Temos ainda pessoas de coragem que não se inibem de explicitar os seus
pontos de vista contrários aos da moda e para mais o fazem em expressão de uma
elegância que se torna um prazer ler, nestes tempos de muita imagem e muita
algaravia.
Sete de Outubro, festa no ISCTE
O meu problema nunca é com a liberdade de expressão de
transtornados, incluindo papagaios de terroristas. Tenho, porém, alguns
engulhos com o financiamento dos transtornados.
ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador
OBSERVADOR, 11
out. 2025, 00:20114
No dia 7 de Outubro passaram-se dois anos desde que uma horda de
selvagens invadiu o território de Israel e feriu, torturou, chacinou ou
sequestrou quase sete mil pessoas, quase todas civis, a maioria jovens. Naturalmente, em Portugal e no resto do
Ocidente diversas organizações e “colectivos” sortidos não podiam abster-se de
celebrar a data. Alguns fizeram-no de modo explícito, através de
manifestações cujos cartazes, por imagens ou slogans, glorificavam os selvagens.
Outros foram discretos ou cínicos, e aproveitaram a efeméride para promover
eventos de apoio às “vítimas” da “agressão”, mas da “agressão” israelita, que é
aquilo a que chamam “genocídio”, uma curiosa inversão da realidade que não só
desvaloriza os genocídios autênticos como tenta legitimar retrospectivamente o
7/10.
Entre os apreciadores
declarados ou subtis da barbárie, um organismo, no sentido empregue para
definir as bactérias, chamou-me a atenção. Trata-se do Observatório
de Estudos da Palestina (OPal), que assinalou o 7/10 com o seguinte
comunicado: “No dia 7 de Outubro,
completam-se dois anos desde o início do genocídio em curso contra o povo
palestiniano na Faixa de Gaza. Neste dia, o OPal apoia e participa na vigília
organizada pelos Estudantes pela Palestina, e convida todos a participar neste
espaço de reflexão, comemoração e responsabilidade colectiva.”
Há aqui vários pontos de interesse. O primeiro, de somenos, é a
dificuldade com a gramática. O segundo é a total obliteração do que sucedeu a milhares de inocentes no dia em questão.
O terceiro é a habitual fragmentação
destes grupelhos “subversivos” para fingirem a dimensão que não possuem
(há ali pelo meio uns “Estudantes pela Palestina”). O quarto é a inclusão da palavra “comemoração”,
talvez um lapso que trai a alegria face às proezas de psicopatas. E o
quinto é o pormenor de o OPal ser uma metástase do ISCTE, instituição dita
de ensino superior.
Na verdade, e por fidelidade à referida tendência dos grupelhos da
extrema-esquerda para a fragmentação, o OPal é filho de dois pais que, ao que
percebo, são eles mesmos metástases do ISCTE: o CEI-Iscte (Centro de
Estudos Internacionais) e o CRIA (Centro em Rede de Investigação em
Antropologia). É possível que o ISCTE tenha mais siglas e acrónimos que
professores, ou “professores”. E, a acreditar nas notícias, é garantido que o OPal constitui uma
“iniciativa académica pioneira, dentro da União Europeia, na sua temática”.
E qual é a “temática” do OPal? Um ingénuo que confie na designação há-de
supor que a coisa “estuda” a
“Palestina”, embora seja esquisita a especificidade, já que nem no ISCTE há
“observatórios” da Estónia ou Xanadu, nem no Médio Oriente há departamentos
universitários dedicados a estudar o Ribatejo. Depois consulta-se a
declaração de intenções da coisa e percebe-se: “(…) dedicado ao campo interdisciplinar dos Estudos da Palestina, o OPal
representa um marco relevante no desenvolvimento de uma abordagem crítica e
urgente à história, sociedade e política palestinianas. Numa altura em que o genocídio contra o
povo palestiniano atingiu proporções sem precedentes, o OPal afirma a
importância do rigor académico aliado à responsabilidade ética.”
Tradução: o OPal não pretende “estudar” nada. As menções ao “rigor
académico” e à “responsabilidade ética” são, no contexto, meros pechisbeques
cómicos. E a “abordagem crítica e urgente à história, sociedade e política
palestinianas” é um tique nervoso das seitas assim, o jargão rasteiro e
corrente para camuflar, pessimamente, o evidente objectivo da coisa: engolir e
regurgitar propaganda do Hamas.
Do Hamas, vírgula. Ao
contrário desse culto da morte, que pelo menos fingiu acatar o plano de paz
proposto por Donald Trump, o OPal discorda do plano. Na tal vigília de
“solidariedade” do dia 7, que juntou uma multidão de 20 ou 30 alminhas e foi
realizada adequadamente nos jardins do ISCTE, a directora do OPal, a estudante italiana (não me perguntem) Giulia
Daniele, declarou que “a proposta de paz é uma que não considero de paz”.
E porquê? Ora essa: porque
“temos de lembrar mais uma vez o que está a acontecer na Faixa de Gaza, pois
está em curso um genocídio, uma limpeza étnica e um ‘apartheid’ na
Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental ocupado”. Como a personagem
de Leslie Nielson em “Aeroplano”, que continuou a motivar o piloto após o avião
ter pousado com sucesso e o cockpit estar vazio há muito, a menina Giulia
não reparou, ou não quer reparar, que os acontecimentos a ultrapassaram. E que as suas mentiras escabrosas perdem
credibilidade face ao pavor que a hipótese de sossego e prosperidade em Gaza
lhe suscita. E que a OPal, com apresentação oficial marcada para Novembro,
arrisca falecer antes de começar a sério a apoiar terroristas.
Esse não é problema meu. O meu problema nunca é com a liberdade de
expressão de transtornados, incluindo papagaios de terroristas. Tenho,
porém, alguns engulhos com o financiamento dos transtornados, principalmente se
o dinheiro também me sair do bolso. Além de uma instituição de ensino
“superior”, o ISCTE é uma instituição pública, parcialmente paga pelo Orçamento
de Estado, fora subsídios e “fundos”. A cada ano, sob cada governo e cada
parlamento, despejamos ali dezenas de milhões de euros que patrocinam
conspirações contra a nossa civilização. Se bem me lembro, a função das
universidades era a oposta.
FAIXA DE GAZA MÉDIO ORIENTE MUNDO EXTREMA
ESQUERDA POLÍTICA TERRORISMO
COMENTÁRIOS:
Manuel Martins: Algumas
universidades e escolas secundárias são na verdade ninhos de radicais de
esquerda, de activistas radicais. Começa, ou tem pelo menos o apoio, de
professores que são politicamente motivados e manipulam os alunos para os seus
objectivos políticos e sociais. Obviamente que só acontece em algumas que são
públicas, onde a aprendizagem não é o foco principal mas sim a doutrinação ... Alexandre Barreira:
Pois. Caro AG, Com o
devido respeito. O 7 de Outubro de 2023. Aconteceu porque. Como diz o
"povo": "CAMARÃO QUE DORME....ONDA LEVA"......! SDC Cruz: O ISCTE, tal como os Estudos Qualquer Coisa
de Coimbra e outros que tais, espalhados por algumas universidades públicas,
sustentadas e apoiadas pelo orçamento de Estado, ou seja, por todos nós, está
minado pela esquerdalha do Hamas, da Rússia, da Venezuela, de Cuba, e de
outros quejandos "democráticos" da extrema esquerda. Para essa
gente que corrói o ensino, uma decisão: vão para lá, fiquem por lá e não voltem
para cá! Tresloucados ou transtornados desta estirpe não fazem cá falta nenhuma
e tornavam Portugal mais limpo e respirável. Manuel Ferreira21: Parabéns, excelente artigo, tudo escrito.
Meu resumo: ISCTE=MADRAÇA! Pedra
Nussapato: Logo no dia 7 de outubro
de 2023, as pessoas e entidades democráticas do mundo inteiro, da esquerda à
direita, condenaram o ataque terrorista do Hamas. Dois anos depois, os mesmos
voltaram a assinalar e a condenar os actos bárbaros. Apesar disto, a demanda de
AG continua a ser buscar grupelhos irrelevantes de extrema-esquerda e a fazer
deles a sua bandeira para tentar apresentá-los como representantes da grande
maioria global que condena os actos de Netanyahu. No fundo no fundo, AG acaba
por se assemelhar àqueles que quer combater, tal é a sua dependência permanente
por bandeiras anti-esquerda. Maria Paula Silva:
Para além desses slogans gastos e
bolorentos que destilam ódio, havia cartazes nas manifs. que diziam
"Israel should never 've existed". Fiquei atónita com essa coisa do
OPal (fui ver o site) que desconhecia por completo. «Parece que foi criado em
junho de 2025» A única vantagem vai ser para a Mariana do Alvito que, se a
coisa correr como espero, perderá o lugarzinho na AR e respectivo ordenado, e
assim poderá irmanar com a italiana a direcção da OPal. Mas se ficarem ambas
sem Opal, melhor. Quem é que lhe
garante que essa OPal é paga pelo estado português? Não me admirava que fosse
mais uma das vastas obras financiadas pelo Hamas. Deliciosa a analogia com o "Aeroplano", filme que adorei.
p.s. - a Mariana sofre de traços
esquizóides e de mentira compulsiva. Está obviamente a derrapar, a perder o
controle. Atentem nas últimas fotos dela em todas as notícias e não há uma em
que não se detectem esses esgares típicos dos ditadores tresloucados. O
fanatismo e ó.dio com que grita as suas "frases programadas" e
"afirmações mentirosas" assemelha-se muito com os do Adolf. graça Dias Caríssimo Alberto Gonçalves: Este artigo de hoje não é uma opinião, é o
desmascarar e dar a conhecer sobre uma realidade
irrefutável, em que o poder político não se poderá alhear, sobre
e como o dinheiro dos contribuintes está a ser usado no ISCTE ou em quaisquer
outras instituições públicas, cuja função é o estar ao serviço do
conhecimento, e nunca de uma qualquer DOUTRINAÇÃO. O QUE FOI O «7 de Outubro de
2023». Em 7 de Outubro de 2023, uma orgia de MASSACRES e violência
sexual contra civis judeus indefesos. Foi um mundo que assustou enquanto os
terrroriiistaaas transmitiam suas atrocidades nas redes sociais, transformando assassinatos
e violência sexual em um show de programa ao vivo.
☆A única resposta justa a tal barbárie (invasão
de Israel pelo Hamas em 7 de Outubro de 2023 ]
deve ser inflexível ☆
☆ Por meio do seu Império televisivo Al--Hazeera, o Catar promoveu
actividades jihadistas violentas para o Hamas e outros grupos terroristaaas
inspirados pela Irmandade Muçulmana ☆
☆ Dando continuidades ao financiamento do terrorismo, o Catar parece
estar no processo de orquestrar
mais uma "PRIMAVERA em style ARABE "!...será que está a pensar
no OCIDENTE, com a colaboração dos " idiotas úteis" da “extrema
esquerda?»☆
☆ O Catar já gastou " quase US$ 100 Biliões " apenas
em USA para ganhar influência no país, de acordo com a MSNBC ☆
☆ AS FLOTILHAS
Global Sumud também destaca um problema mais profundo: a indignação selectiva
na qual alguns países e ONGs
empregam a linguagem dos direitos humanos de forma desigual. ☆
☆ As
democracias e os actores da sociedade civil devem devem denunciar pensamentos ideológicos mmaléficos, os seus "
santuários " e financiadores.
☆ A linguagem HUMANITÁRIA não deve ser usada como arma para
esconder pensamentos e doutrinação «ignóbil prpró-terrooororismoo ☆ Ao Alberto Gonçalves manifesto o meu agradecimento por este
excelente artigo, não só pela sua frontalidade como pela urgência da sua
divulgação. Maria
Tubucci: Excelente Sr. AG., haja
alguém que veja estes pormenores. Antigamente as universidades eram centros de
conhecimento, actualmente são centros de embrutecimento, como o ISCTE. Fechem
esta chafarica do “conhecimento”, porque os contribuintes portugueses não têm
de andar a pagar terraplanistas da história nem a geocêntricos marados cujo
mundo gira em torno da palestina. E agora que há um plano de paz para Gaza,
sugiro que vão todos para Gaza evangelizar os Gazados e deixem sugar a nossa
carteira e de abusar da nossa tolerância. Eu no 9º ano tive uma profa de
História formada no ISCTE. A pessoa mais comunista que já encontrei em toda a
minha vida, andou 1 mês a torturar e a massacrar nossa paciência com a revolução
russa de 1917 e 2 semanas com o estudo de 2ª Guerra Mundial, mandando depois
fazer um trabalho de pesquisa sobre um tema que quiséssemos da 2ª GM. Eu fiz um
trabalho sobre o famoso discurso do “Sangue, suor e lágrimas” de Churchill.
Claro está que tive suficiente (com s pequeno) porque dizia ela que não dava
negativas, mas dizendo também, que o suficiente com s pequeno era negativa e o
suficiente com S grande era positiva. Sobre a coerência da esquerda aprendi
tudo quando tinha 15 anos. Esquerda para mim é e será sempre lixo tóxico e
radioativo... Ricardo
Ribeiro: Oh pal!Financiar estes
amantes de terroristas com o dinheiro dos meus impostos, também fico chateado,
com certeza que fico chateado!... Manuel: Brilhante AG! Que nunca lhe trema a mão para
continuarmos a poder ler estas suas crónica deliciosas. Bem haja! João Floriano: Tomei conhecimento da Opal sexta-feira dia 4
de outubro quando passei os olhos pelo Expresso da Meia Noite e ouvi algumas
intervenções da senhora Guilia, que agora sei ser italiana. Não me detive no
programa porque já sei o que a casa gasta. Mas lembro-me de ter pensado
precisamente o mesmo que AG escreve aqui na crónica: andamos a financiar
«isto», andamos a financiar o ISCTE, uma reconhecida madrassa no meio
universitário. Quando os estudantes saem à rua a pedir o fim das propinas, é
também os estudantes da OPal que devem «estudar» gratuitamente à nossa custa.
Nem é preciso ter muita imaginação para se perceber o que faz parte do plano de
estudos. Basta ler os comunicados. E lá sairão mais uns tantos doutoramentos. E
involuntariamente ou talvez não veio-me à ideia o CES (Centro de Estudos
Sociais) na Universidade de Coimbra dirigido pelo insigne jarreta baboso
Boaventura de Sousa Santos , que se afastou ou foi afastado por ter levado os
«estudos sociais» para um patamar de investigação com estratégias duvidosas.
Também era um centro de estudos largamente dominado pela mesma esquerda woke
que agora comemora o 7 de outubro no ISCTE. Só lixo que estamos a
pagar do nosso bolso. Joao Cadete:
É fechar e voltar a abrir do zero depois
de correr com os esquerdalhos. Meio Vazio: Falta um observatório para observar os
observatórios do ISCCOISO, é o que é. Uiros Ueramos:
Infelizmente, o caso exposto por Alberto
Gonçalves é apenas mais um exemplo gritante do que se tornaram algumas
universidades públicas em Portugal, verdadeiros viveiros de doutrinação
ideológica da extrema-esquerda, onde o pensamento crítico é substituído por
slogans vazios e a propaganda se disfarça de investigação académica. O ISCTE,
outrora um instituto de ensino, hoje mais se assemelha a uma incubadora de
agitadores que repetem mantras antiocidentais e antiportuguesas com a convicção
de quem nunca leu um livro fora da sua bolha. Como é que chegámos aqui?
Muito simples: a selecção do corpo docente é conduzida com base em critérios
puramente ideológicos, o candidato certo não é quem apresenta o currículo mais
sólido ou contribuições académicas relevantes, mas quem alinha fielmente com as
narrativas da extrema-esquerda. O mérito foi substituído pela militância.
E o resultado está à vista: departamentos que se multiplicam em siglas
pomposas, mas que, na prática, mais parecem células políticas financiadas pelo
contribuinte português. O mais revoltante não é o direito de opinião, ninguém
está a censurar a liberdade de expressão, mesmo quando se trata de delírios
revisionistas e defesa descarada de grupos terroristas. O problema é outro,
muito mais profundo: estes "observatórios", "colectivos" e
"núcleos de reflexão" não passam de estruturas parasitárias que sugam
recursos públicos para promover agendas políticas que atacam os fundamentos da
própria civilização que os sustenta. A ironia é macabra: cuspir no prato onde
comem tornou-se disciplina curricular. E não se trata apenas de ignorância
histórica ou analfabetismo político. Trata-se de uma campanha deliberada de
corrosão da identidade ocidental, de ataque sistemático aos valores liberais, à
democracia, à liberdade individual, à igualdade entre homens e mulheres, tudo
aquilo que o islamismo radical nega, mas que é branqueado com entusiasmo por
jovens desinformados, e pior, por professores que deviam saber mais. O silêncio
cúmplice, ou até cúmplice com cartaz na mão, face às atrocidades de 7 de
Outubro, revela mais do que falta de empatia: revela a completa inversão moral
a que chegámos. Os mesmos que exigem “descolonizar” currículos universitários,
são os que glorificam um culto de morte e submissão medieval. Os mesmos que
gritam “genocídio” a cada operação de defesa de Israel, ficam indiferentes
quando judeus são assassinados em massa. O protesto é selectivo, hipócrita e
estrategicamente orientado contra o Ocidente. E, no fim, tudo isto é feito
com o nosso dinheiro. Com os impostos de quem trabalha, de quem paga IVA até
num pacote de arroz, de quem não pode fugir às finanças, mas que está, sem
saber, a subsidiar panfletos académicos disfarçados de investigação, e vigílias
que comemoram chacinas. Não é apenas um problema de universidades. É um
problema civilizacional.
(Continua)
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