sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Mas tudo isso pode mudar



Vamos apostar em João Lourenço. Entretanto, revejamos os nacos históricos que nos oferecem Rui Ramos e os seus comentadores.
Uma descolonização por fazer /premium
A história por detrás dos Luanda Leaks é a de uma descolonização por fazer: em 1975, a colonização europeia foi apenas substituída pela colonização de marxistas-leninistas que agora são milionários.
RUI RAMOS
OBSERVADOR, 21 jan 2020
Se a documentação revelada nos Luanda Leaks for genuína e a interpretação que dela está a ser feita for correcta, então teremos confirmadas as suspeitas e conjecturas sobre o modo como a elite política angolana, desde a independência, terá usado as riquezas do país para enriquecimento pessoal. Em Portugal, tudo isto alimenta dúvidas recorrentes sobre a chamada “descolonização”, e com razão: Angola é um caso, entre muitos, de um território que se tornou independente sem que houvesse uma verdadeira descolonização.
O equívoco vem do hábito de identificar “descolonização” e fim da administração europeia. Como se, logo que nenhuma potência europeia administrasse directamente um território, este se encontrasse “descolonizado”. Não é assim. A colonização, no caso de África, não consistiu apenas na tutela e na presença de europeus. Assentou na menorização das populações nativas, através de constrangimentos de todo o tipo, dos quais a escravatura foi o pior, mas que incluíram também o trabalho forçado, as culturas obrigatórias e os estatutos especiais, como o do “indigenato”, que de facto excluía os nativos de uma comunidade legal e cívica reservada aos europeus e aos “assimilados”. Se a colonização significou a menorização das populações, então a “descolonização” devia significar o fim dessa menorização. Ora, a independência dos novos Estados não coincidiu necessariamente com o fim dessa menorização.
A descolonização, no sentido acima indicado, começou antes das independências, mas nem sempre prosseguiu depois delas. Já antes de renunciarem à sua soberania, as potências europeias iniciaram o desmantelamento das instituições coloniais em África. Foi o caso de Portugal, a partir de 1961, quando Adriano Moreira, então ministro do Ultramar, aboliu nas então “províncias ultramarinas” o trabalho forçado, as culturas obrigatórias e o estatuto do indígena. Anos depois, Marcello Caetano promoveu instituições representativas provinciais, em que as populações nativas tiveram lugar, no contexto do projecto de construção de “sociedades multi-raciais”. Como é óbvio, restavam ainda, como obstáculos a uma maioridade cívica da população, quer a soberania portuguesa, que se repercutia numa posição de supremacia de facto dos europeus, quer a natureza ditatorial do regime português, que comprometia qualquer verdadeira auto-determinação. Mas o fim da ditadura e da soberania de Portugal em África, em 1974, em vez de contribuir para a continuação da descolonização, como que a fez recuar.
Para começar, porque as novas autoridades revolucionárias em Portugal depressa renunciaram a generalizar a todos os territórios sob administração portuguesa o processo democrático que iniciaram em Portugal. Com excepção de Cabo Verde, e mesmo assim em condições de liberdade duvidosa, não houve eleições no “Ultramar”. Os governos de Lisboa simplesmente trespassaram o poder — quando não o abandonou, como em Angola –, aos partidos armados apoiados pela União Soviética e pela China comunista. Para os revolucionários portugueses, tal como para vários organismos internacionais, a “luta armada” tinha dado a esses partidos um direito a governar sem qualquer consulta popular prévia. Os governos portugueses em 1974 e em 1975 procederam assim por cumplicidade ideológica, mas também por necessidade prática: os partidos armados recusavam eleições, e a alternativa a entregar-lhes o poder teria sido continuar a resistir-lhes militarmente. Depois de 1974, com o fim da ditadura e a contestação ao esforço militar em África (“nem mais um soldado para as colónias”), não teria sido fácil. Foi a isto que muita gente, sem rir, chamou “descolonização”.
Mas isto significou que populações até aí submetidas à administração europeia se viram subitamente avassaladas por uma administração que não lhes era menos estranha do que a europeia. É que as elites dos chamados “movimentos de libertação”, oriundas dos grupos mais europeizados das colónias, continuaram a colonização, sujeitando a população às engenharias sociais e culturais inspiradas por ideologias europeias, como o marxismo-leninismo, frequentemente muito mais brutais do que o antigo colonialismo europeu. A resistência nativa contra estes novos poderes, em Angola ou em Moçambique, depressa resultou em conflitos muito mais violentos e generalizados do que nos tempos da administração portuguesa. Em 1974, em Angola, a guerra estava confinada à fronteira do leste. Em 1994, combatia-se em todo o território, incluindo nas maiores cidades.
Em Angola, a nova elite foi defendida, durante décadas, por um exército de ocupação cubano, contra a revolta da maioria da população. O aspecto do poder do MPLA como um poder colonial não podia ser mais claro. Por vezes, culpava-se disto tudo a Guerra Fria ou a África do Sul. Mas o fim do apartheid e da União Soviética não mudou o carácter autocrático do regime angolano. Ajudou apenas a esclarecer os objectivos dos novos donos de Angola: em vez da construção de sociedades marxistas-leninistas, o enriquecimento pessoal, com a colocação das fortunas a resguardo no Ocidente. Há quem, para explicar estas tragédias, argumente que as populações das antigas colónias não estavam ainda em condições de formar nações. Já era esse o argumento dos defensores europeus da colonização. Mas de uma coisa podemos estar certos: estas cleptocracias não estão certamente a preparar ninguém para a maioridade cívica. É esta a história por detrás dos Luanda Leaks: a de uma descolonização por fazer.
P.S.: Para perceber o que se passa em Angola, recomendo o excelente livro de Ricardo Soares de Oliveira, Magnífica e Miserável: Angola depois da Guerra Civil (2015).
COMENTÁRIOS
Manuel Sousa: "No livro que citei acima do Sr. M. Vinhas dá-se a entender que Angola obterá por si só os capitais que precisa, se a Metrópole não lhe tolher os movimentos. Esta é uma grande ilusão. Até ao presente, a maior soma de capitais destinados ao Ultramar tem exigido a garantia da metrópole e sem o aval desta não se obteriam. Só numa hipótese os capitais estrangeiros tomariam esse caminho - é na hipótese de Angola se vender aos bocados ao capitalismo internacional. (...) A experiência dos países africanos independentes indica que nem obtêm o dinheiro que pretendem, nem se desenvolvem como supunham"
- Carta de António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho a Silvino Silvério Marques (1963)
João Melo de Sampaio: O artigo e' interessante embora o autor se deixe levar por alguns mitos e fraseologia que pertence à reescritura da história para justificar a bagunca abrilética.  Uma falha imperdoável é a falta de referência à não existência de nação e inclusive ao desconhecimento do territorio por parte dos novos "donos"... a Angola africana não passava de um aglomerado de povos indígenas díspares com uma abrangência territorial paroquial... A primeira missão dos novos donos armados por terceiros foi tentar compreender a realidade territorial e social que herdavam e desconheciam... o seu poder só podia ser estabilizado com a formação de um clã de poder com o uso de prebendas que iam ratando de uma economia tornada moribunda com as partida dos retornados... uma vez consolidado esse pequeno clan, interesseiramente afagados em filosofices exógenas (autonomia, libertação, m-l e quejandos) e asseguradas as royalties da exploração de recursos naturais por estrangeiros (petróleo essencialmente) partiram para o saque de tudo o que luzia... 
Sioux Boumerang: Patético.
Tiago Queirós: O Bic associado ao financiamento de terrorismo; O Irão ligado ao financiamento do Podemos, partido-irmão do Bloco; O Hezbollah em solo Venezuelano, pátria de proveniência de outra fonte de subsídio do Bloco; O Hamas rotulado de "amigo" por Corbyn, uma das actuais referências políticas do Bloco; O Bloco nega-se a censurar a sanguinolência de Maduro e dos Russos a seu mando, tomando o lugar do Irão na recente disputa militar com os EUA.  Basta juntar os pontos. E as virgens ofendidas que, ontem, parabenizaram as recentes palavras de Ana Gomes são as mesmas personagens que povoam este espaço em defesa, precisamente, da máfia tentacular de Isabel dos Santos e sua família. Venha a X Cruzada!
Maria José Melo: Finalmente a verdade vem a público. O que lucraram as populações com a descolonização? Pois é! A descolonização foi uma vergonha. E aqui não estamos muito melhor. A corrupção continua sem penalização e sem fim.
Manuel Magalhães: Muito bom!
Joaquim Zacarias: Os novos colonialistas em Angola,são os filhos do comunismo.Formaram-se na URSS e em Cuba,e fizeram o que têm feito em todos os países,onde detém o poder.Enriqueceram,em nome do  povo,de quem se dizem defensores,mas na pratica desprezam-no.Ao longo destes 45 anos,sempre contaram com o apoio incondicional,primeiro dos governos provisórios ,dos famigerados Vasco e Coutinho,e depois, do PCP,e do comunismo internacional.
Pedro Dragone: Gostei da expressão “colonialismo Marxista-Leninista”, ou “colonialismo-ML”. Alguns velhos partidos da extrema esquerda faziam questão de terminar o seu nome com as letras “ML” para realçarem que eram Marxistas Leninistas genuínos, procurando assim distinguir-se do que, na visão deles, eram outros partidos que se se diziam de esquerda mas não passavam de uns “traidores amarelos e revisionistas”. A este propósito Rui Ramos ainda deverá lembrar-se de uma velha piada que se contava para definir as diferenças entre o capitalismo e o comunismo/socialismo: “rezava” a dita piada que “enquanto o capitalismo é a exploração do homem pelo homem o comunismo e o socialismo são precisamente o contrário” lol
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Cruzeiro O Verdadeiro: Crónica de um mitómano que nada tem a ver com a realidade, basta perguntar aos amigos do R.R. que sempre foram facilitadores de negócios. E que desde 1983 saquearam o país a seu belo prazer.
Jorge Maria Soares Lopes de Carvalho: Se lá tivesse vivido com uma ou 2 gerações anteriores este “Historiador “ não podia dizer tanta patacoada!
Carlos Gustavo: Há imensas descolonizações por fazer... anda por aqui uma colonização nos comentários que é obra !
José Montargil: As políticas dirigidas às então províncias ultramarinas  de Adriano Moreira e de Marcelo Caetano foram cosméticas. Houve apenas mudança nos textos, na prática ficou tudo semelhante ao que estava estabelecido. As mudanças que ocorreram até 1974 foram pressionadas pela situação de guerra que obrigou mais atenção às populações locais. Nada mais. Não façam esses elogios ao Estado Novo que não o merece. A política africana do Estado Novo foi péssima, muito pior que as outras colonizações europeias. Quanto à "descolonização", o Autor tem razão foi uma entrega. Uma acção de partidos da esquerda principalmente do PCP e da tropa que era quem mandava na altura. Foi um acto de cobardia, má política e de sujeição à União Soviética e ao comunismo internacional. Entregaram Angola a um partido tipo comunista/stalinista que degenerou hoje em dia nos Irmãos Metralha.
Os Irmãos Metralha (The Beagle Boys em inglês) formam uma quadrilha de ladrões atrapalhados das histórias em quadrinhos e dos desenhos animados (animação) da Disney.
Maria Augusta Martins: Que é que querieis  dum partido marxista de linha moscovita fundado por o filho dum soba angolano, médico que nunca exerceu e era fervoroso adepto e militante da "água-de-fogo" ou do vodka soviético. Beberam todos do mesmo alambique!
Wanderley o Marajá: Quanto cinismo neste artigo! A corrupção é inerente ao comportamento humano enquanto animal social. Vai-se manifestar quando encontrar terreno propicio para isso, independentemente das ideologias vigentes e dos ruis que opinam assim e assado, só porque sim, um pouco por todo o lado.
Luís Faria: Coloquem aqui os comunas e os bloquearas no poder, e vão ver o que acontece. Exactamente a mesma coisa.
12Responder
Rui KissolLuís Faria: - O Mário Soares e o seu discípulo Sócrates, cuidaram bem das suas Contas Bancárias - como é imitado agora pelos prosélitos do 'Socialismo do Séc. XXI ...
Paulo Guerra: E quantos exemplos é que há no mundo dessas descolonizações tão fantásticas? Tipo o Congo ali ao lado ou tipo o que os EUA ainda andam a tentar fazer no Iraque? Adoro estes teóricos fanáticos que só viram os cães comunistas a combater em Angola. A seguir vêm os economistas que também já pariram não sei quantas nações. Nunca é fácil começar do zero e com petróleo e diamantes, por maior paradoxo, ainda é mais difícil. Não aconteceu nada em Angola que já não tenha acontecido noutras latitudes e noutras longitudes. E a globalização financeira ainda veio dar uma grande ajuda.
Rui Lima > Paulo Guerra: De onde começou a Coreia do Sul nos anos 60 Que era dos 20 países mais pobres do mundo miséria e miséria ,
Venezuela Livre > Paulo Guerra: Felizmente admite que correu mal, já não é pouco para muitos!
Paulo Guerra > Venezuela Livre: Angola nunca teve qualquer hipótese de correr bem e não vale a pena estar agora a enumerar os porquês. Como já disse, vi e ouvi alguns dos melhores economistas portugueses de direita engajados com a estratégia económica pós o primeiro cessar-fogo. E não sou hipócrita para estar agora a apontar o dedo a ninguém. Angola tentou promover a iniciativa privada através de algumas figuras do regime após o primeiro cessar-fogo. Chama-se acumulação primitiva de capitais em termos de teoria económica. E que ao contrário do que dizem alguns ignorantes, inclusive nesta caixa de comentários, não tem nada de marxista. Mais não é, que tentar replicar o modelo colonialista. Sem quaisquer instituições credíveis de controlo, claro que falharam. Com a ajuda de muita gente exterior a Angola, diga-se de passagem. Onde viria, muitas vezes, a processar-se a reprodução de capital que se desejava em Angola.
Rui Lima: Para todos os que aqui escrevem disparates , vendo nos comentários sérios algo que não são , indico uma boa leitura : “A Riqueza e a Pobreza das Nações” David S. LANDES O simples facto de lavar as mãos antes de comer podia fazer toda a diferença , os judeus faziam-no , cristãos não , é a cultura meus senhores que determina o desenvolvimento .
Chronos 2.0 > Rui Lima: Portanto...disparates serão todas as opiniões daqueles que não partilham da sua visão unívoca da sociedade e  do mundo.
Oliver Klein > Rui Lima: E o que dizer da cultura de rapina de nações amigas sempre prontas e ávidas na facilitação comissionada às aves de rapina locais?...
Rui Lima > Rui Lima: Há realidades que existiram e existem, o ter utilizado animais como força de trabalho é um factor determinante que permitiu mais produtividade e riqueza, são factos , o teu totalitarismo quer esmagar quem relata verdades e factos que não podes desmentir . São assuntos estudados, estuda os continentes horizontais e verticais, será muita areia .... As zonas francesas próximas da Alemanha são mais industrializadas - exemplo Alsácia, é pecado afirmar esta verdade? Ou só é pecado quando falamos de outras zonas do globo ? Assim como os africanos se livraram do colonizador branco, está na hora de nos livrarmos dos colonizadores de todas as outras cores e tonalidades que nos têm invadido nos últimos anos!!!
Ana Ferreira: Os níveis de saudosismo de RR são doentios ao ponto de não respeitar muitos milhares de mortos de angolanos, e não só, de ambos os lados da barricada, armados ora pela ex URSS, quer pelos EUA, após a descolonização possível, em nada diferente das de outros países continentais europeus!
José Broa: Mas que coisa mais obtusa ... nada de surpreendente vindo de RR (já agora, quando é que inicia o trabalho de curador do Museu Salazar?). O problema (entre muitos), foi  a sede de dinheiro fácil e de bajuladores do dinheiro do petróleo de Angola, onde se incluem muitas empresas e negócios portugueses. Só como exemplo, por acaso alguém se lembra dos funcionários das lojas da Av. da Liberdade, de joelhos e subservientes perante as elites de Angola. Claro que o problema é de outra dimensão ... mas as elites políticas e empresariais de Portugal "puseram-se a jeito" e "curtiram" com isso ... Agora vão levar com o osso.
Rui Lima: Isto em resposta às ofensas do Chrono . Podemos dizer que os etíopes são os melhores do fundo mundial, que os africanos são dos melhores no futebol, que certas culturas são fortes na dança, a ocidental é forte na organização fundamental para o sucesso de um país, mas é pecado afirmá-lo , logo aparecem uns chronos a chamar nomes ... ‘Sobre o ponto de vista individual todo o ser humano terá a mesma capacidade (embora uns corram mais que outros porque estão mais bem preparados ) na organização colectiva e parental as coisas complicam-se . Um casal asiático faz pelos os filhos esforços sobre-humanos, tem vários empregos para darem as melhores escolas aos seus descendentes, a sua superioridade nas universidades é tremenda 48% entram nas niversidades de maior prestígio em França, o esforço compensa . Dizer isto ofende os idiotas , não escrevo a lista das diferentes comunidades em França para não ser insultado ... porque algumas são uma desgraça .
Mosava Ickx > Rui Lima: Não tenha medo, o estudo foi publicado : os piores são os muçulmanos. As novas esperanças para Portugal que o Costa e o Medina adoram privilegiar e importar !
Chronos 2.0 > Rui Lima: Eu apenas lhe fiz uma pergunta óbvia a que, por covardia intelectual, não respondeu . Ofende quem vem defender de forma aberta ou envergonhada,  a inferioridade racial dos africanos. 
Maria L Gingeira: Finalmente alguém diz o que tem de ser dito: que ao longo de 40 anos o que houve em Angola foi uma tragédia para qual olhámos indiferentes numa atitude de profunda hipocrisia. Não podemos chamar Libertação à entrega do país próspero que era Angola em 1975 aos fanáticos marxistas-leninistas do MPLA que se lançaram em sucessivas caças às bruxas e consequentes execuções políticas e depois condenaram o país a uma guerra civil de 27 anos. E, quando termina a guerra, o mesmo bando apropria-se de toda a riqueza gerada pelos lucros do petróleo e desenha uma estratégia de enriquecimento ilícito cujo cabecilha é José Eduardo dos Santos. Os generais e os filhos são os peões de um saque monumental, talvez o maior de toda a história de África. De facto há agora finalmente uma independência em curso para o martirizado povo angolano
Oliver Klein: Espero que Rui Ramos não esqueça os amigos do regime dos Santos que pululam e infestam o PSD: Cavaco Silva, Marques Mendes, Mira Amaral, Relvas, etc...
victor guerra: De Macau, dizia-se que foi a "árvore das patacas", de Angola, a terra dos diamantes. A Isabel passou a maior parte da vida activa fora de Angola, só trouxe de lá o "cacau". Deu bastante jeito à economia estagnada de Portugal, quando os jornalistas obedeciam a outros donos
Combate aos BURROS e ANALFABETOS do Observador: Rui Ramos, 1.- O direito à independência por parte de cada ex-colónia foi inquestionável. Ponto. E se os angolanos não queriam lá os portugueses, tinham esse direito. Ponto. 2.- Escreve o Rui Ramos que os partidos políticos legitimamente constituídos em Angola, recusaram fazer eleições depois de 1975. Esse direito, por parte de um Estado Soberano (a partir do momento em que se tornou independente), também foi, e sempre será, inquestionável. Ponto. 3.- Se, tal como escreveu, "Depois de 1974, com o fim da ditadura e a contestação ao esforço militar em África (“nem mais um soldado para as colónias”), não teria sido fácil (outra alternativa)", então não havia mais nada a fazer, certo? A não ser que pela força de mercenários estrangeiros e contra a vontade dos angolanos, lá tivéssemos permanecido. A fazer o quê?


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