Só por brincadeira, o espaço merecedor
de astros de maior peso.
O desejo final de Jane Goodall: meter
Musk, Trump, Putin, Xi e Netanyahu "numa nave" e "enviá-los para
o espaço"
No início do ano a investigadora
gravou uma entrevista que só podia ser divulgada depois da sua morte. Agora, a
sua última mensagem foi tornada pública numa série da Netflix.
OBSERVADOR, 05 out. 2025, 20:12 7
A última entrevista de Jane Goodall ficou em sigilo desde março. A conversa com o produtor e guionista Brad Falchuk
só podia ser divulgada depois de a investigadora
de chimpanzés morrer, algo que aconteceu esta
quarta-feira. Dois dias depois, na Netflix, saía o primeiro
episódio da série “Famous Last Words” (“Famosas
Últimas Palavras”, em português), uma
série composta por entrevistas que são feitas a várias pessoas de renome, cujo
conteúdo (e identidade do entrevistado) só pode ser divulgado depois de
morrerem. O programa é uma adaptação da série dinamarquesa “Det
Sidste Ord” (“A Última Palavra”, em português).
Sentados frente a frente, Brad Falchuk entrevistou
Jane
Goodall, que se fez acompanhar de Mr. H, um peluche em formato de macaco que se
tornou uma espécie de mascote para a investigadora desde que lhe foi oferecido
há mais de 30 anos. Ao mesmo
tempo que bebia uísque, Jane Goodall assumiu que há pessoas de quem não gosta.
“Gostaria
de as colocar numa das naves espaciais de [Elon] Musk e enviá-las para o planeta que ele tem a certeza que
vai descobrir”, acrescentou.
E detalhou depois que o CEO da Tesla “seria o anfitrião” da festa e o primeiro a entrar na
nave espacial.
E continuou: “Junto a
Musk iria Trump. E
alguns dos verdadeiros
apoiantes de Trump. Também
colocaria Putin lá. E o
presidente Xi
[Jinping]. E certamente colocaria Netanyahu lá e o seu governo de
extrema-direita.” “Colocava-os a todos numa nave espacial e
mandava-os embora”, insistiu.
Já no final da entrevista, fixando os
olhos na câmara, Jane Goodall lançou uma palavra de apoio a todos aqueles
que julgam não saber o porquê de estarem vivos. E pediu que se cuidasse do
planeta Terra.
“Que mensagem quero deixar? Quero
certificar-me de que todos compreendem que cada um tem um papel a desempenhar.
Talvez não o saibam, talvez não encontrem esse motivo, mas a vossa vida é importante
e vocês estão aqui por uma razão… Podem fazer a diferença no mundo e podem
escolher a diferença que fazem. Somos parte da mãe natureza e dependemos dela
para [obter] água, comida, roupa, tudo! Temos que fazer tudo ao nosso alcance
para tornar o mundo um lugar melhor. Vocês têm o poder”, terminou.
Os 55 minutos de entrevista divulgados
na plataforma de streaming seguem
a linha do formato original: só o
entrevistador e o entrevistado sabem o que é dito no estúdio, uma vez que todas
as câmaras são operadas de forma remota, explica Brad Falchuk em entrevista ao New
York Times. E detalha ainda que as pessoas
que ficam na sala de controlo (e que acompanham as gravações), não podem usar
auriculares, garantindo que não ouvem nada.
Quanto ao local de gravação das
entrevistas, além de um estúdio
da Netflix em Los Angeles, foi também criado um estúdio móvel, de forma a
que seja possível chegar até aos
entrevistados com mobilidade mais reduzida.
Ao
NYT, Brad Falchuk admite que o secretismo necessário para a realização desta
série foi um dos motivos pelos quais achou que deve ser o próprio a conduzir as
entrevistas, limitando o número de pessoas que sabiam quais os entrevistados.
O produtor conta ainda que faz questão
de lembrar os entrevistados, que “estão mortos”, fazendo até algumas das
questões usando tempos verbais no passado. No fundo, o objectivo destas conversas é dar aos telespetadores uma última
oportunidade de ver e ouvir as pessoas que tinham como referência. “A ideia deste programa é dar mais uma
hora” com as pessoas de quem gostam, disse ao NYT, recusando a ideia de que a série serve para partilhar segredos.
Brad Falchuk afirma ainda que uma das
conclusões que atingiu quando fez esta série é que “ninguém diz ‘uau, devia ter passado mais tempo no
trabalho’.”
CIÊNCIA ELON MUSK TECNOLOGIA VLADIMIR
PUTIN RÚSSIA MUNDO DONALD TRUMP ESTADOS
UNIDOS DA AMÉRICA AMÉRICA ESPAÇO
COMENTÁRIOS (de 7)
Paulo Machado: E assim qe perde a graciosidade na
despedida... Pobre
Portugal: Esta gente,
quando sai do seu ofício e se mete a dar opiniões de política estraga toda uma
vida. Que tristeza! José Paulo Castro:
Uma vida inteira a estudar primatas e a
conclusão final é enviar cinco deles para o espaço... Parece
que não aprendeu nada. Pertinaz:
Coitada…
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