terça-feira, 28 de outubro de 2025

PERDER OU GANHAR


TUDO É DESPORTO.

O Bloco está a morrer? Paz à sua alma

O Bloco nasceu para unir a esquerda? Nunca uniu. Nasceu para substituir o PCP, quiçá o PS? Fracasso absoluto. E sem surpresa, pois o problema nunca foi só a Mariana: foi a mentira fundacional de Louçã

JOSÉ MANUEL FERNANDES Publisher e colunista do Observador

OBSERVADOR, 27 out. 2025, 00:2287

O Bloco de Esquerda nasceu há pouco mais de 25 anos e corre o risco de definhar inexoravelmente ou mesmo de desaparecer. Porque o problema do Bloco está longe de ser Mariana Mortágua, mesmo se a actual líder simboliza bem não só os pecados como as falácias de que se alimentou anos a fio este verdadeiro OPMI — Objecto Político Mal Identificado.

Num primeiro momento o Bloco, quando juntou o trotskista Francisco Louçã, o maoista Luís Fazenda e o ex-comunista Miguel Portas, parecia corresponder a um primeiro passo para unir umas esquerdas eternamente desavindas – e esquerdas que iam de eleição em eleição como quem caminha de frustração em frustração. Em tempos longínquos, a UDP de Fazenda conseguira eleger deputados (nunca mais de um de cada vez), mas o PSR de Louçã nem com campanhas porta-a-porta em Dona Maria, a pequena aldeia sem água que lhe teria podido dar a eleição, logrou chegar ao Parlamento. E quanto à Política XXI, ainda era pouco mais do que uma associação de dissidentes do PCP e mais alguns compagnons de route.

Quem quer que conhecesse a história das inúmeras declinações das extremas-esquerdas comunistas, e das suas insuperáveis e rancorosas divergências, mais depressa via nessa unidade um esforço para salvar do abismo um espaço político gravemente ferido pelo colapso, no final desse século de extremos, da ilusão soviética. E quem quer que tivesse reparado na contradição de um partido que integrava dissidentes “de direita” do PCP fazer questão de sentar os seus primeiros deputados à esquerda do PCP, teria porventura visto pouco futuro político no Bloco.

Enganar-se-ia. A política faz-se muito dos partidos e das suas circunstâncias, e o Bloco acabou por surgir no momento ideal para depressa ganhar alguma projecção. Primeiro, porque um PS ainda liderado pelo católico António Guterres lhe entregou de bandeja os “temas fracturantes”, o que lhe permitiu chegar a um eleitorado mais sensível a “causas” num tempo de recuo das ideologias. Depois, porque não tardaria a ter de se falar de austeridade, de pântano ou de “país de tanga”, o que associado a uma sucessão rápida de eleições (1999, 2002, 2005) permitiu ao Bloco chegar rapidamente a um grupo parlamentar que se visse.

Este crescimento assentava contudo num engano e escondia uma enorme fragilidade.

O engano derivava de o Bloco quase sempre ter conseguido esconder a sua natureza revolucionária e anti-capitalista, uma natureza que Louçã não negava, que ficava bem evidente nos “campos de férias” que organizava, mas de que boa parte dos seus eleitores, porventura até alguns dos seus quadros, nem se apercebia.

A fragilidade é fruto desse engano: o Bloco, ao contrário do PCP, sempre foi muito mais um partido de eleitores do que um partido de militantes, com a particularidade de ter um eleitorado sobretudo urbano, com rendimentos acima da média, muito volúvel e por isso propenso a mudar o seu voto e, paradoxos dos paradoxos, um eleitorado que, nos seus valores, era em média mais liberal do que o eleitorado do partido que então se situava mais à direita, o CDS. (Concretizando, para que não fiquem dúvidas, o que escrevo vem no estudo de Pedro Magalhães e do João Cancela sobre As Bases Sociais dos Partidos Portugueses, onde se escreve, por exemplo, que “o eleitorado do BE distingue-se claramente do dos outros partidos de esquerda pela sua heterogeneidade, fruto da atractividade que tem tido para as classes médias assalariadas”.)

Este eleitorado não “mingua” de eleição para eleição, esvaindo-se como se tem esvaído o eleitorado do PCP – este eleitorado oscila entre grandes entusiasmos e deserções bruscas, como sucedeu primeiro em 2011 (num aparente castigo à forma como Louçã recusou reunir com a troika) e agora a partir de 2021, no momento do colapso final da geringonça, quando o Bloco passou num ápice de 19 para cinco deputados.

Durante alguns anos a liderança conjunta de Catarina Martins/João Semedo, e depois de Catarina a solo, permitiu continuar a disfarçar a duplicidade de um partido nascido à esquerda do PCP mas com eleitores sociologicamente à direita do PSD e do CDS. A construção mediática do partido das três caras “engraçadinhas” (para usar a famosa expressão de Jerónimo de Sousa), isto é, do partido de Catarina, Mariana e Marisa, também não ajudou a que se percebesse que algo não batia certo quando de um lado se falava de um Bloco “social-democrata” (Catarina) e do outro se proclamava que “temos de perder a vergonha e ir buscar a quem está a acumular dinheiro” (Mariana).

A queda vertiginosa do Bloco nas últimas quatro eleições que disputou (duas legislativas, umas europeias e umas autárquicas) são o sinal de que a fórmula da amalgação e do disfarce, que funcionou durante tantos anos, está esgotada. Para os eleitores volúveis do Bloco há, no mercado do voto, ofertas mais tentadoras: mais frescas se pensarmos no Livre, mais úteis se regressarmos ao PS, mais genuinamente liberais se olharmos para a IL. Para esses eleitores, arrisco dizer, o problema não é Mariana ou o radicalismo de Mariana, pois Catarina Martins também esteve mal nas europeias e das autárquicas não emergiu qualquer nome. Para esses eleitores o problema é a percepção de que esta fórmula se esgotou. O mesmo já aconteceu com outros, em Portugal e na Europa.

De resto vale também a pena olhar para a Europa para tentar perceber se de lá chega qualquer sinal de esperança para as esquerdas radicais – só que as notícias não são lá muito boas.

Aqui ao lado, em Espanha, a formação política mais parecida com o Bloco é o Podemos, mas este é hoje uma sombra do que já foi nos tempos em que sonhava tornar-se um partido maior do que o PSOE. As sondagens colocam-no nos 4%. Saltando para a Grécia, onde um partido da mesma família, o Syriza, chegou a ser governo, as intenções de voto estão no mesmo patamar. Ou seja, na Europa os dois partidos ou movimentos com mais pontos de contacto com o Bloco, e que muito o inspiraram em tempos idos, estão pelas ruas da amargura.

Quer isto dizer que não há outros caminhos? Talvez existam, não sei é se feitos à medida do que o Bloco é e representa, se bem que alguns desses caminhos possam parecer tentadores. Em França a maior força à esquerda, a França Insubmissa, está bem nas sondagens mas é dirigida por Jean-Luc Mélenchon, um antigo ministro socialista. Na Alemanha há dois partidos à esquerda a subir nas sondagens, o Die Linke e a Lista Sahra Wagenknecht, sendo que ambos têm em comum o terem contado ou contarem com a militância de um antigo líder social-democrata e antigo ministro das Finanças, Oskar Lafontaine. Finalmente no Reino Unido parece estar a formar-se um partido mais radical à esquerda dos trabalhistas, um partido que tem tido alianças pontuais com eleitos islamistas, sendo que aí encontramos um outro antigo líder socialista (ou trabalhista), neste caso Jeremy Corbin.

Por outras palavras: na Europa os partidos mais próximos do nosso Bloco dão sinais de terem conhecido melhores dias e caminham para uma quase insignificância. No mesmo espaço político surgem porém outras forças revigoradas pela adesão de antigos líderes, ou de figuras proeminentes, de partidos socialistas ou social-democratas. Quererá isto dizer alguma coisa sobre o que possa acontecer num espaço reorganizado da nossa esquerda mais radical? Responda quem puder, sendo que todas estas forças têm pelo menos um ponto em comum: a sua proximidade ao radicalismo islâmico e o seu ódio a Israel. Duvida-se é que por essa Europa fora haja mais vontade do que a pouca vontade que existiu em Portugal para confiar lugares políticos à fauna da flotilha.

A fechar, e no que ao Bloco diz respeito, já que Mariana ainda vai estar no Parlamento durante a discussão do Orçamento, que tal propor a abolição do seu “imposto Mortágua”? Ao menos despedia-se com uma pequena benfeitoria, mas creio que isso acontecer é ainda mais improvável Cristo voltar a descer à terra.

MARIANA MORTÁGUA     POLÍTICA     BLOCO DE ESQUERDA

COMENTÁRIOS (de 87)

Manuel RB O que mais resiste do BE são os comentadores e pivots de TV. E não parecem desmobilizar. Veja-se as histórias de flotilha e genocídio em Gaza. 

observador censurado: Portugal deixou entrar milhões de Marianas Mortáguas. A maior parte dos imigrantes asiáticos é pobre porque trabalha em sectores de baixo valor acrescentado (turismo, restauração, agricultura). São necessárias várias gerações para as pessoas saírem da pobreza. Consequentemente, os filhos dos imigrantes serão pobres. Os filhos dos imigrantes não têm/terão as referências do país de origem: olharão apenas para os nativos que são/serão mais ricos do que eles.

Assim, salvo melhor opinião, teremos milhões de pessoas com ódio ao Ocidente e, à semelhança do que já acontece noutros países europeus, tentarão impor as suas leis.                 Luisa Lourenço: Excelente ideia, a de acabar com o imposto Mortágua com a autora ainda no parlamento

Ruço Cascais: Já está tudo dito, analisado e estudado sobre o fim do bloco. Resta apenas carpir as mágoas ou tirar macacos do nariz debaixo de um chapéu-de-chuva junto a um cipreste enquanto os coveiros, enlameados da chuva, descem o caixão para a cova na presença dos familiares mais chegados. Entre macacos expulsos das narinas, que me perdoe o PAN, recordo as palavras do Jeropiga: "A construção mediática do partido das três caras “engraçadinhas” "O BE era o partido das jovens mulheres. Três caras larocas se destacavam no meio de fuças masculinas como Ferro Rodrigues, Francisco Louçã e o próprio Jeropiga e também femininas como Ana Gomes e Ferreira Leite. Os portugueses, hominídeos machistas, nunca resistiram a uma cara bonita e Catarina, Marisa e Mariana encantavam nas televisões como estrelas de cinema e derretiam o coração dos eleitores. Ainda hoje, as direcções dos programas de informação continuam a apostar no encantamento de cara bonita. Maria Castelo Branco, Margarida Davim ou mesmo Mafalda Anjos. O problema é quando envelhecem e perdem o encantamento como aconteceu com Raquel Varela e são simplesmente corridas do palco mediático. Os portugueses costumam dizer: Velhas e sem graça já basta a que temos em casa. Um verdadeiro português larga a mulher para arranjar uma 20 anos mais nova, nunca para a trocar por outra da mesma idade, isso, só mesmo de um tipo que não arruma a mala toda... e para ajudar à troca vivam as imigrantes brasileiras com o encantamento das suas vozes e palavras. Este macaco estava difícil de sair, mas finalmente vejo-o morto na ponta do dedo, pronto para enrolar e voar disparado. As três caras engraçadas do Jeropiga envelheceram e perderam o encanto. A Marisa parece uma mulher com uma depressão recorrente da menopausa, a Catarina nem sei o que faz lembrar com aquele penteado à Lili Caneças e com mais rugas do que a socialite e na Mariana despertaram os genes do Camilo. Se a Mariana era uma cara engraçada há uns anos hoje está mesmo com uma aparência de esganiçada sem graça nenhuma. O Bloco continuou recentemente a apostar na cara engraçada e a moça da Vida Justa que substituiu a Mariana no parlamento tem um rosto muito bonito para encantar. Não é fácil arranjar rostos bonitos que saibam falar no meio de tantas activistas de cabelo por lavar, argolas no nariz e melancias tatuadas na testa. Dizem que a solução passa agora por um homem. Um Rui Tavares II a lutar com o Rui Tavares I pelo mesmo eleitorado. Hummm, não sei se vão conseguir ressuscitar o cadáver. Talvez a aposta inicial esteja mais certa e a solução seja mesmo mais um trio de novas esganiçadas muito mais bonitas e frescas de idade. A dificuldade está em arranjar um novo trio de esganiçadas bonitas e convencer as "velhas" que o seu tempo de encantamento já passou.                 ZÉ PAGANTE: Gente desprezível. Uns inúteis. Estes eram bem-mandados para a Ilha...e deixá-los. Nunca percebi ao que vinham. Nunca entendi o alcance. Sempre desfasados do País real das pessoas. Uns loucos, uns doentes.                Isabel Amorim: Já não era sem tempo vermos esta associação a desaparecer sem deixar saudades. Um monte de gente mal formada que via no partido um clubezeco de lamentadores de vida fácil a quererem protagonismo a todo o custo até à definhação total. Discursos enganadores, mentiras em chorrilho e patéticas performances de amadores da "política". Resultado à vista. Não prestam e o povo que ainda foi na cantiga deles em tempos, abriu os olhos e castigou-os. Fartos dos vendedores da banha da cobra, já bastam os inúmeros vendedores dos call centers que nos ligam para o telefone... agora mais do mesmo a frequentarem e auferirem salários pagos por nós na AR não... Há limites! As Mortáguas da vida podem sonhar com grande carreira como cabeleireiras e manicures mas para a política mesmo que esteja em baixo é pedir o impossível. Gente que se achava poderosa para impor à custa de berraria cansativa (não se sabem comportar) difundir o verdadeiro discurso de ódio de variadíssimas maneiras, a favor da colonização de Portugal por gente sabe-se lá vinda de onde quando o discurso dos próprios é acusarem-nos de ter sido Portugal em tempos o mauzão colonizador, afinal eles são a favor daquilo que dizem que são contra, mas arranjam sempre maneira através da mentira de encaixarem o que querem como se ninguém desse conta, achavam-se superiores com o pouco poder que detinham, imagine-se se de facto tivessem poder, o país estaria debaixo do rancor constante desta gente doentia. É bom que desapareçam, a bitola é baixa demais. Não queremos.             José Pinto de Sá: Esqueceu-se do co-fundador Fernando Rosas, esse sim, vindo do maoísmo (do MRPP; Fazendas vem do estalinismo da UDP). E do papel crucial que teve a nova linguagem com que o Bloco apareceu, eliminando todo o velho jargão marxista-leninista e substituindo-o por novos termos, como Orwell romanceou - Classes trabalhadoras passaram a chamar-se "pessoas", burguês passou a dizer-se "neoliberal", etc. Isso inicialmente conquistou algumas camadas da juventude estudantil e da pequena-burguesia ilustrada.             Manuel: Para quê perder tempo com um grupelho que já morreu? Tanta exposição mediática para quê? A Mortágua ainda vai ter um qualquer tacho dado pelo "arrasta pés" do inquilino da ONU... Não me admiraram nada face ao apoio descarado que semelhante personagem sinistra tem dado ao antissemitismo e a Israel!               Carlos Costa: Um partido que teve líderes odiosos, sem carisma e quando se fomenta o ódio, o racismo, a xenofobia, a violência e não se aceita as diferenças de ideias, acaba sempre nisso. Ainda bem para Portugal....       José Lúcio: O Bloco de Esquerda beneficiou e ainda beneficia de uma simpatia, para não dizer, apoio óbvio, em certos bastiões académicos e de comunicação social. Assim, este partido sempre projectou uma influência e uma visibilidade muito superior ao seu peso eleitoral. Não faz muito sentido que a Comunicação Social mantenha comentadores e analistas em grande quantidade que mostram simpatia e apoio pelas ideias e propostas do BE e por duas razões: a) o eleitorado já mostrou que não tem qualquer interesse nessas ideias e propostas; b) quando o Partido Socialista resolveu acolher e aplicar essas ideias e propostas do Bloco foi, como aliás seria de esperar, uma catástrofe - ver o caso da queda do controle de fronteiras. Em contrapartida as agremiações políticas que são classificadas como sendo de “direita “ têm de enfrentar um ambiente pouco amigável, para não dizer hostil. E conseguem obter resultados eleitorais positivos, o que aumenta, por um lado, o valor desse resultado e, por outro lado, faz levantar uma questão: não seria tempo de a Comunicação Social entender quais são as preocupações do Eleitor Médio? Portugal como País e como Nação agradeceria!            Maria Tubucci: Está excelente Sr. JMF. Mas não diga paz à sua alma, pois a alma é um conceito da religião cristã e da cultura ocidental que eles tanto odeiam. O BE morreu, óptimo. Coloquem-no num sarcófago de chumbo, enterrem bem fundo e por cima coloquem a inscrição: “Ideologia radioactiva 1999-2025”...             Rui Lima: Tudo tem explicação, em Portugal e em Espanha, os socialistas acabaram por ocupar o espaço político e o discurso que antes pertenciam ao BE e ao Podemos. Em França, o LFI de Mélenchon sobrevive graças ao voto da comunidade muçulmana. Na prática, tornou-se quase um partido identitário islâmico. Já na Grécia, os eleitores perceberam que o Syriza queria afastar o país da Europa, e os gregos querem, acima de tudo, continuar europeus.              João Floriano: Na sua qualidade de jornalista bem informado, José Manuel Fernandes analisa a subida e queda do Bloco de um ponto de vista que escapa à média dos eleitores que não são tão conhecedore/as das várias tendências que se juntaram para termos durante anos este flagelo de extrema-esquerda. O Bloco prosperou devido à esperteza de Louçã ter formado uma girls band que há 15 anos eram uma novidade fresca, umas carinhas engraçadinhas como o Jerónimo Jeropiga havia de referir desalentado nas eleições de 2019 ( julgo eu). Hoje as carinhas larocas estão envelhecidas e sem graça nenhuma. O Bloco cresceu ainda à custa dos insultos que dirigia a Passos Coelho. Chegaram a dizer que este se servia da doença oncológica da esposa para vingar eleitoralmente. Lembro-me de um debate na Assembleia em que Catarina Martins foi de tal maneira bruta que Passos Coelho se recusou a dar-lhe resposta. O Bloco cresceu também à conta do mito BES. Mariana Mortágua a grande economista que soube domar o Espírito Santo. António Guterres deu-lhes as causas fracturantes para se entreterem e esse presente havia de ser reforçado com Costa que os deixou com rédea solta no ensino, desde os níveis mais elementares ao universitário. Depois todos sabemos como a ala pedronista do PS cai ao mesmo tempo que o Bloco. E é no ensino e também na CS que o Bloco tem prosperado, inclusive no Observador, onde há jornalistas e comentadores escandalosamente parciais para o lado da extrema esquerda. O Bloco está no seu derradeiro suspiro: deixem-no morrer em paz!             Manuel Pereira: Haja quem no OBSERVADOR mostre qualidade, de alto nível, jornalística, assertiva e apartidária. Obrigado pelo excelente artigo, JMF.              

(CONTINUA)

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