sábado, 24 de outubro de 2020

Realmente!


Mortos-vivos” é o estado geral de amorfia desta população na qual, naturalmente, me incluo, com grande pena minha, na desolação de um país embrutecido por ordens “superiores” de embrutecimento galopante, com extensos telejornais centrados exclusivamente e infindavelmente na covit, no ódio a Trump e com novelas pelo meio, algumas reais, de entrevistas sobre histórias tristes, e onde nem os cantares ao desafio têm a garra que tinham, entregues agora a soturnos cantores alentejanos, de raça e instrumentos musicais diferentes dos nortenhos… Sim, Alberto Gonçalves tem razão ao destacar as ordens falsamente preocupadas pela saúde pública, e sucessivamente fabricadas por António Costa, que vai engordando e rindo com bonomia e a certeza de que tem na mão um rebanho submisso a pastar o que ele impõe…

O dia dos mortos e os dias dos mortos-vivos/premium

Ao alimentar o pânico face à Covid, os senhores que mandam não estão unicamente a medir o grau de humilhação que as massas suportam: estão a distraí-las do saque organizado pelo PS e seus aliados.

ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador

OBSERVADOR, 24 out 2020

O Governo quer homenagear as vítimas da Covid, através de um dia de luto nacional a 2 de tantas pessoas. Ainda assim, são cerca de um terço das pessoas que morreram em excesso face a anos anteriores, não “de” ou “com” Covid, mas provavelmente por causa do desleixo a que foram votadas a pretexto da Covid. Seis mil mortos, contas por baixo. Sete mil, noutras contas. Seis ou sete mil criaturas que não merecem agora a homenagem do Governo, como não mereceram durante meses os cuidados de que necessitavam e que poderiam ter-lhes prolongado as vidas por um, cinco ou trinta anos. É justo. Seria repulsivo que os principais responsáveis pelo adiamento e cancelamento de consultas, tratamentos e cirurgias viessem, post mortem, fingir mágoa pelas perdas em causa. Seis ou sete mil. Nisso o Governo foi coerente.

E coerente mantém-se. Ao proibir as deslocações entre concelhos no fim-de-semana de finados (e fechar indirectamente cemitérios), o Governo impede os familiares de homenagearem esses seis ou sete mil mortos. É verdade que também impede os familiares dos mortos “com” e “de” Covid de fazerem o mesmo. Porém, estes já beneficiam da homenagem do próprio Governo, assaz sincera e respeitosa. Os mortos restantes não beneficiam de nada, nunca beneficiaram. Dado que, por ordens superiores e histeria geral, os hospitais praticamente se dedicaram em exclusivo aos pacientes “com” Covid, os mortos restantes não tiveram direito aos serviços de saúde que os poderiam ter salvo. Dado que os funerais não são festarolas comunistas ou variedades burlescas (passe a redundância), os mortos restantes não tiveram direito a cortejo fúnebre (a menos que três indivíduos sejam um cortejo fúnebre). Dado que os seus familiares e amigos não são políticos, polícias e demais agentes da subjugação e da punição (os privilegiados que gozam de liberdade de movimentos), os mortos restantes não terão direito a ser lembrados da maneira que tanta gente gostaria de lembrá-los. Visto que ninguém os lembra ou vinga, os mortos restantes nem sequer chegam a seres humanos. Deve ser por isso que o respectivo homicídio, só relativamente involuntário, não é considerado crime. Pelo contrário, os autores desses seis ou sete mil crimes são chamados de “autoridades”. E a população obedece-lhes de facto, brutalmente indiferente aos milhares de compatriotas que morreram longe das notícias.

Não contente em desgraçar-lhes a vida com clausura e miséria, o Governo apropria-se da morte dos portugueses. E da ligeira dignidade que lhes sobrava. Na semana passada, previ aqui duas coisinhas. A primeira era que a famosa “app” não passava de um isco para implantar a máscara. A segunda era que a imposição de proibições e obrigações delirantes aumentaria exponencialmente, fosse na frequência, fosse na dimensão do delírio. É tão fácil prever o comportamento dos tiranetes: logo após o anúncio do confinamento concelhio para o dia de finados, o Parlamento aprovou o uso constante da máscara ao ar livre, com penas de centenas de euros para os hereges. Por acaso, e certamente estratégia combinada, a proposta veio do PSD. É indiferente: tirando o da Iniciativa Liberal, não houve votos contrários – pelo evidente motivo de que, no regime em que entrámos, já não há oposição ou vestígio de escrutínio, há os espantalhos necessários a um simulacro, desconchavado e reles, de uma democracia. Para a semana, a pedido do PS, do PAN ou do BE, será interditada a partilha de sofás, o tabaco na varanda ou o consumo de sangria à tardinha. Malucos não faltam e, a julgar pelo número de sujeitos que se mascaram em automóveis sem passageiros, não faltam malucos prontos a segui-los.

Não discuto a utilidade ou a benignidade da máscara: por todo o mundo, incontáveis especialistas condenam a utilização com argumentos que, no mínimo, são tão respeitáveis quanto os da ortodoxia dos “telejornais”. O que me intriga é a submissão dos portugueses a “autoridades” que não fazem a mínima ideia do que estão a fazer. Ou fazem, o que é bastante pior. Ao alimentar o pânico face à Covid, os senhores que mandam não estão unicamente a medir o grau de infantilização e humilhação que as massas suportam: estão a distraí-las do saque organizado pelo PS e seus múltiplos aliados. O saque era apetitoso antes do vírus, e tornou-se um regalo depois, com o “fundo de recuperação” que a nomenclatura raspará até ao dito. É curioso, no sentido de absolutamente asqueroso, que os dinheiros da “Europa” não patrocinem um SNS em frangalhos (ou a ajuda dos, cruz-credo, hospitais privados), mas deslizem para as negociatas do costume, embora mais às claras do que de costume. Se alimentar o medo da Covid encerra algum simbolismo, o materialismo é decisivo.

Entretanto, continuarão inevitavelmente a morrer pessoas “de” ou “com” Covid, um terço das pessoas que evitavelmente morrerão sem Covid nenhum. Vêm aí muitos dias de finados, uns sob a terra, outros em cima dela, reverentes e pobres de pedir, os rostos ocultos como ladrões, a cumprir ordens de criminosos e a imaginar que a vida é isto. Não é.

POLÍTICA  PANDEMIA  SAÚDE  GOVERNO  PS  SAÚDE PÚBLICA

COMENTÁRIOS:

Cipião Numantino: O nosso estimado AG ao ataque! Como um camartelo semanal a tentar demolir este poder xuxa/comuna que tudo confunde, tudo atrapalha e tudo estraçalha. Baderneiros intelectuais profissionais colocando baderna em tudo o que tocam! AG topa-os bem. Assim como os topam todos aqueles que estarão minimamente atentos. E estava na cara que essa estória do stayway covid não era mais do que um simples engodo. A táctica do Dr. Costa sempre foi assim. Lança umas quantas medidas para discussão, o pessoal morde o isco, e começa a discutir imediatamente as mais gravosas. Mas a entourage do Dr. Costa já tem a resposta preparada para o imbróglio. E como bons esquerdosos que são, usam e abusam da estória do camarada do magala que sofria do coração e do companheiro que se ofereceu voluntariamente para lhe dar a notícia de que a mãe tinha morrido. Melífluo e atrevido aproxima-se do recentíssimo órfão e diz "eh pah, olha tenho uma terrível notícia para te dar". O militar que sofria do coração, entrou imediatamente em transe e indaga " diz-me já, já o que aconteceu", ao que o mensageiro respondeu "olha pah, não sei como te dar a notícia, mas morreu a tua família toda"! Já com o pobre a revirar os olhos e a desfalecer, o mensageiro, coloca-lhe sorrindo a mão no ombro e retruca "calma, calma, não foi nada disso. Só morreu a tua mãe!". É nisto que estamos. E nada do que parece é. Ou, pelo menos, parece que vivemos num mundo paralelo e sem sentido. Mesmo a propósito, li ainda recentemente que existem pessoas que defendem que vivemos provavelmente num mundo paralelo. É isso mesmo que defendia um famoso filósofo e, mais actualmente, um professor de Oxford confirma que tem também essa presunção. E vai mais longe ao afirmar que temos 50% de hipóteses de vivermos num estádio muito similar ao que se demonstra no celebrado filme Matrix. Estava bem apanhado! O Dr. Costa e seus comparsas não passarem de marionetas de alguém que ia programando as suas actuações e punha e dispunha dos seus actos num disco rígido de um qualquer computador. Olhem que, convenhamos, esta porra fazia muito sentido! Dá mesmo para acreditar e só tenho um reparo a fazer em relação aos programadores e, esse, sem quaisquer dúvidas, que terão pouco sentido de humor. Se não, vejamos: por exemplo, quando o Dr. Costa quis afiambrar umas valentes caneladas no velhote que o enfrentou (lembram-se?) se os pretensos programadores tivessem veia humorística, o que fariam? Calma, eu respondo! Deixavam que desse as charutadas no velhote enquanto providenciavam que o Dr. Costa se desequilibrasse e se esparramasse bem ao comprido, tipo sapo, virado de pernas e aquela barriga enorme para o ar, esperneando como se fosse um escaravelho sem se conseguir voltar. Estão a ver a cena? Hehehehehe seria um gozo supremo! Certo que faz figuras ridículas naquele português em que pede meças ao Jorge Jesus e, também, a curvar-se no conselho europeu mais do que pinheiro empurrado por ventos de 300 Kms/hora. Mas nada se compararia a uma cena destas! Por isto mesmo, meus caros, fico na minha. E acho mesmo que ninguém empurra semelhantes personagens para atitudes tão fajutas. Ser-se de esquerda, por si só, salvo algumas excepções é conviver paredes meias com o ridículo. Então a pretensa superioridade moral é mesmo o cúmulo do mais estranho paradoxo! Mas enfim, segundo estudos feitos há uns anos dizia-se que cerca de 25% (um quarto!!! - uma em cada 4 pessoas com que nos cruzamos) da população portuguesa sofre, de alguma forma, de doenças do foro psiquiátrico. Juntem-se uns quantos limitados mentalmente, mais uns 7% de terraplanistas mais, ainda, uma larga percentagem de subsídio-dependentes e, pronto, tudo somado teremos provavelmente a resposta. Mas, assim mesmo, ainda alguém perguntará: as contas parecem mal feitas, pois parece faltar ainda muita gente! Pois, pois, concedo que sim. Serão, certamente, todos aqueles que acreditam no pai-natal! Pois, como hei-de catalogar eu, aqueles que andam mais de 100 anos a salivar e a esperar pelos amanhãs que cantam que deram, como se sabe, em todo lado, com os burrinhos na água? E a esperar que o que sempre deu errado possa algum dia vir a dar certo com eles próprios?...      Caixa Mágica: Eu só vim aqui dar like e assegurar que o Costa deixou passar esta crónica. Tiago Queirós: Uma vez que, doravante, o uso de máscaras se tornará obrigatório na via pública, em que medida se justifica o cerceamento de movimentações interconcelhias entre os dias 30 de Outubro e 3 de Novembro? Das duas, uma: ou o uso de máscaras é eficaz (e, nesse caso, se afigura desnecessário coarctar a livre circulação de cidadãos); ou o uso de máscaras é ineficaz (e, nesse caso, a sua utilização na via pública se afigura inútil). Ora, admitindo a eficácia do uso de máscaras na via pública, por que motivo cercear a afluência de cidadãos a cemitérios, e não a afluência de cidadãos a transportes públicos ou a afluência de cidadãos aos seus respectivos postos de trabalhos? Sendo que o próprio Governo se coibiu de monitorizar a afluência de estudantes estrangeiros a estabelecimentos de Ensino Superior em Portugal, promovendo a disseminação do contágios em tais instituições. Além do mais, é inconstitucional impor a uso de máscaras na via pública ou limitar a circulação de cidadãos sem uma decretação prévia de estado de emergência. Portanto, conclui-se que o Governo se encontra comprometido não com a defesa da saúde pública, mas unicamente com a concessão de benesses a aliados políticos, devendo, por isso, os Portugueses desobedecer às directrizes governamentais e celebrar livremente o 1.º (e não o 2.º) de Novembro.

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