terça-feira, 14 de outubro de 2025

POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO (cont)


HENRIQUE SALLES DA FONSECA

A BEM DA NAÇÃO, 06.10.25

INQUÉRITO

Faço minhas as palavras do COMENTÁRIO DE ISAURA LOPES: «Importa debater estes temas Parabéns a este blog» * * *

Com o

COMENTÁRIO DE HENRIQUE SALLES DA FONSECA

Começo por agradecer as participações até agora ocorridas e por informar que, sendo este um tema central das motivações deste blog, o presente INQUÉRITO se manterá aberto sem previsão de encerramento. Mais informo que não tenciono fazer uma síntese conclusiva pois todas as participações já publicadas têm óbvio mérito absoluto e porque os nossos leitores têm o seu próprio poder de síntese.

Permito-me, contudo, lembrar a quem nos lê que política é via pela qual se propõe um grupo de pensadores conduzir um país, uma região, uma localidade, um agregado social de um ponto de partida para se chegar a um novo patamar de bem-estar/bem-comum. A democracia é a liberdade de escolha entre conceitos alternativos de bem-comum e vias alternativas para se alcançar o desiderato de cada proposta. Aquilo que mais aparece nos telejornais é politiquice e manipulação.

A busca do bem-comum continua em aberto…

Outubro de 2025

HENRIQUE SALLES DA FONSECA

e

O COMENTÁRIO de

ADRIANO MIRANDA LIMA 06.10.2025 21:57

Não estando em condições de me pronunciar sobre “políticas de desenvolvimento” em concreto para o país, contudo, algumas leituras, nomeadamente da obra do geógrafo francês P. George, (no seu livro intitulado A Geografia Activa, II edição), convenceram-me de que sem uma reconfiguração territorial da administração do Estado não haverá uma verdadeira reforma das instituições, aquela que permite uma racionalização dos serviços públicos e o desejável saneamento financeiro. O desenvolvimento económico e social passa necessariamente pela criação destas condições. Ou seja, é imprescindível.  Sem ela, quaisquer políticas de desenvolvimento que se adoptem dificilmente terão efeitos estruturantes na globalidade da economia e do progresso social.uma regionalização administrativa. Comprova-o a nossa incapacidade de atingir os níveis de desenvolvimento que seria suposto esperar depois de tantos recursos recebidos da CEE e da UE. Para isso, só uma explicação se afigura plausível: uma organização territorial anquilosada e desequilibrada. Tentou-se minorar os seus efeitos com os muitos milhares de quilómetros que rasgaram o território, mas de pouco ou nada valeram para combater o abandono do interior, dado que a politica do alcatrão não foi acompanhada de outras medidas, que por sua vez estariam à partida votadas ao insucesso pelo modelo antiquado da nossa organização territorial e administrativa. Ora, a ausência de um nível autárquico intermédio - as regiões - condena os municípios a um diálogo penoso com o poder central, onde a exigência legítima é muitas vezes entendida como reivindicação paroquial e a satisfação se confunde com o favor político. Os incêndios que todos os anos assolam o país expõem de forma flagrante essa lacuna (com reflexo na coordenação, articulação, emprego e gestão dos meios de combate) que persiste no processo constituinte da organização política e administrativa concebida pela revolução de abril de 1974. Só que se caiu no erro, para mim crasso, de politizar a criação de regiões administrativas, com a tendência de a considerar como uma medida da esquerda, como se viu nos debates parlamentares do passado e nas últimas eleições em que a regionalização foi objecto de escrutínio eleitoral. Mas não, ela nem é de esquerda nem de direita. Fico por aqui para não sobrecarregar este espaço, mas voltarei ao tema. ADRIANO MIRANDA LIMA

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