segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Fofocas, entretenimentos, valores…


Mais um retrato a provar que felizmente não nos falta assunto para entreter as mentes, na escrita de muitos jornalistas, e um deles é João Miguel Tavares na sua maneira desenxovalhada, mas por vezes ambígua, de relatar os acontecimentos da nossa banalidade folhetinesca. Retoma-se o caso Ljubomir e isso trouxe-me à memória – as palavras são como as cerejas – o poema “Serradura” de Mário de Sá Carneiro, com igual apelido daquele de quem se fala, cuja morte trágica há 40 anos, tem merecido igualmente matéria de “nunca ouvido canto”, como o D. Sebastião, em Dedicatória extremosa, ou puramente a de “folhetim da capital” “de uma antipatia igual”, na definição de “Serradura”, poema de alguém demasiado fantasista, mas também com traços depressivos que nos recordam a nossa inércia bem lusa, de fatalismo e comodismo com que contrasta Ljubomir Stanisic, estrangeiro mais expedito, ao que parece, que JMT defende mas que alguns comentadores atacam. Sim, trata-se mesmo de um “folhetim da capital” que aponta para truques que exploramos com saber. E o governo, idem, aspas.

Vejamos primeiro, “Serradura”, com o seu charme de arranque:

Serradura
A minha vida sentou-se
E não há quem a levante,
Que desde o Poente ao Levante
A minha vida fartou-se.
E ei-la, a mona, lá está,
Estendida ,a perna traçada ,
No infindável sofá
Da minha Alma estofada.
Pois é assim: a minha Alma
Outrora a sonhar de Rússias,
Espapaçou-se de calma,
E hoje sonha só pelúcias.
Vai aos Cafés, pede um bock,
Lê o "Matin" de castigo ,
E não há nenhum remoque
Que a regresse ao Oiro antigo!
Dentro de mim é um fardo
Que não pesa, mas que maça:
O zumbido dum moscardo,
Ou comichão que não passa.
Folhetim da "Capital"
Pelo o nosso Júlio Dantas -
Ou qualquer coisa entre tantas
Duma antipatia igual …

O raio já bebe vinho,
Coisa que nunca fazia,
E fuma o seu cigarrinho
Em plena burocracia!…
Qualquer dia, pela certa,
Quando eu mal me precate,
É capaz dum disparate,
Se encontra uma porta aberta…
Isto assim não pode ser…
Mas como achar um remédio?
-P´ra acabar este intermédio
Lembrei-me de endoidecer:
O que era fácil - partindo
Os móveis do meu hotel,
Ou para a rua saindo
De barrete de papel
A gritar "Viva a Alemanha"…
Mas a minha Alma, em verdade,
Não merece tal façanha,
Tal prova de lealdade.
Vou deixá-la - decidido -
No lavabo dum Café,
Como um anel esquecido.
É um final mais raffiné.

Baixa a bolinha, Ljubomir

Esta investida contra a reputação de indivíduos que se atreveram a criticar o Governo de forma muito vocal precisa de ser revelada e travada, até porque ela não é inédita, e corresponde a uma táctica nascida em tempos de muito má memória.

JOÃO MIGUEL TAVARES

PÚBLICO, 4 de Dezembro de 2020, 21:01

Ao fim de sete dias de greve de fome, Ljubomir Stanisic e os empresários da restauração que acampavam à frente da Assembleia da República lá levantaram a tenda, após serem recebidos por Fernando Medina. O movimento “A Pão e Água” desempenhou o seu papel na luta por maiores apoios para o sector da restauração, aproveitando ter como porta-voz uma estrela televisiva, e o Governo reuniu-se com os manifestantes fingindo não se reunir, após um piripaque do chef Ljubomir que o levou ao hospital. Até aqui, tudo bem. Aquilo que separa uns e outros, deriva das limitações próprias de um país com uma dívida pública astronómica, que gostava muito de ter dinheiro para encher as caixas dos bares e dos restaurantes, mas não tem.

Onde as coisas extravasaram o normal conflito democrático foi na guerrilha de comunicação semi-clandestina que se desenrolou paralelamente ao protesto, e que se não foi criada para desacreditar os empresários que se atreveram a criticar o Governo em frente às câmaras de televisão, então imitou mesmo muito bem.

Primeiro, apareceu um deputado do PS (André Pinotes Batista) a mandar Ljubomir ter vergonha e a informar que o chef detinha “um empréstimo de 1,5 milhões de euros com aval do Estado”. Como o deputado tratou de apagar rapidamente o seu tuíte, nunca chegou a ter de explicar de onde lhe veio tal informação, que não me parece que seja pública.

Depois, as redes sociais foram invadidas por fotos tiradas do Instagram dos empresários em protesto, como João Sotto Mayor ou João Shima. Nalgumas imagens, estavam a conduzir carros de alta cilindrada; noutras, a navegar em barcos de luxo; noutras, ao lado de aviões privados; noutras, nas proximidades de garrafas Moët & Chandon. E eles lá tiveram de explicar às televisões que é possível ter, em simultâneo, uma conta bancária choruda e um negócio à beira do colapso, com centenas de trabalhadores em risco de desemprego.

Se, por acaso, Ljubomir Stanisic tem por hábito oferecer rum à polícia, isso não tem nada a ver com a sua luta em frente ao Parlamento. Seria bom não misturar alhos com bugalhos, nem recorrer a truques baixos para calar vozes politicamente incómodas.

Já esta sexta-feira, o Correio da Manhã titulava à largura da primeira página: “Ljubomir acusado de corromper polícia. Aparentemente, o chef é um dos 27 arguidos do processo Dupla Face, por ter sido apanhado ao telefone a pedir favores a um guarda. Para quê? Para atravessar a ponte 25 de Abril na semana da Páscoa. Segundo o jornal, não houve qualquer fiscalização na ponte e o alegado pagamento oferecido por Ljubomir consistiu em “duas garrafas de vinho e outra de conhaque ou rum”. Stanisic nega tudo.

Apesar de estas pessoas não desempenharem cargos públicos, são empresários e figuras publicamente relevantes, portanto, nada tenho contra o seu escrutínio. Mas a maior parte das coisas que vi, ouvi e li não encaixam na categoria de escrutínio. São antes uma forma de deslegitimar um certo tipo intervenção política através de denúncias de falta de carácter, ainda por cima com um odor muito desagradável a ataque concertado.

Esta investida contra a reputação de indivíduos que se atreveram a criticar o Governo de forma muito vocal precisa de ser revelada e travada, até porque ela não é inédita, e corresponde a uma táctica nascida em tempos de muito má memória. Estou-me bem nas tintas para a forma como aqueles empresários gastam o seu dinheiro, desde que tenha sido ganho legitimamente, e se por acaso Ljubomir Stanisic tem por hábito oferecer rum à polícia, isso não tem nada a ver com a sua luta em frente ao Parlamento. Seria bom não misturar alhos com bugalhos, nem recorrer a truques baixos para calar vozes politicamente incómodas.

Jornalista

TÓPICOS

OPINIÃO  RESTAURANTES  RESTAURAÇÃO  PROTESTO  COVID-19  CRISE  CORONAVÍRUS

COMENTÁRIOS:

Joao.428516 INICIANTE: Ó João Miguel não o sabia tão naïf, então no meio da restauração onde é mais fácil fugir ao fisco ?!?! 06.12. 20           miguel..velloso.895290 INICIANTE: Vocal? Veemente, contundente, são os termos a usar. Vocal, neste caso, não se aplica. Inglês a mais... JMT escreve bem, não percebo esta ...   Leclerc EXPERIENTE: Este regime arrisca-se a ficar conhecido pela máxima de que "quem se mete com o ps leva"      J Bernard INICIANTE : O JMT faz aqui um certo contorcionismo que não apreciei nada... Espero que não caia na "deriva" das teorias da conspiração. Já esteve mais longe... Por outro lado pergunto, não seria de processar o Lubomir por se colocar intencionalmente em situação de saúde grave, ocupar tempo a médicos, e desviá-los dos verdadeiros doentes? Sem demagogia!          joaocardoso INICIANTE Filipe Neto Brandão 15 h · João Miguel Tavares escreve hoje no Público sobre uma suposta manobra orquestrada na imprensa (“um truque baixo”, escreve) para descredibilizar o empresário da restauração Ljubomir Stanisic por este ter “criticado o Governo”... isto na mesma edição do mesmíssimo jornal onde, a páginas 28 , se pode ler a notícia de que “O Ministério Público acusa o chef [Ljubomir] do crime de corrupção activa, cuja moldura penal vai até aos cinco anos de prisão”. Em que ficamos, João Miguel Tavares, o jornal onde publica as suas crónicas presta-se a truques baixos (e, apesar disso, dispõe-se a escrever nele) ou estamos mesmo numa notória maré de infelicidade como cronista? Como, amiúde, escrevem os juristas, “tertium non datur”           Leclerc EXPERIENTE: O estranho é a coincidência temporal de certas noticias sobre pessoas que estão a ser incómodas para o governo. E mais estranho ainda porque o acesso a essas informações não serem públicas. Outro pormaior, não aparecem os que rasgam as vestes pela violação do segredo de justiça?         miguelc EXPERIENTE: Pessoal, o jmt não se reporta a guerras entre tv's. Não se atreve a ser claro. Atira a pedra e esconde a mão. Jmt, você tem andado a descarrilar, - como já alguém aqui disse, porta-se como um arrivista, pensando que faz um grande serviço... Até ser claro, é isto.              Goncalo Lourenco INICIANTE: Incrível como este país ainda rumina na inveja, mas longa é a nossa tradição de expulsarmos quem mais sabe para ficarem os ignóbeis a tomarem conta disto... até hoje (sim o mal não passou com o fim da Monarquia nem sucessivos golpes de Estado). Devo dizer que não sou fã de empreendedores da restauração preferia que este país tivesse mais empreendedores tecnológicos, mas isto é o que o país, extremamente partidocrata, consegue conceber na sua mesquinhez e pequena teia de interesses. Mas tem de ser uma classe demonizada e crucificada só porque apontam o dedo? Já foi há algum tempo mas houve alguém que uma vez disse "quem se mete com o PS leva!". 05.12.2020  jorge morais EXPERIENTE: Miguel Guedes, paineleirofoot, advogado e músico, na sua crónica de ontem onde desanca que se farta no chef diz a determinada altura “… onde, de resto, nunca partilhei das opiniões que apontavam especial arrogância ou destempero a Stanivic” Entretanto, também mostrou a sua imparcialidade confessando que “… numa espécie de bullying final à porta da tenda, só não contemplou um segurança da discoteca à moda antiga porque o líder do CDS foi educado e saí pelo seu pé”. Recordo que leio sempre as suas crónicas onde este militante do BE sempre desancou no CDS e agora, como lhe dava jeito, fez-lhe um elogio. Já me esquecia de vos dizer que este senhor é avençado na TVI e por isso, enquanto o chef era seu colega, realmente nunca partilhara as criticas. E termino com uma certa maldade e em resposta a quem me acusa que estava a ser injusto noutro comentário desta crónica. É que agora o chef está na SIC e os outros três estão na TVI. Termino perguntando se ainda falta mais alguma coincidência para fechar o puzzle. Anagrama EXPERIENTE: Comentário homofóbico, mas não se preocupe que eu, nem se tivesse poder para isso solicitaria a retirada deste comentário. Sou pela liberdade de expressão.

miguelrego1978 INICIANTE: O clima está perigoso! Tenha cuidado JMT, a sua ficha está a ser preparada. E a julgar pela quantidade de comentários de sabujos do regime, não faltam olhos e ouvidos à escuta, esperando a mais pequena coisa pra que o possam lapidar em praça pública.    FPS INFLUENTE: Pode ficar descansado, que este - o MJT - é dos protegidos...      Manuel_AR INICIANTE: Deixemo-nos de conversa demagógica JMT. Como é que entretanto se encontram os empresários dos pequenos restaurantes onde nós, os do povo, vão comer no intervalo do trabalho ou com as suas famílias e que cobram o mesmo IVA onde jantam duas pessoas por 250 euros, sem nos alargarmos. E se fosse o PSD no governo será que haveria o comentário? Ljubomir e outros lá vão dizendo que também estão com eles.      sapeira sapeira.970162 EXPERIENTE: Defender empresários que querem baixar o IVA para que possam sobreviver, porque entregam muito IVA ao Estado, é de rir. Quem suporta o IVA são os clientes do Restaurante! O que os mamões querem é que o IVA baixe, mas o cliente paga o mesmo pela refeição e eles ficam com o excesso. Empresários e da mula ruça. Já sem falar da sistémica fuga ao fisco. O JMT já pensou ser adjunto do Ventura? Tem tudo para o cargo.     1070802.977691 INICIANTE: Claramente não é empresário nem foi afectado.. Caso contrário não diria isto. É preciso ter respeito e ajudar os sectores afectados caso contrário vamos pagar todos, e já não falta muito para começarmos a pagar. Já há muitos desempregados da restauração a passar fome.      publico1234567 EXPERIENTE 1070802.977691 - Não tente fazer os outros de trouxas... eu vi os Ferraris, Bugatis, barcos de luxo, aviões...!     Joao.428516 INICIANTE: Tirou me as palavras dos dedos. Raro senão mesmo extinto é o empresário com, digamos, 85% de honestidade fiscal ligado a este ramo e temo estar a ser humilde.         ana cristina MODERADOR Desconfio que é uma coisa herdada do tempo da inquisição. Os que sobressaem de alguma forma e fazem frente ao poder instalado depressa são alvo de denúncias, gozo, ataques e boatos de todo o tipo. O poder sabe usar invejas e odiozinhos de esquina para cilindrar quem lhe faz frente. Foram mais de duzentos anos de Santa inquisição, 48 de fascismo e décadas de máfia no PS. Jorge R Marques INFLUENTE: Se não tinha nada a dizer, não comentava. O seu comentário é a súmula do triste artigo do João Miguel Tavares. O seu objectivo (tal como o dele) não é o problema do habilidoso cozinheiro que se paga a peso de ouro: é apenas e só insultar o PS. Tenha juizinho!    ana cristina MODERADOR: "tenha juizinho" é claramente a versão punhos-de-renda de "baixa a bolinha".... o Jorge por acaso tem algum antepassado que tivesse sido funcionário do tribunal do santo ofício?     publico1234567 EXPERIENTE: A Inquisição pertenceu (pertence?) à ICAR e esta é defendida pelos conservadores e não pelo socialismo. De notar que não defendo o PS, pelo contrário.      Joao.428516 INICIANTE: Sobressair às custas da fuga aos impostos.           ana cristina MODERADOR: a fuga aos impostos e a oferta de duas garrafas de rum só se tornam crimes insuportáveis no dia em que quem os pratica critica o costa. tomar uma vacina vinda de frança torna-se crime inaceitável quando se quer cilindrar uma candidata que incomoda o costa. antes disso não era tema. esse é o augusto espírito da inquisição e é transversal a crenças e ideologias.      mário borges MODERADOR: O Ljubomir pelo que me foi dito não parece ser um cidadão que cumpra o pagamento de impostos na sua plena execução. Ainda que isto seja mentira parece-me que para um imigrante não está mal de vida. Tem sorte acrescida de ter uma cor de pele que não permite o racismo básico. Eu até simpatizando com a pessoa não posso deixar de achar desapropriada a forma como tratou o Chiquinho do CDS. E isto dito por mim que não posso ver o Chiquinho nem pelas costas. Mas se o Ljubomir foi à porta da Assembleia da República não queria ter sido visitado por dirigentes partidários? Isso é o mesmo que ir para a porta dum estádio e ficar ofendido se lhe quiserem vender um cachecol. Ele sabe perfeitamente ao que foi.        Jorge Lampreia INICIANTE: Nada tem a ver com o assunto do artigo mas confesso que, muito provavelmente, por ignorância minha, fiquei absolutamente surpreendido de ver os grevistas, ontem, a comer croquetes, pizzas e carbonara. Estava absolutamente convencido de que 7 dias de greve de fome já não permitam recomeçar a comer logo com este tipo de comida. My bad....           Isabel F. INICIANTE: Afinal, existem boas e más fugas de informação? Boas as que atingem os adversários, más as que expõem o "nosso" lado? Não as devemos condenar ou aceitar todas? Já agora, do que é que o chefe é acusado? Qual é o termo técnico? Corrupção? Creio que o cronista saberá algo acerca disso. Ou já não importa?        Por bom caminho e segue INICIANTE: Temos aqui mais um adepto do frei Tomás, faz o que ele diz, não o que ele faz. O argumentário chega a parecer indigente. Parece até que se faz ao bife e à lagosta. O comportamento destes empresários, representados em associações que menosprezam, foi uma forma de chantagem intolerável. Não vale tudo. Nem sequer insultar o solidário barbicha do CDS. O comportamento do governo, ao ceder através de um presidente da câmara, só revela fragilidade. Bons uns para os outros. Fica por explicar a extraordinária energia daqueles nutridos e enfatuados empresários ao fim de sete dias de fome.          barbosa de almeida MODERADOR: Fui interlocutor numa discussão sobre este Chef (de quem eu até nem gosto) no Facebook, com um tipo que dizia que "lidava com finanças e que sabia como os restaurantes todos, se esquivam a pagar impostos, estando todos ricos". Acho muito difícil evadirem-se de pagar impostos quando as registadoras estão ligadas às finanças em tempo real e qualquer cliente, pode ser um inspector das finanças (se fossem tão aplicados na luta à corrupção, como na luta à evasão fiscal, Portugal estaria rico). Nessa altura, o Troll confessou que não trabalhava nas finanças. Só lidava com as finanças dos restaurantes. Se calhar, é outro André Ventura, a aconselhar a evadirem-se fiscalmente e a proclamar-se contra a corrupção? 04.12.2020       Luisa Moreira EXPERIENTE: Então para o JMT um empresário até pode ter uma choruda conta bancária, mas se têm um negócio à beira do colapso o Estado que pague a crise (quer dizer todos nós) para eles poderem continuar com os seus carros de alta cilindrada e/ou navegar em barcos de luxo ou viajar em aviões privados???!!! Então e eu? Também posso ir dar um passeio no barquinho? Se pago...     jorge morais EXPERIENTE: Quarta-feira, vi Lobo Xavier na TVI a desancar forte e feio em Ljubomir que este é um indivíduo da pior espécie, mal educado, etc etc e que fez a greve da fome para promover a SIC ( sic). Quer dizer, quando o chef estava na TVI, Lobo Xavier nunca reparou na má criação e na falta de princípios do mesmo. Entretanto, talvez por coincidência, na crónica de hoje aqui no PÚBLICO, aparece Pacheco Pereira todo furioso a defender Cristina Ferreira que saiu da SIC para a TVI onde o cronista presta serviço juntamente com Lobo Xavier. Se tudo isto não é um frete à entidade patronal, a TVI, o que será? Quem escreve no seu sofá a tomar o pequeno almoço matinal e pensa que o mundo é perfeito. miguelc EXPERIENTE: Jmt, enquanto jornalista, a quem se dirige em concreto? Ou isto é atoarda? 04.12.2020

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