quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Uma carta do João


Demonstrativa do seu parecer que parece honrado, na justeza de afirmações com as quais me identifico, sobre independência crítica, característica que defende no seu amigo- Quanto às suas especulações sobre a zona que descreve, a minha vida fechada não me permite abalizar, mas são opiniões que devo atender, naturalmente, já as tendo escutado.

 

«Em resposta à carta de Bernardo Capucho

Caro Bernardo, não nos conhecemos, mas temos perspectivas diferentes do que é a política.

Na referência feita ao João Maria Jonet, cabe-me referir o seguinte:

A política é a arte do compromisso, é a vontade de realizar, de mudar, de fazer parte. Acusa o João de ter tentado outras aventuras, que não a câmara de Cascais, mas o João Maria acabou por perceber onde poderia ser mais útil. Para avançar numa aventura destas há algo que poucos têm e felizmente, o João teve, CORAGEM (lembra-se das mensagens que recebeu no seu texto a dizer que o Bernardo é que devia ser o candidato?). O João desvinculou-se do partido onde se sentia em casa, tornou-se independente e concorre contra o status quo existente. Poderia ter escolhido a facilidade de fazer uma escolha dentro do partido que sempre foi o seu, mas optou por virar costas à sua zona de conforto. E posso afirmar, do que

me foi dado observar, que uma das suas principais qualidades é a honestidade que não reconheço em nenhum outro candidato, é a convicção de querer fazer mais e melhor, é a força de acreditar nas suas ideias e abarcando a de todos os que gravitam à sua volta, por isso tem um programa extenso e profundo de ideias e é o carácter que tão falho está na política actual.

Jonet, Cascais para Viver, conseguiu ser a única força a não repetir nomes, podendo-se concluir sobre a seriedade que existe desde o princípio deste trabalho exaustivo, desta candidatura feita de gente de várias cores e origens, daí o termo independente. Não personaliza o insulto, apenas diz com a verdade que se lhe reconhece no carácter e na coragem, o que pensa, sem receio das consequências, o que faz do João um senhor ao contrário de todos os outros.

A independência leva a que possa fazer exigências, sem estar afecto a demandas partidárias, o que obviamente, também pode trazer dissabores e demorar mais tempo a atingir os seus

objectivos, mas a vontade está lá.

Tem pouca experiência política, por causa da idade? Sim, o que lhe dá mais credibilidade por

não estar afectado nem infectado pelo sistema.

Agora vamos a factos:

12 anos de Carlos Carreiras, o que foi feito?

Muito betão, a invadir zonas de paisagem protegida e sempre a pensar no vil metal, pois só

estrangeiros ou os mais ricos deste país têm acesso a esses espaços privilegiados. Basta uma

viagenzinha aérea sobre a zona do Guincho e da Malveira, para vermos todas as malfeitorias

feitas ao concelho. Quem vive desde sempre em Cascais e pertence à classe média, não tem

acesso a essas habitações. Os jovens prolongam a sua estadia em casa dos pais, pois mesmo

casais com dois ordenados, não têm a mínima hipótese de adquirir ou arrendar habitação em Cascais, onde sempre viveram e querem continuar a viver. E falo com muito conhecimento de causa sobre este assunto! Os filhos vivem em casa dos pais, muito para além dos 30 anos.

Pelo contrário facilita-se a vida aos estrangeiros, a quem são cedidos terrenos para a construção de igrejas ortodoxas russas, que são ao lado de Putin, os maiores impulsionadores da cobarde carnificina que os russos estão a fazer na Ucrânia. Somos nacionais porreiristas e devemos agradar a deus e ao diabo. Ginásios com tudo escrito em russo, sem a devida tradução para português, numa clara fuga à lei e a câmara, gerida pelo todo poderoso Carlos Carreiras, permite estas marginalidades, este desrespeito pelo povo que os acolheu e com quem a maioria desses senhores russos, não se misturam, vivem em comunidades fechadas.

Esperemos que no futuro, não venhamos todos a pagar um preço elevado por isso!!

Concluindo este tema, a visão de Carlos Carreiras e futuramente o cisne Nuno Piteira Lopes,

são da opinião que devemos dar tudo a russos, chineses e afins, desde que apresentem o vil

metal e nada aos portugueses, filhos da terra! Vergonhoso!

Quanto à história da Quinta dos Ingleses, está muito mal contada e isso pode perguntar ao seu familiar António Capucho, que viveu situação semelhante no início do seu mandato à frente da Câmara de Cascais, pois transformou um projecto de duas torres de 20 andares do seu antecessor Judas, num parque imenso em S. João do Estoril, mas o Bernardo sendo daqui

tenho a certeza que está ciente desse facto.

Através da requalificação dos terrenos da Quinta dos Ingleses, fazendo permutas, havendo

boa vontade e trabalho, não apenas interesse (e não só!!!), dever-se-ia ter feito um esforço

muito maior para acabar com o crime ecológico que está prestes a acontecer em Carcavelos e passo a citar os contras (já que a parte positiva sabemos todos a quem interessa e porquê).

Entre habitação e hotelaria, vão entrar mais 4.000 ou 5.000 viaturas diariamente na marginal ou na A5, com o exponencial aumento do ruído, da poluição e do caos nas estradas,

diminuindo substancialmente a qualidade de vida de quem vive no concelho.

A praia de Carcavelos é o ex-libris da zona, sendo o surf a sua marca maior e ninguém consegue saber ao certo o quanto a mudança do tipo de vento, pela volumetria que vai existir na frente mar, poderá alterar ou não a capacidade de atrair surfistas para a praia ou mesmo a sobrevivência da praia, com a dimensão actual, tal como a conhecemos hoje.

Não posso falar do seu cisne, pois não o conheço pessoalmente, mas acredito que com a experiência que tem, se tenha transformado num especialista a manipular as mentes de toda a gente. Em linguagem corriqueira diria que o Nuno Piteira Lopes, já leva “muitos anos a virar frangos” e com um excelente professor!

Mas posso, isso sim, afirmar convictamente que o trabalho feito em Cascais, nomeadamente

em relação ao urbanismo é VERGONHOSO!

Para terminar, devo referir que chamar nado-morto a alguém que demonstra a coragem, o carácter, o respeito por parceiros e adversários, que o João Maria demonstra, revela essa falta de elevação que se reconhece nos adversários de João Jonet, por isso talvez aconselhasse o sr. Bernardo Capucho a ouvir os discursos de João Jonet, em vez de falar do que obviamente desconhece.

O meu nome é João Lacerda, moro na Parede e não me escondo por trás do anonimato. Não

sou candidato a nada, nem quero, movo-me apenas por convicção, daí esta carta aberta, pela minha total discordância da su

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