Dos COMENTÁRIOS ao texto anterior “Os nossos inimigos têm mísseis. Nós temos
princípios” (De: “Parece óbvio”), bem expressivos da preocupação geral pela
fraqueza ou indiferença europeias num mundo de diferentes tamanhos.
Maria Cordes: Interiorizarmos esta
problemática, é aterrador. Portugal tem estado refém de uma esquerda caviar,
que tratando da sua vidinha e da dos amigalhaços, se esconde atrás de um biombo
de causas morais e humanistas, conseguindo um prodígio, 2 milhões de pobres, e uma
classe média, que se remediava, a afundar-se. A Europa, destruída por dentro,
com uma imigração islâmica, a raposa na capoeira, cuja estratégia
determinada e sournoise, não sei dizer em português, não é investigada,
classificada e identificada, o que a torna vulnerável. Quando Suleyman
atacava Viena, o perigo era identificável. Agora, não. Em Portugal, um pôr-do-sol,
no rio, é entusiasticamente aplaudido, nas redes sociais. Quando o tema é a
presente invasão e o desagregar das bases culturais e religiosas identitárias,
como se de um tsunami se tratasse, a reação é gélida, ou antagónica. Somos
uma sociedade dividida, e em que uma grande %, não compreende o que lê. À
escola o devemos, e o futebol e os programas educativos da televisão rebentaram
com o resto. Também somos pobres. É constrangedor andar por aí. A
diferença, em Madrid, é abissal. A minoria, mais educada, emigrou
definitivamente. Muitos, em altos cargos, lá fora. Cada vez mais oiço, que
até optam por estudar, no estrangeiro, a começar pelos da casa. O
prognóstico, não é animador. Se os vídeos que nos chegam das capitais
europeias, se confirmarem, os mísseis não fazem falta. Vamos implodir, por
dentro. O RU, já era. Liberales
Semper Erexitque: Mais um que os simpáticos "democratas" tentaram censurar: Parece que no seu artigo o esquecido
coronel Rodrigues do Carmo se esqueceu hoje dos EUA e da "NATO"!
Pior, fala da Europa como se a Europa existisse no que respeita a Defesa. E
essa é a verdadeira questão, os mísseis de longo alcance estão-lhe subordinados.
Ou os filósofos do condomínio se convencem de que têm mesmo que o administrar,
e não chamar uns "states" quaisquer do outro lado do Atlântico, ou
continuarão a discutir ética na língua de quem o administra, e não na língua de
quem dispara mísseis sobre eles. Precisarei de dizer qual é a língua em que
discutem? António
Soares > Liberales Semper Erexitque: Não. Todos "ouviram"
zurrar... Liberales
Semper Erexitque > António Soares: Confunde a língua inglesa com
zurros? Talvez convenha procurar ajuda médica... Komorebi
Hi: Pois muito bem SR Coronel, ainda ontem a Ministra da Economia alemã não sei
se Democrata-Cristã ou do SPD, alertava para a desindustrialização da
Alemanha a favor dos BRICS e especialmente da RPC, a quem a UE e
Comissões, através da excessiva regulamentação, do apoio à Rússia,
de Merkel e os que lhe sucederam à Rússia. Como pode Vª Exª sonhar com uma
Europa que se defenda não apenas com armamento, com dirigentes que dormem com o
inimigo? Talvez seja melhor ver o que se passa com países como a Polónia, para
ser curto e ligeiro, e perceberá o que se passa na NATO, onde o último
Sec.Geral era um socialista de famílias socialistas norueguesas e nem sei se o
Nobel da paz foi retirado ou não, tal a informação e a contra-informação que
circulam por aí. Mesmo os USA perderam a capacidade de construção naval e
aeronáutica, mas sempre com a possibilidade de voltar atrás, a UE e a Alemanha
conseguem? A França esqueça, é o baluarte de sempre da porcaria gerada pela
Revolução Francesa, pelas ideias inglesas ou das luzes e pela desgraça que foi
Napoleão, Pétain ou Mitterrand. O UK está de pantanas, nem vale a pena
continuar... desculpe a linguagem de caserna: a Europa tem peidos de velha para
se defender e os que gostam de os "snifar"... Paradigmas
Há Muitos! > Komorebi Hi: O sistema IT destes
comentários do OBS também precisa de mais investimento em HW e SW. Eu respondi
isto acima a um post do PF, entretanto esse post dele ficou algures de
quarentena e daí aparece essa minha resposta, à primeira vista, como se fosse
resposta ao seu post quando não tinha nada a ver com ele.😬 Paradigmas
Há Muitos! Paradigmas Há Muitos!: Agora corrigiram a posição da
minha resposta. Claro, sempre é mais fácil do que fazer mísseis
balísticos! 😬 Pedro
Fernando: [Comentário em moderação] Paradigmas
Há Muitos! > Pedro Fernando: E, partindo do princípio que
você sabe tanto do assunto em concreto como eu, isto é nada, você colocou a
hipótese de o sr. Coronel ter sido aposentado precisamente por defender as
ideias deste artigo e de que quem estava no poder político - militar na altura
não as ter querido ouvir / agir em consonância? E se a aposentação tiver sido
por isso, você repetia a sua tentativa de graçola? Pedro
Fernando > Paradigmas Há Muitos!: Mas olhe que, de acordo com
o Diário da República, não foi…
Carlos Chaves: “Quem
acredita que o mundo é um condomínio de filósofos acabará por descobrir, cedo
ou tarde, que os filósofos não têm mísseis. E quem não os tem acaba a discutir
ética no idioma de quem os dispara.” Genial e real, caro José António
Rodrigues do Carmo! Ou seja, a Europa não percebeu ou não quis perceber, que
primeiro está a nossa segurança e só depois é que vem o resto! E será que já
percebeu? Ou será preciso cair um míssil balístico em Bruxelas na sede da NATO? Licínio Bingre do Amaral: Tem toda a razão. Esperemos
que efectivamente a Europa mude mesmo e tome as medidas necessárias para ter
meios para se defender adequadamente. João
Almeida Gomes: Nem toda a Europa está inerte e imóvel, há países europeus a investir de
forma discreta e assertiva, como tem de ser. Em defesa não se comunica, faz-se. Jose
CarmoJoão > Almeida Gomes: É verdade Francisco
Ramos: Sem dúvida que se trata duma análise lúcida e bem elaborada, mas por este
andar estamos a criar um espaço onde a vida se vai tornar impossível. Já lá
dizia alguém, que não sabia o resultado da próxima guerra, mas a que
viesse a seguir seria à pedrada. Uma análise de quem sabe do que fala, e
faz o favor de nos brindar com artigos de opinião do melhor que o jornal
apresenta. Mas a especialidade da casa é falar de Mortágua e afins. Alexandre
Barreira: Pois. "Os nossos inimigos
têm mísseis. Nós temos princípios". Tem razão. O "nosso" grande
problema. Não são os "pincípios". São
os......"finais"......! Lourenço
de Almeida: Este senhor é das pessoas que pensa e escreve melhor sobre o que se passa
no mundo. Parabéns e obrigado.
GateKeeper: Top 10. Luís
Martins: Há uma postura displicente da Europa mas em parte compreendo porque a
Europa ainda treme com a primeira metade do século XX. A Europa viveu os mais
sangrentos regimes ideológicos e esteve no centro da I e II guerras mundiais.
Mas, não se preocupe, daqui a 3 anos já vamos estar armados até aos dentes e
parece que ainda bem porque assim já temos argumentos para quem quiser vir
fazer farinha connosco. José B
Dias > Luís Martins: E vamos todos ignorar que há
muitos séculos que a Europa não é invadida ou sequer atacada por absolutamente
nenhuma entidade vinda do seu exterior ... as guerras na Europa são há séculos
apenas e só variações sobre o tema da guerra civil! Tal como actualmente no seu
Leste ... Fica pois a pergunta para queijinho: quem é que quer "vir fazer
farinha connosco" e quem é o nós do "connosco"? Será que não
estará a Europa a armar-se "até aos dentes" para ... mais uma
variação da sua guerra civil intermitente? Creio que valeria a pena reflectir
sobre isto ... Nuno
Pinho > José B Dias: A “Europa” foi invadida em
2014 e nada fez. José B
Dias > Nuno Pinho: A Europa não foi invadida por
nada mais que a mesma Europa! Ou onde lhe parece que fica a Rússia? Nuno Pinho > José B Dias: Pior ainda…. José B
Dias > Nuno Pinho: As guerras na Europa desde há
séculos sem fim sempre tiveram tal característica ... são guerras civis que as
corridas aos armamentos sempre tiveram o condão de alargarem e aprofundarem! E todos os conflitos que foram terminados
sem resolver as questões de base que a eles levaram ... regressaram sempre
piores que antes. A História está aí para o provar! Jose Pires> José B Dias: Ah não? Quem é que impediu os Russos de prosseguirem com a anexação total
da Alemanha após anexarem a Polónia, Checoslováquia, Bulgária e demais países
de Leste aos seus interesses? Se os USA não o tivessem feito, hoje falávamos
todos russo! José B
Dias > Jose Pires: Por acaso, na reunião de
Yalta, Churchill, Roosevelt e Stalin acordaram a divisão de áreas de ocupação e
de influência no pós-guerra. E até acordaram a manutenção das Repúblicas
Bálticas e da Moldávia como Repúblicas Socialistas Soviéticas ... e a alteração
das fronteiras da Alemanha, da Polónia, da Hungria, da Eslováquia e da Roménia.
Os norte-americanos até recuaram após a capitulação alemã para as linhas de
ocupação acordadas em Yalta, cedendo o território às forças da URSS. E olhe
que com excepção da metade leste da antiga Prússia Oriental, todas as
aquisições feitas à custa de terceiros integram hoje principalmente o território
da Ucrânia e do Belarus. PS: a esmagadora maioria de
alemães de leste, polacos, húngaros checos, eslovacos, nulgaros, romenos
e afins não fala russo ...
José Pires e Borges > José B Dias: Os russos fazem muitos
acordos. Só não respeitam é nenhum! José B Dias
> José Pires e
Borges: Mas olhe que os acordos não se fazem consigo mesmos ... e não há quem não
tenha desrespeitado ou abandonado acordos ao longo dos tempos. Os russos não só
não são excepção como nem estará no topo dos menos cumpridores. PS: Yalta foi respeitada o que até justifica a Grécia fora da esfera de
influência tal como acordado entre Stalin e Churchill ... António
Costa e Silva > José B Dias: Como escreveu Spengler, a
Europa não é o Ocidente. A ideia de Europa serve para integrar a Rússia. José B Dias > António Costa e Silva: Nada a opor e relembro até que
esse oportunidade existiu no início da década de 90 do passado século ... e foi
antes usada para outros fins!
José B Dias: Não há como responder a um ataque sem escalar. Quando
a Rússia dispara um Iskander convencional sobre Kharkiv ou quando o Irão lança
uma chuva de mísseis a 1 500 km, a Europa limita-se a mandar condolências e declarações
e manifestar profunda preocupação. E porque deveria a "Europa" enviar
algo parecido com mísseis em lugar condolências e condenação do acto? Tanto
quanto julgo saber a "Europa" não é uma aliança de policiamento do
mundo, nem Israel nem a Ucrânia têm tratados de defesa mútua com a
"Europa". Para quem só tem um martelo tudo parece ser um prego
... Nuno
Pinho > José B Dias: O José não entende o mundo. É
o seu problema. Quando lhe chegar ao quintal, vai ser como o Bloco de
Esquerda….ui…já fui. Entenda o texto, entenda o que tem acontecido à sua volta.
Entenda que não se quer guerra faz três anos….e os países visados continuam a
fazer das suas. Tivesse o espaço aéreo sido interditado precocemente e a Rússia
não andava a brincar aos mísseis e drones. vitor
gonçalves > Uiros
Ueramos: Para isso, era
necessário que o PS2 quisesse e pudesse desmontar o complexo de ONGs e
Fundações deixados pelo PS/ISCTE. Ainda não vi nada que fosse um simulacro
dessa vontade, mas já ouvi as pérolas da Balseiro Lopes ao bom estilo Woke
esquerdoido. Liberales
Semper Erexitque > António Soares: Confunde a língua inglesa com
zurros? Talvez convenha procurar ajuda médica... Liberales
Semper Erexitque: Mais um que os simpáticos "democratas" tentaram censurar: Parece que no seu artigo o esquecido
coronel Rodrigues do Carmo se esqueceu hoje dos EUA e da "NATO"!
Pior, fala da Europa como se a Europa existisse no que respeita a Defesa. E
essa é a verdadeira questão, os mísseis de longo alcance estão-lhe
subordinados. Ou os filósofos do condomínio se convencem de que têm mesmo que o
administrar, e não chamar uns "states" quaisquer do outro lado do
Atlântico, ou continuarão a discutir ética na língua de quem o administra, e
não na língua de quem dispara mísseis sobre eles. Precisarei de dizer qual é a
língua em que discutem?
Antonio C Moreira: Mais um artigo do Cor.
Rodrigues do Carmo, com análise fria e estratégica, actual e de primordial
importância. 1. As relações internacionais de poder
assentam no PODER e não nos PRINCÍPIOS. É uma luta civilizacional
antiga dotar o Sistema Internacional (SI) de princípios. O que se tem
assistido na História é que só
impõe ou implanta princípios no SI quem
tem poder para os fazer respeitar. É como em cada Estado, os
tribunais sentenciarem o direito num qualquer litígio, mas não haver força
coerciva no Estado para efetivar a sentença. Para nada servirá tal sentença, a
não ser, talvez, algum conforto moral para quem vê reconhecido o seu direito... 2. O PODER NACIONAL de cada País ou Estado
compõe-se por um conjunto de elementos, um dos quais é o da VONTADE e
COESÃO nacionais, que precisa de CONSCIÊNCIA DOS SEUS CIDADÃOS para
perceberem o que se passa à sua volta e se unirem para exigir ou apoiar os seus
líderes num rumo ou nas acções necessárias. É neste sentido que vejo a
principal vantagem do artigo em comentário. Lúcido e pedagógico. 3. É dos livros e dos ensinamentos dos estrategas que são
3 as Aspirações Universais da Humanidade: Segurança e Defesa, Desenvolvimento,
Justiça e respeito pelos Direitos da Pessoa. Por esta ordem! A
ordem é facilmente justificável: Não há Desenvolvimento sem Segurança e
Defesa e não há Justiça efectiva sem Desenvolvimento. A Europa,
sobretudo a ocidente da Ucrânia, apresenta-se com décadas de desprezo pelas
necessidades e essencialidade existencial de Segurança e Defesa. É como que
um edifício muito bonito e onde trabalham muitos cidadãos e até imigrantes, sem
alicerces ou fundações necessárias para o manter. Ao primeiro vendaval...cai! 4. É um erro menosprezar quem nos ameaça e tem meios
para concretizar a ameaça. O que a Federação russa tem feito na europeia
Ucrânia só não passou para cá da Ucrânia, pela resistência de que a atacada tem
sido capaz, resistência esta impressionante e inesperada para o atacante. Nós, a Ocidente europeu da Ucrânia,
temos sorte e devemos agradecer-lhe o dar-nos tempo extra para nos prepararmos.
Seremos inconscientes e estúpidos se não aproveitarmos o tempo para isso. E, já
agora, para agradecer e apoiar a Ucrânia que tem o seu povo a morrer em vez de
outros povos europeus, em sacrifício do qual todos beneficiamos... Paradigmas Há Muitos!: Como habitualmente muito bem
pensado e escrito. Quanto à interpretação os leitores terão a tendência a
pensar que a "culpa é dos políticos" mas em democracia estes são
eleitos ou pelo menos pode-se escolher entre alguns e pode-se demitir outros. Por
isso a escolha que tem sido feita é a favor dos que aumentam os salários da FP,
aumentam as reformas, "fazem obra", são muito bonzinhos com subsídios
para tudo, financiam a música pimba mas também as artes e as letras e as ONGs,
perdoam as dívidas dos PALOPs, etc, etc e naturalmente para a defesa e
investimento a sério em armas avançadas sobra pouco. Resumindo, a mensagem
do Coronel Rodrigues do Carmo é fundamentalmente dirigida a cada um de nós.
Sobre os "filósofos", eu acrescentar-lhes-ia e destacaria até os
"activistas do ISCTE" e os "gurus das redacções" pois estes
sabem falar a linguagem comum e com as suas manipulações esquerdistas
anestesiar a vontade natural de defesa dum povo. Quanto aos verdadeiros
"filósofos" eles pairam numa nuvem tão elevada que por um lado
dificilmente cairão em manobras de propaganda maniqueísta e por outro mesmo que
o tentem fazer a sua linguagem, pelo baixo volume e pelo código complexo
usados, não é perceptível pelo comum dos mortais e por isso a sua influência,
mesmo nos políticos, será sempre comparativamente menor do que a dos novos
mensageiros da "boa nova" do esquerdismo e "pacifismo". João Almeida Gomes: Nem toda a Europa está inerte
e imóvel, há países europeus a investir de forma discreta e assertiva, como tem
de ser. Em defesa não se comunica, faz-se. Uiros
Ueramos: Brilhante texto, Exmo. Senhor Coronel José António Rodrigues do Carmo.
Subscrevo integralmente o seu raciocínio, é lúcido, corajoso e
tecnicamente irrepreensível. Apenas acrescento um ponto essencial: Portugal tem
capacidade humana e intelectual para desenvolver os seus próprios mísseis
balísticos e hipersónicos convencionais, se existir vontade política e
estratégia nacional. Não é preciso gastar fortunas, apenas canalizar os
recursos certos para os sítios certos. O exemplo está lá fora: a startup
norte-americana Castelion recebeu da U.S. Navy um contrato de apenas 4 milhões
de dólares para o desenvolvimento do míssil hipersónico Blackbeard, um sistema
de ataque aéreo de última geração com potencial para uso naval, aéreo e
terrestre. Quatro milhões! Um valor irrisório face ao impacto estratégico e
tecnológico do projeto. E já está em live testes. Enquanto isso, em
Portugal, desperdiçamos milhões em ONGs de extrema-esquerda antiportuguesas,
verdadeiros parasitas ideológicos como o SOS Racismo, o Olho Vivo ou a
Solidariedade Imigrante, que nada produzem, nada defendem e vivem à custa do
contribuinte. Esses fundos deviam ser reencaminhados para startups de defesa,
laboratórios tecnológicos e universidades portuguesas, academia militar, onde
há engenheiros brilhantes e visionários capazes de criar soluções de dissuasão
de custo reduzido e alto impacto. Temos cérebros, falta-nos apenas visão
e coragem política. Portugal não pode continuar refém de um pacifismo
hipócrita e dependente, precisamos de meios próprios, de credibilidade
estratégica e de autonomia militar real. Chega de financiar o discurso
derrotista e de fingir que “condenar” é o mesmo que “dissuadir”. Quem não tem
meios, acaba de joelhos. Quem os tem, fala de igual para igual. Portugal foi
uma superpotência militar no seculo XV e XVI, está no tempo de usarmos os nossos
recursos humanos novamente.
Francisco Almeida: O simples facto deste artigo apenas ter dois
comentários, confirma a ideia de que os portugueses se sentem constrangidos a
falar de armamento. Não passará de pormenor mas estranho que este artigo me
surja em 4º lugar quando selecciono opinião mas não apareça nos destaques
quando acedo pelo 360º sendo substituído por um da segunda linha. graça Dias:
Caro Senhor Coronel José
António R do Carmo: Nada entendo sobre mísseis balísticos terrestres, cruzeiro
ou outros. Mas entendo e aprendo através dos seus excelentes e tão importantes
artigos aqui no Observador. Não desconheço o que foram as guerras do passado ao
longo dos séculos e as suas causas, mas, no presente as guerras são bem mais
complexas e perigosas, em que convenções, compromissos, alianças e tratados
foram rasgados e ignorados, pelo que, não há mais espaço para filósofos e muito menos
para tecnocratas, líderes idiotas ou imbecis. Neste artigo o Senhor
Coronel escreve: # " Na guerra, quem tem meios impõe o ritmo.
Quem não tem marca reuniões e fala de diplomacia. " # Neste "
desconcerto " na geopolítica presente, na qual a moral e a ética deixaram
de ter validade, a Europa tem
que despertar da sua apatia. Ao Senhor Coronel José do Carmo o meu
obrigada por esta análise lúcida e baseada no conhecimento e experiência. Lourenço
de Almeida: Este senhor é das pessoas que pensa e escreve melhor sobre o que se passa
no mundo. Parabéns e obrigado. Maria Cordes: Interiorizarmos esta problemática, é aterrador. Portugal tem estado refém
de uma esquerda caviar, que tratando da sua vidinha e da dos amigalhaços, se
esconde atrás de um biombo de causas morais e humanistas, conseguindo um
prodígio, 2 milhões de pobres, e uma classe média, que se remediava, a
afundar-se. A Europa, destruída por dentro, com uma imigração islâmica, a
raposa na capoeira, cuja estratégia determinada e sournoise, não sei dizer em
português, nâo é investigada, classificada e identificada, o que a torna
vulnerável. Quando Suleyman atacava Viena, o perigo era identificável. Agora,
não. Em Portugal, um pôr-do-sol, no rio, é entusiasticamente aplaudido, nas
redes sociais. Quando o tema é a presente invasão e o desagregar das bases
culturais e religiosas identitárias, como se de um tsunami se tratasse, a reacção
é gélida, ou antagónica. Somos uma sociedade dividida, e em que uma grande
%, não compreende o que lê. À escola o devemos, e o futebol e os programas
educativos da televisão rebentaram com o resto. Também somos pobres. É
constrangedor andar por aí. A diferença, em Madrid, é abissal. A minoria, mais
educada, emigrou definitivamente. Muitos, em altos cargos, lá fora. Cada vez
mais oiço, que até optam por estudar, no estrangeiro, a começar pelos da
casa. O prognóstico, não é animador. Se os vídeos que nos chegam das
capitais europeias, se confirmarem, os mísseis não fazem falta. Vamos implodir,
por dentro. O RU, já era. Carlos Chaves: “Quem acredita que o mundo é um condomínio
de filósofos acabará por descobrir, cedo ou tarde, que os filósofos não têm mísseis.
E quem não os tem acaba a discutir ética no idioma de quem os dispara.” Genial
e real, caro José António Rodrigues do Carmo! Ou seja, a Europa não percebeu ou
não quis perceber, que primeiro está a nossa segurança e só depois é que vem o
resto! E será que já percebeu? Ou será preciso cair um míssil balístico em
Bruxelas na sede da NATO?
joaquim Duarte > Francisco Almeida: Não são só os portugueses que
estão alheados, são os europeus e seus dirigentes. Nuno Pinho > José B Dias: A “Europa” foi invadida em
2014 e nada fez. Quase
Famoso: Eu pergunto: os balneários e as casas de banho já são todas inclusivas e
neutras? A neutralidade carbónica não poderá ser conseguida mais cedo? as
tampas das garrafas de plástico não poderão estar mais bem presas? Ainda outro
dia abri uma e fiquei com a tampa na mão, foi dos maiores sustos da minha vida.
A Europa tem coisas mais importantes em que pensar, do que andar a brincar às
guerras. Komorebi Hi: Pois muito bem SR Coronel,
ainda ontem a Ministra da Economia alemã não sei se Democrata-Cristã ou do SPD,
alertava para a desindustrialização da Alemanha a favor dos BRICS e
especialmente da RPC, a quem a UE e Comissões, através da excessiva
regulamentação, do apoio à Rússia, de Merkel e os que lhe sucederam à
Rússia. Como pode Vª Exª sonhar com uma Europa que se defenda não apenas
com armamento, com dirigentes que dormem com o inimigo? Talvez seja melhor ver
o que se passa com países como a Polónia, para ser curto e ligeiro, e perceberá
o que se passa na NATO, onde o último Sec.Geral era um socialista de famílias
socialistas norueguesas e nem sei se o Nobel da paz foi retirado ou não, tal a
informação e a contra-informação que circulam por aí. Mesmo os USA perderam
a capacidade de construção naval e aeronáutica, mas sempre com a possibilidade
de voltar atrás, a UE e a Alemanha conseguem? A França esqueça, é o
baluarte de sempre da porcaria gerada pela Revolução Francesa, pelas ideias
inglesas ou das luzes e pela desgraça que foi Napoleão, Pétain ou Mitterrand. O
UK está de pantanas, nem vale a pena continuar... GateKeeper: Top 10. graça
Dias > Francisco Almeida: Caro Francisco Almeida. Concordo
com a observação sobre o lugar que alguns artigos de excelência têm aqui no
Observador. Sempre comparo com os lugares de algumas companhias aéreas nos voos
transatlânticos: 1° classe business class, turística de 1°, turística de 2°: Reprovo em absoluto os artigos de opinião não
figurarem todos no mesmo espaço
de Opinião . Miguel Macedo: A esquerdalha nojenta destruiu
a Europa! É capaz de ser irreversível! Uma desgraça! Francisco Ramos: Sem dúvida que se trata duma
análise lúcida e bem elaborada, mas por este andar estamos a criar um espaço
onde a vida se vai tornar impossível. Já lá dizia alguém, que não sabia o
resultado da próxima guerra, mas a que viesse a seguir seria à pedrada. Uma
análise de quem sabe do que fala, e faz o favor de nos brindar com artigos de
opinião do melhor que o jornal apresenta. Mas a especialidade da casa é falar
de Mortágua e afins. Manuel
Magalhaes: Muito bom e necessário artigo, pois a realidade é muito dura e ela é neste
momento a prova da imbecilidade dos incautos governantes europeus que nos têm
conduzido ao perigosissimo estado em que nos encontramos!!! A FJ: Que grande título. Anos de
parvoíce resumidos numa frase. E pagaremos caro. Nuno
Pinho > José B Dias: José, a Rússia faz testes com
elementos nucleares e lança diariamente 600 equipamentos aéreos sobre um país
soberano. Ninguém quer atacar a Rússia. Mas o bom senso diz que não se pode ver
a China elaborar um exército capaz, a Rússia testar mísseis de todos os tipos,
o Irão desenvolver força nuclear e a Coreia do Norte vir para a Rússia testar
armamento e irmos falar “de nada”. Não é propaganda, é ver o Presidente da
Rússia em roupa militar falar de mísseis “invencíveis” ao seu CEFA e em Moscovo
os Russos a comprar perfumes na Gucci ou em Lisboa a comprar uma casa nas
Amoreiras. O que pretende o José falar com estes estados???? Repito, o José tem
que sair da sua bolha mental e assumir que pode estar errado. Nuno
Pinho > José B Dias: O José não entende o mundo. É
o seu problema. Quando lhe chegar ao quintal, vai ser como o Bloco de
Esquerda….ui…já fui. Entenda o texto, entenda o que tem acontecido à sua volta.
Entenda que não se quer guerra faz três anos…. e os países visados continuam a
fazer das suas. Tivesse o espaço aéreo sido interditado precocemente e a Rússia
não andava a brincar aos mísseis e drones. klaus
muller > SDC Cruz: É isso, Cruz! Já com a URSS passava-se a mesma coisa:
todos (inclusivamente os States) tinham medo da Rússia: era poderosíssima,
tinha uma Exército Vermelho que país nenhum igualava, etc. Depois, foi o que se
viu... Jorge
Almeida: Extra! Extra! Fontes 100% fidedignas e o General Agostinho Costa revelam que a Rússia
está a testar uma nova arma super secreta, nunca antes divulgada, sob estreita
supervisão do Presidente Putin. Esta nova arma vai mudar definitivamente o paradigma
da guerra moderna e vergar os inimigos da mãe Rússia à sua condição de
miseráveis subalternos. Relatórios secretos indicam que se trata de um
poderoso Cotonete Atómico, capaz de operar a velocidades subsónicas e
hipersónicas, guiado pela mais moderna inteligência artificial e dotado de
cargas nucleares de capacidade destrutiva nunca vista. Entre outras inovações,
pode inclusive ser lançado amanhã e atingir o seu alvo anteontem! N do R: Para quem estiver interessado, esse Cotonete Atómico
também está disponível numa variante dildo, para utilizações mais
personalizadas! Nunca pára!
S N: excelente crónica sobre um assunto tão importante e urgente joao lemos: que tal uma profunda investigação a toda a actividade da sra Merkel? José B
Dias > Luís Martins: E vamos todos ignorar que há
muitos séculos que a Europa não é invadida ou sequer atacada por absolutamente
nenhuma entidade vinda do seu exterior ... as guerras na Europa são há séculos
apenas e só variações sobre o tema da guerra civil! Tal como actualmente no seu
Leste ... Fica pois a pergunta para
queijinho: quem é que quer "vir fazer farinha connosco" e quem é o
nós do "connosco"? Será que não estará a Europa a armar-se "até
aos dentes" para ... mais uma variação da sua guerra civil intermitente?
Creio que valeria a pena reflectir sobre isto ... Francisco
Almeida > joao lemos: E à senhora que durante 12
anos foi sua ministra? José B
Dias: Não há como
responder a um ataque sem escalar. Quando a Rússia dispara um Iskander
convencional sobre Kharkiv ou quando o Irão lança uma chuva de mísseis a 1 500
km, a Europa limita-se a mandar condolências e declarações e manifestar
profunda preocupação. E por que deveria a "Europa" enviar algo
parecido com mísseis em lugar condolências e condenação do acto? Tanto quanto
julgo saber a "Europa" não é uma aliança de policiamento do mundo,
nem Israel nem a Ucrânia têm tratados de defesa mútua com a "Europa".
Para quem só tem um martelo tudo parece ser um prego.
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