quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Ingleses, portugueses, espanhóis…

 

Fixaram-se em tempos, por esse mundo, e quanto a nós até tivemos, entre tantos mais ilustres que referiram esses “mares nunca dantes navegados”, o nosso Sá de Miranda como um dos pioneiros a desenvolver, em “Carta a D. João III”, esse estranho tema de um esforço inicialmente épico e, posteriormente, consciente do que se conquistara e em consequência nos pertencia, pois que sempre “onde há homens há cobiça”, ao longo da HISTÓRIA sempre isso se viu. Diz, pois, o nosso Sá de Miranda:

«Que em outras partes da esfera,
Em outros céus diferentes,
Que Deus até agora escondera,
Tanta multidão de gentes
Vossos mandados espera.»

Foi assim, com excelsas valentias e sacrifícios, mas o mundo alargou-se e desenvolveu-se. Temos o retorno hoje, e o mundo fica mais empeçado, e não nos parece bem, em pruridos também clássicos, ao contrário desses que hoje nos invadem, é certo que por culpa nossa, que os abandonámos, para manter a nossa aura de universalidade na fraternidade e na solidariedade, esquecidos de que eles também gostam dos clássicos e das escolas de cá que lhos fornecem, além, naturalmente, de um viver mais de acordo com as boas maneiras e as boas regras, mais os bons cozinhados das civilizações a que pertencíamos antes de irmos para lá e a que continuamos a pertencer, agora que também viemos de volta para cá, cozinhados que, de resto, não perdemos. Eles, naturalmente, também não nos querem perder, e têm transportes para nos virem procurar e ficar entre quem lhes proporcionou novos saberes. E novos sabores, de certeza.

O que as elites políticas ainda não perceberam sobre imigração

Muitos começam a achar que há que falar sobre imigração para se barrar o caminho aos partidos anti-sistema. É um equívoco: há é que perceber que o que conta não são as próximas eleições, são as nações.

JOSÉ MANUEL FERNANDES, Publisher e colunista do Observador

OBSERVADOR, 29 set. 2025, 00:23115

Em 1968 estavam a entrar anualmente no Reino Unido 50 mil imigrantes – nos últimos anos estima-se que estejam a entrar 750 mil.

Em 1968 um político conservador, professor de estudos clássicos, fez um discurso em que alertava para os riscos de uma imigração crescente e onde, olhando para o futuro do país e recorrendo a uma frase da Eneida, o poema clássico de Virgílio, disse que lhe parecia ver “do sangue o Tibre inchado a espumar” [o Tibre é o rio que passa por Roma]. O discurso ficou conhecido como o dos “rios de sangue”, provocou a queda política do seu autor, Enoch Powell, e na prática bloqueou qualquer discussão séria sobre a entrada de estrangeiros no Reino Unido durante décadas.

Mas a sombra de Powell não desapareceu por completo. Aqui há uns meses, em Maio, o actual primeiro-ministro, um trabalhista, usou a expressãoilha de estranhosnum discurso sobre imigração e teve de passar dias a explicar-se mesmo sabendo-se que, hoje por hoje e de acordo com o Censo de 2021, apenas 45% dos habitantes de Londres se identificam como “britânicos brancos”, sendo que 41% da sua população nasceu mesmo fora do Reino Unido.

No final da semana passada, num  artigo no Telegraph, esse mesmo primeiro-ministro, Keir Starmer, iria porventura mais longe escrevendo que “a esquerda ignorou os receios causados pela imigração durante demasiado tempoe era necessário reconhecer que isso tinha sido errado. Starmer, que discursará esta semana na conferência anual do seu partido, talvez não chegue a tempo de reparar os danos políticos causados por esta cegueira voluntária: uma sondagem publicada este fim-de-semana indica que ele é o primeiro-ministro mais impopular de sempre (apenas 13% dos eleitores têm opinião positiva), ao mesmo tempo que um outro estudo de opinião indicava que neste momento os seus trabalhistas sofreriam a sua maior derrota eleitoral desde… 1931.

Não devia haver aqui surpresa, pelo menos para quem tenha lido a análise de dados publicada na passada sexta-feira pelo Financial Times, um trabalho baseado em investigações académicas recentes sobre o divórcio entre as elites políticas (eu acrescentaria também as mediáticas) e o sentimento dos eleitorados no que respeita ao tema da imigração. No Reino Unido, por exemplo, à questão sobre se os imigrantes devem ou não ser obrigados a adaptar-se aos costumes do país, 87% do público considera que sim, uma percentagem esmagadora, ao contrário do que sucede na elite política, que se divide ao meio (53% não consideram isso necessário, 47% acham que sim).

São resultados que não deviam permitir qualquer dúvida sobre o porquê do divórcio entre essas elites e um eleitorado cada vez mais cativado por partidos antissistema.

E Portugal? Em Portugal como estamos?

O trabalho do Financial Times também inclui dados para Portugal, e também eles são muito significativos. Tão significativos que me atrevo a reproduzi-los graficamente: (…)

(As barras à esquerda reflectem o desacordo relativamente à ideia de que os imigrantes devem adoptar os costumes do país, as barras azuladas à direita traduzem o acordo com esse ponto de vista)

Nos países analisados neste trabalho do Financial Times há apenas um em que o posicionamento da elite política coincide com o dos cidadãos, e esse país é a Dinamarca, um país neste momento governado por uma primeira-ministra socialista com políticas que colocam fortes limites à imigração –políticas que fazem até de Mette Frederiksen uma aliada de Giorgia Meloni.

Regressando ao nosso pequeno rectângulo, há sinais de que a posição das elites políticas estará a evoluir, e não apenas por o Chega ter desequilibrado o tabuleiro e recentrado certas percepções. No PSD desde a legislatura anterior que parece haver uma evolução das prioridades, no PS há finalmente algumas indicações de que porventura é necessário ter mais atenção aos temas da imigração. Eu não diria que é uma posição consensual ou mesmo transversal, as elites socialistas continuam a reagir muito mal a quem, no terreno, actua com mais determinaçãorecordemo-nos dos ataques ao autarca de Loures, Ricardo Leão –, mas mesmo assim os socialistas até podem estar disponíveis para substituírem o Chega na aprovação da nova lei dos estrangeiros, pontualmente revista depois do chumbo no Tribunal Constitucional. O argumento para o fazerem é que é mau, pois não haverá qualquer convicção nesta mudança de atitude, apenas uma preocupação táctica com manter o tema da imigração fora da agenda mediática até às próximas eleições autárquicas.

O essencial no entanto mantém-se, pois preocupações tácticas nunca corresponderão a políticas bem pensadas ou a uma visão para enfrentar um fenómeno que está a mudar estruturalmente a Europa e também Portugal, e não escrevo “estruturalmente” por acaso. Aquilo que estamos a viver um pouco por todo o lado não é apenas fruto de dinâmicas económicas, como alguns sugerem para criar a ilusão que os imigrantes vêm e vão conforme existir mais ou menos oferta de emprego, mas de mudanças demográficas que são em boa parte resultado de escolhas políticas e de mudanças culturais e morais, temas complexos a que procurarei voltar em próximos artigos.

Há contudo algo que não podemos ignorar, fingindo que tudo é conjuntural e “táctico”: as profundas alterações na composição das nossas populações induzidas pelas vagas migratórias não criam apenas o mal-estar social e político que alimenta descontentamentos e partidos anti-sistema. É por isso que se enganam os que apenas se sentem obrigados a encarar os temas da imigração para evitar o sucesso eleitoral de partidos como o Reform no Reino Unido, a União Nacional em França, a AfD na Alemanha ou o Chega em Portugal.

Digo isto porque a verdade é que estas alterações estão a criar sociedades onde há choques com referências civilizacionais que não são as que construímos ao longo dos séculos, referências que dão cimento à identidade e ao sentimento de pertença dos povos europeus. No fundo, choques que abalam aquilo que é o cimento que faz com que sejamos uma comunidade unida pela partilha de um destino comum, nas boas e nas más horas.

Há quem ache que isso não é importante e que o que conta são as micro-identidades e a pulverização das micro-reivindicações, mas seguir por aí seria fatal para a preservação dos nossos sistemas abertos, destes regimes em que aceitamos que ora ganham “os nossos”, ora ganham “os outros”, no fundo a essência da democracia.

E digo isto porque me parece que continuamos sem perceber todo o alcance do tal famoso discurso de Enoch Powell de 1968, pelo que recordo mais uma passagem, até para chocar as consciências mais fofinhas:

Devemos estar loucos, literalmente loucos, como nação por permitirmos a entrada anual de cerca de 50.000 dependentes, que são na sua maioria o material do futuro crescimento da população descendente de imigrantes. É como assistir a uma nação ocupando-se activamente em amontoar a sua própria pira funerária.”

O trabalhista Starmer, 57 anos depois, já se atreve a sugerir que se calhar o Reino Unido se esteve mesmo a amontoar essa pilha, que se esteve por isso a transformar numa “ilha de estranhos”. É bom que o tenha feito, só que este reconhecimento chega provavelmente tarde demais.

IMIGRAÇÃO       MUNDO

COMENTÁRIOS (de 115)

Coxinho > Maria Tubucci: Muito bem, Maria Tabucci. É isso mesmo. É terrível, é desumano, é tão cruel que se torna inacreditável. Por isso mesmo a maioria da população não acredita que seja verdade. SENDO.                   A FJdf: Também não concordo com o argumento de destruição da sociedade. Talvez a resposta esteja na afirmação do Francisco Louçã: "é preciso criar povo" (para devolver votantes a uma esquerda em queda, entenda se). Os democratas tentaram o mesmo nos EUA, o resultado foi o Trump. Na Europa o resultado serão a Le Pen, Wilders, Farage, e por cá o Ventura.                 SDC Cruz: Em 2017 o PS, apoiado pela extrema-esquerda, fez uma escolha: abrir as portas à imigração para, diziam eles, responder ao défice de mão-de-obra e ao envelhecimento demográfico. Portugal não estava (nem está) preparado para absorver tanta gente que, na sua maioria, não quer saber da nossa língua nem da nossa cultura para nada. O tráfego de droga foi substituído pelo tráfego humano. Lotaram o já depauperado SNS que, se antes não conseguia responder minimamente às carências dos nossos, afundou-se completamente com a onda migratória.

Esta imigração das portas escancaradas protagonizada por toda a esquerdalha, por muito que agora se tente remediar a situação (mesmo contra o TC e o PR), vai ser o início do fim da nossa civilização.

Daqui a umas décadas, vamos dar os parabéns ao PS pelo extraordinário contributo que deu à causa destrutiva! Parabéns pelo excelente artigo.                     A FJ > Maria Tubucci: Compreendo o ponto de vista. Mas continuo a achar que isto tem que ver com equilíbrios políticos, onde se inclui manter o sistema de segurança social que nos foi vendido e que todos sabemos que está falido pela inversão da pirâmide demográfica que lhe deu origem. Trazer emigrantes é uma forma de atenuar o problema alargando a base da pirâmide, no momento e no futuro. Uma vez que estes imigrantes têm muito mais filhos. A alternativa seria os políticos dizerem às populações que não vão ter reforma, e estarem na rua no dia seguinte..                         Df > Maria Tubucci: Que explicação dá para os políticos quererem destruir a nossa sociedade?                    Paulo Cardoso > Maria Tubucci: Maria e Coxinho. Se assim fosse, faria mais sentido fomentar a guerra onde existem mais humanos, a fertilidade é elevada e a poluição maior, nomeadamente: Industão, África e China. Não?                Maria Tubucci: Os meus parabéns por ter acordado Sr. Jornalista JMF. Discordo, as elites políticas há muito perceberam o que é imigração, elas não querem é que se fale disso, por isso tentaram transformar o assunto em tabu. E como o tabu foi quebrado, agora tentam pintar o assunto sob a virtude do humanismo. Repare. O escancarar das fronteiras de Portugal pelo PS não foi acidental, foi premeditado, como tal foi premiado com um tacho dourado em Bruxelas. Não há coincidências, só manobras na sombra. Hoje o PS finge que não sabia das consequências, quando se sabe o que acontece há 20-30 anos com a imigração magrebina em França. O objectivo dissimulado das elites políticas é destruir a cultura ocidental, é destruir os povos nativos, é islamizar a Europa. Nesta fase já não se pode falar em imigração, mas sim em invasão. Uma invasão imposta pelas elites, temos de mudar de elites rapidamente e obrigar ao respeito pela nossa cultura a quem vem de fora, se isto não for aceite, só há um único caminho, a deportação. O nosso país é a nossa casa, nós não temos mais para onde fugir. Nós não somos responsáveis pela miséria do mundo. A nossa matriz cultural criou a nossa sociedade, se esta matriz for destruída, a nossa sociedade também será destruída. E não, os invasores não vêm contribuir para o estado social, vêm para destruí-lo e perante a revolução tecnológica que se anuncia, os países não precisam de mão de obra barata, ignorante e parideira. Sim, o discurso de Enoch Powell de 1968 está cada vez mais actual...                 Uiros Ueramos: A imigração e a atribuição da nacionalidade portuguesa não podem, em circunstância alguma, ser automáticas. A cidadania tem de ser um privilégio, atribuído com critério elevado, rigoroso e selectivo. Não basta cumprir requisitos mínimos ou beneficiar de leis permissivas: deve ser um processo exigente, pago e, além disso, sujeito a um sistema de lotaria que limite o número de acessos. Os critérios fundamentais não podem ser ignorados: domínio profundo da língua portuguesa e adesão inequívoca à matriz cultural e religiosa que moldou Portugal ao longo de 900 anos. Num mundo com mais de 8 mil milhões de habitantes, não podemos transformar a nacionalidade portuguesa num balcão aberto para todos, muito menos importar massas humanas que trazem consigo instabilidade, choques civilizacionais e hábitos incompatíveis com a identidade nacional. Importar “lixo humano” que nada acrescenta apenas serve para corroer a coesão de um país que sempre foi pacífico, civilizado e europeu na sua essência. Mais grave ainda: caminhamos para uma revolução tecnológica que, nos próximos 5 a 10 anos, eliminará milhões de postos de trabalho. A inteligência artificial e a robotização vão substituir não só tarefas elementares na agricultura, comércio e serviços, mas também funções altamente técnicas. Neste cenário, a sobrevivência de Portugal passa por uma verdade dura mas incontornável: não poderemos sustentar mais do que 5 a 6 milhões de habitantes. Os restantes 2 a 3 milhões de “trabalhadores” serão, inevitavelmente, robots e sistemas de IA. A política de imigração e nacionalidade, portanto, não pode ser pensada com base em ilusões ideológicas, mas na realidade demográfica e tecnológica. Portugal só será viável se proteger a sua identidade e limitar o acesso à cidadania a quem, de facto, a merece.                   JPGSG: Tomem atenção, os portugueses, os europeus, não querem uma imigração proveniente do Islão. Sim. Do Islão. Por variadíssimas razões, e não venham com racismos, xenofobias, etc.... Não querem, e estão no seu direito! Ponto! Eu tbm não quero, e irei penalizar e julgar até ao fim dos meus dias, os políticos que não respeitarem a vontade dos portugueses, que é clara. Só não vê, quem não quer. Não ao Islão !!!! É algo visceral.             Alfaiate Tuga: O que as actuais elites portuguesas ainda não perceberam é que a continuarem assim dentro de poucos anos vão deixar de ser elites pois vão deixar de ter poder. Em Portugal a esmagadora maioria das pessoas já perceberam que temos imigrantes a mais, o que é que as elites fizeram para correr com eles? Nada. Os portugueses vão acabar a eleger o aventureiro para PM, apenas porque é o único que falta em correr com os invasores. É óbvio que o Chega não tem gente para governar o país, mas se conseguir correr com parte dos invasores já presta um grande serviço á pátria. Para mim não chega fechar a porta, é preciso atirar pela janela muitas dos que cá estão. Dizem por aí que há actividades que não sobrevivem sem mão-de-obra imigrante, pois se não pode pagar salários que atraem portugueses pode fechar amanhã.                  Rui Lima: O que mais me irrita é a esquerda e outros povos insultarem o único povo o único continente que, por princípio legal é não racista sendo obrigado a receber o resto do mundo . A verdade é que o povo europeu, em média, também tem uma cultura de maior tolerância que todos os outros. Europa tem um sistema de protecção social e legal único no mundo, que faz com que migrantes mesmo em situação irregular tenham direitos básicos garantidos. Direito a cuidados de saúde de urgência (mesmo sem documentos). Crianças estrangeiras, mesmo sem papéis, têm acesso à escola pública. Leis de asilo que permitem pedir protecção e que, enquanto decorre o processo, dão alojamento e subsídios. Proibição legal de discriminação com base na raça, religião ou origem. Com todos estes directos na Europa sem igual no resto do mundo , pode jogar contra ela acabando  destruída com povos que não se integram .

Comparação com outras regiões: China: estrangeiros são sempre “waiguoren” (forasteiros). Naturalização é quase impossível, não há benefícios sociais para migrantes ilegais e a discriminação pode ser aberta. Turquia / Médio Oriente muitos refugiados sírios vivem em campos ou em situações precárias, sem acesso a protecção total do Estado. Alguns países do Golfo chegam a expulsar imigrantes em massa quando já não precisam de mão-de-obra. África: em vários países, a integração de estrangeiros é limitada e há episódios frequentes de xenofobia contra migrantes de países vizinhos.

Ou seja, na Europa, mesmo quem chega ilegalmente acaba protegido por um “colchão” de direitos fundamentais, o que realmente não existe na maioria dos outros continentes. Parem de insultar os europeus único povo que paga a tudo e a todos, vão para África pedir protecção, vão para a Ásia pedir protecção eu conheço o mundo fico irritado com a ignorância.                 Ruço Cascais: Faltou referir, no meio de Melenchon e Starmer, o nosso Costa, que entretanto, pisgou-se para a União Europeia. Costa foi a cara da nossa extrema-esquerda, porque, enquanto, Mortágua e Rui Tavares faziam barulho, Costa efectivava políticas que nos trouxeram a actual situação de imigração desregulada, sem obstáculos e sem critérios. Costa, o grande político português cheio de experiência à semelhança do seu amigo Marques Mendes. José Manuel Fernandes, um dia destes, se te lembrares e te der para tal empreitada, disserta sobre os benefícios da experiência de Marques Mendes para Portugal. Será que na União Europeia conhecem as políticas de portas abertas de António Costa e as suas consequências em Portugal? Conhecem pois. Se a causa da imigração regulada passar a ser uma causa generalizada da União Europeia, qual será o papel do socialista António Costa em Bruxelas nas novas políticas para a imigração? Talvez o passado político de António Costa o deixe fora de pé na União Europeia, e, por isso, prefere o silêncio e as luzes baixas do seu luxuoso gabinete num canto recôndito e bem afastado do actual centro político de Bruxelas. Bullying dirão uns, racismo gritará a extrema esquerda.                  Gabriel Madeira > Liberales Semper Erexitque: Portanto, os ciganos estão connosco desde antes de Portugal existir. Pergunta: ao fim de quase 900 anos da existência do país, ainda não se integraram? Mantêm os mesmos usos e costumes?               Ricardo Ribeiro: Acordaram agora para o problema, o principal e o causador de todos os outros, seja Sns, habitação, educação/falta de professores, serviços públicos entupidos. Começaram as coisas mais uma vez pelo telhado e não com uma política de imigração que estivesse de acordo com as reais necessidades e capacidades do país (sim, são necessários imigrantes, mas não tantos e de qualquer proveniência...devia se dar preferência aos de fácil integração e com a folha criminal limpa). Mas mais vale tarde do que nunca, não sei é se vão a tempo de reparar o grande mal que fizeram ao nosso país com esta política criminosa de portas escancaradas.                 Ana Torres: As grandes cidades como o Porto e Lisboa já são "ilha de estranhos", estão irreconhecíveis, com uma população muçulmana em franco crescimento o fenómeno que está a abalar ESTRUTURALMENTE a Europa e Portugal não é só um mal-estar social e político é o fim da civilização europeia, uma realidade que os políticos de esquerda e de direita com a sua ganância pelo poder teimam em não perceber. Somos diferentes, somos brancos somos cristãos e é essa identidade cultural que nos identifica como povo europeu. Pedro Passos Coelho em 2017 alertou para o perigo da vaga de imigração e há dias alertou para o colapso do SNS e os políticos quer sejam de esquerda ou de direita que continuam alegremente a ignorar essa realidade e a ignorar a vontade do seu povo.                     Miguel Seabra: A esquerda pensa que mais um emigrante = mais um voto. O centro e a direita moderada têm medo da critica e submetem-se por covardia. Os políticos em geral estão sempre sequiosos de boa imprensa. E os media esmagadoramente de esquerda querem agradar às elites académicas e serem eles próprios reconhecidos como elite. O problema é que o povo não acredita e despreza os políticos, os media e os académicos….                     Maria Cordes: A política de imigração do PS, é uma estratégia deliberada. Ouvir Ricardo Costa dizer que os portugueses vão ter de se habituar à mudança da cor da sua pele, com ar de desforra, na televisão, abriu-me os olhos. Os problemas psicanalíticos destes senhores, aliados a uma esquerda em estertor, que viu na imigração uma maneira de ganhar votos, atribuindo a nacionalidade a torto e a direito, é uma visão terrífica, onde já mergulhámos. Ver a esquerda transformada em conferência Vicentina, para rebentar de vez com o tecido social de uma nação, substituindo o proletariado, que manipularam, pelo choradinho pelos coitadinhos, é caricato. O elevador social nos outros tempos, ancorou-se na escola pública e no seminário. Assisti, nos últimos 30 anos, presencialmente à destruição da escola pública, pelo facilitismo, a falta de exigência, a preocupação em trabalhar para as estatísticas, a não colaboração com o sistema internacional de avaliação, no inicio do piza, a alteração de programas e o descuido na formação e avaliação de professores, cada vez menos preparados. Também assisti no centro de Lisboa à desagregação das famílias por causas sociais, o país ao abandono, em que uma pseudo-elite enriquecia, em bolha. Um dos maiores crimes do 25 de Abril. A geração mais bem preparada, é a que frequentou o ensino privado. O que resta, bairros, autênticos muceques, turmas quase na totalidade de alunos africanos, que mal sabem falar e escrever português e nos últimos anos a islamização concertada para reaver o AlAndaluz, com mulheres subjugadas a serem prolíficas, para ultrapassarem os cristãos. Se tivéssemos aprendido com os ingleses, franceses e os da Catalunha, cujos problemas são deliberadamente escondidos pela actual comunicação social, dominada pelos wokistas! Para que serve um Parlamento que deixou Costa extinguir o SEF e abrir as portas escancaradas? Onde estavam os deputados do PSD?          Vitor Batista > Hugo Marinho: Antes aos judeus do que aos muçulmanos, percebeu ou quer desenho?                    Carlos Chaves: Pois é, mas é uma ilusão pensar que a esquerda (incluindo o PS), fará marcha atrás neste delicadíssimo tema! A esquerda está intrinsecamente de acordo com esta imigração, por isso a promoveu e a defende, se agora disfarça é por pura conveniência de agenda política. A esquerda quer dividir para reinar, a esquerda quer acabar com a célula nuclear da sociedade, a família tradicional, a esquerda quer-nos pobres e dependentes do Estado, a esquerda quer acabar com o que nos liga a esta secular Nação… Em suma a imigração de culturas, religiões e de tradições opostas ou conflituantes com as nossas, é essencial e defendida pela esquerda (basta ver as TV’s todos os dias), cabe-nos a nós rejeitá-la completamente!             

 

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