No parque da Parede
Do lado de lá da linha dos comboios. Mas não comandou nada, a matriarca,
estacada no banco de pedra, entre o João e a Paula, e não com “uma perna às
costas”, pois por sinal mal se arrasta, pelos caminhos da idade. Sim, cá por
casa sempre houve festas de anos, os filhos bastantes, o costume vindo de África,
antes da partida de lá, nos triunfalismos de cá, que perduram, nos festejos de
Abril. Nas festas de anos, cá entre nós, e no Parque da Parede, usado nos anos
dos três filhos da Ana, netos do Ricardo e meus bisnetos, a cujas correrias
futebolísticas se juntou, neste dia, o Nuno da Catarina, também meu bisneto,
por via da Paula.
Realmente o “Parque” da Parede tem mesas e bancos de pedra por lá
espalhados, para além dos espaços amplos para as correrias infantis dos pequenitos
e o pequeno café com esplanada para as falhas.
Foi uma festa bonita e alegre, a do Ricardo, quando saímos outras mesas se
formavam, provavelmente para outros aniversariantes, o tempo radioso também,
como os corações das famílias, nestes dias especiais.
«Festejar anos»
«Pois a Ana Margarida mostrou o caminho,
através das festas de aniversário dos miúdos.
O dia de ontem foi um assombro:
conseguimos reunir quase toda a família, estivemos todos unidos em comunhão, em
alegria, a matriarca a dirigir a festa, os miúdos jogando à bola e os graúdos
trocando ideias, o reencontro com amigos de antanho e São Pedro, a ajudar, só
correu connosco depois de apagarmos as velas e saborearmos o bolo de gengibre. Veio
mostrar, o dia, que o encontro é possível sem sobrecarregar com trabalho
ninguém em particular. Todos estivemos sentados sem a preocupação de lavar a
loiça. É algo que poderemos repetir mais vezes, sempre que houver necessidade
de nos juntarmos. Cada um leva a sua especialidade e partilha com os
restantes... E não precisa de ser sempre no jardim dos Patinhos pois agora há
espaços novos onde nos poderemos reunir.»
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