Demonstrativa do seu parecer que parece honrado, na justeza de afirmações
com as quais me identifico, sobre independência crítica, característica que
defende no seu amigo- Quanto às suas especulações sobre a zona que descreve, a
minha vida fechada não me permite abalizar, mas são opiniões que devo atender,
naturalmente, já as tendo escutado.
«Em
resposta à carta de Bernardo Capucho
Caro Bernardo, não nos
conhecemos, mas temos perspectivas diferentes do que é a política.
Na referência feita ao João Maria
Jonet, cabe-me referir o seguinte:
A política é a arte do
compromisso, é a vontade de realizar, de mudar, de fazer parte. Acusa o João
de ter tentado outras aventuras, que não a câmara de Cascais, mas o João
Maria acabou por perceber onde poderia ser mais útil. Para avançar numa
aventura destas há algo que poucos têm e felizmente, o João teve, CORAGEM
(lembra-se das mensagens que recebeu no seu texto a dizer que o Bernardo é que
devia ser o candidato?). O João desvinculou-se do partido onde se sentia em
casa, tornou-se independente e concorre contra o status quo existente. Poderia
ter escolhido a facilidade de fazer uma escolha dentro do partido que sempre
foi o seu, mas optou por virar costas à sua zona de conforto. E posso afirmar,
do que
me foi dado observar, que uma
das suas principais qualidades é a honestidade que não reconheço em nenhum
outro candidato, é a convicção de querer fazer mais e melhor, é a força de
acreditar nas suas ideias e abarcando a de todos os que gravitam à sua volta,
por isso tem um programa extenso e profundo de ideias e é o carácter que tão
falho está na política actual.
Jonet,
Cascais para Viver, conseguiu ser a única força a não repetir nomes,
podendo-se concluir sobre a seriedade que existe desde o princípio deste
trabalho exaustivo, desta candidatura feita de gente de várias cores e
origens, daí o termo independente. Não personaliza o insulto, apenas diz
com a verdade que se lhe reconhece no carácter e na coragem, o que pensa, sem
receio das consequências, o que faz do João um senhor ao contrário de todos os
outros.
A independência leva a que possa
fazer exigências, sem estar afecto a demandas partidárias, o que obviamente,
também pode trazer dissabores e demorar mais tempo a atingir os seus
objectivos, mas a vontade está
lá.
Tem pouca experiência política,
por causa da idade? Sim, o que lhe dá mais credibilidade por
não estar afectado nem infectado
pelo sistema.
Agora vamos a factos:
12
anos de Carlos Carreiras, o que foi feito?
Muito betão, a invadir zonas de
paisagem protegida e sempre a pensar no vil metal, pois só
estrangeiros ou os mais ricos
deste país têm acesso a esses espaços privilegiados. Basta uma
viagenzinha aérea sobre a zona do
Guincho e da Malveira, para vermos todas as malfeitorias
feitas ao concelho. Quem vive
desde sempre em Cascais e pertence à classe média, não tem
acesso a essas habitações. Os
jovens prolongam a sua estadia em casa dos pais, pois mesmo
casais com dois ordenados, não
têm a mínima hipótese de adquirir ou arrendar habitação em Cascais, onde sempre
viveram e querem continuar a viver. E falo com muito conhecimento de causa
sobre este assunto! Os filhos vivem em casa dos pais, muito para além dos 30
anos.
Pelo contrário facilita-se a
vida aos estrangeiros, a quem são cedidos terrenos para a construção de igrejas
ortodoxas russas, que são ao lado de Putin, os maiores impulsionadores da
cobarde carnificina que os russos estão a fazer na Ucrânia. Somos nacionais
porreiristas e devemos agradar a deus e ao diabo. Ginásios com tudo escrito em
russo, sem a devida tradução para português, numa clara fuga à lei e a câmara,
gerida pelo todo poderoso Carlos Carreiras, permite estas marginalidades, este
desrespeito pelo povo que os acolheu e com quem a maioria desses senhores
russos, não se misturam, vivem em comunidades fechadas.
Esperemos que no futuro, não
venhamos todos a pagar um preço elevado por isso!!
Concluindo este tema, a visão de
Carlos Carreiras e futuramente o cisne Nuno Piteira Lopes,
são da opinião que devemos dar
tudo a russos, chineses e afins, desde que apresentem o vil
metal e nada aos portugueses,
filhos da terra! Vergonhoso!
Quanto à história da Quinta dos
Ingleses, está muito mal contada e isso pode perguntar ao seu familiar António
Capucho, que viveu situação semelhante no início do seu mandato à frente da Câmara
de Cascais, pois transformou um projecto de duas torres de 20 andares do seu antecessor
Judas, num parque imenso em S. João do Estoril, mas o Bernardo sendo daqui
tenho a certeza que está ciente
desse facto.
Através da requalificação dos
terrenos da Quinta dos Ingleses, fazendo permutas, havendo
boa vontade e trabalho, não
apenas interesse (e não só!!!), dever-se-ia ter feito um esforço
muito maior para acabar com o crime
ecológico que está prestes a acontecer em Carcavelos e passo a citar os contras
(já que a parte positiva sabemos todos a quem interessa e porquê).
Entre habitação e hotelaria, vão
entrar mais 4.000 ou 5.000 viaturas diariamente na marginal ou na A5, com o
exponencial aumento do ruído, da poluição e do caos nas estradas,
diminuindo substancialmente a
qualidade de vida de quem vive no concelho.
A praia de Carcavelos é o ex-libris
da zona, sendo o surf a sua marca maior e ninguém consegue saber ao certo o
quanto a mudança do tipo de vento, pela volumetria que vai existir na frente
mar, poderá alterar ou não a capacidade de atrair surfistas para a praia ou
mesmo a sobrevivência da praia, com a dimensão actual, tal como a conhecemos
hoje.
Não posso falar do seu cisne,
pois não o conheço pessoalmente, mas acredito que com a experiência que tem, se
tenha transformado num especialista a manipular as mentes de toda a gente. Em
linguagem corriqueira diria que o Nuno Piteira Lopes, já leva “muitos anos a
virar frangos” e com um excelente professor!
Mas posso, isso sim, afirmar
convictamente que o trabalho feito em Cascais, nomeadamente
em relação ao urbanismo é
VERGONHOSO!
Para terminar, devo referir que
chamar nado-morto a alguém que demonstra a coragem, o carácter, o respeito por
parceiros e adversários, que o João Maria demonstra, revela essa falta de
elevação que se reconhece nos adversários de João Jonet, por isso talvez
aconselhasse o sr. Bernardo Capucho a ouvir os discursos de João Jonet, em vez
de falar do que obviamente desconhece.
O meu nome é João Lacerda, moro
na Parede e não me escondo por trás do anonimato. Não
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