domingo, 9 de maio de 2021

Coisa antiga

 

Coisa antiga

E grada. E está pior e repugna cada vez mais. Já Cesário Verde o sentiu bem. Mas como não somos de leituras, não aprendemos. Vamos piorando, em mudança dos tempos:

PROVINCIANAS : «Olá! Bons dias! Em março   Que mocetona e que jovem   A terra!  Que amor esparso   Corre os trigos, que se movem    Às vagas dum verde garço!    Como amanhece! Que meigas   As horas antes de almoço!    Fartam-se as vacas nas veigas   E- um pasto orvalhado e moço    Produz as novas manteigas.   Toda a paisagem se doura;    Tímida ainda, que fresca!    Bela mulher, sim senhora, Nesta manhã pitoresca,   Primaveral, criadora!    Bom sol! As sebes de encosto    Dão madressilvas cheirosas    Que entontecem como um mosto.   Floridas, às espinhosas    Subiu-lhes o sangue ao rosto. Cresce o relevo dos montes,    Como seios ofegantes; Murmuram como umas fontes    Os rios que dias antes    Bramiam galgando pontes.    E os campos, milhas e milhas, Com povos de espaço a espaço, Fazem-se às mil maravilhas;    Dir-se-ia o mar de sargaço    Glauco, ondulante, com ilhas!    Pois bem. O inverno deixou-nos.    É certo. E os grãos e as sementes   Que ficam doutros outonos    Acordam hoje frementes    Depois duns poucos de sonos.

Mas nem tudo são descantes;   Por esses longos caminhos,   Entre favais palpitantes,   Há solos bravos, maninhos,    Que expulsam seus habitantes!   É nesta quadra de amores   Que emigram os jornaleiros,   Ganhões e trabalhadores! Passam clãs de forasteiros   Nas terras de lavradores.    Tal como existem mercados    Ou feiras, semanalmente,    Para comprarmos os gados,   Assim há praças de gente    Pelos domingos calados!     Enquanto a ovelha arredonda,    Vão tribos de sete filhos, Por várzeas que fazem onda,    Para as derregas dos milhos    E molhadelas da monda.    De roda pulam borregos;   Enchem então as cardosas     As moças desses labregos,    Com altas botas barrosas    De se atirarem aos regos!   Ei-las que vêm às manadas,    Com caras de sofrimento,   Nas grandes marchas forçadas!    Vêm ao trabalho, ao sustento, Com fouces, sachos, enxadas!   Ai, o palheiro das servas    Se o feitor lhe tira as chaves!    Elas chegam às catervas,    Quando acasalam as aves    E se fecundam as ervas!... II Ao meio-dia na cama, Branca fidalga, o que julga Das pequenas da sua ama?! Vivem minadas da pulga, Negras do tempo e da lama. Não é caso que a comova Ver suas irmãs de leite, Quer faça frio, quer chova, Sem uma mamã que as deite Na tepidez duma alcova?» ..........(O LIVRO DE CESÁRIO VERDE)

 

OPINIÃO: Toda a gente sabia

Há anos que a PJ, o SEF, a PSP e a GNR conhecem situações como a que se vive em Odemira. São simplesmente casos de evidente desastre ecológico, de atentado humanitário e de obscena exploração.

ANTÓNIO BARRETO

PÚBLICO, 8 de Maio de 2021

Toda a gente sabia que a utilização da água dos perímetros de rega, tanto em Odemira como em muitas mais localidades, não estava de acordo com as boas regras técnicas, qualquer que seja o ponto de vista: da quantidade de água utilizada, das respectivas condições sanitárias, dos produtos a que essas águas se destinam e dos horários e calendários de acesso.

Toda a gente sabia que havia culturas forçadas a mais, estufas mal concebidas e mal construídas, uso abusivo de culturas hiper-intensivas ou ultra-intensivas. Sabia-se que havia produção excessiva de hortofrutícolas graças ao uso desmedido de factores de produção e com abuso de mão-de-obra precária, muito barata e muito mal paga.

Sabe-se que em certas operações do montado, na criação de gado, nas vindimas e em outros cultivos intensivos, como olivais e estufas chegadas aos regadios, especialmente na área de influência de Alqueva, mas também nos perímetros do Baixo Alentejo e do Ribatejo, o uso e o abuso dos factores de produção, das condições climáticas e da força de trabalho imigrante e desprotegida são quase a regra…

Toda a gente sabia que há, no Alentejo, mas também no Ribatejo, no Algarve e mesmo em partes das Beiras, agricultores e proprietários sem escrúpulos nem remorsos que se aproveitam deste sistema sem lei.

Toda a gente sabe que muitos proprietários deste género de empresas e de negócio entendem que devem ser os governos e as autarquias a pagar e manter os alojamentos de que eles se servem para depositar e amontoar os seus estrangeiros em péssimas condições de salubridade e conforto.

Toda a gente sabia que os estrangeiros, marroquinos, árabes, sudaneses, nepaleses, tailandeses, romenos, indianos e outros, vinham para aqui trabalhar por qualquer preço, em quaisquer circunstâncias, directamente ou através de terceiros países (como a Espanha), de avião, de comboio, de carro, de camião TIR ou de barco.

Toda a gente sabia que havia redes de negreiros e de traficantes de gente que trazem trabalhadores de qualquer parte do mundo por preços colossais na passagem, mas irrisórios no vencimento, ficam-lhes com os passaportes, trabalham sem contrato, sem cláusulas de regresso, sem bilhetes de avião garantidos e só lhes pagam, quando pagam, muito mais tarde ou nos países de origem.

Mais de 9600 imigrantes viviam legalmente no concelho de Odemira em 2020 MÁRIO CRUZ/LUSA

Toda a gente sabe que se negoceiam, há anos, documentos oficiais, passaportes, autorizações de trabalho e residência, atestados médicos, contratos, licenças de construção de alojamentos e de estufas.

Todos sabiam que alguns trabalhadores, sobretudo mulheres, mas também homens, deviam prestar outros serviços íntimos fora das horas de trabalho agrícola.

Toda a gente sabia que havia dezenas ou centenas de casas onde, em cada quarto previsto para dois beliches ou quatro camas, dormiam dez ou vinte pessoas, sendo que muitos destes alojamentos eram subalugados pelos angariadores e negreiros.

Toda a gente sabia que em muitos casos, certamente a maioria de alojamentos sazonais deste género, não havia água corrente potável, nem água quente, nem duche, nem banho, nem esgotos.

Toda a gente sabe que as câmaras estão ao corrente destas situações, defendem a prosperidade económica da região e do município, sabem perfeitamente em que condições vivem aquelas pessoas, mas têm de manter a vida e os negócios.

Toda a gente ficou a saber que as autoridades locais regionais e nacionais, juntas de freguesias e câmaras municipais, polícias, serviços de segurança social e de inspecção sanitária, inspecção de trabalho, a autoridade tributária, os observatórios de tudo que por aí proliferam, os serviços de ambiente e de protecção da natureza, assim como os de protecção civil, todos estão há muito tempo ao corrente das situações, todos sinalizaram pessoas e empresas, todos abriram processos e todos iniciaram inquéritos.

Toda a gente sabe que Odemira está longe de ser o único sítio, talvez até nem o pior, mas a pandemia desorganizou tudo. Os ministérios da Agricultura, do Trabalho, da Administração Interna, da Saúde e da Economia, o SEF, a PJ, a GNR e a PSP estão perfeitamente ao corrente do que se passa, há anos, nas zonas produtoras destes cobiçados géneros no comércio externo.

O Ministério da Agricultura e seus serviços conhecem bem o que aconteceu em Odemira e o que está a acontecer em dezenas ou centenas de locais do país onde se vive de culturas forçadas regadas, em regime de exploração intensiva, para fornecer angariadores e intermediários que recolhem e transportam rapidamente para os centros de exportação que levam aos mercados de primores europeus…

Há anos que a PJ, o SEF, a PSP e a GNR conhecem as situações, abriram múltiplos processos, sinalizaram muitas pessoas, muitas situações e muitas instalações, nesta e noutras regiões. São simplesmente casos de evidente desastre ecológico, de atentado humanitário e de obscena exploração.

Há, todavia, algo que parece desconhecido para as autoridades, os autarcas e os serviços: o que pensam e sentem as populações locais? Que efeitos têm, para as suas vidas, estas situações? Que consequências têm estes factos na saúde dos locais, na educação, na qualidade do ambiente, na vida económica, no comércio e na vida social?

Toda a gente, ministros, directores gerais e directores de serviços públicos, polícias, autarcas, deputados, proprietários, produtores e comerciantes garantiram publicamente que conheciam a situação, que tinham a consciência tranquila, que cumpriam os seus deveres e que esperavam que os outros cumprissem também os seus… Um mundo perfeito!

Sociólogo

TÓPICOS

ODEMIRA  ALENTEJO  IMIGRAÇÃO  AGRICULTURA  DIREITOS HUMANOS  AMBIENTE  TRABALHO

COMENTÁRIOS:

Paulo Duarte.905891  INICIANTE: E ainda querem fazer mais uma barragem no Pisão, no Crato (Portalegre) que é para continuarem a saber que sabem que se soube sempre ! Espantoso!            Nuno Pereira INICIANTE:  Aqui fala a personagem que ditou o fim da Reforma Agrária. Que leia os comentários. Tenho 41 anos e não “vivi” esse período. No entanto, não olvidamos. Todos os filhos de Abril, que também esta personagem roubou. A esta personagem, foi tão limpo o currículo, que hoje fala com sobranceria de Agricultura. Repito: Não olvidamos! Nem perdoamos!        Jose  MODERADOR: Há anos António Barreto, ministro, à frente da GNR e das forças da repressão expulsou das herdades dos agrários do poder feudal os operários agrícolas do Alentejo. O Feudalismo acabou naquelas terras da seara. O celeiro de Portugal foi expropriado daquela força de trabalho de onde sempre saiu o pão que alimentou gerações. Esses operários agrícolas foram afastados para fora da sua própria vida e empurrados para a solidão da soleira da porta de onde viram passar os dias que lhes trouxeram a morte e a extinção. As terras dos agrários foram postas em pousio, pagando o Estado a vida sem trabalho dos agrários que venderam o Alentejo ao desbarato a fundos internacionais e a estrangeiros. Temos no Alentejo A Selva de Ferreira de Castro trazida pela Lei Barreto, vivo para ver a sua obra.          Fowler Fowler  EXPERIENTE: Também toda a gente sabia como os proprietários das quintas do Douro tratavam as rogas de trabalhadores. Sabia-se que estes trabalhavam de sol a sol, dormiam em enxergas de palha nos palheiros e eram alimentados a rabos de sardinha e caldos de abóbora. Também toda a gente sabia do “Bidonville”. Também toda a gente sabia como os jovens trabalhadores portugueses eram alojados em condições miseráveis em França e noutros países europeus nos trabalhos sazonais das vindimas e apanha da fruta. Também toda a gente conhecia a situação e tinha a consciência tranquila. Pena que tenhamos andado tanto para só aqui chegar...       Mario Coimbra  INFLUENTE: ...mais uma razão para toda a gente fazer diferente.    Democrata XXI  EXPERIENTE: Sem dúvida, toda a gente sabe, da hipocrisia política, que enquanto vai dando para empurrar com a barriga, assim vai indo, pq mais que o interesse dos locais, o que importa é o PIB, ainda que gerado à custa da miséria humana           José Luís Sousa  EXPERIENTE: Numa câmara municipal vizinha aonde um colega meu reside por norma constrói-se a mais do que foi aprovado. Quando o mesmo questionou o fiscal da dita autarquia o mesmo disse que nada pode fazer se não houver uma denúncia, apesar de ter pleno conhecimento dos factos. Ninguém se quer chatear, nem o presidente, nem o fiscal com o dito nem os munícipes com o presidente e vizinhos etc. Este facto anedótico é a realidade alargada do país. Ninguém está para se chatear. Faltam os incentivos certos a acção. Exemplo se o fiscal recebe um prémio por cada multa caso resolvido. Se os agentes de autoridade fossem premiados em promoções ou financeiramente o caso resolvia-se. Assim temos escravatura moderna.         António Marques  INFLUENTE: O que António Barreto nos diz já todos sabemos há milhares de anos: a riqueza das nações, como a das pessoas, só se acumula à custa do assalto, da exploração dos mais fracos, do estabelecimento de longas cadeias hierárquicas em que a ética se dilui e o sentimento não tem espelho. Toda a rentabilidade é bem-vinda, todo o enriquecimento é legítimo e adulado. Até a denúncia só acontece quando é rentável...           viana  EXPERIENTE: Toda a gente sabia, é verdade. O que não diz, porque quer esconder, é quem é que sistematicamente denunciou e se manifestou contra a situação existente. Quem? Custa-lhe dizer? Não foram os seus amiguinhos no PS, PSD e CDS, ou os ultraliberais e ainda mais amigos do "negócio" IL e Chega. Foram BE, PCP, PAN, Verdes. Quem se tem insurgido contra a devastação ambiental e social da agricultura intensiva, assente no Capitalismo mais selvagem? Só agora é que "acordou" para a questão, ainda para mais sendo um antigo ministro da Agricultura? Hipócrita.    Zé Goes  EXPERIENTE: Sim, Viana, todos sabiam. Mas há uns que têm mais razão para se envergonhar do seu silêncio. É o caso dos que durante os últimos 10 ou 15 anos governaram ou suportaram os governos. E aqui, meu caro, contam-se também os que andaram a servir de escudeiros do Governo naquele tempo da chamada geringonça. Não se ponham de fora que é feio.          Incognito INICIANTE: Que "serviços íntímos"? Que horror. A pandemia sempre serviu para pôr a ferida a descoberto. Assim ficamos mesmo todos a saber.    José Cruz Magalhaes  MODERADOR: O único que parece recusar a realidade que desde 1975 se perspectivava, com as profundas alterações, com a recuperação da propriedade plena das grandes herdades, por proprietários absentistas e elitistas, que assim que o Alqueva abriu as torneiras, trataram de vender o património a empresas espanholas e a alguns grupos nacionais de olival e amendoal intensivos, em simultâneo com a emigração e imigração dos últimos residentes em idade activa do Alentejo, para escaparem à miséria e à fome, é mesmo o sociólogo António Barreto. É curioso verificar que ao mesmo tempo que proclama e escreve que toda a gente sabia da tragédia da mão de obra, explorada e quase escravizada, seja incapaz de perceber que o modelo de industrialização agrícola seguido, conduziria a este resultado.               mário borges  MODERADOR: Ah ah ah ah ah!!! Querem lá ver que o defensor dos latifundiários e o coveiro da reforma agrária agora virou progressista agrário?! O Barreto já não odeia foices e martelos? Realmente o mundo dá voltas... Quem o lê até parece um esquerdista... Mas calma. Ele só está a aproveitar a onda como um bom surfista. Jose  MODERADOR: Caro mário borges Na capa do jornal "Nascer do Sol" de hoje, 8 de Maio de 2021, António Barreto diz "A Justiça do antigo regime era mais séria que a de agora". Esta monstruosidade só pode ser dita com o propósito de denegrir a democracia e lavar o fascismo cuja justiça condenava em tribunais plenários, fazia emboscadas para assassinar pela calada da noite, entrava nos domicílios privados para prender e roubar cidadãos, perseguia, prendia, torturava e matava por delito de opinião, mantinha prisões políticas e o campo de concentração do Tarrafal. O Povo, em geral não tinha acesso a justiça nenhuma, nem era cidadão. É dessa seriedade que António Barreto, que fugiu para a Suíça em jovem, se orgulha. Basta de criaturas repugnantes nas capas dos jornais.            Mario Coimbra  INFLUENTE: Portanto sobre o tema em concreto...nada            jimi hendrix  INICIANTE: A questão é quantas odemiras há por este país fora?... e onde anda e andou a fiscalização nos últimos 20 anos?            Rita Cunha Neves  EXPERIENTE: Caro António Barreto, a maior parte das vezes estou em desacordo com o que aqui escreve. Desta vez não. Concordo inteiramente consigo. cidadania 123  EXPERIENTE: Só temo que, à semelhança desta crónica, se misture tudo e assim nem se adoptem as medidas certas, nem se resolve o que há para resolver. Primeiro, acho estúpido culpar os empresários que criam riqueza, e pagam o ordenado pelas horas normais de trabalho. Muitos dos imigrantes disseram ganhar 700/800 euros, fazer 8 horas dia, e estarem contentes. Há aqui algo errado? Muitos portugueses vivem assim, a maioria dos funcionários públicos, os policias, etc. Segundo, o que tem de acabar são as redes que lhes cobram milhares de euros no processo de virem ilegalmente, aproveitando as leis absurdas ( mesmo tendo sido para isso avisados) aprovadas pela geringonça. Tem de se alterar a lei e deixar o SEF fazer o seu trabalho de fiscalizar antes de dar residências ( não legalizam em bloco todos)              Joaquim_Fonseca  INICIANTE: Sabia, sabia, mas dava tanto dinheiro à tanta gente. Agora quando a tempestade passar vai continuar a dar.         Sima Qian  INFLUENTE: E andam muito preocupados com o racismo que é um problema residual e não se preocupam com a escravatura laboral a que estão sujeitos estes trabalhadores agrícolas. Vergonha das vergonhas, principalmente para os pseudo-arautos da justiça social, a esquerda e os sindicatos. VGSM  INICIANTE: Na muche. Todos pugnam pelos ODS e pelo desenvolvimento sustentável. Estratégias e mais estratégias, declarações, acordos, programas, planos. Livros brancos, verdes, azuis e outros documentos tais para ao final do dia pouco ou nada mudar. Odemira hj amanhã outra qualquer indignação que nos alegre o dia para comentar.           Rui Dinis  INICIANTE: É o país de faz de conta, toda a gente sabe mas ninguém faz nada.

Hugo Miguel Campos Rodrigues dos Santos  INICIANTE: E o António Barreto sabia? Escreveu sobre o assunto como fez Helena Roseta em 2019? Não. O modelo económico é totalmente errado e vai esgotar-se em alguns anos. Quem beneficia deste modelo? Como são distribuídos os ganhos? Quem são os donos das explorações? E as empresas de recursos humanos? E quantos inspectores da Act há para o Alentejo? 3, 2 ou 1? Ao contrário do que diz, há muita coisa que falta saber num assunto complexo e não basta apontar o dedo ao governo, acenando com conivência ou corrupção. É preciso saber se este modelo foi incentivado, nem que seja por omissão. Mas não podemos estar sempre a desconfiar de todas as entidades públicas quando as coisas correm mal. Por vezes, há falta de meios, de autonomia, de coragem e de decência. Noutros, corrupção. E noutros dedicação e empenho e até de sacrifício pessoal e sentido de missão. E nem toda a gente sabia, nem toda gente escreveu sobre este tema, como agora.              jose DIOGO PEREira  INICIANTE: tudo muito bem. Mas pagamos a toda este gentalha para quê?           Paco Silva  EXPERIENTE: Há que boicotar o consumo de produtos que chegam destes exploradores. Os consumidores e os distribuidores (Sonae, Lidl, Aldi, Jerónimo Martins) não deveriam comprar produtos sem a garantia que não há este tipo de exploração? E viva a regionalização!            Paulo Batista  EXPERIENTE: A distribuição deveria mencionar nos seus produtos "produtos de origem de economia limpa" e não produtos de trabalho escravo ou de tráfico negreiro. A ganância também mata ... mas mais vale matar na origem. Começar a comprar nos mercados biológicos que já existem em muitas cidades deste País em vez de comprar no PD, Continente, Jumbo, Aldi, Lidl ... o país está cheio de supermercados ... no Algarve mesmo em tempos de pandemia o número de supermercados aumentou. Qualquer terra tem 2/3 supermercados no mínimo.             OldVic1  MODERADOR: Em Portugal, os problemas só existem se forem noticiados e isso puser em perigo os tachos de quem devia actuar e não actuou. Triste país. diogodoismil.864263  INICIANTE: Um Estado incompetente, mentiroso, que assobia para o lado. Entretanto alteraram a lei da emigração para facilitar a aldrabice e são milhares de ilegais, uma vergonha. A Europa já devia ter chamado à razão estes senhores de Portugal, sim, são boys da política a governar o país. Uma vergonha, mais uma.            Armindo Castelo Bento EXPERIENTE: Quando é que passos , portas são presos?          pintosa INICIANTE : E a esquerda? Vale a pena ver o "Sexta às 9" de ontem para conhecer o seu papel nisto...           MMRdM  EXPERIENTE: Confesso que eu não sabia o que, segundo o autor, todos sabiam. Parece-me, porém, que mora neste assunto uma procrastinação crónica, e vale a pena investigar por que motivo nem os partidos de esquerda, que se costumam agarrar naturalmente a estas coisas, foram capazes de manter este assunto na ordem noticiosa do dia. Andamos com discussões parlamentares de eutanásia e inseminação post mortem, quando, em vida e a querer viver melhor, temos seres humanos tratados de forma indigna ao abrigo da cortina de estarem num novo país que não o natal, por sinal um país europeu que hoje mesmo reuniu no Porto para firmar objecticos 'sociais' para os próximos anos...     Mario Coimbra  INFLUENTE: Concordo consigo a 100%.         Jonas Almeida EXPERIENTE: No que está este projecto do neoliberalismo negreiro a transformar o país? Como conclui o artigo, num paraíso perfeito - sem contribuições sociais, fiscais, ou qualquer preocupação com as pessoas. O melhor aluno excedeu-se, parabéns! Mais um esforço e bate o ideal leopoldino do estado livre do Congo.         Duarte Cabral  EXPERIENTE: Jonas, fundos sediados em paraísos fiscais são proprietários de culturas intensivas no Alentejo (amendoal, olival). Pergunto: o que é que Portugal ganha com estes investimentos (?): Esgotam os recursos naturais (a água cada vez mais rara); as maquinas para a apanha, são fabrico estrangeiro; os impostos pouco os nada pagam e ainda destroem património. Mas este capitalismo/neoliberalismo não está em obra só na Europa, está no mundo inteiro.          Joao MODERADOR: Concordo com ambos. O mais clamoroso é a referência do Duarte à água, há dezenas de anos que digo que as contas da água em duches e campos de golf para turistas está mal feita e somos nós a pagar os furos com centenas de metros e a desertificação de Portugal dos nossos netos. Joao  MODERADOR: Quanto às contribuições ... bom, vejam que os maiores adeptos das políticas de Bruxelas são os paraísos fiscais Irlanda, Holanda, Luxemburgo ... e claro a Alemanha. Os outros ... andam alegremente a servir cervejas a esses e a construir hotéis e campos de golf para esses numa crença incutida que de outro modo seria pior e mesmo terrível.          Duarte Cabral  EXPERIENTE: É isso João, mas graças aos meios de informação alternativos e a alguns jornalistas aos poucos povo vai abrindo a pestana.          Duarte   Cabral  EXPERIENTE ...mas graça aos meios...       Jonas Almeida EXPERIENTE: Concordo com vocês, é preciso derrubá-lo em toda a parte. Foi montado de cima para baixo, será derrubado de baixo para cima. Roberto34  MODERADOR: O João mente. Quais políticas de Bruxelas? A política fiscal é da competência exclusiva dos Estados Membros e não da UE. A UE não define impostos.

 

 

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