terça-feira, 20 de outubro de 2020

Contra o Stayaway Covid


Opinião de Helena Garrido, na sua excelente análise sobre a Saúde, num país de população passiva, e sobre a actuação do Governo, que parece preferir impor ordens condicionantes e megalómanas – tendo em conta os índices de pobreza no país – a enveredar por uma reestruturação efectiva dos Serviços de Saúde Pública, que apoie também os afectados por outras doenças, em stand-by por via da Covid 19 - o que é, no mínimo, assustador. Seguem-se os comentários, dum modo geral construídos sobre experiências e conhecimento próprio, de sentido crítico, naturalmente.

Os heróis na saúde /premium

Ficar doente é sempre mau, mas hoje é aterrador. E hoje é preciso ter alma de herói para trabalhar na Saúde, onde o faz de conta do discurso público esgota até mais que a pressão do trabalho.

HELENA GARRIDO

OBSERVADOR, 19 out 2020

As elites urbanas tomaram conta do país como nunca se tinha visto. O caso da aplicação Stayaway Covid é o mais recente exemplo do distanciamento entre os governantes e os governados, um problema que ultrapassa a gravidade da violação da privacidade e até do desconhecimento das características da app, como se pode ler aqui e aqui. O distanciamento entre governantes e governados é uma interpretação benevolente sobre o que se tem passado nos últimos tempos. Porque a outra leitura é concluir que vale tudo, para a propaganda e o populismo. Com responsabilidades de todos os protagonistas políticos, Presidente da República, Governo e todos os partidos sem excepção. Infelizmente para nós.

Terão os protagonistas políticos consciência da instabilidade que provocam a pessoas que não têm “smartphones” que são os mais pobres e os mais velhos? Não lhes basta ter nos mais pobres e mais velhos as pessoas mais vulneráveis nesta horrível crise? Têm de acrescentar problemas aos problemas?

As medidas mais eficazes para combater a pandemia é dar condições aos serviços de saúde e de rastreamento, em vez de inventar obrigações impossíveis de cumprir. É preciso libertar médicos e enfermeiros de tarefas burocráticas e dar-lhes uma rede de apoio para tratarem devidamente os doentes.

Além disso, é urgente começar a tratar das pessoas que têm outras doenças – falando com médicos percebe-se como estão preocupados com o que vem aí e os números já revelam uma elevada taxa de mortalidade “não-covid”, como se pode ler no último ponto de situação feito pelo INE. A partir da segunda quinzena de Junho, a pandemia explica apenas uma ínfima parte da mortalidade, que ultrapassa a média dos anos de 2015-19 e está acima do que se verifica num conjunto de 17 países europeus. Uma tendência que tende a piorar.

Basta ouvir os desabafos de quem trabalha na saúde para perceber que se desperdiçou o Verão e não se trabalhou para organizar e reforçar os recursos para a pandemia e para as outras doenças. A ministra da Saúde Marta Temido parece preferir lançar a divisão entre público e privado, em vez de se preocupar em usar todos os recursos que o país tem para enfrentar uma crise gravíssima e inédita de saúde em Portugal.

O resultado é, mais uma vez, o oposto das declarações de preocupação: os mais pobres e vulneráveis, os que não têm dinheiro para se tratarem, vão morrendo. É assim tão difícil fazer um plano com todos os recursos de saúde em Portugal para reduzir listas de espera? Ou preferimos andar na guerra ideológica, fazendo dela um valor superior ao do humanismo? Parece, pelo que diz, que a ministra da Saúde prefere que existam problemas cancerígenos por diagnosticar ou tratar a usar meios privados.

É preciso dinheiro, sim. Mas também para fazer funcionar o serviço nacional de saúde (SNS), em condições, é preciso dinheiro. O que não se consegue fazer com o sector privado é fingir que se está a dar recursos, é fazer barato o que é caro. Basta entrar no SNS para perceber as condições inacreditáveis em que, nalgumas áreas, trabalham os profissionais – mesmo no hospital de Santa Maria, em Lisboa, há especialidades que funcionam em barracões. E como, trabalhando como trabalham os profissionais, os doentes são assistidos sem condições. Não é de agora, esta política de bater no peito em defesa do SNS e não investir no SNS. A pandemia apenas destapou um problema grave.

Os profissionais de saúde estão exaustos e ainda não começou verdadeiramente a época do Inverno, de maior pressão sobre os hospitais. E alguns deles estão até exasperados com as “verdades alternativas” que o Governo pretende vender. Ainda na semana passada, na rádio Observador, a directora dos serviços de infecciologia do hospital Amadora-Sintra, Patrícia Pacheco, tentando manter toda a calma do mundo como se pode ouvir aqui, afirmava que “há um universo paralelo. Vivemos todos os mesmos números e o mesmo País, mas quem está no terreno não vive a mesma realidade que a ministra da Saúde”.

O que se pede aos governantes é que governem, em vez de gerirem a conjuntura preocupados em salvar a sua pele. Já chega de bater no peito em defesa dos desfavorecidos e dos serviços públicos e, ao mesmo tempo, nada fazer para os defender. Bem pelo contrário. Em vez de se focarem no melhor serviço a quem está doente, alimentam-se guerras entre privado e público com verdades alternativas sobre a sua falta de disponibilidade, como se pode perceber aqui.

Se a gestão da Saúde continuar a viver num universo paralelo, de aplicações impossíveis de usar por todos e de desprezo implícito pelos mais vulneráveis, a desigualdade não aumentará apenas por via de quem perdeu o emprego. Há pessoas sem voz, que não pertencem às elites urbanas, que hoje nos lideram, nem têm acesso fácil à Saúde, que vivem uma desigualdade também ela invisível. O desespero dos profissionais de Saúde percebe-se pelo cansaço e pelo que vão vendo de abandono dos mais vulneráveis. São de facto heróis e parte do seu heroísmo é o resultado da incompetência e politiquice de governantes.

 

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SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE  PAÍS  CORONAVÍRUS  SAÚDE PÚBLICA  SAÚDE

COMENTÁRIOS:

Gabriela Gop: Uma crónica que nos deixa envergonhados, que nos indigna! A App é, porventura, um atestado de incompetência e SALOICE que perpassa por todo este governo. Novos como Marta Temido e velhos como Marcelo, são todos iguais ... percorram o país virtualmente ou andem num vai e vem de automóvel, ninguém parece saber que 20% da população portuguesa é pobre, está envelhecida e não é JUSTO - de uma justiça elementar - que os macem, mais de que já estão ! Parece que está tudo DOIDO!      Marie de Montparnasse: O País não começou agora a ser construído. O País que somos tem sido construído com o labor e sofrimento de todos os que já partiram e com os que ainda vivos, se encurta a vida por razões ideológicas. Do governo e de Marta Temido, a história se fará sem elogios.    Joaquim Moreira: O distanciamento entre governantes e governados é uma interpretação benevolente sobre o que se tem passado nos últimos tempos. Porque a outra leitura é concluir que vale tudo, para a propaganda e o populismo. Com responsabilidades de todos os protagonistas políticos, Presidente da República, Governo e todos os partidos sem excepção. Infelizmente para nós. Confesso que já estou farto deste discurso. Que ao pretender insinuar que, "os políticos são todos iguais", protege uns em relação aos demais. Para além de esconder a verdade ou de a falsear, de modo a que o povo, a realidade continue a ignorar. Por isso, sobre "Os heróis da saúde", pouco tenho a dizer, a não ser, que estão a ser sobre-avaliados, porque vivemos num país e num momento, de muito pouco ou nenhum discernimento. Em que a incompetência é tal, que, quando alguém é um bocadinho melhor, transforma-se num herói nacional. Não fôssemos nós o país com mais "os melhores do Mundo" a nível internacional! E ter um Presidente, que para todo este discurso tem sido fundamental!    Maria Madeira: De acordo com este artigo.     Sandro Nunes: Eu cá não metia tudo no mesmo saco, mas sim, a incompetência grassa por esse governo fora e já nem a propaganda e as habilidades fazem transparecer outro sentimento que não o de esgotamento de soluções. O caminho pseudoideológico seguido pelo governo e pela Ministra da Saúde é tremendamente penalizador para a população. Se Costa não a afastar rapidamente o mal torna-se irreversível. Será que Costa está predestinado a viver com o peso dos mortos, dos incêndios à COVID?      ricardo veloso: 1 dos cancros do SNS, são os próprios trabalhadores que integram o sistema. Reclamam do cansaço, mas quando passaram novamente para as 35h, já ficaram contentes, pois já permitia novamente irem trabalhar turnos seguidos no privado e vice versa. Alguém que trabalha 1 turno de 7h e de seguida por exemplo vai fazer tarde e noite ao privado e de manhã segue novamente para o hospital público é 100% profissional? Em algum momento se desleixa ou vai mesmo dormir! Os políticos e familiares também vão ao público, mas passam por cima das listas de espera e têm um quarto individual, tudo com a conivência do sistema. Alguém explica quanto custa anualmente o sistema aos portugueses para puderem fazer escolha? Porque não abdicam de certas valências e financiam transferências de serviços para o privado? Injectam dinheiro dos contribuintes em TAP,SATA,CP e não têm dinheiro para transferir utentes para o privado?       M M > ricardo veloso: O ricardo pensa que um dos cancros do SNS são os próprios trabalhadores mas depois afirma que os políticos e familiares são privilegiados porque usam o sistema público. Pelos vistos, os trabalhadores do SNS são péssimos mas são óptimos para os políticos e familiares. Parece pensar que os trabalhadores ficam óptimos de repente. Ou acha que os políticos usariam o sistema público se fosse só porque podem ter um quarto privado e os trabalhadores fossem maus? Não parece muito coerente... Alfaiate Tuga: O Covid apenas veio expor as fragilidades do SNS que está a ser desmantelado há mais de uma década com a conivência de praticamente todos. Explico, se o SNS fosse bom, ninguém teria seguros de saúde, pois quando precisassem teriam o SNS para os atender dignamente e a tempo e horas, como funciona mal, os tugas foram adquirindo seguros de saúde para poderem ir ao privado quando necessitam. O problema é que o privado e bem existe para dar lucro, logo os tratamentos de patologias mais complicadas requerendo internamentos prolongados estouram com os plafonds dos seguros de saúde ou com as poupanças de quem a ele recorrer, portanto o privado em casos complicados serve para os ADSEs e para quem tem mesmo muito guito. Aqui chegados os tugas deveriam começar a perguntar para que serve afinal o dinheiro dos seus impostos, pois entendo que é preferível ter um SNS sobre-equipado em meios e pessoal do que câmaras municipais repletas de amigos e familiares dos presidentes, que nada resolvem para além da compra de votos nas autárquicas. Não tenho dúvida nenhuma que os milhares de milhões que “desapareceram” (mudaram de bolso) nos últimos 10 anos, chegavam para construir mais hospitais e o guito que se gasta a pagar a FP’s improdutivos chegaria para pagar a médicos e enfermeiros para os fazerem funcionar. Não é assim porque os tugas não escrutinam como o governo gasta o dinheiro dos seus impostos e os partidos de esquerda não querem tocar nos empregos nas câmaras e ministérios e os partidos de direita querem proteger o privado. Não digo que em caso de emergência o governo não possa contratar serviços de saúde aos privados, mas prefiro mil vezes ter um médico ou enfermeiro do SNS a trabalhar a 50% da capacidade para poder ir aos 100% em casos excepcionais, do que ter outros FP’s a 50% toda a vida, que nunca terão casos excepcionais para acudir. Com os impostos que pagamos deveríamos ter um SNS ao nível do melhor da Europa, não temos porque somos tapadinhos, espero que o Covid pelo menos sirva para abrir os olhos a alguns. Já agora, os políticos estão-se a borrifar para o SNS, tem ADSE...         Maria Emília Santos Santos: Cem por cento de acordo! Bom texto, Drª. Helena!     Domingas Coutinho: Claro. Desde Março que a ameaça paira mas é preferível ser optimista a prevenir situações. Depois, arranjar desculpas. Enfim é o que temos. O melhor é mesmo como diz Angela Merkel, quem puder ficar em casa. Quem tiver de sair, cumprir as normas e fé em Deus. Que os órgãos do poder não solucionam NADA.     Antonio Sousa Branco: É de uma insensibilidade total, que por "servidão ideológica", a ministra da saúde não aproveite todo o potencial instalado dos Serviços de Saúde, sejam eles privados ou do sector social, complementando e minorando, o caótico estado do SNS. A "cegueira e prepotência ideológica" da ministra, prejudicará todos, mas como sempre, serão os mais desfavorecidos e vulneráveis, que pagarão o maior custo...alguns, provavelmente, com a própria vida, devido a intervenções muito urgentes não covid, como referem as estatísticas, atiradas para as "calendas gregas".    Maria L Gingeira: É só falar com os farmacêuticos que recebem diariamente pessoas de todas as origens sociais para perceber o medo que existe em ir ao hospital.    Manuel Magalhães: A ministra da saúde além de completamente incompetente é criminosa, prefere a ideologia da esquerda radical ao bem estar das populações que é para isso que ela lá está e é paga, deixar morrer pessoas com outras doenças que não o COVID por questões puramente ideológicas havendo outras soluções à mão (no privado) é crime!!!    bento guerra: Politica patrocinada pela China. Controlar e empobrecer a população     João Diogo: É o que dá ter um apêndice do Bloco de esquerda à frente da saúde em Portugal, esta esquerda caviar, gostam muito dos pobres, mas é para encher a boca nos discursos.     Mario Areias: Excelente análise. O problema é que o SNS não tem dinheiro e tem uma ministra incompetente que, aliás, faz parte do governo mais medíocre desde 1974. Deitar dinheiro sobre o SNS só por si não resolverá o problema. São precisas três variáveis: Dinheiro, honestidade intelectual e inteligência. Exactamente as três coisas que faltam.         Sparks and Sparrows: "...onde o faz de conta do discurso público esgota até mais que a pressão do trabalho." Enaltecer o trabalho dos heróis da saúde é mais que justo, usá-lo para desmerecer o trabalho de quem os lidera numa situação globalmente tão dramática, vulgariza e revela a má intenção da mensagem. josé maria: A Helena Garrido quer voltar ao tempo em que morreram muitos infectados com hepatite C, em Portugal, no tempo da desgovernação de Passos Coelho, porque, nessa altura, havia sempre balúrdios de dinheiro dos nossos impostos, mas só para salvar bancos a todo o custo? Quer?   Joao Figueiredo > josé maria: Trazer à colação um dado que não é fácil de comprovar e não pode ser imputado directamente a Passos Coelho denota não só uma fragilidade na afirmação mas também no caracter de quem a reproduz. A Hepatite C é um flagelo mundial e merece outro cuidado nas afirmações que reproduzimos, se não sabemos do que falamos não comentamos...      bento guerra >Joao Figueiredo: Esse verme, josé maria, mente sempre. O caso da Hepatite C resultou de um "show" montado na AR, na Comissão de Saúde, presidida pelo PS, para chamar as televisões. A verdade é que o ministro Macedo estava então a negociar com um conjunto de países, abaixa do preço especulativo do medicamento.      Manuel Magalhães > josé maria: Distorcer a realidade e culpar os outros é típico de gente da esquerda e dos incompetentes, mas isso todos nós já sabemos!!!  josé maria > bento guerra: Passos Coelho - Versão Troika Nós vamos cumprir o programa de ajustamento, custe o que custar Passos Coelho - Versão Hepatite C Deve-se fazer tudo para salvar vidas, mas não custe o que custar       Joao Figueiredo > josé maria: Já que és tão dado a estatísticas, quantas perdestes por causa das cativações?       josé maria >Joao Figueiredo: Portugal atinge o nível de desigualdade mais baixo de sempre Público, 1/12/2017: Poucochinho?    Joao Figueiredo > josé maria: Deves ter uma mais actual que não te interessa ...procura bem e não te esqueças de verificar as fontes e olhar bem para os dados ... anda muita treta a circular por aí.    Joao Figueiredo > Joao Figueiredo: e não te cinjas a períodos fechados apenas para dizer mal de alguém, estende a análise e cruza com outros dados, uma análise per si é deturpadora da verdade e talvez, talvez se o governo anterior ao Passos não nos tivesse feito crer que havia potes de ouro no arco-íris a história que tu tentas vender fosse outra ... and by the way, o Passos já cá não mora há 6 anos e os que cá estão, fizeram?   Tens que largar o passado, repara que se o Afonso Henriques não tivesse feito o que fez, hoje o nosso salário mínimo poderia ser outro e o grau de desenvolvimento também, poderia, poderia ... irra, esquece o Passos    Foca-te no presente e no que podemos fazer para um futuro melhor. Neste momento o teu "Passos", um pouco mais bronzeado, não fez nada que lhe dê lugar na história e 6 anos passaram e cheira-me que no tempo que lhe resta nada mais vai fazer de jeito... o que achas nos vai acontecer ? Tens algum gráfico brilhante para nos mostrares? Eu estive mais de 30 anos a analisar dados estatísticos e projecções, em companhias alemãs, portuguesas, americanas, se tiveres alguma dificuldade posso-te dar 1 ajuda     Adelino Lopes: Humanismo? Competência na gestão pública? etc, etc? Diga-me um país governado por progressistas onde aquelas características se tenham revelado no médio prazo. Posso indicar-lhe diversos onde se verificou o contrário. E posso ficar-me pelos países europeus. Agora o SNS. Parece-me que toda a gente já se esqueceu das cativações do Centeno. E das 35 horas semanais? Houve algum humanismo (no interesse dos doentes) nesta decisão? E qual foi a competência da gestão pública? E não é só isto. Por exemplo poderíamos falar das gestões privadas que foram embora, etc, etc. Agora, andamos todos a assobiar para o ar, tentando culpar um vírus que pelos vistos não é assim tão mau como o pintam. Tudo isto para ilibar os progressistas?      Carlos Quartel: A autora sabe bem o que andou a fazer o camarada Centeno, nestes últimos 5 anos. Retenções sobre retenções, os serviços públicos a esboroarem-se, escolas, hospitais e tribunais com alguidares a apanhar a chuva, com ratos e baratas, uma escola no Porto, com bidons (os alguidares não chegavam), esquadras de polícias e GNR de meter medo. Quanto a pessoal, nada, a polícia e GNR fecham às 5. os enfermeiros não chegam, os médicos foram embora, sem vencimento condigno e quem ganha dinheiro é o camarada PS das agências de colocação. Tudo isto já estava de rastos, as consultas já estavam atrasadas meses e anos e nada funcionava bem, excepto a máquina dos impostos (só para os pelintras). O vírus só veio pôr a nu uma situação terceiro-mundista. Muita culpa tem a comunicação social, sempre atenta e obrigada, a cobrir situações e camuflar problemas.     Pode ser que, da crise, resulte algo de novo .....     Adelino Lopes > Carlos Quartel: nem mais-

 

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