sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Pura farsa (continuação)

 

Actualizações em directo

O que se passou até agora

O Presidente norte-americano, Donald Trump, comunicou que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, prometeu deixar de importar petróleo russo, uma decisão alinhada com as sanções impostas pelos Estados Unidos para pressionar Moscovo a pôr fim à guerra na Ucrânia. Contudo, o governo indiano não confirmou oficialmente esta medida, embora haja informações que refinarias no país se estão a preparar para uma redução gradual das importações de petróleo russo.

Vladimir Putin declarou que a rejeição da energia russa por muitos países europeus foi influenciada por pressão política, resultando em consequências económicas adversas para a Europa, como a diminuição da produção industrial e o aumento de preços. Este cenário tem levado a Rússia a buscar novos parceiros de comércio energético que considera mais promissores e fiáveis.

A Comissão Europeia apresentou um plano de defesa até 2030, prevendo a contínua ameaça da Rússia militarizada. Este plano propõe investimentos conjuntos em armamento entre Estados-membros, com destaque para áreas prioritárias como defesa aérea e sistemas antimísseis. A iniciativa de uma “muralha anti-dronesestá entre os projetos para fortalecer a segurança das fronteiras europeias.

O Parlamento Europeu votou para que a União Europeia suspenda a importação de gás natural liquefeito da Rússia até janeiro de 2026, como parte de uma estratégia para proteger os interesses da UE face à manipulação do fornecimento de energia por parte da Rússia. Excepções são permitidas apenas para contratos de curto e longo prazo já estabelecidos antes de junho de 2025, desde que não sejam alterados posteriormente.

Há 23m19:02 André Certã

Após duas horas de chamada Trump-Putin, porta-voz da Casa Branca acredita ainda ser possível encontro Putin e Zelensky

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, diz ainda achar possível um eventual encontro entre Putin e Zelensky, falando no rescaldo da chamada entre os líderes dos EUA e da Ucrânia.

Segundo Leavitt, citada pela Sky News, a chamada entre os chefes de Estado durou duas horas e terá havido progressos sobre a guerra.

Há 1h18:32 André Certã

Putin agradeceu a Melania Trump pelo seu envolvimento na recuperação das crianças ucranianas

O Presidente Vladimir Putin agradeceu à primeira-dama dos EUA, Melania Trump, por se ter envolvido nas negociações para o regresso das crianças ucranianas, indicou Donald Trump na rede social Truth Social.

“Ele ficou muito agradecido e disse que isso iria continuar”, acrescentou.

“Também passámos muito tempo a falar sobre o comércio entre a Rússia e os Estados Unidos quando a guerra com a Ucrânia terminar”, relatou Trump.

Há 1h18:22 André Certã

Trump diz que se vai encontrar com Putin em Budapeste, depois de primeira reunião entre conselheiros na próxima semana

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que ambos os líderes concordaram encontrar-se em Budapeste, depois de uma primeira reunião entre conselheiros dos dois países, na chamada entre ambos realizada esta quinta-feira.

“O Presidente Putin e eu encontrar-nos-emos então em um local acordado, Budapeste, Hungria, para ver se podemos pôr fim a esta guerra ‘inglória’ entre a Rússia e a Ucrânia”, disse na Truth Social.

“No final da chamada, concordámos que haverá uma reunião dos nossos conselheiros de alto nível na próxima semana”, lê-se ainda na publicação, revelando que Marco Rubio liderará a delegação dos EUA no encontro com localização a determinar.

Há 1h18:16 André Certã

Casa Branca diz que chamada Trump-Putin foi "boa e produtiva" e acordaram reunião entre staff de ambos os lados.

A Casa Branca relatou que a chamada entre Donald Trump e Vladimir Putin foi “boa e produtiva”, noticiou a Sky News.

A porta-voz Karoline Leavitt indicou que os dois Presidentes concordaram numa reunião entre o staff de alto nível de ambos os lados. Eventualmente, indicou, ainda pode vir a ser realizada um encontro pessoal entre ambos os líderes.

Há 2h17:26 André Certã

Cortes de energia de emergência já foram aplicados, confirma empresa energética estatal

A empresa energética estatal Ukrenergo confirmou que “foram aplicados cortes de energia de emergência” em “todas as regiões da Ucrânia”, algo já avançado pelo Ministério da Energia na quarta-feira.

“Além disso, em todas as regiões, até ao final do dia de hoje, continuam em vigor os horários de restrição de potência para consumidores industriais”, lê-se no comunicado publicado Facebook.

“Amanhã, 17 de outubro, a aplicação dos horários de restrição de potência para a indústria está prevista em todo o território da Ucrânia, no período das 07h00 às 22h00”, avisou ainda a empresa.

Há 2h17:02 André Certã

Porta-voz do Kremlin confirma que conversa ao telefone Putin-Trump está a decorrer

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que os Presidentes dos EUA e da Rússia estão ao telefone, segundo a agência RIA Novosti.

Há 3h16:27 André Certã

"A conversa é longa". Trump publica na Truth Social durante chamada com Putin

O Presidente dos EUA, Donald Trump, publicou durante a chamada com o homólogo russo na rede social Truth Social.

Numa curta publicação, Trump indicou estar “a falar com o Presidente Putin neste momento”.

“A conversa está em curso, é longa, e irei relatar o seu conteúdo, tal como o Presidente Putin [irá], quando terminar. Obrigado pela vossa atenção a este assunto!”, escreveu.

Há 3h16:11 José Carlos Duarte

Conversa telefónica entre Trump e Putin já começou

A CBS News está a avançar que a conversa entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, já começou.

Há 3h15:56 André Certã

Putin diz que rejeição da energia russa pela UE está a ter "consequências" na Europa

Falando numa conferência em Moscovo, Vladimir Putin diz que a rejeição da energia russa por “muitos países europeus” foi feita “sob pressão política” e está a ter consequências nesses estados, noticiou a Sky News.

Na própria UE, assistimos a uma diminuição da produção industrial, ao aumento dos preços devido ao encarecimento do petróleo e do gás provenientes do outro lado do oceano, bem como a uma menor competitividade dos produtos europeus e da economia europeia no seu conjunto”, acrescentou, sublinhando que esta medida europeia incentivou a Rússia a procurar novos parceiros.

A acção da UE apenas acelerou a mudança dos nossos fornecimentos em favor de clientes mais promissores e confiáveis: países que conhecem os seus interesses e agem racionalmente com base nesses interesses”, acrescentou.

Há 4h15:49 Observador

O que se sabe até agora:

Donald Trump comunicou que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, prometeu parar de importar petróleo russo, depois dos EUA terem imposto sanções adicionais ao país. Esta medida enquadra-se na pressão a Moscovo a acabar com a guerra na Ucrânia. Entretanto, o governo indiano não confirmou oficialmente esta medida, embora se saiba que refinarias indianas se preparam para reduzir gradualmente as importações de petróleo russo.

A Rússia lançou um ataque aéreo significativo sobre a Ucrânia, utilizando mais de 300 drones e 37 mísseis. As regiões de Vinnytsia, Sumy, Poltava, Chernihiv e Kharkiv foram especialmente afectadas, com particular ênfase em infraestruturas energéticas e civis. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou a sanções mais severas e ao aumento das capacidades de longo alcance para pressionar Moscovo.

O Parlamento Europeu votou para que a União Europeia deixe de importar gás natural liquefeito da Rússia até 1 de janeiro de 2026. A medida tem como objetivo proteger os interesses da UE contra a manipulação do fornecimento de energia por parte da Rússia. Excepções limitadas estariam disponíveis para contratos de duração curta e longa já estabelecidos antes de junho de 2025.

A Comissão Europeia apresentou um plano de defesa até 2030 como resposta à ameaça contínua da militarização russa. Este plano destaca a necessidade de investimentos conjuntos em armamento e interoperabilidade entre as forças armadas dos Estados-membros. O documento estabelece alvos de compras conjuntas de defesa e identifica áreas prioritárias, como defesa aérea, sistemas antimísseis, e cibernética.

Há 4h15:23 José Carlos Duarte

Antes de encontro com Zelensky, Trump vai falar ao telefone com Putin esta quinta-feira

O Presidente norte-americano, Donald Trump, vai esta quinta-feira falar ao telefone com o seu hómologo russo, Vladimir Putin, avança o jornal Axios.

A chamada telefónica ocorre antes do encontro entre Donald Trump e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Washington esta sexta-feira.

Há 6h13:32 António Moura dos Santos

UE apresenta plano de preparação para a guerra. "O perigo não desaparecerá mesmo quando a guerra na Ucrânia terminar", defende Kallas

Como tinha sido anunciado esta manhã, a Comissão Europeia propôs esta quinta-feira quatro importantes projectos assentes na defesa europeia, antecipando a continuação do clima bélico no continente mesmo após o eventual fim da guerra na Ucrânia.

“O perigo não desaparecerá mesmo quando a guerra na Ucrânia terminar. É evidente que precisamos de reforçar as nossas defesas contra a Rússia”, afirmou a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, numa conferência de imprensa, citada pela Reuters.

Entre as medidas propostas estão a famosa “muralha anti-drones”, aqui descrita oficialmente como o “European Drone Defence Initiative” (“Iniciativa Europeia de Defesa com Drones”) e a Vigilância da Fronteira Oriental, que visa “fortalecer as fronteiras orientais da UE por terra, ar e mar”.

Como tinha sido avançado pelo Político, estas propostas surgem num roteiro de políticas de defesa a implementar até 2030, tendo em conta não apenas a ameaça de um conflito com a Rússia, mas também a postura dos EUA em relação ao financiamento da NATO.

Kallas antecipou que ambos os projectos deverão estar na sua capacidade inicial até ao final do próximo ano, sendo se projecta que o sistema anti-drones esteja totalmente operacional um ano depois e a protecção fronteiriça atingir esse estatuto até ao final de 2028.

Após a apresentação destas propostas, cabe agora aos líderes dos 27 estados-membros da UE decidir se aprovam as propostas e se chegam a acordo sobre quem irá gerir os projetos que receberem luz verde.

De recordar que a UE prevê a alocação de 800 mil milhões de euros ao sector da defesa nos próximos anos, montante que inclui um pacote de 150 mil milhões de euros para projectos comuns de empréstimos (com quase seis mil milhões previstos para Portugal) e 650 mil milhões de euros estimados em gastos nacionais que não contam para os tectos das apertadas regras orçamentais comunitárias.

Os países da NATO estabeleceram como meta alocar 3,5% do seu PIB em despesas tradicionais com equipamentos de defesa e 1,5% do PIB em investimento no setor até 2035.

Há 6h13:16 António Moura dos Santos

Ucrânia diz ter atingido importante refinaria de petróleo russa durante a noite

Segundo um comunicado publicado no canal de Telegram das Forças de Operações Especiais da Ucrânia, algumas das suas unidades conseguiram atingir com sucesso a refinaria de petróleo de Saratov.

Trata-se de uma das mais antigas instalações russas de refinação de petróleo, detida pela empresa petrolífera estatal Rosneft, e já tinha sido alvo de outro ataque há um mês, a 16 de setembro.

Esta, refere a nota, faz parte de um “conjunto de ações assimétricas” que a Ucrânia tem levado a cabo com “o objectivo de deter o inimigo”.

O Estado-Maior ucraniano também já confirmou o ataque, adiantando que as suas forças armadas “estão a implementar consistentemente um conjunto de medidas para atingir elementos críticos da base militar-industrial da Federação Russa, a fim de privá-la da capacidade de continuar a agressão”.

Há 7h12:51 Agência Lusa

Eurodeputados pedem que Portugal e outros países da UE deixem gás russo em 2026

O Parlamento Europeu pediu hoje que a União Europeia deixe de importar gás natural liquefeito da Rússia a partir de 1 de janeiro de 2026, aplicando-se uma proibição gradual a Portugal e sete outros países que ainda compram.

Em causa está um projeto de resolução hoje aprovado em Bruxelas pelos eurodeputados das comissões da Indústria, Investigação e Energia e do Comércio Internacional, no qual defendem planos preliminares para proibir as importações de gás russo — por gasoduto e gás natural liquefeito (GNL) — a partir de 1 de janeiro de 2026.

O objectivo da iniciativa — aprovada por 83 votos a favor, nove contra e uma abstenção — é “proteger os interesses da União Europeia [UE] contra a instrumentalização do fornecimento de energia pela Federação Russa”, afirma a assembleia europeia em comunicado.

Os eurodeputados admitem, porém, excepções limitadas para contratos de curta duração (até 17 de junho de 2026) e de longa duração (até 1 de janeiro de 2027), desde que celebrados antes de 17 de junho de 2025 e não alterados posteriormente.

Os operadores energéticos poderiam invocar razões de força maior para rescindir contratos de importação de gás russo, dada a proibição legal.

Os eurodeputados também propõem proibir o armazenamento temporário de gás natural de origem russa em instalações da UE a partir de 1 de janeiro de 2026 para evitar fugas legais e riscos de contorno.

A partir da mesma data, o Parlamento Europeu quer proibir todas as importações de petróleo russo, incluindo produtos petrolíferos derivados de crude russo, exigindo autorização aduaneira prévia e verificação da origem.

Serão agora iniciadas discussões com os Estados-membros no Conselho sobre esta proposta.

Há 9h10:37 António Moura dos Santos

Chanceler alemão vai defender em encontro europeu para que se utilizem os activos russos congelados para ajudar Ucrânia

Friedrich Merz declarou esta quinta-feira perante o parlamento alemão que vai pedir à União Europeia para que recorra aos activos russos congelados no Ocidente para conceder um empréstimo de 140 mil milhões de euros sem juros à Ucrânia para financiar os seus esforços de guerra na próxima cimeira da UE.

O chanceler alemão, que já tinha revelado uma sugestão semelhante no final de setembro, garantiu na câmara baixa do Bundestag que vai formalizar o pedido no próximo Conselho da Europa.

“Não queremos fazer isso para prolongar a guerra, mas para acabar com ela. Putin deve perceber que o nosso apoio à Ucrânia não diminuirá, mas aumentará, e que ele não pode contar com a possibilidade de nos superar”, afirmou Merz, citado pela Reuters.

Há 9h10:14 Agência Lusa

China defende cooperação comercial e energética com a Rússia e acusa EUA de “intimidação unilateral e coerção económica”

Pequim defendeu hoje como “legítima a sua cooperação energética com Moscovo, após Washington afirmar esperar que a China suspenda as compras de petróleo russo, à semelhança do prometido pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

“O comércio normal da China com países de todo o mundo, incluindo a Rússia, é legítimo e conforme as regras”, afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa Lin Jian, em conferência de imprensa.

Lin acusou os EUA de praticarem “intimidação unilateral e coerção económica”, que “violam gravemente as normas do comércio internacional e colocam em risco a segurança e estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento globais”.

O porta-voz sublinhou que a posição da China em relação à guerra na Ucrânia “tem sido sempre objectiva e justa”, sendo “clara, pública e amplamente reconhecida”.

Há 10h09:37 António Moura dos Santos

Ataque russo obriga à suspensão do funcionamento de unidade de produção de gás em Poltava

O ataque russo desta madrugada com recurso a mísseis e drones teve como consequência a suspensão das operações numa unidade de processamento de gás na região de Poltava, no centro da Ucrânia.

Durante a noite, o inimigo atacou mais uma vez a infraestrutura energética da DTEK Naftogaz com drones e mísseis. Como resultado do ataque, as operações de produção de gás na região de Poltava foram interrompidas”, lê-se numa nota publicada pela empresa energética estatal no seu canal de Telegram.

Naftogaz já tinha adiantado esta quarta-feira que as suas instalações já tinham sofrido três ataques russos nos últimos oito dias. Esta é uma consequência da estratégia que a Rússia começou a implementar este outono, de atacar infraestruturas de electricidade e gás ucranianas, obrigando Kiev a reintroduzir cortes esporádicos de energia nalgumas regiões e a importar mais 30% de gás do que aquele que planeava comprar no estrangeiro para garantir o abastecimento no inverno.

Há 10h09:29 António Moura dos Santos

Director do FSB acusa Reino Unido de conspirar com a Ucrânia para sabotar gasoduto russo TurkStream

Alexander Bortnikov, o director do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, a agência de segurança que sucedeu ao KGB), acusou esta quinta-feira Londres de apoiar actos de sabotagem levados a cabo por Kiev.

Temos informações sobre a preparação, pelos britânicos em conjunto com os serviços secretos ucranianos, de sabotagens contra o gasoduto Turkish Stream”, afirmou Bortnikov — citado pela agência RIA Novosti — numa reunião do Conselho de Chefes de Segurança e Serviços Especiais da CEI, a comunidade de antigas repúblicas soviéticas.

O gasoduto em causa, um dos principais a ligar Rússia à Turquia, já foi atacado em mais do que uma ocasião pela Ucrânia, ainda que nenhum dos ataques tenha tido sucesso.

Bortnikov acusou ainda Londres, através do MI-6, de planear ” incursões de grupos de sabotagem nas regiões fronteiriças da Rússia, ataques a infraestruturas críticas, incluindo com o uso de aeronaves não tripuladas, barcos sem tripulação e mergulhadores de combate”.

Há 10h09:02 António Moura dos Santos

Trump diz que Índia prometeu deixar de comprar petróleo russo. Nova Deli responde que prioridade é "salvaguardar os interesses" dos indianos

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu esta quarta-feira que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, lhe prometeu que Nova Deli vai deixar de comprar petróleo russo, depois de ter imposto tarifas à Índia.

“Estava descontente com o facto de a Índia comprar petróleo [à Rússia], e ele garantiu-me hoje que não comprarão petróleo à Rússia”, frisou o líder republicano na Sala Oval, em resposta a uma pergunta da imprensa. “É um grande passo em frente. Agora preciso de convencer a China a fazer o mesmo”, acrescentou.

A confirmar-se, este é um passo significativo na campanha de pressão de Washington para que Moscovo negoceie o fim da guerra na Ucrânia, já que a Rússia é o principal fornecedor de petróleo da Índia.

No entanto, esta mudança não foi reconhecida pelo Governo indiano, que se limitou a afirmar que o seu foco está em garantir preços estáveis de energia e assegurar o abastecimento. “Tem sido nossa prioridade constante salvaguardar os interesses do consumidor indiano num cenário energético volátil. As nossas políticas de importação são inteiramente orientadas por esse objetivo”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros indiano, em comunicado citado pela Reuters.

A agência noticiosa, todavia, diz ter confirmado junto de três fontes distintas — não-identificadas — que os refinadores indianos estão a preparar-se para reduzir as importações de petróleo russo, com expectativas de uma redução gradual.

Não é expectável, porém, que tal decisão tenha repercussões a curto-prazo. As mesmas fontes não só adiantam que as refinarias “não foram formalmente informadas pelo governo sobre a interrupção das compras de petróleo russo”, como admitem que seria difícil interromper imediatamente a compra deste produto energético. Fazê-lo traria “uma mudança repentina para a compra de outros tipos de petróleo aumentaria os preços globais do petróleo e ameaçaria alimentar a inflação”, escreve a Reuters.

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