcto, o
maior centro de emprego socialista da região, onde cada emprego traz associado
1/2 dúzia de votos. E as restantes juntas de freguesia são meras sucursais do
PS. Eu aqui só sirvo para pagar o IMI mais caro, do continente e ilhas… Ainda tive esperança que fossem de vela, mas é
numericamente impossível quando é o ganha-pão de muita gente…😞 Luís Rodrigues
Silva: Totalmente de acordo. O PSD--Moedas teve muita sorte
em estar a concorrer contra uma troupe alucinada que representava a geringonça
de má memória, no seu pior.
Jorge Cerqueira Lopes: Caro Zé Manuel, não se pode tirar conclusões destas
eleições, especialmente quem diz que o movimento ascendente do CH foi travado.
Não foi. A rede local de simpatizantes, e os 50 anos de história, e os quadros
autárquicos, impedem que novos partidos possam ultrapassar esse telhado de
vidro. P.ex. o PS teve 3x mais votos que o CH, mas teve 42x mais câmaras !!! Como
explicar? É simples. As autárquicas são como votos por círculos uninominais, qq
partido que esteja em 3º, 4º etc.. lugar, não tem quaisquer hipóteses de ganhar
uma câmara ( excepto o caso do CDS que tem o voto histórico muito concentrado
em poucas câmaras...). No entanto, o CH tem hoje uma rede de vereadores, e
membros na assembleia, que vão funcionar como auditores dos executivos camarários.
vai ser interessante. Paulo
Almeida: Vota-se muito na pessoa em si, mas sobretudo no que a
câmara ou a junta dá. Se alguém dá casas, se dá empregos, as pessoas vão
continuar a votar nesses. Estão presas. E o PS é perito nisso. A discrepância
entre as legislativas e as autárquicas em 5 meses mostra isso. +
PERDEDORES: PS, PCP, IL, BE E LIVRE Existem outros perdedores eleitorais que
JMF não menciona suficientemente: Desde logo o PS de Pedro Nuno Santos, António
Costa e Augusto Santos Silva que vê aqui a sua estratégia da Geringonça II ser
chumbada de vez em Lisboa e Porto. Depois o PCP, cuja derrota é significativa
para um partido que já teve 50 câmaras e que iniciou a sua caminhada autárquica
como todos nos lembramos com a ocupação política de câmaras municipais durante
o PREC, câmaras que não mais largou. Confesso que esperava uma derrocada que não
aconteceu e parece ter encontro marcado com história para 2029. Depois os media
darling dos media saloios, a IL, Livre e BE em relação a quem mais uma vez
ficou provado que fora de Lisboa e Porto, e da bolha, não existem. A IL é mesmo
uma desilusão, e resta saber o que é que teria acontecido em Lisboa e Porto com
o voto útil se tem concorrido sozinha. O BE acabou eleitoralmente e até os
incautos de esquerda que neles andaram a votar perceberam finalmente ao fim de
20 anos o que é e quem é o BE (UDP+FP25). O Livre, as viúvas do BE, vai
continuar a ser levado ao colo pelos media até ao dia em que alguns deles
fecharem ou tiverem que mudar drasticamente de projecto editorial. Ruço
Cascais > Vitor
Batista: Caro Vítor,
André Ventura anunciou resultados muito altos e elevou demasiado as expectativas
do CH nestas eleições. Como os resultados não foram os esperados (razão muito
bem explicada neste artigo do Manuel Fernandes), os adversários do CH podem
cantar vitória, ou melhor, que o CH foi um dos derrotados nestas eleições. Até
Ventura reconheceu ter ficado aquém do esperado. Uma coisa é certa, autárquicas
não são legislativas, e quem comparar resultados e previr uma rescisão
eleitoral do CH, poderá depois ter uma nova surpresa. António
Duarte: Faltou ao JMF concluir
o óbvio: com esta derrota do PS desaparece o costismo da vida pública (e de
seguida morrerá o próprio socialismo).
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