Um comentário
enviado pelo Dr. SALLES. Sobre regionalização. Sempre pensei que a
regionalização – quando se discutiu sobre isso, suponho que ainda no século
passado – século de inesperadas - e desastrosas – mudanças no nosso mundo luso –
seria um factor de desunião e divisionismo, num país como este nosso, de vozear
tantas vezes de atropelo, sobretudo nessa altura sucedânea aos cravos
revolucionários, (exceptuando as naturais provas contrárias, pela seriedade dos
resistentes) – a regionalização significando, para mim, enterro definitivo do
sentimento pátrio, já truncado com as descolonizações então despachantes de
sentimentos em torno da nossa História. A mim repugnava-me a ideia de
regionalização, sintomática de definitivo divisionismo destruidor do conceito “pátria”,
na sua unidade global, conhecendo um pouco a picardia humana a respeito de
apropriações e suas lutas. Não sei se penso diferentemente, hoje. Como diria
Afonso de Albuquerque, para usar ilustrativa referência «de mal com os homens por amor d’el rei, de mal com el-rei por amor dos
homens… ou seja de mal com os homens
por amor da pátria, - esse pequeno rectângulo, pioneiro na expansão
material e cultural do mundo hoje conhecido. Regionalização para quê? Se cada
Região pode trabalhar em função do seu desenvolvimento, olhos pregados não na Cruz,
mas no Respeito por esse breve Rectângulo a que pertence, e que se deve
dignificar, como figurando ainda no tablado geográfico das nações terrenas.
HENRIQUE SALLES DA FONSECA
29.09.25
INQUÉRITO
RESPOSTA DO COR. ADRIANO MIRANDA LIMA
Esta é uma questão
nada fácil para um leigo como eu, mas atrevo-me a pensar que uma regionalização
bem concebida poderá alavancar um melhor desenvolvimento do país.
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