terça-feira, 21 de outubro de 2025

No parque da Parede

 

No parque da Parede

Do lado de lá da linha dos comboios. Mas não comandou nada, a matriarca, estacada no banco de pedra, entre o João e a Paula, e não com “uma perna às costas”, pois por sinal mal se arrasta, pelos caminhos da idade. Sim, cá por casa sempre houve festas de anos, os filhos bastantes, o costume vindo de África, antes da partida de lá, nos triunfalismos de cá, que perduram, nos festejos de Abril. Nas festas de anos, cá entre nós, e no Parque da Parede, usado nos anos dos três filhos da Ana, netos do Ricardo e meus bisnetos, a cujas correrias futebolísticas se juntou, neste dia, o Nuno da Catarina, também meu bisneto, por via da Paula.

Realmente o “Parque” da Parede tem mesas e bancos de pedra por lá espalhados, para além dos espaços amplos para as correrias infantis dos pequenitos e o pequeno café com esplanada para as falhas.

Foi uma festa bonita e alegre, a do Ricardo, quando saímos outras mesas se formavam, provavelmente para outros aniversariantes, o tempo radioso também, como os corações das famílias, nestes dias especiais.

 

«Festejar anos»

 

«Pois a Ana Margarida mostrou o caminho, através das festas de aniversário dos miúdos.

O dia de ontem foi um assombro: conseguimos reunir quase toda a família, estivemos todos unidos em comunhão, em alegria, a matriarca a dirigir a festa, os miúdos jogando à bola e os graúdos trocando ideias, o reencontro com amigos de antanho e São Pedro, a ajudar, só correu connosco depois de apagarmos as velas e saborearmos o bolo de gengibre. Veio mostrar, o dia, que o encontro é possível sem sobrecarregar com trabalho ninguém em particular. Todos estivemos sentados sem a preocupação de lavar a loiça. É algo que poderemos repetir mais vezes, sempre que houver necessidade de nos juntarmos. Cada um leva a sua especialidade e partilha com os restantes... E não precisa de ser sempre no jardim dos Patinhos pois agora há espaços novos onde nos poderemos reunir.»

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