TUDO É DESPORTO.
O Bloco está a morrer? Paz à
sua alma
O Bloco nasceu para unir a esquerda?
Nunca uniu. Nasceu para substituir o PCP, quiçá o PS? Fracasso absoluto. E sem
surpresa, pois o problema nunca foi só a Mariana: foi a mentira fundacional de
Louçã
JOSÉ MANUEL
FERNANDES Publisher e colunista do Observador
OBSERVADOR, 27
out. 2025, 00:2287
O Bloco de Esquerda nasceu há pouco mais
de 25 anos e corre o risco de definhar inexoravelmente ou mesmo de desaparecer.
Porque o problema do Bloco está longe de ser Mariana Mortágua, mesmo se a
actual líder simboliza bem não só os pecados como as falácias de que se
alimentou anos a fio este verdadeiro OPMI — Objecto Político Mal Identificado.
Num primeiro momento o Bloco, quando
juntou o trotskista
Francisco Louçã, o maoista Luís Fazenda e o ex-comunista Miguel Portas, parecia corresponder a um primeiro passo
para unir umas esquerdas eternamente desavindas – e esquerdas que iam de
eleição em eleição como quem caminha de frustração em frustração. Em
tempos longínquos, a UDP de Fazenda conseguira eleger deputados (nunca mais de
um de cada vez), mas o PSR de Louçã nem com campanhas porta-a-porta em Dona
Maria, a pequena aldeia sem água que lhe teria podido dar a eleição, logrou
chegar ao Parlamento. E quanto à Política XXI, ainda era pouco mais do que uma
associação de dissidentes do PCP e mais alguns compagnons de route.
Quem
quer que conhecesse a história das inúmeras declinações das extremas-esquerdas
comunistas, e das suas insuperáveis e rancorosas divergências, mais depressa
via nessa unidade um esforço para salvar do abismo um espaço político
gravemente ferido pelo colapso, no final desse século de extremos, da ilusão
soviética. E quem quer que tivesse reparado na contradição de um partido que integrava
dissidentes “de direita” do PCP fazer questão de sentar os seus primeiros
deputados à esquerda do PCP, teria porventura visto pouco futuro político no
Bloco.
Enganar-se-ia. A política faz-se muito dos partidos e das suas
circunstâncias, e o Bloco acabou por surgir no momento ideal para depressa
ganhar alguma projecção. Primeiro, porque um
PS ainda liderado pelo católico António
Guterres lhe
entregou de bandeja os “temas fracturantes”, o que lhe permitiu chegar a um
eleitorado mais sensível a “causas” num tempo de recuo das ideologias. Depois,
porque não tardaria a ter de se falar
de austeridade, de pântano ou de “país de tanga”, o que associado a uma
sucessão rápida de eleições (1999, 2002, 2005) permitiu ao Bloco chegar
rapidamente a um grupo parlamentar que se visse.
Este crescimento assentava contudo num
engano e escondia uma enorme fragilidade.
O engano derivava de o Bloco
quase sempre ter conseguido esconder a sua natureza revolucionária e
anti-capitalista, uma natureza que Louçã não negava, que ficava bem evidente
nos “campos de férias” que organizava, mas de que boa parte dos seus eleitores,
porventura até alguns dos seus quadros, nem se apercebia.
A fragilidade é fruto desse engano: o Bloco, ao contrário do PCP, sempre foi muito mais
um partido de eleitores do que um partido de militantes, com a particularidade
de ter um eleitorado sobretudo urbano, com rendimentos acima da média, muito
volúvel e por isso propenso a mudar o seu voto e, paradoxos dos paradoxos, um
eleitorado que, nos seus valores, era em média mais liberal do que o eleitorado
do partido que então se situava mais à direita, o CDS.
(Concretizando, para que não fiquem dúvidas, o que escrevo vem no estudo
de Pedro Magalhães e do João Cancela sobre As Bases Sociais dos Partidos
Portugueses, onde se escreve, por exemplo, que “o eleitorado do BE distingue-se
claramente do dos outros partidos de esquerda pela sua heterogeneidade, fruto
da atractividade que tem tido para as classes médias assalariadas”.)
Este eleitorado não “mingua” de eleição
para eleição, esvaindo-se como se tem esvaído o eleitorado do PCP – este eleitorado oscila entre grandes
entusiasmos e deserções bruscas, como sucedeu primeiro em 2011 (num aparente
castigo à forma como Louçã recusou reunir com a troika) e agora a partir de
2021, no momento do colapso final da geringonça, quando o Bloco passou num
ápice de 19 para cinco deputados.
Durante alguns anos a liderança
conjunta de Catarina Martins/João Semedo,
e depois de Catarina a solo, permitiu
continuar a disfarçar a duplicidade de um partido nascido à esquerda do PCP mas
com eleitores sociologicamente à direita do PSD e do CDS. A
construção mediática do partido das
três caras “engraçadinhas” (para usar a famosa expressão de Jerónimo de Sousa), isto
é, do partido de Catarina, Mariana e Marisa, também
não ajudou a que se percebesse que algo não batia certo quando de um lado se
falava de um Bloco “social-democrata” (Catarina) e do outro se proclamava que “temos de perder a vergonha e ir
buscar a quem está a acumular dinheiro”
(Mariana).
A queda vertiginosa do Bloco nas últimas quatro eleições que
disputou (duas legislativas, umas europeias e umas autárquicas) são o sinal de
que a fórmula da amalgação e do disfarce, que funcionou durante tantos anos,
está esgotada. Para os
eleitores volúveis do Bloco há, no mercado do voto, ofertas mais tentadoras:
mais frescas se pensarmos no Livre, mais úteis se regressarmos ao PS, mais
genuinamente liberais se olharmos para a IL. Para esses eleitores, arrisco dizer, o problema não é Mariana ou o
radicalismo de Mariana, pois Catarina Martins também esteve mal nas europeias e
das autárquicas não emergiu qualquer nome. Para esses eleitores o problema é a
percepção de que esta fórmula se esgotou. O mesmo já aconteceu com outros, em
Portugal e na Europa.
De
resto vale também a pena olhar para a Europa para tentar perceber se de lá
chega qualquer sinal de esperança para as esquerdas radicais – só que as
notícias não são lá muito boas.
Aqui ao lado, em Espanha, a formação
política mais parecida com o Bloco é o Podemos, mas este é hoje uma sombra do que já foi
nos tempos em que sonhava tornar-se um partido maior do que o PSOE. As
sondagens colocam-no nos 4%. Saltando
para a Grécia, onde um partido da mesma família, o Syriza, chegou a ser
governo, as intenções de voto estão no mesmo patamar. Ou
seja, na Europa os dois partidos ou movimentos com mais pontos de contacto com
o Bloco, e que muito o inspiraram em tempos idos, estão pelas ruas da amargura.
Quer isto dizer que não há outros caminhos? Talvez existam, não sei
é se feitos à medida do que o Bloco é e representa, se bem que alguns desses
caminhos possam parecer tentadores. Em França a
maior força à esquerda, a França Insubmissa, está bem nas sondagens mas é dirigida
por Jean-Luc Mélenchon, um
antigo ministro socialista. Na Alemanha há
dois partidos à esquerda a subir nas sondagens, o Die Linke e a Lista Sahra Wagenknecht,
sendo que ambos têm em comum o terem contado ou contarem com a militância de um
antigo líder social-democrata e antigo ministro das Finanças, Oskar Lafontaine.
Finalmente no Reino Unido parece estar a formar-se um partido mais radical à
esquerda dos trabalhistas, um partido que tem tido alianças pontuais com
eleitos islamistas, sendo que aí encontramos um outro antigo líder socialista
(ou trabalhista), neste caso Jeremy Corbin.
Por outras palavras: na Europa os
partidos mais próximos do nosso Bloco dão sinais de terem conhecido melhores
dias e caminham para uma quase insignificância. No mesmo espaço político surgem porém
outras forças revigoradas pela adesão de antigos líderes, ou de figuras
proeminentes, de partidos socialistas ou social-democratas. Quererá
isto dizer alguma coisa sobre o que possa acontecer num espaço reorganizado da
nossa esquerda mais radical? Responda quem puder, sendo que todas estas forças
têm pelo menos um ponto em comum: a sua
proximidade ao radicalismo islâmico e o seu ódio a Israel. Duvida-se
é que por essa Europa fora haja mais vontade do que a pouca vontade que existiu
em Portugal para confiar lugares políticos à fauna da flotilha.
A fechar, e no que ao Bloco diz
respeito, já que Mariana ainda vai estar no Parlamento durante a discussão do
Orçamento, que tal propor a abolição
do seu “imposto Mortágua”? Ao menos despedia-se com uma pequena benfeitoria,
mas creio que isso acontecer é ainda mais improvável Cristo voltar a descer à
terra.
MARIANA MORTÁGUA POLÍTICA BLOCO DE ESQUERDA
COMENTÁRIOS (de 87)
Manuel RB O que mais resiste do BE são os comentadores e pivots de TV. E não parecem
desmobilizar. Veja-se as histórias de flotilha e genocídio em Gaza.
observador
censurado: Portugal deixou entrar milhões de Marianas Mortáguas. A maior parte dos imigrantes asiáticos é pobre porque trabalha em sectores
de baixo valor acrescentado (turismo, restauração, agricultura). São necessárias várias gerações para as pessoas saírem da pobreza. Consequentemente,
os filhos dos imigrantes serão pobres. Os filhos dos imigrantes não
têm/terão as referências do país de origem: olharão apenas para os nativos que
são/serão mais ricos do que eles.
Assim, salvo melhor opinião, teremos milhões de
pessoas com ódio ao Ocidente e, à semelhança do que já acontece noutros
países europeus, tentarão impor as suas leis. Luisa Lourenço: Excelente ideia, a de acabar
com o imposto Mortágua com a autora ainda no parlamento
Ruço Cascais: Já está tudo dito, analisado e
estudado sobre o fim do bloco. Resta apenas carpir as mágoas ou tirar macacos
do nariz debaixo de um chapéu-de-chuva junto a um cipreste enquanto os
coveiros, enlameados da chuva, descem o caixão para a cova na presença dos
familiares mais chegados. Entre macacos expulsos das narinas, que me perdoe o
PAN, recordo as palavras do Jeropiga: "A construção mediática do partido
das três caras “engraçadinhas” "O BE era o partido das jovens mulheres.
Três caras larocas se destacavam no meio de fuças masculinas como Ferro
Rodrigues, Francisco Louçã e o próprio Jeropiga e também femininas como Ana
Gomes e Ferreira Leite. Os portugueses, hominídeos machistas, nunca resistiram
a uma cara bonita e Catarina, Marisa e Mariana encantavam nas televisões como
estrelas de cinema e derretiam o coração dos eleitores. Ainda hoje, as direcções dos
programas de informação continuam a apostar no encantamento de cara bonita.
Maria Castelo Branco, Margarida Davim ou mesmo Mafalda Anjos. O problema é
quando envelhecem e perdem o encantamento como aconteceu com Raquel Varela e
são simplesmente corridas do palco mediático. Os portugueses costumam dizer: Velhas
e sem graça já basta a que temos em casa. Um verdadeiro português larga a
mulher para arranjar uma 20 anos mais nova, nunca para a trocar por outra da
mesma idade, isso, só mesmo de um tipo que não arruma a mala toda... e para
ajudar à troca vivam as imigrantes brasileiras com o encantamento das suas
vozes e palavras. Este macaco estava difícil de sair, mas finalmente vejo-o morto na ponta do
dedo, pronto para enrolar e voar disparado. As três caras engraçadas do
Jeropiga envelheceram e perderam o encanto. A Marisa parece uma mulher com uma
depressão recorrente da menopausa, a Catarina nem sei o que faz lembrar com aquele
penteado à Lili Caneças e com mais rugas do que a socialite e na Mariana
despertaram os genes do Camilo. Se a Mariana era uma cara engraçada há uns anos
hoje está mesmo com uma aparência de esganiçada sem graça nenhuma. O Bloco continuou recentemente
a apostar na cara engraçada e a moça da Vida Justa que substituiu a Mariana no
parlamento tem um rosto muito bonito para encantar. Não é fácil arranjar rostos
bonitos que saibam falar no meio de tantas activistas de cabelo por lavar,
argolas no nariz e melancias tatuadas na testa. Dizem que a solução passa
agora por um homem. Um Rui Tavares II a lutar com o Rui Tavares I pelo mesmo
eleitorado. Hummm, não sei se vão conseguir ressuscitar o cadáver. Talvez a
aposta inicial esteja mais certa e a solução seja mesmo mais um trio de novas
esganiçadas muito mais bonitas e frescas de idade. A dificuldade está em
arranjar um novo trio de esganiçadas bonitas e convencer as "velhas"
que o seu tempo de encantamento já passou. ZÉ PAGANTE:
Gente
desprezível. Uns inúteis. Estes eram bem-mandados para a Ilha...e deixá-los.
Nunca percebi ao que vinham. Nunca entendi o alcance. Sempre desfasados do País
real das pessoas. Uns loucos, uns doentes. Isabel Amorim: Já não era sem tempo vermos
esta associação a desaparecer sem deixar saudades. Um monte de gente mal
formada que via no partido um clubezeco de lamentadores de vida fácil a
quererem protagonismo a todo o custo até à definhação total. Discursos
enganadores, mentiras em chorrilho e patéticas performances de amadores da
"política". Resultado à vista. Não prestam e o povo que ainda foi na
cantiga deles em tempos, abriu os olhos e castigou-os. Fartos dos vendedores da
banha da cobra, já bastam os inúmeros vendedores dos call centers que nos ligam
para o telefone... agora mais do mesmo a frequentarem e auferirem salários
pagos por nós na AR não... Há limites! As Mortáguas da vida podem sonhar com
grande carreira como cabeleireiras e manicures mas para a política mesmo que esteja
em baixo é pedir o impossível. Gente que se achava poderosa para impor à custa
de berraria cansativa (não se sabem comportar) difundir o verdadeiro discurso
de ódio de variadíssimas maneiras, a favor da colonização de Portugal por gente
sabe-se lá vinda de onde quando o discurso dos próprios é acusarem-nos de ter
sido Portugal em tempos o mauzão colonizador, afinal eles são a favor daquilo
que dizem que são contra, mas arranjam sempre maneira através da mentira de
encaixarem o que querem como se ninguém desse conta, achavam-se superiores com
o pouco poder que detinham, imagine-se se de facto tivessem poder, o país
estaria debaixo do rancor constante desta gente doentia. É bom que desapareçam,
a bitola é baixa demais. Não queremos. José Pinto de Sá: Esqueceu-se do co-fundador Fernando
Rosas, esse sim, vindo do maoísmo (do MRPP; Fazendas vem do estalinismo da
UDP). E do papel crucial que teve a nova linguagem com que o Bloco apareceu,
eliminando todo o velho jargão marxista-leninista e substituindo-o por novos
termos, como Orwell romanceou - Classes trabalhadoras passaram a chamar-se
"pessoas", burguês passou a dizer-se "neoliberal", etc.
Isso inicialmente conquistou algumas camadas da juventude estudantil e da
pequena-burguesia ilustrada. Manuel:
Para quê perder
tempo com um grupelho que já morreu? Tanta exposição mediática para quê? A
Mortágua ainda vai ter um qualquer tacho dado pelo "arrasta pés" do
inquilino da ONU... Não me admiraram nada face ao apoio descarado que
semelhante personagem sinistra tem dado ao antissemitismo e a Israel! Carlos Costa: Um partido que teve líderes
odiosos, sem carisma e quando se fomenta o ódio, o racismo, a xenofobia, a
violência e não se aceita as diferenças de ideias, acaba sempre nisso. Ainda bem para Portugal.... José Lúcio: O Bloco de Esquerda beneficiou
e ainda beneficia de uma simpatia, para não dizer, apoio óbvio, em certos
bastiões académicos e de comunicação social. Assim, este partido sempre projectou
uma influência e uma visibilidade muito superior ao seu peso eleitoral. Não faz
muito sentido que a Comunicação Social mantenha comentadores e analistas em
grande quantidade que mostram simpatia e apoio pelas ideias e propostas do BE e
por duas razões: a) o eleitorado já mostrou que não tem qualquer interesse
nessas ideias e propostas; b) quando o Partido Socialista resolveu acolher e
aplicar essas ideias e propostas do Bloco foi, como aliás seria de esperar, uma
catástrofe - ver o caso da queda do controle de fronteiras. Em contrapartida as
agremiações políticas que são classificadas como sendo de “direita “ têm de
enfrentar um ambiente pouco amigável, para não dizer hostil. E conseguem obter
resultados eleitorais positivos, o que aumenta, por um lado, o valor desse
resultado e, por outro lado, faz levantar uma questão: não seria tempo de a
Comunicação Social entender quais são as preocupações do Eleitor Médio?
Portugal como País e como Nação agradeceria! Maria Tubucci: Está excelente Sr. JMF. Mas
não diga paz à sua alma, pois a alma é um conceito da religião cristã e da
cultura ocidental que eles tanto odeiam. O BE morreu, óptimo. Coloquem-no num
sarcófago de chumbo, enterrem bem fundo e por cima coloquem a inscrição:
“Ideologia radioactiva 1999-2025”...
Rui Lima: Tudo tem explicação, em
Portugal e em Espanha, os socialistas acabaram por ocupar o espaço político e o
discurso que antes pertenciam ao BE e ao Podemos. Em França, o LFI de Mélenchon
sobrevive graças ao voto da comunidade muçulmana. Na prática, tornou-se quase
um partido identitário islâmico. Já na Grécia, os eleitores perceberam que o
Syriza queria afastar o país da Europa, e os gregos querem, acima de tudo,
continuar europeus. João
Floriano: Na sua qualidade de jornalista bem informado, José Manuel Fernandes analisa
a subida e queda do Bloco de um ponto de vista que escapa à média dos eleitores
que não são tão conhecedore/as das várias tendências que se juntaram para
termos durante anos este flagelo de extrema-esquerda. O Bloco prosperou devido
à esperteza de Louçã ter formado uma girls band que há 15 anos eram uma
novidade fresca, umas carinhas engraçadinhas como o Jerónimo Jeropiga havia de
referir desalentado nas eleições de 2019 ( julgo eu). Hoje as carinhas larocas
estão envelhecidas e sem graça nenhuma. O Bloco cresceu ainda à custa dos
insultos que dirigia a Passos Coelho. Chegaram a dizer que este se servia da
doença oncológica da esposa para vingar eleitoralmente. Lembro-me de um debate
na Assembleia em que Catarina Martins foi de tal maneira bruta que Passos
Coelho se recusou a dar-lhe resposta. O Bloco cresceu também à conta do mito
BES. Mariana Mortágua a grande economista que soube domar o Espírito Santo.
António Guterres deu-lhes as causas fracturantes para se entreterem e esse
presente havia de ser reforçado com Costa que os deixou com rédea solta no
ensino, desde os níveis mais elementares ao universitário. Depois todos sabemos
como a ala pedronista do PS cai ao mesmo tempo que o Bloco. E é no ensino e
também na CS que o Bloco tem prosperado, inclusive no Observador, onde há
jornalistas e comentadores escandalosamente parciais para o lado da extrema
esquerda. O Bloco está no seu derradeiro suspiro: deixem-no morrer em paz! Manuel Pereira: Haja quem no OBSERVADOR mostre
qualidade, de alto nível, jornalística, assertiva e apartidária. Obrigado pelo
excelente artigo, JMF.
(CONTINUA)
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