HENRIQUE SALLES DA FONSECA
A BEM DA NAÇÃO, 06.10.25
INQUÉRITO
Faço minhas as palavras do COMENTÁRIO DE ISAURA LOPES: «Importa
debater estes temas Parabéns a este blog» * * *
Com
o
COMENTÁRIO
DE HENRIQUE SALLES DA FONSECA
Começo
por agradecer as participações até agora ocorridas e por informar que, sendo
este um tema central das motivações deste blog, o presente INQUÉRITO se manterá
aberto sem previsão de encerramento. Mais informo que não tenciono fazer uma
síntese conclusiva pois todas as participações já publicadas têm óbvio mérito
absoluto e porque os nossos leitores têm o seu próprio poder de síntese.
Permito-me,
contudo, lembrar a quem nos lê que política é via pela qual se propõe um grupo
de pensadores conduzir um país, uma região, uma localidade, um agregado social
de um ponto de partida para se chegar a um novo patamar de bem-estar/bem-comum.
A democracia é a liberdade de escolha entre conceitos alternativos de bem-comum
e vias alternativas para se alcançar o desiderato de cada proposta. Aquilo que
mais aparece nos telejornais é politiquice e manipulação.
A
busca do bem-comum continua em aberto…
Outubro
de 2025
HENRIQUE
SALLES DA FONSECA
e
O COMENTÁRIO de
ADRIANO
MIRANDA LIMA 06.10.2025 21:57
Não
estando em condições de me pronunciar sobre “políticas
de desenvolvimento” em concreto
para o país, contudo, algumas leituras, nomeadamente da obra do geógrafo francês P. George, (no seu livro intitulado A
Geografia Activa, II edição),
convenceram-me de que sem uma reconfiguração
territorial da administração do Estado não haverá uma verdadeira reforma das
instituições, aquela que permite uma racionalização dos serviços públicos e o
desejável saneamento financeiro. O
desenvolvimento económico e social passa necessariamente pela criação destas
condições. Ou seja, é imprescindível. Sem
ela, quaisquer políticas de desenvolvimento que se adoptem dificilmente terão
efeitos estruturantes na globalidade da economia e do progresso social.uma
regionalização administrativa. Comprova-o
a nossa incapacidade de atingir os níveis de desenvolvimento que seria suposto
esperar depois de tantos recursos recebidos da CEE e da UE. Para isso, só uma explicação se afigura plausível:
uma organização territorial anquilosada e desequilibrada. Tentou-se minorar os seus efeitos com os muitos
milhares de quilómetros que rasgaram o território, mas de pouco ou nada valeram
para combater o abandono do interior, dado que a politica do alcatrão não foi
acompanhada de outras medidas, que por sua vez estariam à partida votadas ao
insucesso pelo modelo antiquado da nossa organização territorial e
administrativa. Ora, a ausência de um nível autárquico intermédio - as
regiões - condena os municípios a um diálogo penoso com o
poder central, onde a exigência legítima é muitas vezes entendida como
reivindicação paroquial e a satisfação se confunde com o favor político. Os incêndios que todos os anos assolam o país expõem
de forma flagrante essa lacuna (com reflexo na coordenação, articulação,
emprego e gestão dos meios de combate) que persiste no processo constituinte da
organização política e administrativa concebida pela revolução de abril de 1974. Só que se caiu no erro, para mim crasso, de politizar a criação de regiões administrativas, com a
tendência de a considerar como uma medida da esquerda, como se viu nos debates
parlamentares do passado e nas últimas eleições em que a regionalização foi
objecto de escrutínio eleitoral.
Mas não, ela nem é de esquerda nem de direita. Fico por aqui para não
sobrecarregar este espaço, mas voltarei ao tema. ADRIANO MIRANDA LIMA
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